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segunda-feira, 20 de abril de 2020

#estudoemcasa Agradecimento público e sugestões

Um grande obrigada a toda a equipa de colegas que decidiu  participar nesta Escola. Parabéns também ao Ministério que tomou esta iniciativa. Parabéns à RTP que a tornou possível.  A TELEVISÃO é a instituição mais democrática a seguir à ESCOLA, dizia Louis Porcher, no final do século passado. Com a Escola fechada, depois do recurso a dispositivos tecnológicos mais modernos e mais interativos, mas, altamente, discriminatórios, como professora que explorou, investigou, formou professores sobre «zonas de proximidade entre a Escola e os Media», em particular sobre a televisão (foi esse o assunto de aula de Provas de Agregação), não poderia deixar de me congratular com esta Escola.
           Apesar de aposentada,  acho que a minha história poderá ajudar outros professores. E é, por isso, que aqui estou. Vou dedicar-me sobretudo às aulas de Português  do primeiro ciclo. Apesar de ter sido professora do segundo ciclo e secundário, foi, no âmbito do ensino superior, na formação de professores do 1º ciclo, que mais intervim. E intervim, investigando, lendo muito,  dando e assistindo a muitas aulas. E continuo a ler, por isso, aqui estou a escrever.  Até dei aulas gravadas e transmitidas na televisão! No âmbito da Universidade Aberta, dei uma Unidade de «Os média e a aprendizagem», para a profissionalização de professores e incluída num mestrado de Multimedia e educação.

Vou centrar as minhas sugestões nas  aulas de Português. Hoje, foram as primeiras, «muito duras»... Eu sei... na gravação da aula  de que mostro fotografia, maquilharam-me com bâton. Fiquei tão perturbada, não era eu, dado que nunca usei e... «entupi». Eu que falo tanto, não conseguia articular... não conseguia dizer nada. À terceira tentativa,  puseram-me um teleponto e  consegui fazer qualquer coisa... Até expliquei.


Nunca gostei desta primeira aula, mas foi vista, em alguns sábados, na RTP, durante muitos anos. Demasiados, até já tinha passado a ser loura e ainda me via morena no ecrã! Este é um dos riscos das gravações: duram, duram...

Sei que as colegas hoje já são dos tempos das selfies e, por isso, estão mais habituadas. Eu estava habituada a muitas gravações, mas... com alunos... E aí surge outro problema: falar para muitos. No meu caso, eram os estudantes da Universidade Aberta, mas nos cabeleireiros, às vezes diziam que me conheciam da televisão. Aqui e agora... estão todos em frente ao ecrã. As crianças que são as verdadeiras destinatárias e os pais. Imagino facilmente comentários de hoje: «só ler livros...nós também sabemos ler e melhor». Mas, os vossos principais interlocutores são as crianças que não têm nem livros nem quem lhes leia livros. Quanto aos professores, nossos colegas, muitos dirão aquilo que eu ouvi, durante anos, sempre que lhes mostrava gravações de aulas por dezenas de professores: «Eu faria muito melhor». o pior é que,  a seguir, quando lhes pedia que encontrassem alternativa e os gravava... os dos outros grupos diziam o mesmo. E não imaginam a dificuldade que tinha e, nos últimos tempos pior, para conseguir gravar aulas, até para os vídeos da Universidade Aberta.  Por isso, força! Não vejam redes sociais!

Quanto à aula de leitura de horários...aí virá a crítica seguinte, já muito conhecida.«textos funcionais! é preciso ensinar a lê-los?».
Não se preocupem... vão ouvir estes comentários todo o tempo. Eu antecipo-os com a experiência que tenho, renovando os meus agradecimentos públicos  e dando-vos os meus parabéns!

Mas, como gosto e dar sugestões, propunha que, por vezes, antes da leitura dos livros, façam perguntas sobre as imagens, para que as crianças aprendam a ler imagens e antecipem o que vão ler ou se deixem surpreender.  De vez em quando, também, quando há duas professoras, uma (alternadamente) pode desempenhar papel de aluno. O recurso a simulações é um bom processo interativo, apesar de as duas terem de ser «reconhecidas» como professoras.A identificação com os professores é um bom princípio no ensino a distância.

Por hoje é tudo. Deixo-vos com sugestões de aulas em textos que possivelmente conhecem: os materiais do PNEP. 
E, já agora,  uma publicidade à autora deste blogue . Já tem uns anitos, mas as propostas não estão desatualizadas.

https://www.portoeditora.pt/produtos/ficha/didactica-do-portugues-lingua-materna-e-nao-materna-no-ensino-basico/195860


segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Didática das línguas-culturas, supervisão e comunicação multimodal

Didática das línguas-culturas, supervisão e comunicação multimodal «Ver para crer» ou… ver para pensar, comunicar e agir
 Languages - cultures didactics supervision and multimodal communication. "Seeing to believe" or seeing to think, communicate and act


Acabou de ser publicado livro onde está integrado artigo (que retoma conferência proferida em Castelo Branco em Colóquio sobre «Supervisão e vida das escolas», no dia 8 de junho de 2018).  

Paixão, F, Regina Jorge, F., Silveira,P. (2019). «A escola de aprender: contributos para a sua construção». Castelo Branco: Instituto Politécnico de Castelo Branco.


