Blogue de professora de didáctica das línguas, de análise do discurso dos média, de comunicação, de mediaculturas... com «aulas virtureais»... e alguns desabafos.
Mas depois de ter participado recentemente em três colóquios e depois de ter lido mais uns bons artigos em neurociências (e vulgarização das neurociências), ou melhor, em NBIC, vou voltar ao tema.
Para as considerações que vêm a seguir contam, igualmente, referências do domínio da análise dos discursos multimodais, da semiótica- nomeadamente dos «clássicos» que se debruçaram sobre as funções da imagem - estudos em ciências cognitivas, sobre as emoções... e observação e análise de muitas aulas, conferências, comunicações «ao vivo» e na Internet (TED, Petchakucha, a minha tese em 3 minutos, «cápsulas» de aulas invertidas... Vídeos com especialistas de diferentes assuntos.
Enfim ...não sou «velha do Restelo», porque comecei a usar power point nas minhas aulas quando poucos professores o faziam. Também não teço estas reflexões porque «sim», porque «acho»! Mas, porque construí um enquadramento teórico e utilizei uma metodologia de investigação (observação etnográfica suportada em análise dos discursos multimodais) e chego a algumas conclusões, provisórias, como quase todas as conclusões...
Dadas as características do blogue,e adoto um formato mais «interessante» do que «demonstrativo».
Começo com várias frases provocadoras:
Deviam proibir os bons comunicadores de usar power point, prezzi...!
Power point «instrumento de tédio mortal»!
Não se aguentam as apresentações de teses de mestrado e doutoramento em colóquios!
Power point instrumento de preguiça mortal para professores e alunos (e reforço) preguiçosos!
Deviam proibir os bons comunicadores de usar power point, prezzi...!
Como desenvolvi em tópico anterior, os bons comunicadores não precisam de power point. Pelo contrário... Um bom comunicador sabe construir um discurso articulado e vai construindo o seu discurso, adaptando-o ao público e, até, vai «aperfeiçoando» as definições de conceitos ou encontrando outros exemplos que não estavam nos tópicos preparados. A capacidade de improvisação está presente. A estrutura é dada pelos conectores verbais antecedidos dos conectores não verbais correspondentes (Em primeiro lugar, gestos dos dedos). Os performativos discursivos (Vamos identificar marcas, vamos comparar...) também são reforçados pelas mãos, os conceitos são acompanhados de gestos ilustrativos ou metafóricos...
O comunicador tem mãos livres, o olhar não está preso ao ecrã... e por isso o pensamento e a verbalização do mesmo fluem através do corpo.
Uma ou duas afirmações, para ser mais «científica»...
Estes tópicos estão desenvolvidos em outros post com as minhas comunicações.
A utilização do power point só se explica, neste caso, por uma questão de imagem de modernidade: «não quero que me acusem de não saber usar as tecnologias». Ou «posso esquecer-me...».
No entanto, se se quiser usar power point é melhor só usar três ou quatro dispositivos com alguma imagem humorística, um esquema, uma citação...
E depois ... falar, olhar e mãos livres!
Porque o comunicador fica livre para pensar e o público fica livre para pensar também.
O sentido da palavra imagem na expressão «uma imagem vale mais do que mil palavras» tem de incorporar o corpo do apresentador, as suas deslocações, a postura,os gestos, o olhar...o espaço...
Por isso, já há alguns anos, eu dizia baseada nas minhas próprias observações: «power point não é cinema». No cinema, precisamos de nos isolar, numa aula ou congresso, de partilhar... Agora até a bioquímica parece dizer que a luz é necessária para produzir oxitocina necessária à atenção!
Porque a exposição do comunicador é co-construída com o público. O público antecipa a partir dos olhares, dos gestos, das primeiras sílabas das palavras... mantendo a atenção. E memorizando...
Porque a «mise en mots » do pensamento despende da mise en corps quer para quem fala quer para quem ouve. Recentemente, assisti a conferência de grande comunicadora. Não precisava, mas utilizou power point muito bem feito, muito claro... Mas o projetor não estava configurado para o formato... E o que é que aconteceu... o público teve de estar muito mais atento ao que a comunicadora dizia. Ninguém se queixou! Porquê, porque a apresentação oral ficou muito mais interessante e interativa, exigindo muito mais do público que revelou muitas marcas de mise en pensée (adorei observar os efeitos comunicativos deste incidente tecnológico).
Os inconvenientes da apresentação, com frases cortadas, obrigaram o público a antecipar (como os gestos que antecipam a verbalização) e haverá possivelmente mais facilidade na memorização...só posso falar por mim!
A comunicadora construiu uma história em que nos envolveu. E o formato narrativo parece que se vê no nosso cérebro e no do público. Não me aventuro por essas explicações, mas convido o público a ver o vídeo com a apresentação de Uri Hasson:
Não é por acaso que muitas das melhores conferências TED têm muito poucos diapositivos.
E, agora, uma história pessoal.
Há uns anos fiz a «oração de sapiência» do IPS e tratando-se de formato retórico achei que não deveria usar diapositivos e... senti-me muito bem. No fim, colegas das tecnologias, que tinham torcido o nariz à minha decisão de não projetar nada, consideraram que teria tido razão... Que tinham estado muito atentos!
Na altura, não sabia as razões da minha satisfação comunicativa e da reação do público... Agora, com as leituras recentes, percebo melhor!
Daí a frase provocadora do início: « os bons comunicadores (onde me incluo, já tenho idade para me gabar), deveriam, em certas circunstâncias, deixar o power point em casa ou... levar 2 ou 3 diapositivos com esquema, imagem, citação. A estrutura está na sua cabeça e passa para as cabeças que se encontram à sua frente e até pode ser modificada e co-construída no momento... não precisa de estar escrita.
Para a discussão dos outros casos... convido os leitores a seguir os próximos post.
Estou a parafrasear um título que li , há uns anos , creio que no jornal Público (não consegui encontrar a referência), substituindo«tédio» no original por preguiça.
Tive a sorte de conhecer bons oradores. Homero Pimentel, Conceição Sarmento, Victor Aguiar e Silva - para só referir o Colégio, o Liceu e a Universidade, em Portugal. E ,em três anos, em Paris, conheci oradores notáveis, em Notre Dame , o cardeal Lustigier . Na Universidade Francesa ( aberta quase gratuitamente aos inscritos e mesmo gratuitamente aos auditores livres . A verdadeira gratuitidade da cultura!) ouvi e vi Galisson, Charaudeau, Porcher, Sophie Moirand, Greimas, Ducrot… e os seus convidados e muitos outros excelentes comunicadores, para não citar alguns notáveis linguistas e especialistas de teoria da literatura mais dados à escrita do que à comunicação oral. Ou, no teatro, Bernard Luchini a dizer poesia francesa.
Aderi ao power point logo no início. Comecei , pouco depois, por retirar as minhas apresentações da plataforma de ensino a distância, depois deixei de as disponibilizar aos alunos. Passei pelos quadros interactivos multimédia, reduzi o número de diapositivos e… estou a voltar a utilizar o quadro tradicional. Este percurso resulta da observação dos tais bons comunicadores antes e depois da era do power point.
O bom comunicador torna-se, muitas vezes, preguiçoso com o power point e o público torna-se, igualmente, preguiçoso com o power point. O bom comunicador tem a palavra, a voz, os gestos, o olhar, as mãos para comunicar com o público. Pontua o discurso, regula o tom e a intensidade da voz pela atitude do público, faz gestos de convergência com o público para o prender, repete articuladores, acentua palavras, hesita na escolha das mesmas para melhor se aproximar do pensamento e adequá-lo ao público. Utiliza uma «sintaxe mista», como refere Slama Cazacu.Com os gestos, antecipa o que vai dizer, agarra-nos com ao olhar, a voz e não nos deixa nem fugir nem adormecer. Co-constrói o seu texto com o público.
Quando passou (e nem todos passaram felizmente) para a era tecnológica, transformou-se (alguns) em tronco. O braço e a mão direita ficam dependentes do rato ou do comando. A gestualidade deixa de ser ilustrativa, afectiva reguladora para passar a funcional. Perde os valores simbólicos e interactivos. O braço esquerdo , como funciona em espelho, fica perdido inerte e acaba, por vezes, no bolso. O orador ( e não estou a falar do que lê o que está escrito) tropeça nas palavras que já não queria que estivessem escritas, porque, em função do momento, preferia que o público imaginasse outras, a partir dos seus gestos. Mas o público está preso à imagem, à escrita e até nem vê os gestos e nem sempre ouve…
Tudo isto se complica nos novos e belos auditórios onde a projecção surge a 3 ou 4 metros de altura. O olhar do orador e do público raramente se cruzam. O público fica preso à apresentação e por muito que o orador se esforce não se pode regular pelo olhar do público. O orador fica refém da sua própria apresentação. Deixa de usar conectores, não enumera com os dedos. A apresentação poupa-lhe as marcas de sequência lógica. Nem precisa (nem deve) pôr números na imagem. A apresentação torna-se autónoma, cria hiperligações, volta atrás. Mas o orador deixa de contar histórias… Até o humor ( que só é humor porque imprevisível ) foi preparado na apresentação. A narrativa do comunicador transforma-se numa explicação.
E o público… Sem power point olha o comunicador, olhos nos olhos. Repara nas mãos, antecipa as palavras a partir dos gestos, deixa-se envolver pela melodia, pela escolha das palavras…
Com o Power point, sobretudo se a apresentação for projectada acima do orador, o olhar do público fica preso nas alturas e raramente se cruza com o orador. Lê o que está escrito e até deixa de ouvir…e «twita». Não tira notas…«de todas as maneiras a apresentação até já está disponível on line ou o comunicador faculta-a»… «Mais uma que vai encher a pen e nunca mais é aberta!».
O Quadro Interactivo Multimédia reduz a imprevisibilidade da interacção pedagógica e acentua o «efeito fotocópia» denunciado por Humberto Eco: o investigador faz ,ou fazia, resmas de fotocópias e ficava satisfeito porque as tinha em casa. Com o QIM o aluno fica satisfeito porque fica com a apresentação no email ou na pen , mas, neste caso, nem vê o volume como na pilha de fotocópias. Se as consulta em casa ou não …aí é que está o problema, mas entretanto não tirou notas na aula, não memorizou - limitou-se a achar «interessante», «gratificante»… ! Os riscos que esta ferramenta pode trazer às aprendizagens!
