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domingo, 11 de março de 2018

Émotion, affectivité, suggestion, multimodalité... à propos d'article publié

Robert Galisson, Histoire et prospective, c'est le titre de l'article que j'ai publié dans le numéro 4 de Synergies Portugal.

«Je dois le titre de cet article à Christian Puren qui, dans le numéro des ELA 123-124, qu’il a coordonné, en hommage à Robert Galisson, disait « (s)i je devais pour ma part retenir un mot, un seul, pour caractériser ce qui me paraît constituer la structure profonde de la pensée et de l’action de Robert Galisson, je ne retiendrais que ce mot de deux lettres, l’opérateur logique ET, que l’on utilise pour relier entre eux deux éléments en même temps qu’on en reconnaît paradoxalement la diffé- rence : chercheur ET généraliste, théorie ET pratique, langue ET culture, histoire ET prospective » (Puren, 2001 : 263-264). J’aurais pu, d’ailleurs, choisir les autres « couplages », notamment les couplages enseignant Et didacticien ou raison ET affectivité». 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Tristezas não pagam dívidas!

Por isso, temos de reagir. Uns reagem com explicações, outros reagem pelo humor, outros com manifestações, outros pela cultura. Não estive nas manifestações da cultura porque não pude, mas gostaria de partilhar o momento mais bonito em em estive: Companhia de Maurice Béjart, o Bolero de Ravel dançado por Jorg Donn (que desapareceu tão cedo!). O tempo para ver coisas bonitas (apesar de, no vídeo, se perder o silêncio absoluto da sala, os olhares presos num círculo e os aplausos,  os risos misturados com lágrimas... ) ninguém nos pode tirar!   Poderão ser «piegas» os filmes de Claude Lelouch, mas «Les uns et les autres» termina com parte deste «bolero». E continuo a gostar deste e de «Un homme et une femme!»!


domingo, 24 de junho de 2012

Le charme mystérieux du Français et de la France


Le charme mystérieux du Français et de la France
Tout est calme, luxe et volupté
Sous le Pont Mirabeau

Tels  les titres  que je pourrais donner à ces commentaires sur la partie touristique de mon déplacement à Paris pour participer au Colloque du GERFLINT sur la Laïcité.
Sans programme-  Orly 10 heures, 12 heures le Luxembourg…  je passe sur un  pont de Pais, j’assiste à la messe à Notre Dame,


 encore un pont…  un sandwich,  14.30 le Théâtre de la Ville «Danse élargie», concours international, événement nouveau , du type Pecha-Kucha ( 10 minutes  et minimum de 3 interprètes), gratuit ! 15.50 un autre programme m’attend. Celui-là billet réservé :  «Matisse, paires et séries».  Je connaissais quelques déclinaisons de la même thématique par Matisse, mais je n’avais pas imaginé cette idée de «paires et séries». J’ai beaucoup aimé.  Et si on  regardait  les «paires» de  Matisse en classe