 Resumo Retomando a expressão ou o provérbio «ver para crer», em subtítulo, procurarei mostrar como a investigação em didática das línguas-culturas sobre comunicação multimodal tem implicações em supervisão. Proponho uma caracterização da Didática das Línguas-Culturas, referindo o modo como esta disciplina é integradora de saberes de outras disciplinas, salientando implicações destes saberes integrados e contextualizados na formação de professores. Apresento uma definição de comunicação multimodal, apoiando-me em investigações que conduzi em contexto pedagógico e mediático. Distingo, finalmente, algumas implicações destas investigações no desenvolvimento da capacidade de «VER», competência-chave do «supervisor», recorrendo à minha experiência em programas de formação de professores com a utilização da vídeo-formação, como metodologia integrada em Didática.

 Palavras-chave: comunicação multimodal, didática das línguas-culturas, NBIC, vídeo-formação

Abstract Recovering the expression or the proverb "Seeing to Believe", presented as a subtitle, I will try to show how the research in languages and cultures didactics on multimodal communication has implications in supervision. I propose a characterisation of the Didactics of Languages-Cultures explaining how this area integrates knowledge from other disciplines, highlighting the implications of this integrated and contextualised knowledge in teachers’ training. I present a definition of multimodal communication,based on research conducted in pedagogical and media contexts. Finally I distinguish some of the implications of these investigations in the development of the capacity to «SEE», a key competence of the «supervisor», resorting to my experience in teacher training programs with the use of video-training as a methodology integrated in Didactics. Key words: multimodal communication, languages-cultures didactics, NBIC, video-training

sábado, 14 de setembro de 2019

A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»


A propósito de artigo de Daniel Bessa  no jornal «Expresso» de  hoje.

Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas... escreveu sobre professores, na sequência de Relatório da  OCDE. E eu sou Professora! Daniel Bessa também é Professor! 

Daniel Bessa está assustado com a «Escola Grisalha». Refere que a classe de professores está envelhecida (é verdade, não se podem forçar pessoas que já muito trabalharam a ficar na escola se não quiserem e  há professores novos não colocados), mas daí a dizer-se que «o envelhecimento se torna dramático. Falta motivação, falta energia. Falta criatividade. Falta inovação, tanto tecnológica como de métodos pedagógicos». Desculpe Daniel Bessa, no artigo «Escolas Grisalhas»,  mas este seu comentário é «dramático» e é um insulto para a  minha mãe que trabalhou até aos 70 anos e sempre foi inovadora, motivada, criativa; para mim (que saí  muito cedo «para dar lugar a novos» e lamento não ter tido tempo para «passar testemunho» de motivação, entusiamo e inovação;  para toda a classe de professores «grisalhos» que se encontram a trabalhar nas escolas e que tiveram verdadeira formação de professores. Que, possivelmente, só não são «motivadores, criativos, inovadores», porque a sociedade os força a utilizar manuais e a fazer fichas (até em formato eletrónico, a maior parte das vezes, do mais obsoleto possível, do ponto de vista pedagógico) para «preparar para exames do 12 º ano».   O entusiasmo com que dei a «última aula», a energia, a motivação, a inovação tanto tecnológica como pedagógica (a aula  dada na Universidade do Algarve  foi sobre virturealidade), foi a mesma com que utilizei o quadro de feltro ou o gravador de fita, na minha primeira aula do 1º ano do ciclo preparatório. Vejo a mesma atitude nos professores que foram meus estagiários e que estão nas escolas. Estão, talvez, fartos das escolas, das sucessivas mudanças (sem avaliação das mesmas), dos papéis que escrevem, das reuniões, nomeadamente das reuniões de pais... 
Estão fartos de não  terem liberdade, como eu tinha, nos  primeiros anos (depois de 1974),  de não poderem ir ao sótão das escolas buscar um manual de Português  usado (de Isabel Boléo), quando a  escola tinham escolhido um manual horrível,  de sair da minha disciplina para falar do mundo, de não terem liberdade de não cumprir o programa. Mas de levar crianças a  «sair do ninho para aprender», como dizia um dos meus mestres, Michel Serres.
Com tanta «flexibilidade», desculpem...  mas os professores perderam liberdade e, por isso, e por outras razões muitos estão cansados e indignados.
Não só os «grisalhos», interrogo-me sobre a sorte dos jovens professores que chegam às escolas e se deparam com a  organização da escola, como o medo de alunos, de crianças que nunca conheceram regras, de pais que não conhecem regras, de conselhos de turma verdadeiros tribunais com «juízes» que não conhecem os assuntos... Professores  preocupados com a consonância entre as suas correções de testes e as interpretações de pais e explicadores. Para todos só resta uma solução: fazer fichas e seguir critérios de correção das mesmas. A liberdade de professores está reduzida a isto! Caricaturo. Há escolas e professores que resistem, porque são «criativos, entusiastas, estão motivado e conhecem as inovações»!  
Não vou abordar estas outras razões. Situo-me no plano pedagógico, porque é aí que se situa Daniel Bessa. E eu tenho pena desse seu «contributo»  para a «desvalorização» de uma parte da classe dos professores.   


sexta-feira, 3 de março de 2017

Videoformação (simulação vídeo) e formação de professores

Vou começar conferência aqui, como está a ser hábito
Título:
Tempo, espaço e comunicação multimodal  em cursos de formação de professores 

De acordo com o Decreto-Lei 74/2006,

«O grau de mestre é conferido aos que demonstrem:
Possuir conhecimentos e capacidade de compreensão a um nível que (…) permitam e constituam a base de desenvolvimentos e ou aplicações originais, em muitos casos em contexto de investigação (…)
Possuir capacidade para integrar conhecimentos, lidar com questões complexas, desenvolver soluções ou emitir juízos em situações de informação limitada ou incompleta (…);