E voltando ao quadro tradicional… O orador pensa e modifica o seu pensamento à medida que constrói os seus esquemas, para si e para os outros…em função do olhar do público. Procura palavras. Constrói as chavetas. Coloca travessões, setas antes de verbalizar o seu pensamento para que o público antecipe. Adapta-se…improvisa… O esquema, que pode ter na cabeça ou no papel , sofre mutações no quadro à medida que vai sendo construído e partilhado, metamorfoseia-se ( para utilizar a metáfora de Pierre Levy sobre o hipertexto)…
O esquema em power point cristaliza-se , coisifica-se e … cristaliza o pensamento do comunicador
E assim, estamos no que foi caracterizado pelos investigadores de Palo Alto como «comunicação paradoxal» E do ponto de vista neurológico. Quais as implicações da mobilidade ( ou imobilidade) das mãos no processamento da linguagem? Não me aventuro neste campo por incompetência, mas se a verbalização estiver ligada à mobilidade e à mão esquerda (como é frequente ler-se) …então percebe-se a dificuldade do comunicador.
Tudo isto, interpretado em termos dos estudos da pragmática em formato blogue, ganharia a ser investigado. Ora há uma ferramenta nova: o equipamento móvel de eye tracking que permitiria efectivamente «ver» o que faz público nos diferentes dispositivos comunicativos. Será que há alguém interessado em participar, colaborar, financiar este projecto de investigação?
E como , ainda assim, continuo a utilizar power point vou dar algumas sugestões que costumo dar aos meus alunos, num outro artigo.
Encore à propos de Salamanca.
Maintenant tous les enseignants et étudiants sont censés utiliser power point- représentation d'innovation pédagogique, de changement avec Bologna...
J'ai déjà écrit plusieurs articles sur power point , mais , puisque j’en ai parlé à Salamanca, je reviens sur le sujet.
Voyons l'espace: quelle est la différence entre la chair de l’enseignant fixée sur le mur (comme dans les belles salles de classe anciennes de l’Université de Salamanca) et la projection sur le mur ? Il s’agit toujours du modèle panoptique de communication (comme dans les églises et les prisons). L’enseignant ( ou l’ étudiant qui récite sa leçon ou fait sa présentation) est vu par tout le monde. Donc espace idéal pour la fonction d’expliquer quelque chose à quelqu’un , de raconter… On regarde le présentateur de la télévision aussi. Donc dimension fonctionnelle de l’espace. Espace déconseillé pour le travail en groupe, pour des activités d’écrit qui exigent isolement...
Mais … si chaque étudiant regarde la présentation dans son ordinateur individuel (ou s’il «twitte»)? le regard n’est pas assuré.(Et pourtant le regard compose la syntaxe mixte dont parle Slama - Cazacu ). (Je n’ai pas vu des ordinateurs ouverts, cette fois-ci!)
Power point ce n’est pas du cinéma (qui exige l’isolement). C’est un dispositif de partage… il faut voir, en simultané, présentation et présentateur !
Maintenant voyons : La chair et l’estrade jouent une fonction symbolique : l’espace du pouvoir. Power point renforce le pouvoir. C’est vers la présentation qui se tournent les regards. La présentation représente la voix autorisée du maître
Qui, en plus, l’a préparée auparavant. Et donc il n’y a pas co-construction (comme quand on écrit sur le tableau noir et que l’on est en train de penser et de modifier le schéma qu’on avait préparé en fonction des aléas de l’interaction, de l’autre et de notre pensée ( On efface et on fait le commentaire… «Ce n’est pas bien comme ça…non, non je préfère un autre mot, flèche, alinéa…» ). Si on modifie la présentation multimédia, on coupe le « récit » pédagogique. Encore pire !
Puis la cohérence du discours. L’enseignant passe tellement de temps à préparer sa présentation, en recourant, notamment, à des marques iconiques de cohérence, que, quand il la présente, il peut oublier les articulateurs verbaux («je vais faire mon exposé en trois volets, le premier…»). On voit. La suite des diapos présente la logique. Souvent il oublie même des gestes… Et si on ajoute des effets, par exemple à l'envers du processus de lecture!!! Et si on joue sur l'effet catalogue: beaucoup de caractères, des images...que c'est beau!!!
Et de la part de l’auditoire, que se passe-t-il ? Finie la prise de notes « de toute façon l’enseignant, comme il est très moderne, il nous la donne dans Internet, la plateforme, email… Et on fait « save »et on est tranquilles ! Les contenus sont bien gardés… On peut toujours les regarder !». Et même si on les regarde quelques jours après, on ne sait plus le contexte, on n’a pas mis nos explications à nous… Et comment s’articule tout ça ? On n’a pas de notes avec les articulateurs logiques. Rien que la séquence des diapos...
Qu’est-ce que l’ enseignant retrouve, souvent, dans des travaux, tests… des suites de phrase, le style «listing» et, par-dessus le marché, … avec des énoncés tronqués, tout à fait incompréhensibles puisque décontextualisés...
Je ne parle pas, bien évidemment, des textes écrits projetés à l'écran! Pour cet usage, il y a les livres, les photocopies de pages... Bien utiles par ailleurs, tout dépend de ce que l'on fait avec, du temps...
Bien évidemment j’utilise des présentations en power point (j’ai été probablement l’un des premiers enseignant à les construire, donner, publier…) mais, je ne les publie plus… sauf exceptionnellement. Je ne les donne plus («Ce qui est donné... n’est pas apprécié»- dit-on chez-nous).
Et j’aime bien le tableau noir. Après avoir appris à utiliser les TIM … je suis revenue souvent au tableau noir. Power point un instrument de modernité ou d’autonomie de l’apprenant? Un prêt-à porter pour des communicateurs moins doués?
Power point pode ser um «instrumento de tédio mortal»! Foi o título de crónica do público, há cerca de 10 anos, ainda antes deste efeito de saturação que vou referir E depois de ter assistido a dezenas de apresentações de monografias e teses e comunicações das mesmas eu acrescentaria de forma provocadora:
«Não se aguentam as apresentações em power point de teses de mestrado e doutoramento em colóquios!» Vamos por partes, comecemos pelas teses: a estrutura de uma tese nem sempre corresponde à cronologia do projeto de investigação que lhe deu origem. Ora, acontece que muitas teses os estudantes reproduzem o tempo do projeto até porque não têm tempo ( tempo demasiado curto para o que se pretende) de se distanciar para reformular as escritas que vão fazendo e construir um objeto coerente e coeso. A cultura de investigação, hoje, adotou uma espécie de «template» para todas as investigações. Basta ler as fichas de avaliação de projetos e de artigos para se encontrar a seguinte estrutura (objetivos, questões, enquadramento teórico, metodologia, dados, discussão de dados, conclusões). As implicações ficam de fora quase sempre.... Ora as teses de professores que se inscrevem em programas de educação, supervisão, didática têm de ter utilidade social. Se não servem para melhorar a Escola, o professor, os outros professores, as aprendizagens... para que servem? Não podem significar um preço alto das propinas que se traduz em mais uns pontos nas carreiras ou nas avaliações dos próprios e das instituições em relatórios nacionais e internacionais... A obtenção de um grau também não pode implicar menos atenção dos professores- investigadores aos seus alunos durante o período da tese, o que ainda é mais grave. Ora... estou farta de me perguntar para que teriam servido determinadas teses... por exemplo sobre as representações de professores, empregadores sobre as línguas ou usos de TIC... Não é preciso «incomodar» um público com questionários e entrevistas para se saber que a língua mais valorizada é o inglês ou que toda a sociedade acha as TIC indispensáveis na vida dos cidadãos. Caricaturo de propósito... Aliás na formulação dos objetivos até se encontra o verbo «verificar»! Passando às apresentações, A estrutura é normalmente a que foi descrita, com mais ou menos cores, partes que se acrescentam ou se apagam, efeitos especiais vários. Ora... a cultura da universidade francesa, onde fiz o mestrado e dois doutoramentos, era bem diferente. Considerando que se trata de um exame e que o destinatário é o júri que vai avaliar um candidato não pode apresentar a estrutura da tese, o que seria sentido como um insulto ao júri que já leu a tese. Daí que o candidato a diploma fizesse um exercício diferente: uma leitura distanciada do seu projeto de investigação e da sua tese. Exercício difícil que exigia uma capacidade de metaanálise! Nos últimos júris em que participei, em Paris 3, a regra ainda era essa. O público ia reconstruindo a tese a partir das diferentes peças do puzzle que iam sendo discutidas, se fosse da área. Se não fosse, apercebia-se do ritual... Também se trata de exercício exigente que implicava uma enorme atenção. A tese não «lhe era dada» e como sabemos « o que é dado não é apreciado». Passando à divulgação de trabalhos académicos: também estes não podem ser «dados» todos da mesma forma ao público... Uma investigação tem de ser reformulada para ser divulgada ou «vulgarizada» e é necessário que o seja para que a investigação tenha implicações junto dos outros investigadores e professores. O investigador tem de fazer uma aprendizagem de como se divulga uma tese. Pode assistir , por exemplo, a algumas conferências TED. Verá que a estrutura referida quase nunca surge, a estrutura da comunicação (não a da tese) é apresentada verbalmente e as imagens têm quase sempre uma função humorística ou complementar... são projetados 2 ou 3 esquemas... O formato narrativo é normalmente privilegiado e as implicações são a parte mais importante de todo o percurso para apresentação num colóquio. Para o júri, o interesse pode estar na relação entre todas as dimensões, na metodologia, na análise dos dados... em pormenores... (Ver post anteriores e posteriores sobre comunicação multimodal ou literacias académicas) Como nos colóquios o que é mais frequente é ir buscar o power point da defesa... é isto que acontece: só se assiste à nossa própria apresentação ou simpaticamente às dos outros que apresentam na mesma sala (o que nem sempre acontece) ou, se o público quer aprender alguma coisa, como é sempre a minha perspetiva, chega-se ao seguinte comentário :« só vale a pena ir às conferências porque não se aguentam apresentações iguais durante dois dias! Que chatice!» Será por isso que os professores não vão hoje a colóquios e congressos?
