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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Didática das línguas-culturas, supervisão e comunicação multimodal

ESE de Castelo Branco, 7 e 8 de junho


Ver o início deste post em:

https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=4008973240688193762#editor/target=post;postID=7372822702322864588;onPublishedMenu=template;onClosedMenu=template;postNum=2;src=postname

Conclusão sobre o ciclo de  videoformação

e convite para observar como se aprende a comunicar observando bons comunicadores para se conseguir a «distanciação».
O exemplo que apresento é retirado dos Clubes TED. TED propõe agora um programa às escolas para que as crianças aprendam a comunicar com os comunicadores profissionais das Conferências TED. Muito interessante! Não encontrei nenhum clube em Portugal. Haverá?


https://www.youtube.com/watch?time_continue=15&v=ly7PSsgh_QM

sexta-feira, 3 de março de 2017

Videoformação (simulação vídeo) e formação de professores

Vou começar conferência aqui, como está a ser hábito
Título:
Tempo, espaço e comunicação multimodal  em cursos de formação de professores 

De acordo com o Decreto-Lei 74/2006,

«O grau de mestre é conferido aos que demonstrem:
Possuir conhecimentos e capacidade de compreensão a um nível que (…) permitam e constituam a base de desenvolvimentos e ou aplicações originais, em muitos casos em contexto de investigação (…)
Possuir capacidade para integrar conhecimentos, lidar com questões complexas, desenvolver soluções ou emitir juízos em situações de informação limitada ou incompleta (…);

Ser capazes de comunicar as suas conclusões, e os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes, quer a especialistas, quer a não especialistas, de uma forma clara e sem ambiguidades»
Para se ser professor é preciso o mestrado.
Como é que os cursos de professores desenvolvem estas competências nos futuros professores? 
Em que situações têm os professores de saber comunicar? Em situação de comunicação «científica», como todos os mestres, para dar a conhecer o seu trabalho de investigação aos pares e à comunidade científica e, também, em situações de comunicação com crianças e adolescentes?
Recuando no tempo... na formação de professores havia tempo: os cursos eram mais longos.
«Observando» o espaço: as instituições de formação, nos anos de 1980- 2005 tinham espaços específicos para desenvolverem competências de comunicação didática: A Faculdade de Matemática da Universidade de Coimbra tinha salas de micro-ensino (utilizei  equipamento na minha tese de doutoramento),  a ESE da Guarda e a de Coimbra  tinham salas de micro- ensino, a  ESE de Santarém tinha  uma sala de micro-ensino, posteriormente reconvertida em sala de videoformação, e um centro de línguas também equipado para video-formação...
Que aconteceu a estes espaços específicos?
Foram reconvertidos  quase sempre em centros de informática, muitos com material obsoleto  mal acabava de ser comprado e os estudantes dos cursos de professores foram desviados para outros espaços, dado que as escolas se abriram a cursos de comunicação...
Mas será que, hoje, com telemóveis e tablets se justificam salas específicas?

Esta será uma questão a que procuraremos dar resposta, aprofundando, claro, a questão da metodologia: será que a videoformação  (metodologia que começámos a utilizar nos anos 80 do século passado) se  justifica?
Nos planos de estudos de cursos de professores  e nas fichas curriculares quais as metodologias adotadas para desenvolver as competências referidas? A videoformação aparece?  Aparecem simulações globais ou simulações de sequências? Quais os instrumentos de observação das interações? 


Se olharmos para o que se passa nas empresas ... temos a resposta.
Mas, no nosso caso, é preciso ir  ver...
E começa aqui a pesquisa bibliográfica, em formato rascunho ou colagem.

Seminário de 2015  da cátedra UNESCO e  formações desenvolvidas em 2016 
Chaire UNESCO "Former les enseignants auXXIe siècle"

La chaire Unesco « Former les enseignants au 21e siècle » est une interface pour favoriser dans la francophonie la circulation des savoirs et viser un dialogue constructif entre les mondes universitaires, politiques et professionnels qui ont tendance à se tourner le dos. Depuis 2012, la chaire déploie ses actions autour de quatre objets de recherche et de formation : a) nouveaux espaces de formation, b) nouveaux outils de formation avec évaluation de leurs effets, c) trajectoires professionnelles des enseignants tout au long de leur vie et d) professionnalité des formateurs d’enseignants. Des conférences de consensus et dissensus autour de ces quatre objets ont été organisées en 2014 avec plus d’une soixantaine de chercheurs et de spécialistes internationaux et sont consultables sur le site de la chaire.
Publicações