Ser capazes de comunicar as suas conclusões, e os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes, quer a especialistas, quer a não especialistas, de uma forma clara e sem ambiguidades»
Para se ser professor é preciso o mestrado.
Como é que os cursos de professores desenvolvem estas competências nos futuros professores? 
Em que situações têm os professores de saber comunicar? Em situação de comunicação «científica», como todos os mestres, para dar a conhecer o seu trabalho de investigação aos pares e à comunidade científica e, também, em situações de comunicação com crianças e adolescentes?
Recuando no tempo... na formação de professores havia tempo: os cursos eram mais longos.
«Observando» o espaço: as instituições de formação, nos anos de 1980- 2005 tinham espaços específicos para desenvolverem competências de comunicação didática: A Faculdade de Matemática da Universidade de Coimbra tinha salas de micro-ensino (utilizei  equipamento na minha tese de doutoramento),  a ESE da Guarda e a de Coimbra  tinham salas de micro- ensino, a  ESE de Santarém tinha  uma sala de micro-ensino, posteriormente reconvertida em sala de videoformação, e um centro de línguas também equipado para video-formação...
Que aconteceu a estes espaços específicos?
Foram reconvertidos  quase sempre em centros de informática, muitos com material obsoleto  mal acabava de ser comprado e os estudantes dos cursos de professores foram desviados para outros espaços, dado que as escolas se abriram a cursos de comunicação...
Mas será que, hoje, com telemóveis e tablets se justificam salas específicas?

Esta será uma questão a que procuraremos dar resposta, aprofundando, claro, a questão da metodologia: será que a videoformação  (metodologia que começámos a utilizar nos anos 80 do século passado) se  justifica?
Nos planos de estudos de cursos de professores  e nas fichas curriculares quais as metodologias adotadas para desenvolver as competências referidas? A videoformação aparece?  Aparecem simulações globais ou simulações de sequências? Quais os instrumentos de observação das interações? 


Se olharmos para o que se passa nas empresas ... temos a resposta.
Mas, no nosso caso, é preciso ir  ver...
E começa aqui a pesquisa bibliográfica, em formato rascunho ou colagem.

Seminário de 2015  da cátedra UNESCO e  formações desenvolvidas em 2016 
Chaire UNESCO "Former les enseignants auXXIe siècle"

La chaire Unesco « Former les enseignants au 21e siècle » est une interface pour favoriser dans la francophonie la circulation des savoirs et viser un dialogue constructif entre les mondes universitaires, politiques et professionnels qui ont tendance à se tourner le dos. Depuis 2012, la chaire déploie ses actions autour de quatre objets de recherche et de formation : a) nouveaux espaces de formation, b) nouveaux outils de formation avec évaluation de leurs effets, c) trajectoires professionnelles des enseignants tout au long de leur vie et d) professionnalité des formateurs d’enseignants. Des conférences de consensus et dissensus autour de ces quatre objets ont été organisées en 2014 avec plus d’une soixantaine de chercheurs et de spécialistes internationaux et sont consultables sur le site de la chaire.
Publicações

La formation des enseignants en Europe

Approche comparative

https://www.cairn.info/la-formation-des-enseignants-en-europe--978280416202.htm

Chapitre13. Observatoire de l’évolution de la professionnalité enseignante etdispositifs de formation de simulation vidéo

https://www.cairn.info/la-formation-des-enseignants-en-europe--978280416202-p-205.htm

Cyrille Gaudin (2014)

Analysed’activités de formation exploitant le visionnage de vidéos et de leurs effetssur l’activité professionnelle d'enseignants novices : une étude de cas enéducation physique et sportive

http://www.theses.fr/2014TOU20095


Cyrille Gaudin (2014)

QUE SAIT-ON DES USAGES DE LA VIDÉO EN FORMATION DESENSEIGNANTS ET DE LEURS EFFETS ? 

http://ife.ens-lyon.fr/formation-formateurs/catalogue-des-formations/formations-2014-2015/formations-cas/05-utiliser-la-video/cyrille-gaudin.pdf



Des séquences vidéo de classe pour la formation des enseignants

http://www.primlangues.education.fr/actualite/des-sequences-video-de-classe-pour-la-formation-des-enseignants

Exemplo: sequência de leitura

http://www.reseau-canope.fr/bsd/sequence.aspx?bloc=885696

Há várias plataformas em diferentes países:

France
http://neo.ens-lyon.fr/neo/themes/theme-1
Présentation des thèmes
http://neo.ens-lyon.fr/neo/themes/theme-2

Reino Unido

IRIS : The video-based pr


professional learning technology and implementation support

http://www.irisconnect.com/uk/products-and-services/

Quebeque

Issu d'une collaboration entre l'Université de Montréal et le CTREQ, Appui-Motivation présente le modèle CLASSE de la motivation élaboré par le professeur Roch Chouinard
Zoom sur l'expertise  pédagogique
http://zoom.animare.org/zoom

Estados Unidos
Universidade de Vírginia

MyTeachingPartner™, or MTP, is a system of professional-development supports developed through the Center for Advanced Study of Teaching and Learning. MTP improves teacher-student interactions, which in turn, increases student learning and development.
http://curry.virginia.edu/research/centers/castl/mtp
http://curry.virginia.edu/uploads/resourceLibrary/CLASS-MTP_PK-12_brief.pdf
http://curry.virginia.edu/uploads/resourceLibrary/Research_Brief_MTP-PreK_NICHHD2.pdf

As respostas para as diferentes perguntas colocadas serão esboçadas em comentários que se vão seguir. 