Comme je n'ai pas eu le temps de tisser tous les fils de la conclusion de mon texte pendant le Congrès, je publiecette partie de ma conclusion.
Implications des études interdisciplinaires sur la communication interpersonnelle multimodalepour l’analyse de la classe aujourd’hui
J’ai regroupé les dimensions dégagées en 3 axes :
·Le temps, l’espace, le corps… la multimodalité et l’empathie
·La convergence/la divergencenumérique et didactique
·L’invitation au voyage
Temps et espace…
Sur le temps…
Il était prévisible que le numérique entrainerait la contraction du temps. Or la durée de la classe est toujours la même. Et on propose que les enseignants se laissent enregistrer pour que les élèves regardent la totalité de la classe. Les classes zoom sont souvent interminables. Il n’y a pas de contraction du temps didactique quand on passe au supports numériques ou technologiques qui devraient impliquer cette contraction..
Sur la proxémique et le corps… la multimodalité et l’empathie
L’espaceest devenu fixe, l’enseignant se déplace le moins possible dans l’espace fonctionnel et symbolique du tableau/ TBI/ écran. Les élèves à tour de rôle y vont dans la mesure du possible. Distance sociale est de loi. La disposition traditionnelle a été adoptée.Et les enseignants peuvent avoirsimultanément des élèves dans l’espace de la classe et des élèves hors classe, chez- eux. Paradoxalement, l’espace s’ouvre, ce qui ne signifie pas qu’il devienne mobile. Les élèves à la maison sont assis collés aux écrans (on le souhaite).
Cette disposition reprend le modèle panoptique des églises (traditionnelles), des tribunaux. Elle renforce symboliquement le pouvoir de l’enseignant mais elle est parfaite pour faire des exposés ou pour présenter un power point que ce soit par l’enseignant ou par les élèves
Ce n’est pas par hasard que quelquesTBI ont été placés sur des estrades.
Mais en revanche, pour que l’interaction verbal soit possible, le regard est essentiel, il intègre l’énoncé même. Le corps, les gestes, l’ expression du visage sans masque est essentiel. Attentionje ne suis pas contre les masques. D’abord la santé.
Le masque est encore un plus grand obstacle quand il s’agit d’apprendre à parler une langue maternelle et étrangère. C’est avec notre bouche que nous parlons, que nous articulons et nous savons bien comment les langues s’apprennent par mimétisme en regardant la bouche des gens qui parlent une langue étrangère.
Comme j’ai essayé de montrer le corps est par ailleurs essentiel pour la relation et l’empathie. Si le corps est caché.. Pour compenser le masque, nous sommes obligés de faire plus de gestes ou de verbaliser par exemple l’affectivité, la relation. C’est à travers le langage verbal que la relation doit être véhiculée. Et ceci est une suggestion ou un conseil que je donne aux enseignants. Renforcez les marques verbales d’affectivité, utilisez des formes de mitigationdes évaluations négativ, d’empathie. N’oubliez pas que votre corps est partiellement caché…
Dans mon introduction je posais une question :Est-ce qu’il y atoujours convergence entre les approches didactiques et le numérique ?
Puisque maintenant avec la pandémie qu’on le veuille ou non le modèle expositifmédiatisé par les plateformes(ou même en classe masquée ) estle plus adopté comme ces colloques semblent le démontrer j’insisterai pour terminer sur quelques suggestions. Je crois que avecla pandémie tous les enseignants ont eu besoin d’apprendre à utiliser les technologies, les plateformes, power point, les manuels et matériauxnumériques, mais je crois que la réflexion didactique n’a pas toujours accompagné ces progrès.
Il est vrai que les enseignants se sont débrouillés un peu partout avec le numérique- en renforçant souvent les inégalités je n’en parle pas-mais l’offre numérique n’est pas toujours la plus adéquate et les fiches en format papier ou numérique et les manuels même ont redécouvert souventles images référentielles des méthodes directes de la fin du 19 siècle, et desexercices de relimentdes (objets) dessins aux mots et desméthodes audiovisuellesavec desexercices structuraux, desexercices à trous, des mots clés souvent dans des formats de jeux interactifs qui ne sont pas plus communicatifs que leurs ancêtres en papier.
Un exemple … quelques remarques sur power point…
Voyons encore une autre difficulté dont l’enseignant doit se rendre compte quand il fait une présentation par exemple ici. Les phénomènes de convergenceinteractive sontmodifiés par des contraintes technologiques. Le fait que mes mains manipulent le clavier, par exemple,empêchent mes gestes illustratifs, conceptuels ou metaphoriques ce qui trouble ma pensée et de suite sa mise en mots. Parce que les gestes précèdent l’énoncé verbal et réfléchissent le processus cognitif, comme je l’avais souligné. Par ailleurs,c’est ce type de gestes qui mènent ceux qui m’écoutent à anticiper le mot que je vais dire mentalement ou même en me devançant. Par ailleurs les affectifs, les synchronisateurs… Dès lors tout le processus multimodal est affecté. . Maintenant j’emploie des gestes, sans me rendre compte beaucoup plus illustratifs, pour expliquer. Et j’essaie malgré les difficultés techniques de regarder sur l’écran vous attitudes d’écoute.Par exemple, les têtes penchées des hochements de tête… Nos gestes malgré le dispositif technique si tout se passe bien doivent être en convergence posturale ce qui traduitcomme développé avant la convergence neuronale, lesneurones miroirs qui expliquent eux aussi l’empathie.
Si l’on se centresur dispositif communicatif, je dois vous dre que j’ai hésité sur la présentation de power point. Il allait vous empêcher de me regarder dans les yeux, de voir mes gestes ... C’est évidemment une question que l’enseignant doit se poser d’autant plus que ces présentations entrainent la fatigue.
La multimodalité est ainsi un processus complexe développé par tous les intervenants. Les gestes sont coupés par la manipulation d’objetset ceci entraine des difficultés au niveau de la pensée et de sa mémorisation.Le masque entre évidemment ici.».
Je dirais même que,tout d’un coup,l’école traditionnelle est revenue au galop, avec le renforcement souvent fait par les technologies, avec power point, tableaux blancs interactifs sur estrade et software qui propose des exercices de naguère. Paradoxalement, les technologies les plus récentes semblent avoir brisé laconvergence dont je parlais au débutenrisquant de provoquer des effets de recul au niveau didactique et de la communication en classe.
L’importance de garder la convergence entre le numérique et le didactique , de respecter la cohérence didactique quand on se set du numérique, d’éviter nes anacronismes didactiques.. L’action sociale et les activités de l’approche actionnelle rendues possibles par les dispositifs numériquesse sont des voies qui ne sont pas masquées.
Et je pose même la question…
… quelle est l’une des fonctions des technologies pour ceux qui restent confinés dans leur maison ? Les technologiesnous permettent de quitter nos salles, de voyager, de visiter des musées et de partager nos découvertes.
Elles peuvent également permettre à l’enseignantet aux élèves de quitter la classe pour visiter des musées, des expositions, pour rencontrer d’autres personnes, pour partager leur travail, pour agir.Avec ces dispositifs technologiques la classe de langue peut effectivement trouver d’autres espaces et d’autres temps pour éveiller la volonté de mieux apprendre.
L’ INVITATION AU VOYAGE
Pour clore ce parcours informel de quelques études en NBIC avec une perspective didactique, je voudrais revenir sur le début de ma présentation sur le format narratif…et vous montrer avec Uri Hassonque l’on voit le format narratif dans le cerveau.
Vous pouvez suivre ma présentation dans mon blogue Universidadede pasargada. blogspot.pt Vous trouverez le texte, la bibliographie, les liens qui vont vous permettre de partager de prolonger le temps, de découvrir un autre espace d’apprentissage, de voyager avec moi.
La didactique des langues-cultures à l’heure de la virturéalité
Oui... je viens de terminer le texte pour les actes du Colloque que l'APEF a organisé en mon hommage et que l'UIIPS de Instituto Politécnico va publier sous le titre «Mélanges».
Paradoxal et, peut-être, narcissique, mais, compte tenu de mon profil, comment aurais-je pu ne pas prendre la parole lors d’un Colloque abordant des sujets motivés par mon propre parcours et ne pas publier l’article correspondant à mon intervention ? Et ne pas le décliner en format WEB 2.0 qui se caractérise par le narcissisme et le partage? Les posts sont des brouillons et des pièces d'un puzzle. Dans la tentative de construire un format multimodal ,dans le temps, j'ai posté plusieurs pièces qui intégrent la version définitive- mais soignée- du texte pour les actes du Colloque. Comme tous les textes publiés en papier, on doit attendre beaucoup de temps pour le lire. Et on réagit difficilement à des textes articles écrits, c'est pourquoi pour être cohérente avec mes propositions didactiques je vous invite à co-constrire ce texte avec vos commentaires.
Vous trouverez ici le début, une autre pièce et... une nouvelle pièce:
«Quels environnements d’apprentissage et quels documents sont convoqués par les différentes approches ?
J' aimerais souligner l’aspect multimodal des manuels traditionnels qui reproduisaient des toiles en procédant à des articulations entre la littérature et la peinture (rapprochements temporels, rapprochements thématiques, l’image jouant un rôle de contextualisation). Les méthodes directes de la fin et du début des XIXe et XXe siècles, respectivement, proposaient l’accès au sens par le biais d’images à fonction illustrative, les mots étant regroupés en centres d’intérêt. Les images les plus significatives de l’époque étaient les tableaux Delmas , aujourd’hui reconnus sur le marché de l’art… Les affiches étaient les technologies de l’époque.
Les méthodes audio-visuelles, produites les années 70 du XXe siècle, proposaient des dessins et des photos pour créer des situations d’apprentissage en recourant aux technologies de l’époque : enregistrements sonores, diapositives, films. Avec les approches communicatives, les environnements d’apprentissage reprenaient les situations et cherchaient à créer des simulations qui prenaient appui sur des documents authentiques (formulaires, photos, extraits de presse, films…).