Ensuite Gerhard Richter, encore à Beaubourg et, même rapidement le parcours du Musée d’Art Moderne. Et pourquoi pas l’invitation à regarder  «Multiversités créatives» : « ce mot-valise, formé à partir du préfixe «multi» et du substantif «diversité» rend compte d’univers créatifs multiples en transformation» - peut- on lire-dans le programme ? Je n’ai pas beaucoup compris, mais…
Crevée, bon dîner. La partie finale du Portugal- Hollande m’attendait à l’hôtel !
Lundi Colloque, fin d’après midi tour des librairies : Techné est fermée ! Que je déplore la fin des petites librairies !
Et je file à Garnier : «La fille mal gardée». Spectacle très  beau, drôle, décor magnifique et…  à la fin une «étoile» est nommée. Ce n’est pas tous les jours ! (On arrive à voir dans des places à 9 euros qui sont les seules pour les gens  qui décident à la toute dernière minute !)  Que l' édifice est beau et j’aime bien les belles robes !  
Mardi Colloque, 18.30… j’hésite Racine –Rameau à Garnier, Le barbier de Séville à Bastille : je suis crevée, alors… Le Barbier de Séville. Spectacle magnifique, les édifices modernes n’ont pas le même charme mais ils permettent des décors «multimodaux». Je déteste les anachronismes, pourquoi les lunettes de soleil… et  le maillot de l’équipe française de football et les drapeaux ! Petite parenthèse : encore de belles robes, billet 40euros, bonne place, même si soustitrage non visible était annoncé dans le billet ! 
Tout ceci pour dire que la France pour quelqu’un qui aime le français c’est le charme des mots, c’est la beauté, le luxe, le calme, le plaisir de se promener au hasard, de rencontrer des gens, de regarder des traces culturelles du passé, de trouver du nouveau stimulant, de rencontrer une ambiance de colloque stimulant… Ce n’est pas parce que l’on nous propose des contenus (exclusivement) sur la laïcité que l’on a envie d’apprendre le français ou de rencontrer les français ou de «vivre avec des français»…  Quand je proposais, dans mon premier manuel dans les années 80, des documents authentiques «laïques» ou de «cidadania», un élève qui a doublé m’a posé la question suivante  dans les couloirs : «pourquoi vos classes l’année dernière étaient aussi intéressantes  et vous venez de faire un manuel  tellement ennuyeux ?!». Par la suite … j’ai entendu et j’entends encore dire : «les livres de français sont dépressifs» ! Cela n’empêche que le devoir de l’enseignant est de ne pas cacher la réalité et de donner aux élèves les moyens de la prendre en compte. Je suis donc contre les «discours de «l’enfermement» (Demorgon, dans le Colloque)  mais d’ouverture à ce qui n’est pas très agréable, mais aussi… prenons plaisir à enseigner les langues-cultures ! Sur la lecture (avec eye tracking) des documents «dépressifs» contenus dans des épreuves d’examen … j’ai écrit un post. 

terça-feira, 5 de junho de 2012

O professor e a «mise-en- scène» dos saberes

Pensamentos desarrumados, em férias...

Ainda na viagem... a propósito da minha sugestão de leitura da «Viagem do Elefante» de Saramago, dizia-me uma jovem simpática e esperta (que  tinha andado de elefante, momentos antes)  que «de Saramago tinha lido «A relíquia» e não tinha gostado, por causa da pontuação». Lá tentei lembrar-lhe o conteúdo de «a Relíquia» de Eça de Queirós e o título da obra de Saramago que consta do programa do Ensino Secundário:  «Memorial do Convento». E interroguei-me sobre o ensino da literatura: como é que uma jovem esperta faria estas confusões?

E, a tomar banho na piscina, fui-me lembrando de «definições» de cultura «a cultura é o que fica quando nos esquecemos de tudo», «la culture c'est comme la confiture, moins on en a , moins on l'étale», «culture savante et culture partagée», «habitus»...

Entretanto... lembrei-me do verso «minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá, as aves que aqui gorgeiam, não gorgeiam como lá»   (verso adequado ao contexto), depois ...  do professor Leodegário de Azevedo Filho. Tinha descoberto no Google, antes desta viagem, que já tinha morrido e (lembrei-me que não tinha participado, porque não tinha sabido, na sua homenagem). Leo, onde estiver, a  homenagem da Clarinha! (Ilka, Claudinha... lembram-se da nossa ida a Paris? Foi o professor (a mulher e a filha) que nos acompanhou a Paris, em viagem de Curso, e nos fez descobrir Paris)
Lembrei-me de Don Casmurro, de  Machado de Assis, da personagem Capitu... de João Cabral de Melo Netto, de Vinicius, de Manuel Bandeira... Da maneira  como lia e como nos apresentava os autores de que tanto gostava... A «empatia literária» que gerava.