  

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Didática de Português; Contributos para Projeto de Formação de Professores: O PNEP

Universidade de Pasárgada: Contributos para Projeto de Formação de Professore...: Antes de pensar numa nova formação é conveniente refletir sobre os projetos de formação em que estive envolvida, nomeadamente, o   PNEP. Em vez de propor o levantamento de  documentos oficiais e materiais deste Projeto aos colegas da Cátedra Eugénio Tavares da Universidade de Cabo Verde, torno  pública esta preparação .

O PNEP foi criado pelo Despacho 546/2007 

http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Basico/Legislacao/despacho546_2007.pdf

Em 2008 foi regulamentado e nomeada comissão de acompanhamento
http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Basico/Legislacao/4678946790.pdf

Foram elaboradas as seguintes brochuras que, curiosamente, são ignoradas  em cursos de  muitas instituições do ensino superior que formam professores.

As Implicações das TIC no Ensino da Língua

http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Basico/Documentos/implicacoes_tic_pnep.pdf

O Conhecimento da Língua: Desenvolver a Consciência Lexical
http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Basico/Documentos/des_consc_lexical.pdf

O Conhecimento da Língua: Percursos de Desenvolvimento
http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Basico/Documentos/conhec_lingua.pdf

O Ensino da Escrita: Dimensões Gráfica e Ortográfica
http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Basico/Documentos/ensino_escrita_net.pdf

O Ensino da Leitura: A Compreensão de Textos
http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Basico/Documentos/ensino_leitura_compreensao_textos.pdf
O Ensino da Escrita: A Dimensão Textual

http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Basico/Documentos/ensino_escrita_net.pdf

O Conhecimento da Língua: Desenvolver a Consciência Fonológica
http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Basico/Documentos/o_conhecimento_da_lingua_desenv_consciencia_fonologica.pdf
O Conhecimento da Língua: Desenvolver a Consciência Linguística
http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Basico/Documentos/o_conhecimento_da_lingua_desenv_consciencia_linguistica.pdf
O Ensino da Leitura: A Decifração
http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Basico/Documentos/ensino_leitura_decifracao.pdf
O Ensino da Leitura: A Avaliação 
http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Basico/Documentos/ensino_leitura_avaliacao.pdf

O Ministério da Educação anterior esqueceu-se completamente deste Programa que esteve, durante  anos em site descontinuado  da DGIDC, e elaborou documentação que pode ser lida neste site.   Algumas brochuras ou cadernos relativos ao ensino da leitura, da gramática, do texto literário, podem igualmente ser consultadas neste site.

http://www.dge.mec.pt/portugues

Espero que as Metas sejam revistas, mas, como em todos os projetos há muito trabalho feito, considero que é importante que este não seja atirado fora sem ser devidamente analisado e reaproveitado. 


O Ministério disponibiliza também materiais destinados a falantes de outras línguas em
http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Basico/Documentos/portugues_falantes_outras_linguas_sugestoes_atividades1.pdf

Didática de Português: Curso de formação de professores: formatos

Hoje há muitos cursos  a distância diferentes para diferentes temas.  Para  perceber como funcionam inscrevi-me num MOOC (Massive Open Online Course) sobre Picasso.
https://solerni.org/mooc/38/picasso/sessions




Há sempre a possibilidade de fazer vídeos caseiros. Este foi o primeiro. Demasiado longo, mas mostra como, com um simples ipad, se pode construir uma das modalidades de formação.

https://www.youtube.com/watch?v=rTjm-1vpxzQ

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Facebook, Moodle e educação, comunicação multimodal, tutorias, Bolonha...

No Congresso da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação, em 2014, apresentei uma comunicação 

file:///C:/Users/Admin/Downloads/SPCE2_EIXOS_BOOK%20CC%20(1).pdf

(A hiperligação demora a funcionar  Atas do Congresso da SPCE, p. 1043)

sobre usos do Facebook da minha «comunidade escolar de amigos». Criei esta comunidade (mais alargada)  a partir de 2006, dinamizando espaços de fórum e de chat (as tutorias de Bolonha) na plataforma Moodle.  Os fóruns de dúvidas (dois ou três dias antes das frequências), os espaços de correção individual de perguntas, de correção em chat  de conteúdos, até de  erros ortográficos (Sim, eu confesso! Os estudantes escreviam 5 vezes as palavras em que tinham dado erro, à minha «frente», (entre as 21 e as 22, mas às vezes prolongava-se até às 24, todas as semanas (em dois horários para todos poderem participar),  riamos, fazíamos comentários...  ( E é verdade que ainda vejo alguns «há» do verbo haver- existir de tempos a tempos nos comentários que publicam, mas no período analisado não apareceu nenhum).
Curiosamente, sei que hoje a WEB 2.0 já não é a novidade que era em 2006, sei que Moodle todos os professores dizem que utilizam, mas, mas, mas... como depósito! Os estudantes sabem que «lá têm uns textos» que às vezes abrem na véspera de um teste, que põem lá os trabalhos uns dos outros, mas onde está a dimensão partilhada proporcionada pela plataforma? Quem diz Moodle, diz outras plataformas!
As tutorias on line dão muito trabalho, responder a uma aluna, em estágio, que diz que não sabe  se deve ler em voz alta ou silenciosa  um poema ou um cartaz de espetáculos que pense na materialidade do referido texto, se é de natureza sonora ou se «o texto é uma imagem» e que o procedimento decorre da resposta a esta pergunta. Ou ainda, se pode «dar» o pretérito perfeito num dia e o imperfeito em outro dia (A história começa quase sempre por um articulador (era uma vez...) que pede imperfeito... mas outro dia... Dois articuladores um lógico e um temporal que vão introduzir a complicação e... Tem de ser pretérito perfeito). «Mas a professora cooperante diz-me que não pode ser...».
Eu sei que não é fácil responder à hora de jantar, mas encontram-se horas para chat e essas horas têm de ser reconhecidas pela Instituição como tutorias. (Na ESE de Santarém, esse princípio era respeitado). E sempre agreguei ao relatório de UC o relatório de MOODLE. Até na documentação para as provas para Prof . Principal que não cheguei a fazer porque chegou reforma e o juri já não reuniu... inclui relatório comentado da Plataforma.   É tão fácil ver o que o professor faz em casa!