Les dernières approches comptent désormais sur des environnements d’apprentissage virturéels, c’est pourquoi je m’interroge sur les usages faits en classe de ces potentialités technologiques et sur la convergence entre innovation technologique et méthodologique ou plutôt didactique.
Si nous regardons aujourd’hui le software pédagogique pour la classe de langue-culture, nous constatons, qu’en grande partie, il ne s’éloigne pas d’une façon profonde ce que proposait la méthode traditionnelle ou des exercices structuraux caractéristiques des méthodes audio-orales et audiovisuelles . Avec le software des tableaux interactifs multimédia, désormais disponibles dans presque toutes les écoles portugaises, que fait-on en classe ? Beaucoup d’images du software proposé reprennent le principe des leçons de choses de Maria Montessori (des mots et des choses qui sont supposés correspondre aux intérêts des élèves). Quand aux exercices de déplacement, ils relèvent d’une phase qui précède celle des exercices structuraux. Au début du XXe siècle, on déplaçait des étiquettes en papier que l’on disposait face à des objets que l’on transportait en classe (une poupée, par exemple, pour le vocabulaire du corps, des vêtements et des couleurs). Dans les années 70 suivantes, au début des méthodes audio-orales et audio-visuelles chez-nous, on déplaçait des figurines sur les tableaux de feutre. Avec les TIM, on déplace souvent des objets et des mots. Pas besoin de grands moyens technologiques pour remplir des trous ou déplacer des étiquettes. De la même façon, en ce qui concerne la réponse « Les élèves font des recherches et présentent des power point sur des sujets au programme… », on peut se poser la question de savoir comment ils effectuent ces recherches, comment ils construisent des power point et comment ils les présentent. Parce que les élèves peuvent construire les power point comme ils construisaient les exposés de naguère, mais en remplaçant le travail de recherche et d’écriture par des collages de la même façon qu’ils peuvent construire des power point dans les approches actionnelles .
C’est pourquoi l’interrogation formulée dans les années 70 du siècle dernier, dans Un Niveau Seuil – présentation et guide d’emploi par Eddy Roulet, m’est venue à l’esprit : « À quoi bon introduire dans les cours un document authentique pour le réduire à une analyse grammaticale traditionnelle ? » (Roulet, 1976).
Il semble ainsi que les moyens technologiques, dont disposent beaucoup d’écoles, ne sont pas toujours en convergence avec les approches méthodologiques et que souvent le progrès technologique s’accompagne d’un recul didactique.
Or nous constatons que nous sommes désormais entrés… dans la virturéalité, dans le cybermonde et ce cybermonde offre à la classe de langues-cultures et à la classe plurilingue et pluriculturelle une énorme base de données ainsi que des moyens pour échanger et pour partager avec les autres.
Et j’en arrive à la dernière partie de ce tableau de l’évolution méthodologique – et de mon texte - pour mettre en évidence l’articulation entre ressources pédagogiques, environnements d’apprentissage et approches actionnelles. De ce rapprochement ou plutôt de cette convergence, pour utiliser un terme de la communication médiatique, ressort la désignation que je propose d’approches actionnelles et multimodales qui peuvent être adoptées dans le cadre de l’apprentissage d’une seule langue-culture ou du plurilinguisme».
Dans le cadre du Colloque FICEL, organisé par le DILTEC (EA 2288), groupe de recherche FICEL, université Sorbonne Nouvelle – Paris 3, Novembre 2011, j'ai présenté avec deux collègues une communication subordonnée au titre:
La formation actionnelle (et) multimodale des enseignants de langues-cultures
FERRÃO TAVARES, Clara- CIDTFF – Universidade de Aveiro. Instituto Politécnico de Santarém
DA SILVA, Jacques- Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa, Universidade Portucalense
DA SILVA E SILVA, Marlène-Universidade do Minho, Universidade Portucalense
Dans ce post, nous présentons quelques conclusions basées sur un corpus analysé de conférences TED.
Pourquoi analyser les conféreces TED? Parce que nous partons du principe quenous pouvons développer notre «Zone potentielle de développement» si nous apprenons avec les autres. Dans ce cas, les enseignants peuvent apprendre à expliquer avec des communicateurs reconnus (TED) dans la ligne de Schon. À partir de l'observation d'autres professionnels, ils peuvent prendre des distances vis-à-vis de leurs prestations à eux.
Nous ne développons pas la démarche de formation ce qui est fait dans l'article écrit pour les actes. Seulement quelques conclusions:
«Après l’observation d’autres conférences TED ainsi que de conférences de didacticiens portugais et français enregistrés ou qui sont disponibles sur Internet (ce qui permet une réflexion sur des changements kinésiques, en relation avec les langues-cultures, par exemple), émerge la construction conjointe d’une liste de quelques observations que les étudiants peuvent prendre en compte dans leur idiolecte multimodal.
Premier constat de cette observation, paradoxal pour les étudiants est le fait que l’on éteint les lumières. Et ceci parce qu’en classe, le slogan power point ce n’est pas du cinéma s’impose, puisque, dans ce cas, on enferme l’individu dans un dialogue avec le film et dans le cadre du power point, on vise l’ouverture, le partage. Mais ce choix est dû aux conditions de la salle et de conception de l’espace TED comme un espace de théâtre.
Presque tous les communicateurs se déplacent dans un espace réduit, alors que dans une étude sur le non verbal, on remarque que les enseignants-communicateurs ne se déplacent pas quand ils expliquent ou quand ils donnent des consignes pour s’assurer le regard de tous les élèves et que, contrairement, les déplacements lors de ces actes didactiques engendrent souvent l’indiscipline (Ferrão Tavares, 1988). Ils font beaucoup de gestes avec les bras et les mains qui exécutent des fonctions différentes : en effet, sur power point par exemple, quand on ne voit pas les chiffres d’une énumération, c’est l’orateur qui dit premièrement, nous allons discuter… et les gestes discursifs qui recourent aux doigts rendent claire la structure de l’exposé pour l’auditoire (Ferrão Tavares, 1990). Ils utilisent souvent des connecteurs verbaux ou des performatifs discursifs (d’abord, ensuite, nous allons énumérer…) également accompagnés de gestes discursifs. Ils présentent souvent les définitions ou des schémas, graphiques sur le support visuel et ils les contextualisent ou les paraphrasent à travers une verbalisation orale et en recourant à des gestes illustratifs. Ils s’adressent souvent au public à l’aide de gestes régulateurs qui accompagnent souvent des questions rhétoriques ou prenant appui sur des images. Le regard se centre toujours sur le public, ce qui contribue à réguler l’interaction.
Par conséquent, d’une façon générale, les présentations qui sont proposées aux étudiants présentent une convergence des plans verbal, non verbal (proxémique, kinésique, chronomique) et iconique. Les choix du template et des images renforcent le(s) concept(s) clé(s) de la présentation. Les images jouent souvent la fonction d’ancrage, de provocation… ou un rôle humoristique, affectif, artistique, référentiel, métaphorique… et d’anticipation cognitive. En effet tel que le geste, l’image précède la verbalisation (Goodwin, 1981 ; Ferrão Tavares, 1999).
Ainsi, le support multimodal est utilisé pour guider et rassurer le présentateur et pour que l’auditoire anticipe. Le grand enjeu didactique des présentations est d’éviter que le public tombe dans une posture de confort : le public doit essayer d’anticiper, de créer des moments de convergence interactive. C’est pourquoi la lumière est essentielle. Le présentateur ne se renferme pas dans son espace de présentation mais régule son discours d’après les comportements de régulation de son public en créant des phénomènes de convergence interactive. Or c’est dans la création de la convergence interactive que les étudiants ayant participé à la recherche ont ressenti le plus de difficultés, ce qui explique les effets provoqués par leurs discours, notamment de ceux qui jouaient le rôle d’apprenants et qui assis tranquillement sur leur chaises regardaient le film ou pire… discutaient d’autres sujets avec leurs camarades d’à côté.
Voltando ao jornal o Público e ao dossiê.
«Tudo se passa nos mesmos lugares, ao mesmo tempo e da mesma maneira: uma escola é uma colecção de salas de aula e o ensino é uma repetição de actividades pré-formatadas, iguais todos os anos» afirma João Barroso, da Universidade de Lisboa. publica Domingo. 1de setembro 2013.p 22.
Não gosto muito destas afirmações. Sei que, num jornal grande público, não há grande espaço para explicações, mas...
Pensando alto... a aula apresentada no post anterior não era a mesma, todos os dias. É verdade que havia repetição. Algumas rotinas, como os «momentos da aula de língua», que eram declinados de maneira diferente, consoante as «competências» (os skills como se dizia ) fossem de compreensão ou de expressão oral ou escrita, os suportes fossem textos de jornais ou canções... havia exercícios estruturais «drills» porque é necessário praticar na aula, havia sistematizações (exercícios de conceptualização) ou de fixação. A memória é fundamental em línguas-culturas e não só...
E, como havia formação de professores de línguas estrangeiras, as metodologias audio-visuais e comunicativas eram bem conhecidas pelos professores.
E com os quadros interativos, que faz grande parte dos professores que os utiliza?
Os exercícios que estão no mercado ou disponibilizados pelos quadros. imagens (com qualidade inferior às do início do século XX, quando o método directo foi introduzido em lei em Portugal, 1903 ou 7) para exercícios estruturais.
«O QIM é bom para projetar imagens, fotos...»
«Utilizo os power point dos manuais»
«Projeto fichas semelhantes às dos exames...»
«Utilizo o power point com a explicação da matéria...» os alunos levam para casa (fechados nas mochilas, nas pen, nos emails acrescento eu)
«Os alunos fazem power point com os temas dos programas»...
São alguns exemplos vistos, descritos...
E então... será que a escola tem de mudar, deve mudar? Será que são estas as implicações das tecnologias nas aulas?
Vai decorrer na ESE de Castelo Branco , nos dias 8 e 9 de junho.
A organização pediu-me para fazer palestra sobre Didática das Línguas- Culturas.
Como uma das características da comunicação de hoje é a deslocalização, a palestra vai começar, aqui e agora, sob a forma de apontamentos, de acordo com definição de blogue.