E daqui... voei para a formação de professores... para a necessidade de os professores serem bons leitores, bons «metteurs- en- scène», bons «designers» (Kress et al (2001) Jewitt, 2008). Estou a falar de Leodegário de Azevedo e vejo-o  e ouço-o a ler! E é por isso   que estou a escrever na «Universidade de Pasárgada». Terão sido os meus neurónios espelho que integraram esta «cultura»? O olhar, os gestos, o tom de voz... estão ligados à verbalização, mas também à relação, à empatia... e ao pensamento e memória, de quem fala e de quem vê e ouve.  Foi a multimodalidade  de Leodegário de Azevedo Filho que sabia pôr em cena os saberes, partilhá-los... que me levou a construir  em longes terras estas reflexões? É verdade , as tecnologias ajudam, mas um professor não é um técnico.    Estou a estudar e a escrever um artigo sobre o assunto!  

sábado, 2 de junho de 2012

Viagem à Tailândia


«Mas, na ponta da terra, Cingapura Verás, onde o caminho às naus se estreita; Daqui tornando a costa à Cinosura, Se encurva e pera a Aurora se endireita. Vês Pam, Patane, reinos, e a longura De Sião, que estes e outros mais sujeita; Olha o rio Menão, que se derrama Do grande lago que Chiamai se chama».

 Acompanhada por Camões cheguei ao Reino de Sião- que passou a Tailândia em 1939. Era o destino mais desejado! Quanto maiores são as expetativas, maiores são as desilusões. Banguecoque é uma cidade construída nas margens de um rio e de canais e que se tem afastado do rio graças ao «progresso»: viadutos, prédios altos, centros comerciais. Mas o Palácio e os templos permanecem e é esta a imagem que ficou e me encantou. Alguns exemplos: O grande Palácio e Wat Phra Kaeo, Wat Pho, Wat Traimit, Wat Arun e os Khlongs:

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Eduardo Lourenço em Tomar


É sempre um prazer ouvir Eduardo Lourenço! A maneira simples como trata assuntos complexos, como, neste caso, a questão da emigração, é surpreendente. Só as pessoas que sabem muito conseguem ser tão claras! (Pelo contrário, repare-se na maneira complicada de explicar de alguns políticos!) Falou da «cortina de pedra» que constituíram os Pirenéus, na década de 60 do século passado - década de empobrecimento em Portugal que levou muitos portugueses a emigrarem. (Para os mais novos... nós já fomos todos muito pobres!). Falou de história, de sociedade, de cultura, como de costume. E incentivou-me a ler José Rodrigues Miguéis, nomeadamente «Uma aventura inquietante» (Romance), 1958. Confesso que só li «A escola do paraíso»! É este convite que deixo aos meus leitores!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Stéréotypes, documents authentiques … à propos de la Tour Eiffel


Ayant vécu à Paris je ne suis jamais montée à la Tour Eiffel et j’avoue que je ne me suis jamais promenée dans le quartier.

Mais en tant que touriste j’ai bien aimé être … aux Champs Elysées «à midi ou à minuit», sur les pas d’ Amélie Poulain monter vers le Sacré Cœur, faire des photos à La tour Eiffel, prendre un pot à Saint Germain, manger des macarons, des moules… Et bien sur... sur  les pas du dernier film de Woody Allen visiter ao Grand Palais l'exposition  Matisse, Cézanne, Picasso... L’aventure   des Stein

Ces réactions me font réfléchir sur les documents authentiques que l’on présente comme supports pour faire acquérir la «culture action». Et là je m’interroge : jusqu’à quel point les approches communicatives et les approches actionnelles ne sont - elles pas responsables, en grande mesure, par le manque de motivation des élèves pour le français ?


En effet, comme je le souligne depuis quelques années les langues étrangères servent à voyager (dans l’imagination, comme dans le cas des plus âgés, il y a une quarantaine d’années, dans le monde virtuel…) et pour de vrai. Et le touriste aime les clichés !