Estes alunos (todos os dias recebo pedidos) estão na minha comunidade de amigos do Facebook. Continuamos a dar os parabéns uns aos outros, a partilhar notícias de emprego, comentários a espetáculos, poemas e até... a corrigir erros ortográficos! Mas o melhor é mesmo ler a comunicação! E o meu agradecimento aos 10 estudantes que colaboraram na investigação (escolhidos por aplicação informática de acesso livre)!



      

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

MOOC Formation d'enseignants de FLE, au Portugal. MOOC ou un autre format... ? épisode 1

Ayant été nommée responsable de l'organisation d'un programme de formation de professeurs de français, par l'APEF _ Associação Portuguesa de Estudos Franceses (Programme financé par la  FIPF- Fédération Internationale de Professeurs de Français), je rends publique ma démarche. Je pense à haute voix...

Format: classique avec b-leaning,  comme PNEP (Programa Nacional para o Ensino do Português) ?
MOOC ?

Première étape: recherche du format. Je cherche de l'information sur les MOOC (Massive Open Online Courses).
http://blog.educpros.fr/matthieu-cisel/2014/05/06/mooc-de-la-scenarisation-au-teaser/
FUN
http://www.france-universite-numerique.fr/inscrivez-vous-aux-nouveaux-moocs.html
Travailler en Français

Avec le soutien de Miclel Serres, EDUNAO

PRO FLE – Professionnalisation en FLE : Premier appel à candidatures (2013)

http://www.auf.org/appels-offre/pro-fle-professionnalisation-candidature/
http://www.cned.fr/inscription/8PFLEDIX

On trouve ce que l'on ne cherche pas, mais qui peut nous être utile (sérendipité). 


Des oeuvres d'art en haute résolution à télécharger gratuitement et exploitables à des fins pédagogiques

Le Metropolitan Museum of Art de New York offre désormais aux internautes un libre accès en ligne à 400 000 images disponibles en haute résolution. Ces oeuvres peuvent être téléchargées légalement et utilisées dans un cadre pédagogique.

http://www.metmuseum.org/collection/the-collection-online

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Videoformação , hoje! As empresas investem e a Escola?

Até que enfim que a formação de professores retoma as linhas da videoformação e do diagnóstico situacional! Investiu-se dinheiro em laboratórios de micro-ensino que foram abandonados dados os fundamentos beavioristas!  E parou-se no tempo! Houve alguns continuadores (onde eu me situo)! Nas empresas pagam-se fortunas (nem imaginam quanto custa uma sessão de PNL!) a «coachs» que utilizam as atividades que nós dominamos há muitos anos e que atualizámos com conhecimentos das neurociências!

TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO PRESENCIAL NA ERA VIRTUAL
13 de junho 2014 | 10h00 - 14h00 | sala 05.1.50
Departamento de Educação, Universidade de Aveiro

Destinatários:
Educadores e professores de todos os níveis de ensino e áreas disciplinares

Conteúdos:
Este workshop baseia-se na auto e videoscopia, como pontos de partida para a
consciencialização dos processos cognitivos, pedagógicos e atitudes assumidas
pelos docentes em contexto de sala de aula.

INSCRIÇÕES EM: http://www.ua.pt/cctic/

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Homenagem a um Professor

Texto que  deu origem a apresentação oral  na cerimónia de inauguração do busto de Homero Pimentel, em Arganil, há alguns anos e que torno público nas redes,  na comemoração do centenário do seu nascimento. 

Homero Pimentel: um professor com sucesso


Ao escrever este artigo hesitei no título… Podê-lo-ia ter intitulado: «Credo meninos credo! Tanta ignorância!» ou «Colégio de Arganil: uma escola privada democrática antes da democratização da escola pública» ou ainda: «De como um professor transforma alunos condenados ao insucesso em alunos de sucesso».

            São estes os tópicos que abordarei na minha singela homenagem ao Dr. Homero. Procurarei abordá-los não de uma maneira passadista, mas situando-os em relação a alguns temas que são objecto de discussão, quando, hoje, falamos de educação.