A bibliografia está parcialmente nesses outros tópicos.
RESUMO
Didática das línguas-culturas, supervisão e
comunicação multimodal
«Ver para crer» ou… ver para pensar, comunicar e agir
Retomando
a expressão ou o provérbio «Ver para crer (como São Tomé)», em subtítulo,
procurarei mostrar como a investigação em didática das
línguas.-culturas em comunicação multimodal é importante para
agir sobre o terreno, antecipar efeitos das inovações e propor formas de
melhorar as aprendizagens e a relação pedagógica. Estas dimensões, também
visadas em supervisão, estão interligadas, como decorre da própria definição de
comunicação multimodal, entendida como «processo cognitivo, neurológico,
relacional, empático que implica um conjunto de modos em
interação, envolvendo o
corpo (corporização da verbalização e do pensamento)
e que se traduz na ação dos
participantes na situação de comunicação (espaço e
tempo)» (Ferrão Tavares, 2016).
Apoiando-me
em exemplos extraídos de comunicações profissionais apresentadas em
dispositivos públicos (como as conferências TED) ou registos
de aula no formato « A minha tese em 3 minutos», distinguirei alguns elementos
de coerência dos discursos multimodais, nomeadamente, metáforas e palimpsestos
verbais e icónicos, marcas verbais e não verbais de operações cognitivas e
discursivas comuns aos discursos das diferentes disciplinas escolares (definir,
exemplificar, comparar, parafrasear, resumir, argumentar…). Colocarei em evidência a necessidade de observar interações
entre o corpo e os dispositivos
tecnológicos, em articulação com meios icónicos e linguísticos, em tempos e espaços reais e virtuais.
Procurarei
enfatizar a necessidade de adotar, em supervisão, dispositivos de videoformação
que permitam que o professor aprenda a desempenhar diferentes papéis
discursivos, como o de explicador, o de contador de histórias ou de crítico… papéis
que são transversais às diferentes disciplinas escolares e que integram a
competência comunicativa do professor.
Em
consonância com a definição de comunicação multimodal, a preparação da comunicação é pública,
podendo ser seguida, em processo de
construção, em
Poderia começar a minha comunicação de três maneiras:
Mostrando o papel das diferentes disciplinas para o meu percurso profissional o que me levaria a explicitar o enquadramento teórico : A Didática das Línguas- Culturas nas suas relações com a literatura, a linguística, a pragmática, as CE, nomeadamente a Supervisão… as NBIC.
Mostrando alguns paradoxos de hoje nomeadamente o aparente declínio da Didática, o fechamento da escola num mundo deslocalizado ou o exibicionismo nas redes sociais e o «pudor» em mostrar o que se passa na aula.
Contando histórias a partir destes comentários:
«O meu professor não sabe explicar, só passa powerpoint
e nós copiamos/dá-nos o powerpoint».
«O meu professor passa powerpointde costas voltadas, apaga as
luzes e nós fazemos barulho».
«Está quieto e resolve o problema!»
Desta forma anunciaria o facto de esta comunicação se inscrever em didática das línguas-culturas, numa perspetiva de analisar para agir, para antecipar, para propor formas de melhorar as aprendizagens, interrogando, hoje, um domínio, por um lado, questionado por muita gente das ciências da educação, por outro, muito promissor: as NBIC, nomeadamente as neurociências.
Ao falar de paradoxos refiro, por exemplo, a grande dificuldade desta comunicação em termos metodológicos: precisava de registos de aulas atuais e não as encontro na Internet e as gravadas oficialmente não estão disponíveis.
Com as histórias... entraria imediatamente no assunto, porque parece que o formato narrativo se vê no cérebro. Depois porque formato narrativo está ao serviço da explicação e da argumentação. E os professores de todas as disciplinas têm de saber explicar. E as línguas contribuem para o conhecimento sobre elas próprias, mas estão nas outras disciplinas, nomeadamente em Matemática (o espaço-tempo desta comunicação no Encontro é partilhado com a Matemática). As línguas nas outras disciplinas é um eixo que irei desenvolver. O outro eixo a desenvolver é o da observação da comunicação multimodal.
Desenvolvo três tópicos, alguns desenvolvidos em comentários anteriores: A comunicação é multimodal As línguas estão nas outras disciplinas A videoformação : uma metodologia de supervisão em Didática das Línguas-Culturas
•Formulo as seguintes questões:
Nos
planos de estudos de cursos de
professores e nas fichas curriculares
Como
se vê a ação
(os eventos da aula)? Quais as
marcas da ação? Reflete-se sobre a ação
ou sobre o que os agentes dizem sobre a ação?
A
videoformação aparece?
Aparecem
simulações globais ou simulações de
sequências?
Quais
os instrumentos de observação das interações?
Como
se vê como o professor/aluno comunica?
Quem
ensina um professor a comunicar?
Interrogo-me sobre a contradição entre o exibicionismo das práticas nas redes sociais e o «pudor» em se mostrar o que se passa na aula o que implica que dimensões que são equacionadas na formação de outros profissionais não possam ser analisadas com os mesmos meios de registo de imagem.
Apresento alguns exemplos da adoção da videoformação na formação de professores e mostro como à falta de «corpora» de aula, os investigadores em formação de professores têm de ver outros profissionais que desempenham de forma pública os mesmos papéis, até em situação pedagógica como em «A minha tese em 3 minutos», dispositivos de Pechakucha ou conferências TED. Por exemplo:
Vou fazer algumas reflexões sobre as funções da imagem. A imagem pode ter
-função de redundância- reforça o conteúdo do texto escrito
-função de completamento
-função de ancoragem (R. Barthes)- ajuda o receptor a antecipar o sentido, a não se perder.
E, a partir daí, podemos ainda distinguir micro-funções:
-referencial- clarifica o sentido, é o caso dos esquemas...
-estética
-de provocação
-humorística
-simbólica
-metafórica
...
É evidente que, por vezes, uma imagem desempenha diferentes funções mas, fundamentalmente, temos de pensar num conceito quando seleccionamos uma imagem.
E aqui está a resposta à questão inicial. Procuro colocar imagens que reforcem um conceito. A imagem do fundo... blogue para pessoas que se deslocam em espaços reais ou virtuais:imagem metafórica recorrendo aos templates disponíveis, por incapacidade técnica de ir mais além.
Há uns anos, os meus alunos-futuros professores apresentavam trabalhos e, à volta de cada página, recorriam aos efeitos mais «criativos» que conseguiam imaginar: queimavam as margens das folhas de papel, faziam, com diferentes cores, «rendas» à volta da página, colocavam bonequinhas, laços, flores nos cantos, faziam colagens, etc. Na altura , perguntava-lhes para que serviam os «naperons». Esta moda decorativa transferiu-se para os acetatos... e depois das apresentações em power point...vamos encontrá-la nos sites e blogues.
Voltarei a este assunto quando falar de apresentações em power point.
Analiso há muitos anos as conferências TED, centrando-me no caso dos comunicadores de sucesso. Agora, é a vez de analisar o formato TEDx e um «conferencista» novo. Miguel Gonçalves é um caso de sucesso entre os jovens. Entre os mais velhos há muitos sorrisos (Ver Prós e Contra). Mas tem sucesso junto de empresas!
Por causa do conteúdo, mas muito pela forma!
Então qual a razão: a primeira não se serve do power point! Só fala, utiliza o «método expositivo»!
Apropria-se do espaço palco.
Utiliza as regras de construção dos discursos e produtos dos média:
a dramatização e a narrativização
a exemplificação
a cenarização
o suspense
a anedotização.
Serve-se de uma linguagem clara, viva, com o tratamento por tu (você), algum calão «(isto não é só à chapada» e expressões populares e interpelação constante do público, emprego do imperativo: «Não desistas», «Faz»..
Utiliza frases-slogan: «se não estás a tremer não está a acontecer», «currículos são spam», «cv é canal de vendas».
Utiliza expressões figurativas: «um mal nunca vem só»
Metáforas constantes: chave de fendas, gato preto...
A entoação e o ritmo reforçam a dramatização.
Passando aos comportamentos no espaço, desloca-se...ao mesmo tempo que fala. Tem muito gestos interativos, de regulação da atenção do público, de empatia. Ao mesmo tempo que utiliza o nós utiliza gestos de designação, mas sobretudo gestos que envolvem o público ao mesmo tempo que o trata por tu.
Gestos com função cognitiva, de tipo ilustrativo, que levam o público a antecipar o conteúdo. O gesto precede, por exemplo enunciados do tipo « empurra para a frente», «desagrafar áreas», «enormíssimo»...
Pontua a intervenção com gestos discursivos (os tais que desaparecem muitas vezes quando os meus alunos utilizam power point, aliás todos os gestos - a não ser os de manipulação do computador ou do comando desaparecem).
Se lecionasse discurso dos média ou comunicação interpessoal, analisaria com os meus alunos estes vídeos. É um caso de sucesso jovem que contraria todos os discursos sobre os males dos «métodos expositivos», sobre a necessidade de recorrer o power point (que pode, por vezes, transformar os bons em maus comunicadores e que pode ajudar os maus comunicadores, professores). Os bons professores sempre utilizaram métodos expositivos e fazem-se ouvir. Tem um conteúdo positivo e bem precisamos dele! Situa-se na mesma linha de muitos professores, no Ensino Superior, que «ensinam» os alunos a comunicar e a ter atitudes positivas e a respeitar os outros... Não é só o Miguel Gonçalves!
Poderemos dizer que é um «vendedor de banha da cobra» ou até pode ser ele a ganhar as próximas eleições... !
É,seguramente, um caso a analisar para encontrar meios de encenação dos discursos.