La formation des enseignants en Europe

Approche comparative

https://www.cairn.info/la-formation-des-enseignants-en-europe--978280416202.htm

Chapitre13. Observatoire de l’évolution de la professionnalité enseignante etdispositifs de formation de simulation vidéo

https://www.cairn.info/la-formation-des-enseignants-en-europe--978280416202-p-205.htm

Cyrille Gaudin (2014)

Analysed’activités de formation exploitant le visionnage de vidéos et de leurs effetssur l’activité professionnelle d'enseignants novices : une étude de cas enéducation physique et sportive

http://www.theses.fr/2014TOU20095


Cyrille Gaudin (2014)

QUE SAIT-ON DES USAGES DE LA VIDÉO EN FORMATION DESENSEIGNANTS ET DE LEURS EFFETS ? 

http://ife.ens-lyon.fr/formation-formateurs/catalogue-des-formations/formations-2014-2015/formations-cas/05-utiliser-la-video/cyrille-gaudin.pdf



Des séquences vidéo de classe pour la formation des enseignants

http://www.primlangues.education.fr/actualite/des-sequences-video-de-classe-pour-la-formation-des-enseignants

Exemplo: sequência de leitura

http://www.reseau-canope.fr/bsd/sequence.aspx?bloc=885696

Há várias plataformas em diferentes países:

France
http://neo.ens-lyon.fr/neo/themes/theme-1
Présentation des thèmes
http://neo.ens-lyon.fr/neo/themes/theme-2

Reino Unido

IRIS : The video-based pr


professional learning technology and implementation support

http://www.irisconnect.com/uk/products-and-services/

Quebeque

Issu d'une collaboration entre l'Université de Montréal et le CTREQ, Appui-Motivation présente le modèle CLASSE de la motivation élaboré par le professeur Roch Chouinard
Zoom sur l'expertise  pédagogique
http://zoom.animare.org/zoom

Estados Unidos
Universidade de Vírginia

MyTeachingPartner™, or MTP, is a system of professional-development supports developed through the Center for Advanced Study of Teaching and Learning. MTP improves teacher-student interactions, which in turn, increases student learning and development.
http://curry.virginia.edu/research/centers/castl/mtp
http://curry.virginia.edu/uploads/resourceLibrary/CLASS-MTP_PK-12_brief.pdf
http://curry.virginia.edu/uploads/resourceLibrary/Research_Brief_MTP-PreK_NICHHD2.pdf

As respostas para as diferentes perguntas colocadas serão esboçadas em comentários que se vão seguir. 


  

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Comunicação em saúde

Antes de desenvolver este tópico, gostaria de referir quatro situações:
-Há uns 15 anos, foi introduzida nos cursos de medicina, no 1º ano, uma cadeira de comunicação. Perguntava-me então um amigo meu professor catedrático de medicina qual seria a vantagem. Respondi-lhe que esta se destinava a que os médicos obtivessem uma formação  sobre aquilo que ele tinha aprendido, desde o berço, com o pai que era um médico: a relacionar-se com os doentes. A comunicação é informação e relação e não basta formar profissionais com informação.
-Quando exerci funções de vice-presidente do IPS, coordenei o grupo de trabalho que propôs a criação de uma Escola de Saúde e, nessa altura, insisti com os colegas para a necessidade de incluir, nos cursos desta área,  UC de comunicação e de telemedicina.
-Na formação de professores há uns anos, em muitas instituições foram desenvolvidos projetos de micro-ensino e depois de videoformação, fazendo as questões de comunicação objeto de estudo e observação por parte dos professores e supervisores de práticas. Não vejo, hoje, conteúdos de comunicação em muitos programas de didática e de práticas em cursos de formação de professores. Com o regresso em força da linguística... não sei se há espaço para estas questões , apesar de tanto se falar em empatia!  E interrogo-me sobre esta ausência. Mas deixo o desenvolvimento deste tópico para mais tarde.
-A minha investigação sobre comunicação e mais precisamente sobre comunicação não verbal e , posteriormente, multimodalidade  teve origem em práticas de observação de aulas enquanto orientadora. Grande parte da bibliografia existente, ainda agora, sobre o assunto diz respeito à investigação  sobre comunicação em saúde.

E começo aqui o «relatório» do meu «projeto de investigação etnográfica» conduzido durante um mês em 5 hospitais e vários consultórios. O meu «corpus» inclui as intervenções de 7 médicos, umas 10 enfermeiras, estagiárias de uma escola de saúde de um  IP  e assistentes operacionais, creio que é assim que são designados.