 Retomo a exclamação que todos os alunos do Dr. Homero ouviram e certamente não esqueceram: «Credo meninos credo! Tanta ignorância!». Também, agora, ouvimos referências à ignorância dos nossos alunos. Será então de procurar «modelos», procurar «boas práticas» que conseguiram vencer a «ignorância». Homero Pimentel era um professor «mestiço», no sentido que é dado a este termo pelo filósofo francês  Michel Serres: um «mestiço» de cultura humanística, artística e científica. Foi professor de quase tudo: Latim, Grego, História, Filosofia, Francês…Explicador (para todos e gratuitamente) de quase todas as disciplinas.  No Colégio de Arganil fazia-se o que hoje se poderia designar de «estudo acompanhado». Até apanhei reguadas porque tive negativa a Matemática! Mas ensinou-me a aprender Português e ensinou-me a APRENDER Matemática e todas as outras disciplinas. Com ele, desenvolvi «competências de aprendizagem». Com a vasta cultura que possuía, levava-nos a contextualizar conhecimentos, a relacionar, a descobrir «Os Lusíadas». Com que emoção lia o episódio de Inês de Castro ou com que vivacidade e humor explicava a «Ilha dos Amores»! Levou uma geração  de meninos que nunca teria saído das suas terras a Atenas, a  Creta, a Roma, a viajar nos países que ele próprio nunca teve a oportunidade de conhecer. Michel Serres refere que «aprender é viajar»: foi uma viagem que todos nós fizemos. Viagem, no tempo e no espaço dos conhecimentos, antes da «sociedade do conhecimento».
Viagens «à vila» nos dias em que éramos «corridos». «Fujam meninos fujam…» Era a maneira exagerada como manifestava a sua impotência para combater a nossa «ignorância». O carinho e o humor que se seguiam a estes momentos de forte emoção depressa nos faziam esquecer o episódio. Ou, talvez não… «ser corrido» significava «ser crescido» e implicava a partilha de emoções, a solidificação de laços de grupo, a disponibilidade para descobrir os outros. È evidente que estas práticas têm de ser situadas no contexto dos anos 50 e 60. Numa sociedade em que nós os pais consideramos que os nossos meninos têm sempre razão e em que os trabalhos de casa estão no banco dos réus não será de estranhar algumas reacções a este elogio? Mas como explicar a nossa vontade de participar nesta homenagem ao Dr. Homero?
O Colégio de Arganil foi uma escola privada democrática antes da democratização da escola pública. Nele conviveram muitos alunos, alguns marcados por um percurso de insucesso em liceus e outros colégios e muitos outros que pertenciam a  um meio económico, social e cultural que os teria condenado ao insucesso. E fomos muitos os que tivemos sucesso. Homero Pimentel constitui um exemplo a seguir pelo rigor do seu trabalho, pelo seu entusiasmo generoso nas relações humanas, pelo seu respeito pelos outros, pela sua sensibilidade, pela sua cultura humanística, pela sua extrema modéstia.

Com o Dr. Homero aprendemos  a conhecer, aprendemos a fazer, aprendemos a aprender e aprendemos a SER: «pilares  da aprendizagem» para a sociedade do conhecimento» apontados no relatório da  UNESCO da Comissão Internacional para a Educação no Século  XXI,  coordenada por Jacques Delors.
No que me diz respeito, tive a sorte de ter outros «modelos» de professor na família, mas, certamente, foi por sua causa que me tornei professora de Português e de Francês e muitos exemplos de «boas práticas» que apresento aos professores que tenho formado aprendi-os no Colégio Alves Mendes. Obrigada Dr. Homero.      



domingo, 1 de setembro de 2013

A escola que queremos ter... ainda e, agora, sobre a formação de professores

Há  30 e  há 40 anos os professores formavam-se a ver outros professores. Há 20 anos, faziam-se videoformações, formações com recurso ao diagnóstico situacional. E não falo do micro-ensino anterior pelo facto de se centrar em «modelos».

ver Altet, Crahay, Donnay, Ferrão Tavares.
Devo estar velha, mas fico tão irritada quando leio, com todo o respeito pelo Professor Vítor Teodoro, escrever « a formação dos professores tem de sofrer alterações para se aproximar mais da formação dos médicos, por exemplo: A  aprendizagem das profissões que envolvem interacções com outras pessoas deve fazer-se mais pela integração num grupo, pelo acompanhamento, pelo exemplo e pela discussão e análise de situações».

Nas Atas dos Congressos da SPCE houve muitas comunicações sobre videoformação.

Por que acabaram estas formações? Porque não se podem captar imagens, porque os meninos e os pais dos meninos não gostam, porque o Ministério não autoriza...
Assiste-se a aulas para avaliar e dar notas aos professores. Não para os formar!
Não há formação de professores. Esperemos que volte a haver.

No meu caso, passei a analisar com formandos práticas de profissionais que realizam os mesmos atos comunicativos e multimodais  e desempenham as mesmas funções: os jornalistas, os animadores na televisão que explicam, que contam, que argumentam... e algumas aulas no YouTube e a colocá-los em situações semelhantes. Observam os outros para se distanciarem das suas práticas.

Devo estar a ficar rabujenta, mas há tanta coisa feita em educação que se deita fora! Por exemplo, as brochuras do PNEP estão em site desatualizado do Ministério: DGIDC!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Efeitos perversos dos exames?

Ou, como escreve António Jacinto Pascoal, no jornal Público, do dia 1 de agosto: «Prioridades erradas nos exames»?
Segundo o professor de Português, ironicamente,   «(a)  liçao que se tira (dos exames de Português) é a de que os professores deverão de futuro, em detrimento de um ensino amplo e consistente, preparar alunos para evitar armadilhas».
E  para isso...  nada melhor do que mandar fazer aos alunos provas de anos anteriores, coleções de pontos de exame... E, como eu sublinhava num post recente, para isso, nem é preciso formar professores. basta dar-lhes as soluções. E como são muitos alunos por turma, estes  podem trabalhar aos pares: um aluno faz um exercício e o colega do lado corrige. Aliás um ótimo tipo de exercício de information gap, mas também ele desvirtuado neste contexto! 

sábado, 17 de novembro de 2012

La multimodalité dans la formation des enseignants

Les  Actes du colloque FICEL, Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3, DILTEC - 3,4 novembre 2011- 
 Formation et professionnalisation des enseignants de langues.  Évolution des contextes, des besoins et des dispositifs   viennent de paraître  en ligne.