«Art Gallery» foi a designação que Bernd Rüschoff da Universidade de Duisburg-Essen, e co-autor de relatório sobre tecnologias, deu a uma prática pedagógica que apresentou recentemente no Colóquio da Federação Portuguesa de Associações de Línguas Vivas. Se não me engano, foi essa uma prática que os meus alunos conheceram durante anos. O resumo de monografias ou a elaboração de um projeto de investigação eram preparados em folhas de papel e postit. Assim, os estudantes de cada grupo colavam e escreviam a sua planificação, recorrendo a postit que iam mudando de sítio, substituindo, à medida que iam adquirindo mais conhecimentos sobre o assunto. Num dia determinado, havia a primeira exposição de posters. Nessa altura, havia uma visita acompanhada da professora de todos os alunos aos posters afixados nas tais placas velhas de corticite. E aí, o professor e os outros estudantes colocavam questões que levavam muitas vezes a que os postit mudasssem de sítio, que as formulações de objetivos fossem reformuladas... setas mudavam de direção... Um estudante colava outro postit com uma referência que achava que poderia ser útil... Esses posters iam sendo reformulados até ao dia da simulação de colóquio. Aí, na fase final, os estudantes apresentavam uma comunicação oral e o poster, desta vez já não com postit, feito, por vezes, até em tipografias, apresentava uma declinação escrita do conteúdo verbalizado.
E assim, poderei dizer que a realização destes trabalhos contribuia para o processo de autonomia dos estudantes, levava-os a adquirir competências necessárias à realização de um projeto de investigação, levava-os a desenvolver espírito crítico, a argumentar, a fundamentar as suas opções, a comunicar a pares ou outros intervenientes (no caso professores e alunos de outras turmas que vinham assistir às sessões de posters). Era assim o espírito de Bolonha antes de Bolonha!
Com o fim dos rolos de papel e das placas de corticite, ainda comprei cartolinas... e colocando os posters em cima de mesas, procedíamos ao mesmo trabalho... mas já não ficam afixados... Perdia-se o efeito «Art Gallery». Perdia-se parte do «trabalho colaborativo» tão apregoado!
Depois cansei-me de andar com as cartolinas e os postit de sala em sala .. e entretanto surgiu o power point... Como novidade que era... entusiasmei-me também. Os estudantes adotaram também formatos TED, Pecha-Kucha... Mas não ficava satisfeita... Então as sessões de apresentação de trabalhos eram desastrosas... Um grupo apresentava, eu e os outros grupos fazíamos comentários... seguia-se outro...«o seguinte»... Entretanto, sobretudo no Mestrado com estudantes- professores, tinha de mandar fechar computadores pessoais, explicando o conceito de «sintaxe mista» de Slama Cazacu (que será explicado no post 3).
Não gravei, creio, nenhuma sessão de posters, porque neste caso poderia comparar a qualidade da comunicação nos dispositivos Art Gallery e apresentação em power point. Poderia analisar a comunicação - o número e tipo de atos de fala e interativos que o professor cada aluno teria realizado - e teria como enquadramento teórico, também, os estudos que estou agora a ler... continua...
C'est avec plaisir que j'ai accepté l'invitation de Monsieur Serge Borg, attaché de coopération à l'Ambassade de France à Israel, à participer au Colloque International FLE- Israel. Un grand merci Serge Borg et un grand merci aussi á l'Association de Professeurs de Français d'Israel.
Je vais présenter ma communication le 26 novembre, 13 au Portugal (15 heures à Israel)
« Communication, multimodalité, empathie et ... le masque » C'est le titre de ma conférence.
Petite parenthèse...
O resumo já está on line. Há um erro no programa que pedi para corrigirem. No programa, aparece Universidade de Aveiro, quando deveria aparecer Instituto Politécnico de Santarém. Espero que seja corrigido rapidamente. É verdade que fui membro do CIDTFF da Universidade de Aveiro, mas é passado. IPS também é passado, mas, oficialmente, serei sempre professora do IPS.
J'ai l'habitude de rendre publique la phase de préparation, bibliographies, liens... voilà donc le brouillon d'aujourd'hui.
Communication, multimodalité,empathie et ...le masque
Introduction
L'objectif de cette communication est de transposer des données de recherches que j'ai menées sur la communication en situation didactique pour analyser le moment actuel que je désigne comme «communication masquée».
Pour préciser le lieu
d’où je pars, je présenterai une courte biographie didactique en introduction.
Le premier volet portera
sur ce que j’ai désigné comme «communication paradoxale» que je vais
caractériser. Dans cette partie, je présenterai encore une étude menée avec recours au Facebookauprès de mes ex-étudiants, désormais
enseignants.
Le deuxième volet
portera sur une réflexion appuyée sur des études en didactique, en pragmatique
de la communication et enNBIC, acronyme
de ( Nanotechnologies et
neurosciences, biotechnologies, technologies de l'information et sciences
cognitives) et sur des études
personnellessur la communication en
classe et sur la multimodalité.
Enfin, j’essaierai de
retirer quelques implications de ces recherches pour analyser la communication
masquée qui caractérise l’école aujourd’hui, en me posant donc la
question :Et maintenant ?
Je vais commencer par
l’adoption du format narratif,vous
trouverez la justification de ce choix à la fin de cet exposé.
1. Mon autobiographie...
Cette autobiographie est
en quelque sorte la biographie de la Didactique des Langues-Cultures et de la
relation de l’évolution méthodologique avec les différentes technologies. J’ai
connu la méthode traditionnelle en tant qu’élève de français, la méthode directe,
en tant qu’élève d’anglais . J’ai commencé ma carrière d’enseignante avec Voix
et images de France, première méthode audio-visuelle accompagnée de technologie
(j’utilisais les diapos et le magnétophone qui allaient avec cette méthode).
Ensuite,J’ai adopté avec enthousiasme
les approches communicatives. La diversité de supports me convenait :les documents authentiques papier, les
journeaux, les films, les
enregistrements sur cassette, les cd…, après les sites internet, power point..
En même temps je me suis
laissée séduire par une approche non conventionnelle, la suggestopédie, ce qui
impliquait adopter une structure concentrée ou contracté du temps dans mes
classes, l’adoption des mêmes supports des approches communicatives mais en
moins de temps (18 activités dans un seul cours). L’emphaseportait sur la musique, pour entrainer des
variations physiologiques qui seraient liées aux suggestions positives et au
plaisir.
Ensuite avec la Cadre
Européen de référence j’ai adoptéles
approches actionnelles et même les approches plurilingues.
Et pour parler de
technologiesc’estle web 2.0 qui a rendu possible les approches
actionnellesgrâce aux plateformes, aux
forums et ensuite les réseaux sociauxl’interaction entre élèves de différents pays. L’action sociale
caractéristique des approches actionnelles et plurielles a commencé avec ce web
2.0 . Enseignants et apprenants sont sortis de la classe pour visiter des
musées, pour connaitre d’autres lieux, d’autres cultures, pour partager leurs
travaux dans des blogues, sur facebook, pour bavarder…
Et de cette présentation de l’évolution didactique
ressort la convergence entre les technologies et les méthodes oulesapproches didactiques.
Est-ce que cette convergence entre les approches
méthodologiques et les technologies e sevérifie encore aujourd’hui ? Voilà une question que je me suis posée et que je vais
reprendre dans ma conclusion.
Cette autobiographie
sertencore pour vous direle lieu d’où je parle. Je ne peux pas être
accusée d’être conservatrice et encore moins technophobe.
Et pour rentrer dans le
vif du sujet, je pose la question suivante :
2.. La communication dans la classe aujourd’hui sera-t-elle
paradoxale ?
Commençons par situer et
caractériser la communication non verbale paradoxale ou de double bind.
A la fin du dernier siècle se développaitaux Etats Unis ce qui a été désigné comme pragmatique
de la communication para l’École de Palo Alto. C’était une sorte de réseau
social, avant la lettre, d’un groupe de chercheurs de différentes disciplinesqui étudiaient la communication, connu aussi
sous le nom de Collège Invisible. Ils s’envoyaient leurs articles avant la publication.
Ces chercheurs décrivaient des situations de «double bind» ou de
communication paradoxale.Elles se
composent de deux injonctions qui vont dans des sens contraire formulées par le
même individu. Pour donner un exemple dans la situation pédagogique ,un enseignantdit «très bien» et tout de suite
il dit que « de toi je ne m’attendais pas à cette réponse . Un autre cas
l’enseignant dit «très bien», Dans d’ autres situations, ces injonctions étaient formulées par deux
intervenants c’est le cas étudié par Palo Alto des parents qui ont des discours
différents sur le même sujet. C’est par ailleurs la situation où un enseignant
dit «apportez des portables» et le professeur de la salle d’à côtédit «pas de de téléphones dans mon cours».
Ces situations paradoxales étudiées par les psychiatres de Palo Alto pouvaient
expliquer le renforcement de traits de schizophrénie.
Transportant la notion
de «double bind« pour analyser la communication actuelle, nous remarquons
qu’elle explique souvent notre sentiment mondial : on nous dit «sortez
pour aider le commerce» et «restez à la maison pour éviter le virus».
La classe doit créative
pour attirer les enfants- disent les parents d’élèves, mais en ce moment les
élèves ….ne peuvent pas se faire face,
ils ne peuvent pas faire de travaux de groupe, ne peuvent pas sortir de leur
salle, de leur place, apporter des objets autres que les manuels et encore…
enfin … soyez sages comme des imagesderrière vos masques. Ne bougez pas… Ne vous rapprochez pas…
Ou encore…
L’empathie est très
importante, mais ne touchezpas et les
visages sont masqués, les corps réduits à des troncs derrière les tables…
Pas d’écrans avant 3
ans(la règle proposée par Serge Tisseron ou Boris Cyrulnik et d’autres chercheursbien connue «3 ans pas d’écrans, 6 pas de console de jeux,
pas d’internet sans parents avant 9,
internet seule pas avant 12, mais la pandémie a légitimé les écrans pour
tous, même pour les bébés.
Et maintenant la
provocation :
La pandémie est une
opportunité pour changer l’école, mais le traditionnel est renforcé à l’école
souventsous forme numérique.
C’est autour de ces paradoxes que je vais développer mon
raisonnement.
Et pour le faire, j’ai
menée une recherche sous forme de groupe focal informel avec le recours au
facebook. Je crois que ma démarche est peu orthodoxe sous le plan scientifique,
mais sous l’aspect communicatif et formatif, je crois qu’ellepeut nous servir pour notre discussion. J’ai
demandé à des ex-étudiants désormais enseignants (et qui sont mes amis sur
facebook) de décrire la communicationpendant deux cours de cette année et de la comparer avec la période plus
ou moins correspondante de l’année dernière.