Et les élèves ? Quand on demande à des élèves de 12.ème année les mot que le terme France leur suggère ils disent : Paris, Tour Eiffel, Arco do Triunfo, Channel, croissant, moda, clássica» (comme je viens de le lire dans une thèse), la vision des français n’étant pas très positive : «antipáticos, alegres, expansivos».

Ces considérations me mènent à suggérer (je le fais depuis quelques années ) une insistance sur la narrativité, sur la «culture vision» (Galisson), sur les personnages et les lieux qu’aujourd’hui on rencontre dans internet et dans la virturéalité.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Cultura partilhada - Culture partagée

Dans le numéro des 146  des  ELA     que je dirige  avec Jacques da Silva, nous établissons des relations entre les cultures  et  les médias.
Cette désignation  de culture  partagée est  de Robert Galisson et pour comprendre les médiascultures (Magret et Macé)  elle nous semble essentielle. De même pour l'organistation de la classe de FLE aujourd'hui. 

No blog,  Aula de português (et) de Français  propomos a exploração pedagógica de um dos exemplos publicitários que consideramos mais bonitos: O Peageot... e  «Le baiser de l'Hotel de Ville» de Doisneau.

Ferrão Tavares.  Escola e televisão: olhares cruzados, Plátano Editora

«Subscrevemos facilmente a seguinte afirmação de L. Porcher : «Les cultures sont toutes par définition, métissées, produites par un mélange, résultat d’une mixité» (1994: 180). Deste modo, uma cultura é um conjunto de culturas e cada geração adopta práticas culturais diferentes. Pode falar-se de cultura dos jovens, culturas profissionais, culturas religiosas, mediáticas, tecnológicas, científicas, humanísticas, de culturas correntes, etnográficas ou partilhadas...
A cultura é o resultado de uma síntese. E esta síntese implica a memória. Factos do quotidiano ou dos media refrescam a nossa memória.

 Já em 1962, E. Morin sublinhava esta síntese provocada pelos media, referindo que «la culture de masse est le seul terrain de communication des classes sociales». Quem viaja de táxi frequentemente sabe muito bem como esta afirmação corresponde à realidade.

Para melhor compreender o conceito  de cultura e as suas implicações pedagógicas, parece-nos importante tecer algumas considerações sobre a noção de competência cultural, pois permite compreender não só os media, mas também a diversidade cultural da escola e da sociedade. O conceito é definido por G. Zarate como «un savoir faire interprétatif» e por L. Porcher como  «la maîtrise d’un système de classement». A aquisição da competência cultural não passa, pois, apenas pela acumulação de conhecimentos. A competência implica certamente conhecimento, mas também a capacidade de classificar, de compreender, de interpretar as diferentes culturas, as ditas «eruditas» e as culturas antropológicas em geral, as práticas sociais, as mentalidades, os sistemas de valores. Ora, a televisão tem um papel importante no desenvolvimento desta competência, fornecendo muitas vezes instrumentos de descodificação da cultura erudita.
Estas definições de cultura, de competência cultural, levam-nos a interrogar-nos sobre a seguinte questão: de que modo a televisão pode ajudar a escola e a sociedade a desenvolver estas competências?
A Televisão apresenta o fragmento, o mosaico. A Escola insiste muitas vezes na acumulação. Se as duas se encontrarem, a televisão pode fornecer instrumentos que reavivem a memória, que permitam a compreensão, o encontro. A escola pode fornecer instrumentos de contextualização, de estruturação desta cultura mosaico».  

E agora, os exemplos  estão na Internet! Vejam-se os palimpsestos na construção de publicidades, artigos...

Colóquio «Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos»

Vai ter lugar na universidade de Aveiro Colóquio subordinado a este título. Organizado pela REDE PICNAB- Projeto internacional de investig...