Dans ces actes, j'ai publié  avec Jacques da Silva et Marlène da Silva l'article suivant:



Quelques extraits, mais nous vous invitons à lire  le texte intégral ainsi que les autres articles et  à regarder les vidéos : 

La formation actionnelle (et) multimodale implique « le diagnostic situationnel (Donnay, 1991 ; Begioni, 
1998 ; Ferrão Tavares, 1988, 1990 et 2009) et l’action multimodale. Nous proposons ici le récit (fort succinct) d’une action centrée sur l’exposition à l’aide d’un dispositif multimodal à la demande des étudiants. La situation qui a servi au diagnostic était la présentation d’un sujet à l’aide de power point qui est une situation ordinaire dans les situations scolaires et dont beaucoup d’enseignants se servent. Mais cette situation implique des formes de communication multimodale que les enseignants  maitrisent difficilement et provoque des effets communicatifs que ces derniers ne  peuvent ignorer. On voit effectivement que 
beaucoup d’étudiants et même d’enseignants sont devenus des passeurs de power point, ce 
qui provoque, par exemple, des phénomènes de banalisation et de manque d’attention de la 
part du public. Comme première activité, on demande aux étudiants de préparer un sujet que les autres 
ignorent et de le présenter au public (diagnostic situationnel) (...).
 les étudiants : 
- lisent ce qu’ils ont écrit (souvent copié et collé de sources non identifiées) sur des 
diapositives remplies de textes ou d’images (de tout type de caractères, couleurs, 
effets dynamiques, etc.) d’ordre référentiel contrariant souvent ce qui est proposé,                                                
- regardent l’espace de projection en tournant le dos au public, avec absence de regard 
et de gestes de régulation pour vérifier les réactions du public, 
- proposent des tableaux et des graphiques que le public ne parvient pas à lire, 
- font des choix typographiques au hasard, 
- pointent sur l’espace de projection, 
- n’emploient pas de connecteurs verbaux (et ne font pas les  gestes discursifs 
correspondants, puisque leur mimo-gestualité est conditionnée par l’ordinateur ou 
par l’espace de projection), 
- distinguent difficilement les voix convoquées, 
- recourent à une sorte de parataxe non verbalisée (succession de diapositives sans 
relation de subordination), 
- proposent la même forme d’organisation linéaire des idées, même quand ils 
indiquent des liens, car le support visuel force une hiérarchisation simplifiée et 
banalisée. 
Ainsi, tous les supports visuels se ressemblent et tous les étudiants se ressemblent dans leur 
façon de mettre en scène leur discours (Tufte, 2003 ; Frommer, 2010). Pour ceux qui jouent 
le rôle d’apprenants, ils n’y a pas de prise de notes, parce que leurs camarades leur avaient 
dit qu’ils leur fourniraient leur présentation

(...) 
Comme la prise de conscience peut être facilitée par l’observation d’échantillons de la 
communication où d’autres professionnels jouent le même rôle, en l’occurrence celui de 
communicateur, explicateur, etc. dans la lignée de ce qui est proposé par Schön (1996) – 
apprendre avec des professionnels qui excellent dans leur profession –, on sélectionne 
quelques conférences TED. En bref, l’analyse se centre sur les marques de cohésion et de 
cohérence entendues dans un sens multimodal : dimensions verbale, para-verbale, iconique, 
proxémique et kinésique (Ferrão Tavares, 2009). »


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Dia Europeu das Línguas- Manifesto da FNAPLV


Neste dia, começo por cumprimentar todos os meus colegas professores, formadores, didatas das línguas-culturas! O nosso entusiasmo aliada aos nossos saberes e competências têm contribuído, durante anos para «as línguas na educação e para a educação». Estamos de parabéns!  Não podemos perder a militância, apesar do contexto desfavorável!  Sem acreditarmos e colocarmos paixão no que fazemos não há ensino, nem aprendizagem... Até podem invocar muitas razões apoiadas em muitas estatísticas, muitos relatórios, mas não dá...

É por isso que, neste dia, não podia ficar calada. Já fiz  uma conferência ,  em outras circunstâncias, na semana passada, no Colóquio da APEF e da  APHELE. Podem seguir-me neste blog. Mas... aqui há mais emoção... 

Dia Europeu das Línguas... seria um dia para estarmos contentes. No entanto, quem está contente neste país, qual o professor contente, qual o professor de línguas-culturas contente?

Por muitas críticas que possam ser feitas às orientações da União Europeia sobre as línguas (visão economicista, centrada sobre o emprego), ou sobre os documentos  das equipas do Conselho da Europa      ( pouca representatividade dessas equipas  mas estas têm  uma visão mais humanista... necessidade de viver com os outros) há uma perspetiva de abordagem plurilingue e pluricultural que foi acordada pelos membros da União Europeia.

«Le plurilinguisme est moins cher que les guerres» (reproduzo de memória a intervenção de Jean Claude Beacco no ultimo Colóquio da Federação Nacional das Associações de Línguas Vivas).

É por isso que não podemos calar-nos!