O contexto de urgências de hospitais públicos é um inferno o que talvez explique parte das intervenções dos profissionais de saúde. Doentes sempre a entrar, quase sempre idosos com muitas dificuldades respiratórias que mal começavam a recuperar eram enviados para casa. Esta prática de mandar para casa doentes para não figurarem nas estatísticas já a conhecia  pelo facto de a ter vivido com a minha mãe, em Coimbra. Mas, não explica tudo.

O hospital de Tomar é um não- lugar onde se espera por ambulância que transporte o  doente para Abrantes. Se for aneurisma .... todos sabemos o que se passou nas mesmas datas, a partir de Santarém! Em Abrantes, os serviços de observação compreendem 3 ou 4 salas com «currais» onde se acumulam os doentes que  têm a sorte de não ficar nos corredores. Os  pés de um doente podem estar em cima da maca do doente seguinte. O espaço é limitado, com muitos muitos doentes.Como os profissionais  deveriam observar  todos... a sensação não pode ser pior. A proxémica explica possivelmente parte das agressões verbais dos doentes aos profissionais. Tratamento por tu dos doentes às enfermeiras e palavrões são recorrentes...  As enfermeiras, aliás, utilizam também o tratamento por tu em relação a muitos doentes de meios sociais mais desfavorecidos. Acabada de acordar, foi-me dito  «Já não vai ter mais visitas, já que o seu marido lhe veio trazer exames». Desatei a chorar o que talvez não fosse o mais aconselhado, dada as situação e, também eu fui malcriada «quero ser transferida já para a CUF».

Muitas intervenções de solidariedade e de simpatia vieram do pessoal auxiliar e de algumas enfermeiras. Mas para algumas enfermeiras, para alguns dos médicos de serviço (e tão novinhos!!!)  e estagiárias, os doentes são não-pessoas, para utilizar a designação de E. Hall. Quando se trata de atender o doente correspondente seguem os procedimentos adequados, caso contrário não observam o doente (apesar deste estar num serviço de observação), passando da posição de 3/4,  para não deixarem que o doente olhe para eles e portanto para não terem de falar ou de olhar para o doente, mesmo que este se esteja a dirigir  a eles. «E só à hora X que volto a observar e a falar com o doente Y, por isso ele que não aborreça». Será que quando há um problema neurológico não há necessidade de falar com o doente? O ar de profundo aborrecimento de estagiárias, o facto de tão novinhas terem adotado a postura de 3/4 ou olhando para os caderninhos de notas, deixou-me preocupada. Como é que estarão a ser seguidas estas alunas? Como serão avaliadas? Que profissionais estão a ser formadas? Deixo esta perguntas para colegas de Escolas de Saúde.

Não posso dizer que o tratamento tenha sido incorreto, que não tenha sido submetida aos exames adequados, que o médico me tenha parecido inseguro, mas um doente precisa de mais!

Ainda um caso de jovem  médico na Idealmed em Coimbra que me perguntava : «que quer que lhe faça?» e me mostrava na internet o estado em que eu deveria estar, mas não estava, pelo que« se resolvia a questão com Benuron». No dia seguinte, o colega mais velho, em Tomar, não só detetou o problema como  telefonou  a especialistas de diferentes áreas para que fosse vista e me telefonou várias vezes ao longo do dia e semana. Telefonemas e marcações especiais também da parte de neurologista e cardiologista da CUF. Os doentes para estes eram pessoas, como ouvi um deles a dizer ao telefone!  

Estas observações não me podem levar a concluir que da parte dos mais velhos há um cuidado com a relação que não existe na comunicação com os mais novos, também não poderei concluir que o privado é melhor do que o público. Mas não posso deixar de insistir na necessidade dos profissionais de saúde aprenderem não só conteúdos, procedimentos, protocolos mas também soft competências. Estas estão a ser valorizadas nas empresas, por que não na formação destes profissionais?
Nos últimos anos, a rentabilidade é a medida de tudo. Para não haver «insucesso» recusam-se os doentes em situação de risco!  A um doente correspondem X minutos. Se o médico atender mais doentes recebe um bónus... Nas escolas, quanto mais alunos...melhor. E se forem alunos com explicações, e de classes sociais favorecidas... ficam bem numa escola! O «sucesso»  e a posição nos rankings é assegurada!
E com Bolonha... há que privilegiar os conhecimentos técnicos! Não há espaço para questões de comunicação, de línguas ou humanidades. Não há tempo para conversar!
Fico muito preocupada com esta visão funcional quer seja em educação ou em saúde!

  


 

    

Colóquio «Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos»

Vai ter lugar na universidade de Aveiro Colóquio subordinado a este título. Organizado pela REDE PICNAB- Projeto internacional de investig...