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domingo, 13 de outubro de 2013

Multimodalidade: Aula em formato multimodal

Há cerca de 10 anos, quando dei aulas a distância na Universidade Aberta, gravei  uns vídeos. Nessa altura, levei semanas a fazer os guiões, a discuti-los com a coautora e  com os técnicos da UA. Para a gravação, foi preciso o estúdio, o teleponto e até maquilhagem...
Com a Web 2.0, temos um iPad, tomamos a decisão em 5 minutos, aproveitamos a disposição e disponibilidade  do «técnico» que podem não demorar muito, arrumamos uma mesa, em casa. E não há tempo de preparação... já está. Gravação durante 15 minutos, montagem em 1 hora. E o vídeo com a aula tem ordem para sair de casa... Pelo caminho, ficaram esquecimentos, Matisse para a metáfora da realidade aumentada, algumas confusões, imprecisões, mas trata-se de um
Rascunho, como todos os post colocados nas redes.       http://youtu.be/rTjm-1vpxzQ

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Multimodalidade: datação do termo e alguns contributos para a definição...

Multimodalidade - Termo que comecei a empregar em português, em 1997, na  apresentação e um artigo de Geneviève Jacquinot- Delaunay, intitulado « L'implication interactive du multimédia», na Revista Intercompreensão, nº 6 (revista de Didática das Línguas do Instituto Politécnico de Santarém, que dirigi durante cerca de 20 anos).

 Curiosamente, nesse número da revista que tinha o título: «Razão e emoção...à procura de outras vias para a aula de línguas», na Apresentação  escrevia o seguinte:


« Geneviève Jacquinot Delaunay interroga os «novos espaços», nomeadamente o multimédia cuja construção recorre a diversos canais de comunicação. Essa concepção multisensorial  implica tratamentos multimodais da informação. A multimodalidade parece-nos ser um aspecto com grandes repercussões sobre a concepção da aula e a construção de materiais pedagógicos no futuro. Da mesma maneira que alguns hiperdocumentos permitem a «navegação», declinando a mesma informação de maneiras diferentes, talvez se consiga também, em aula, declinar a mesma informação segundo formatos diferentes. Além disso, convirá pôr em evidência o aparecimento de eventuais mudanças nos processos cognitivos, nomeadamente nas maneiras de proceder ao tratamento da informação em alunos que começam a habituar-se a navegar. A Escola terá evidentemente de se questionar sobre a multimodalidade e sobre os formatos mais adequados para os alunos do presente e do futuro». (Ferrão Tavares, 1997: 6)  

Volvidos tantos anos, vemos nesta primeira caracterização  do conceito as questões neurológicas, cognitivas e afetivas e a distinção entre multisensorialidade e multimodalidade, esta muito mais abrangente, implicando os  processos cognitivos. E agora os nossos alunos já não são alunos dos ecrãs (como se dizia na sequência de tranbalhos de L. Porcher), poderão ser «nativos digitais»(Prensky) e, por isso mesmo,  são alunos da virturealidade.

E a Escola que lhes propõe? Mesmo quando lhes propõe tecnologias bem recentes, quantas vezes não reproduz os suportes e as metodologias do princípio do século (XX)?
Veja-se o caso de muitos dos materiais para  quadros interativos multimédia (que, para o ensino das línguas, em questões de multimodalidade, ficam,  muitas vezes, a séculos de distância dos Tableaux Delmas do princípio do século XX), para não falar na sua lenta utilização mesmo com utilizadores experientes! ou, ainda, de muitas apresentações multimédia!

A multimodalidade pode não estar no suporte, mas nos usos multimodais que fazemos deles. E uma boa conferência sem materiais ou só com o quadro «tradicional» pode ser muito mais multimodal!


Depois de retocado entre o último post e este e colocado no meu escritório,  aqui fica a minha declinação icónica do conceito,  a partir de uma declinação da publicidade Mercedes para as questões neurológias,  «declinações» de  duas telas de  Matisse Notre  Dame para a Realidade Aumentada e a Virturealidade (com a mão humana a gerir a tecnologia). Mais mãos. Um olho de Magritte com a Nuvem, umas caras de memória de Braque para o espelho e a convergência. A declinação da dança de Matisse  com cabeças das redes sociais, umas porosidades pretendidas entre as curvas e as rectas, uma« mestiçagem» de cores, de modos, de culturas...

E aqui está o que os pintores não fazem e que os professores fazem: explicam. Mas eu sou prof. E não Iprof, como me dizia uma simpática colega do Brasil, no Facebook!




  

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Colóquio «Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos»

Vai ter lugar na universidade de Aveiro Colóquio subordinado a este título. Organizado pela REDE PICNAB- Projeto internacional de investig...