Je ne vais pas
développer les changements signalés, puisque je n’ai pas le temps, mais pour
dire bref, les changements se situent surtout au niveau du temps, de l’espace et des déplacements, au niveau de la
kinésie ,en articulation avec ces deux
dimensions le type d’activité didactique,la manipulation des supports, et la relation avec le numérique.Il y a eu comme il serait prévisible un
renforcement du recours au numérique. Ils remarquaient évidement des
changements auniveau de l’expression
des émotions et de l’affectivité et comme ils étaient mes ex-étudiants, ils
parlaient de la « perte de la multimodalité», malgré l’usage renforcé des
technologies.
Pour analyser cette
caractérisation ponctuelle, je reconnais,de la classe aujourd’hui au Portugal, il me faudra développer même de
façon synthétique un cadre théorique. Je
passe ainsi au deuxième volet que j’ai intitulé
3. . Des études sur le non verbal aux études sur la
multimodalité
Encore une petite histoire…
Dans les années 90 du
siècle dernier je faisais une thèse sur le rôle du non verbal dans la situation
pédagogique qui partait de la conception de communicationdéveloppée par l’École de Palo Alto.Je partais del’« axiome »suivant de la
logique deP. Watzlawick : « On ne
peut ne pas communiquer » (Winkin, 1981), titre de la toile qui est derrière
moi , ce qui signifiait
m’intéresserà ces « signaux de toutes
sortes » notamment verbaux etaux
phénomènes kinésiques et proxémiques qui véhiculent souvent la relation etles émotions dans la classe.
En ce qui concerne l’espace
Une petite synthèse
Edward Hall a dénommé« proxémie » :
« l'étude de la perception et de l'usage de l’espacepar l'homme » (Hall, in Winkin, 1981 : 191).
EdouardHall distinguait par exemple les espaces
sociofuges et les espaces sociopètes. Les premiers rendant difficile la
communication tels que les salles d’attente descabinets médicaux et les sociopètes favorisant la communication, tels
que les terrasses des cafés.
Petite parenthèse personnelle tous nos espaces aujourd’hui semblent
sociofuges.
C’est lui également qui a caractérisé le type de distances en fonction avec
les cultures ( distance intime, distance personnelle, distance sociale et
distance publique).Jecrois que c’est lui l’auteur de cette
dénomination de la distancesociale que
tout le monde connait aujourd’hui ( 2,1). En classe comme dans la vie la
distance la plus fréquente était la personnelle.
D’autres chercheurs de
Palo Alto comme,A.Scheflen
(Winkin,1981), se sontintéressés à l’
analyse des postures, non seulement
en termes fonctionnels, dans la structuration de la conversation mais aussi en
tant qu’ indicateurs de compréhension de la relation affective.Il souligneles comportements de «congruence» donnée par des positions identiques ou
en miroir ou «non-congruence» donnée évidemment par des positions différentes.
En ce qui concerne le regard,je réfère, en
particulier, les travaux de M.Argyle.Selon ce chercheur le regard est une « partie intégrante de la
communication verbale puisque (...) il est étroitement coordonné à la prise de
parole et à l'attitude d'écoute, au processus de rétroaction (...) enfin il
participe à l'organisation des tours de parole entre différents partenaires ».
(Argyle, 1982 : 491).
C’est par exemple
le cas… je m’arrête et je vous regarde. Je constate que vous me suivez et je
complète ma phrase. Par ailleurs les élèves assis dans les dernières places à
droite ou à gauche ont plus de difficulté pour prendre la parole.
Pour ce chercheur, le regard joue des fonctions de
régulation et de type affectif dans l'interaction. Le regard absent peut
signifier des attitudes négatives vis-à-vis de l'interlocuteur, mais ce type de
regard peut être également dû à la planification du discours. Et, par ailleurs,
le regard interagit avec d'autres comportements, comme le sourire, la distance ou l'existence d'objets
susceptibles d'alimenter la conversation.Il remarque aussi des comportements de convergeance interactive.
Pour les gestes…
D’autres chercheurs de cette école ont dégagé le rôle des
gestes élaborant différentes typologies.
Maispour des
questions detemps je présente la mienne
qui reprend d’autres typologies mais dégagée en classe.
J’ai distingué
Les articulatoires – Les gestes particulièrements
importants dans l’enseignement des langues étrangères et que le masque cache.
les illustratif ou les métaphoriques au service du
lexique les discursifs au niveau dela
structuration du discours
- les « expressifs »
- les « synchronisateurs » qui assurent l'interaction comprenant les «
phatiques » destinés à vérifier ou maintenir le contact, et les « régulateurs
», comportements émis en position d'écoute».
et les affectifs … centrés sur la
relation.
Les gestes « de confort », les « autocentrés », (manipulations d'une partie
du corps, balancements) et les «
ludiques » (manipulations d'objets, stylos, morceaux de craie, foulards...) et
les actions .
J’ai relevé par ailleurs des comportements de double bind.Souvent ces
comportements menaient unélève à la
conclusion suivante«mon professeur ne
m’aime pas» et cela semblait se confirmer de la part de l’enseignant.
Pour des raisons méthodologiques, j’ ai dû procéder à une
présentation en séparé des différents comportements, comme je l’ai souligné,
pourtant dans la situation de communication ceux-ci se présentent en simultané,
ce qui a conduit à des recherches aboutissant à à la distinction de
configurations de comportements multicanaux.
Dans la situation
didactique j’ai en effet pu observer des
comportementsqui allaient dans le sens
des observations de ces chercheurs et j’ai été amenée à dégager des configurations plutôt que des
comportements isolés. J’ai désigné ces configurations comme des configurations sociofuges avec
l’usage de fréquent de l’impératif et des questions «Allez, répondez…pourquoi
vous ne répondez pas. Ces formules langagières étaient accompagnées de posture
de divergence postural, absence de regard et tension dans les gestes, absence
du sourire… d’autres configurations étaient composéesplutôt pardes actes préparatoires, l’emploi de l’hypothèse…l’imparfait… avec des gestes plutôt
circulaires, non tendus, des regards, des sourires à l’adresse des élèves. Par
ailleurs, j’ai croisé cesobservations avec les représentations d’élèves
et enseignants et la prise de parole. N’ayant pas conscience de ces
comportements, les enseignantsremarquaient
qu’ils n’appréciaient pas certains élèves et le réciproque se vérifiait aussi. La
production verbale était également en liaison avec ces représentations.
C’est
ainsi que…
Avec la
distinction de ces configurations je m’éloignais d’une conception multicanale
de la communication et je m’approchais d’une conception multimodale, parcours
qui d’ailleurs se faisait dans d’autres disciplines.
En effet, le terme multimodalité, qui a
émergé en sciences de l’éducation et en sciences de la communication, a permis
une analyse plus intégrée de la situation pédagogique.
Je définis la multimodalité comme vous pouvez le lirecomme«un processus lié à la pensée (dimension cognitive) mise en corps et mise en
geste (dimension physiologique et relationnelle ou empathique) et mise en mots (dimension
pragmatico-linguistique), plutôt qu’un simple dispositif communicatif ou un
support plurisémiotique,impliquant des
espaces et temporalités de nature diverse (dimension polychrone). Cette
définition, qui s’appuie sur les travaux de Cosnier (2007, 2008), Krauss (1999)
et Kress (2001) entre autres, s’éloigne ainsi des définitions (centrées sur la
langue) qui n’envisagent la multimodalité
que comme le fait de superposer des codes ou des canaux (multicanalité) (Ferrão Tavares, 2009, 2011, 2013).
Mes travaux essaient de montrer, d’une part, comment le langage verbal
implique une mise-en- corps et comment les différents langages s’intègrent dans
cette mise-en- corps.
La multimodalité n’est pas uniquement une accumulation de différents
messagesissus de différentssens ou canaux, elle implique un processussimultanément neurologique, cognitif, émotif, relationnel, avec des
effetsd’échoïsation(Cosnier, 2007,Ferrão Tavares, 2013, 2016 )et empathiques, ce processus étant lui-même
déterminé par le temps et l’espace. À ce propos, Cosnier référe que « [l]e corps est non seulement un
support essentiel de l’activité mentale, comme le montre son rôle dans
l’activité énonciative, mais aussi un instrument essentiel de l’activité
relationnelle avec le monde et avec les autres » (Cosnier, 2007 : 20).
Ces études montrent la
corporisation de la pensée et de la verbalisation de celui qui est en train de
parler et de ceux qui sont à proximité. Ces découvertes vont dans le sens des
études menées par Cosnier sur la multimodalité et les « effets d’échoïsation »
dans la construction des interactions et dans la création de l’empathie.
Pour Cosnier: « la perception de gestes finalisés chez autrui s’accompagne
d’activités cérébrales analogues à celles qui apparaitraient si le sujet
observateur accomplissait lui-même le geste.
Et j’arrive ainsi à la notion d’alignement neuronal aux ‘neurones miroirs’ » (Rizzolati, Craighero,
Fadiga, 2002). Un mouvement de la main déclenche une activité cérébrale
correspondante (Jeannerod, 2002) » (Cosnier, 2007 : 21).
Et je souligne les mots
de Huc
La découverte récente
des « neurones miroirs » par Giacomo Rizzolati etSinigaglia confirme que « l’observation d’un
mouvement chez autrui stimule par mimétisme dans notrepropre cerveau les mêmes circuits neuronaux
que si nous avions nous-mêmes effectué le geste» (Huc et al. 3).
Et à ce neuropsychiatre d’ ajouter : « Les
neurones miroirs interviennent aussi activement dans la compréhension
réciproque des actions et des intentions, dans les fonctions d’imitation et
d’apprentissage, dans les relations indissociables entre la bouche, la voix, la
main, et dans le rôle des émotions et de l’attention » (ibidem).