Na Plataforma do Conselho da Europa

LANGUAGES IN EDUCATION, LANGUAGES FOR EDUCATION

(versão em Inglês para que todos possam ler!)  as equipas do Senhor Ministro da Educação poderão informar-se sobre  alguns compromissos assumidos (não são só os compromissos com a Troica que serão para seguir!).

Poderão encontrar nomeadamente o documento   From linguistic diversity to plurilingual education: Guide for the development of language education policies in Europe  com todas as referências em matéria de recomendações europeias. Nem todas são recomendações...


E depois há necessidade de ouvir quem sabe, quem quem estudou, quem agiu durante  anos sobre o Ensino das Línguas e das Culturas e sobre a formação de professores. Ouçam a nossa Federação de Associações:

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Relatório internacional sobre literacia: comentários pessoais


Foi publicado o relatório EU HIGH LEVEL GROUP OF EXPERTS ON LITERACY , em  9 de setembro sobre a literacia, com base num estudo que decorreu de fevereiro de 2011 a junho de 2012. O perito português que  integrou o grupo foi o Engenheiro Roberto Carneiro. Os textos em Inglês (não vi ainda  versões do Relatórios em outras línguas!) são transcrições desse documento.

Alguns comentários:

«MULTIPLE LITERACY
Multiple literacy: the ability to use reading and writing skills in order to produce, understand, interpret and
critically evaluate multimodal texts»

A questão da aprendizagem da leitura de textos multimodais que tenho modestamente defendido! Ver brochura do PNEP Implicações das TIC no ensino da língua. A importância das TIC no desenvolvimento da literacia é enfatizada também no Relatório.  Procurei dar algum contributo  para o uso das TIC  com vista ao desenvolvimento das literacias multimodais, no PNEP. Hélas!

Quanto ao Currículo:
«A COHERENT LITERACY CURRICULUM

Too often, curricula have a limited view of literacy, namely as just the ability to decode and encode, read and write, or, if somewhat more advanced, to produce a varied set of texts of different genres appropriate to different situations.
Over and above these basic aims, however, the literacy curriculum should focus on developing a set of composite skills that will enable learners to decode and negotiate critically the cultural, social, political and ideological aspects of language use. It is therefore essential to cultivate critical literacy skills, being able to ‘read’ culture, identities and ideologies and different uses of language».


Há sempre o perigo de leituras redutoras!



Finalmente!

«Portugal is among the countries with the most spectacular improvement in PISA-results in the past decade».(Graças ao Plano Nacional de Leitura e ao PNEP, não? (O caminho das letras é mencionado como exemplo de e-livro)

As línguas estão nas outras disciplinas. Ver

LANGUES DANS L’EDUCATION, LANGUES POUR L’EDUCATION

Plateforme de ressources et de références
pour l’éducation plurilingue et interculturelle

O último  número da Revista  Intercompreensão (nº 16) - IPS de Santarém, Edições Cosmos  centra-se nas literacias académicas nas perspetivas multimodal e plurilingue (as línguas nas outras matérias).



«Mainstreaming reading literacy across the curriculum, addressing reading aspects in the subject curricula
throughout secondary education, whether in academic or vocational routes. Curricula need to integrate more reading and comprehension aspects in other subject areas besides the national language, such as mathematics, science and technology»

Precisa-se de formação de professores, mas os professores não podem sair das escolas, as escolas não têm formadores (muitos aposentaram-se), não têm dinheiro para pagar a formadores, os professores não têm dinheiro para pagar inscrições nos colóquios e «têm  de dar aulas»! E os colóquios não têm ninguém.  E?


«Teacher education
Excellent initial teacher education is essential. The better qualified teachers are, the better their learners’ results. But qualifications alone are not enough; teachers need a high level of professional competence. Prospective teachers should be taught detailed subject-specific knowledge about literacy (e.g. the processes involved in reading and writing), general pedagogical skills (e.g. controlling and motivating classes),
and a wide range of literacy-specific teaching strategies, including those for word identification and comprehension; they should also be taught appropriate assessment techniques and how to diagnose and address reading problems»

E por isso... no relatório fala-se da necessidade de formar  um perfil de professor  especialista em leitura e depois... todos os professores são professores de literacia....


«SPECIFIC RECOMMENDATIONS RELATING
TO ADOLESCENTS:
1. MAKE EVERY TEACHER A TEACHER OF LITERACY
• Adapt teaching approaches so that reading and writing are taught as essential skills across the secondary curriculum.
• Raise awareness among teachers about the importance of literacy skills for all courses, in order to stimulate all teachers to see reading and writing as part of their responsibility.
• Mainstream reading literacy across the curriculum, addressing reading aspects in the subject curricula throughout secondary education, whether academic or vocational».


E voltamos à questão da formação de professores: as línguas estão nas outras disciplinas, mas para que todos os professores  se deem conta de que, em todas as disciplinas,os alunos precisam de DEFINIR, COMPARAR, CONTAR,QUANTIFICAR,QUALIFICAR, SITUAR NO TEMPO, NO ESPAÇO, FORMULAR HIPÓTESES, EXPRIMIR  A NOÇÃO DE CONSEQUÊNCIA, CAUSA...   é necessária não só uma conceção nova (até é velha!) de aprendizagem da língua materna, mas também das outras línguas-culturas (A perspetiva plurilingue  da Plateforme do Conselho da Europa é uma via possível) mas também uma formação em línguas de outros professores. E onde está a formação de professores?



Nonverbal communication (space) in classroom 1

D idática das línguas-culturas, supervisão e comunicação multimodal «Ver para crer» ou… ver para pensar, comunicar e agir in Paixão, F, Regi...