En ce qui concerne la
classe, une chercheuse canadienne qui intègre l’équipe de Huc, Vincent-Smith,
réfèreque « les neurones miroirs
déterminent donc le mimétisme, la relation, la réciprocité, l’interaction, la
coopération qui, pour les enseignants-chercheurs et les apprenants ont une
importance capitale.( Vincent-Smith : 2012). La chercheuse canadienne
ajoute : « La plasticité cérébrale montre, en effet, que lorsque le cerveau est
stimulé et que l’attention est soutenue, de nouveaux neurones sont mis en jeu,
de nouveaux circuits neuronaux sont créés et l’information est intégrée et
mémorisée » (ibidem).
Mais ces effets neurologiques se combinent avecdes aspects biochimiques…
Un exemple pour revenir sur la musique
Aujourd’hui, des recherches
menées sur le cerveau semblent démontrer
« que la prosodie sollicite les mêmes circuits neuronaux que la musique et joue
un rôle fondamental dans l’exploitation de la syntaxe (Huc et al.
2012 :2).La biochimique, d’autre
part, montre les effets provoqués par la musique, les regards ou les gestes
dans la production de l’ocytocine, molécule qui semble influencer les émotions
et l’empathie (Pettersson-Yeo, Prata : 2013).
Petite parenthèse, je ne
ne peux ne paspenser à ma pratique en
suggestopédie, même artisanale !
Une autre dimension qui
déclenchent des hormones d’ocytocine. La lumière.
Pour que le public
puisse anticiper, comprendre et mémoriser ce qui vient d’ être présenté il faut
que l’organisme produise l’ocytocine. Et c’est l’ocytocine l’un des facteurs de
l’empathie. De la lumière avant toute chose… pour les neurones et pour les
substances biochimiqueset pour la
convergence interactive et relationnelle. Pour des raisons communicationnelles
mes étudiants connaissaient bien le slogan. « Power point ce n’est pas du
cinéma, avec power point il faut de la lumière». Maintenant je connais une
autre justification.
Donc on voitcomment le processus multimodal est complexe.
D’autres études encore, provenant de domaines de la biochimie montrent que
les émotions positives semblent déclencher une meilleure empathie qui se
traduit par une augmentation d’ocytocine ou par une activité cérébrale de type
différent. D’autres études sur les émotions dans l’ interaction montrent que les sujetsne parlent pas dans des situations
difficiles, catastrophes, deuils… Ce qui
implique l’importance du choix de sujets positifs en classe de languepour dégager la verbalisation.
J’en arrive à ma dernière partie qui reprend les remarques faites par mes ex-étudiantes sur facebooket la question du début sur la convergence didactique
et technologique
4. Implications des études
interdisciplinaires sur la communication interpersonnelle multimodalepour l’analyse de la classe aujourd’hui
J’ai regroupé les dimensions dégagées en 3 axes :
·Le
temps, l’espace, le corps… la multimodalité et l’empathie
·La
convergence/la divergencenumérique et
didactique
·L’invitation au voyage
Temps et espace…
Sur le temps…
Il était prévisible que
le numérique entrainerait la contraction du temps. Or la durée de la classe est
toujours la même. Et on propose que les enseignants se laissent enregistrer
pour que les élèves regardent la totalité de la classe. Les classes zoom sont
souvent interminables. Il n’y a pas de contraction du temps didactique quand on
passe au supports numériques ou technologiques qui devraient impliquer cette
contraction..
Sur la proxémique et le corps… la
multimodalité et l’empathie
L’espaceest devenu fixe, l’enseignant se déplace le
moins possible dans l’espace fonctionnel et symbolique du tableau/ TBI/ écran.
Les élèves à tour de rôle y vont dans la mesure du possible. Distance sociale
est de loi. La disposition traditionnelle a été adoptée.Et les enseignants peuvent avoirsimultanément des élèves dans l’espace de la
classe et des élèves hors classe, chez- eux. Paradoxalement, l’espace s’ouvre, ce qui ne signifie pas qu’il
devienne mobile. Les élèves à la maison sont assis collés aux écrans (on le souhaite).
Cette disposition reprend le modèle panoptique des
églises (traditionnelles), des tribunaux. Elle renforce symboliquement le
pouvoir de l’enseignant mais elle est parfaite pour faire des exposés ou pour
présenter un power point que ce soit par l’enseignant ou par les élèves
Ce n’est pas par
hasard que quelquesTBI ont été placés
sur des estrades.
Mais en revanche, pour que l’interaction verbal soit
possible, le regard est essentiel, il intègre l’énoncé même. Le corps, les
gestes, l’ expression du visage sans masque est essentiel. Attentionje ne suis pas contre les masques. D’abord la
santé.
Le masque est encore un
plus grand obstacle quand il s’agit d’apprendre à parler une langue maternelle
et étrangère. C’est avec notre bouche que nous parlons, que nous articulons et
nous savons bien comment les langues s’apprennent par mimétisme en regardant la
bouche des gens qui parlent une langue étrangère.
Comme j’ai essayé de
montrer le corps est par ailleurs essentiel pour la relation et l’empathie. Si
le corps est caché.. Pour compenser le masque, nous sommes obligés de faire
plus de gestes ou de verbaliser par exemple l’affectivité, la relation. C’est à
travers le langage verbal que la relation doit être véhiculée. Et ceci est une
suggestion ou un conseil que je donne
aux enseignants. Renforcez les marques verbales d’affectivité, utilisez des formes de
mitigationdes évaluations négativ, d’empathie.
N’oubliez pas que votre corps est partiellement caché…
Dans mon introduction je posais une question :Est-ce qu’il y
atoujours convergence entre les
approches didactiques et le numérique ?
Puisque maintenant avec la pandémie qu’on le veuille ou
non le modèle expositifmédiatisé par
les plateformes(ou même en classe
masquée ) estle plus adopté comme ces
colloques semblent le démontrer j’insisterai pour terminer sur quelques
suggestions. Je crois que avecla
pandémie tous les enseignants ont eu besoin d’apprendre à utiliser les technologies,
les plateformes, power point, les manuels et matériauxnumériques, mais je crois que la réflexion
didactique n’a pas toujours accompagné
ces progrès.
Il est vrai que les enseignants se sont débrouillés un
peu partout avec le numérique- en
renforçant souvent les inégalités je n’en parle pas-mais l’offre numérique n’est pas toujours la
plus adéquate et les fiches en format papier ou numérique et les manuels même
ont redécouvert souventles images
référentielles des méthodes directes de la fin du 19 siècle, et desexercices de relimentdes (objets) dessins aux mots et desméthodes audiovisuellesavec desexercices structuraux, desexercices à trous, des mots clés souvent dans des formats de jeux
interactifs qui ne sont pas plus communicatifs que leurs ancêtres en papier.
Un exemple
… quelques remarques sur power point…
Voyons encore une autre
difficulté dont l’enseignant doit se rendre compte quand il fait une présentation par exemple ici. Les
phénomènes de convergenceinteractive
sontmodifiés par des contraintes
technologiques. Le fait que mes mains manipulent le clavier, par exemple,empêchent mes gestes illustratifs,
conceptuels ou metaphoriques ce qui trouble ma pensée et de suite sa mise en
mots. Parce que les gestes précèdent l’énoncé verbal et réfléchissent le
processus cognitif, comme je l’avais souligné. Par ailleurs,c’est ce type de gestes qui mènent ceux qui
m’écoutent à anticiper le mot que je vais dire mentalement ou même en me
devançant. Par ailleurs les affectifs, les synchronisateurs… Dès lors tout le
processus multimodal est affecté. . Maintenant j’emploie des gestes, sans me
rendre compte beaucoup plus illustratifs, pour expliquer. Et j’essaie malgré les difficultés techniques
de regarder sur l’écran vous attitudes d’écoute.Par exemple, les têtes penchées des
hochements de tête… Nos gestes malgré le dispositif technique si tout se passe
bien doivent être en convergence posturale ce qui traduitcomme développé avant la convergence
neuronale, lesneurones miroirs qui
expliquent eux aussi l’empathie.
Si l’on se centresur dispositif communicatif, je dois vous dre
que j’ai hésité sur la présentation de power point. Il allait vous empêcher de
me regarder dans les yeux, de voir mes gestes ... C’est évidemment une question
que l’enseignant doit se poser d’autant plus que ces présentations entrainent
la fatigue.
La multimodalité est
ainsi un processus complexe développé par tous les intervenants. Les gestes
sont coupés par la manipulation d’objetset ceci entraine des difficultés au niveau de la pensée et de sa
mémorisation.Le masque entre
évidemment ici.».
Je dirais même que,tout d’un coup,l’école
traditionnelle est revenue au galop, avec le renforcement souvent fait par les
technologies, avec power point, tableaux blancs interactifs sur estrade et software qui propose des
exercices de naguère. Paradoxalement, les technologies les plus récentes
semblent avoir brisé laconvergence dont
je parlais au débutenrisquant de provoquer des effets de recul au
niveau didactique et de la communication en classe.
L’importance de garder la convergence entre le numérique
et le didactique , de respecter la cohérence didactique quand on se set du
numérique, d’éviter nes anacronismes didactiques.. L’action sociale et les
activités de l’approche actionnelle rendues possibles par les dispositifs
numériquesse sont des voies qui ne sont
pas masquées.
Et je
pose même la question…
… quelle est l’une des fonctions des technologies pour
ceux qui restent confinés dans leur maison ? Les technologiesnous permettent de quitter nos salles, de
voyager, de visiter des musées et de partager nos découvertes.
Elles peuvent également permettre à l’enseignantet aux élèves de quitter la classe pour visiter des musées, des
expositions, pour rencontrer d’autres personnes, pour partager leur travail, pour agir.Avec ces dispositifs technologiques
la classe de langue peut effectivement trouver d’autres espaces et d’autres
temps pour éveiller la volonté de mieux apprendre.
L’ INVITATION
AU VOYAGE
Pour clore ce parcours
informel de quelques études en NBIC avec une perspective didactique, je voudrais
revenir sur le début de ma présentation
sur le format narratif…et vous montrer avec Uri Hassonque l’on voit le format narratif dans le cerveau.
Vous pouvez suivre ma
présentation dans mon blogue Universidadede pasargada. blogspot.pt Vous trouverez le texte, la bibliographie, les
liens qui vont vous permettre de partager de prolonger le temps, de découvrir
un autre espace d’apprentissage, de voyager avec moi.