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terça-feira, 23 de junho de 2015

Blogues na aula! Relatório de estágio

Como é hábito, de vez em quando, quando participo em provas públicas muito boas, comento-as aqui (nem sempre tenho tempo!) . É a minha  maneira de rentabilizar o trabalho que tive na preparação da arguição e pode ser útil para outros candidatos.
  
O blogue na disciplina de Portugês Língua-Cultura Materna: um estudo de caso no Ensino Secundário Português, Relatório de Estágio de Cláudio Macedo, Universidade Católica

Sou  e hoje estou particularmente otimista! Ontem estive num júri  a arguir um excelente relatório de estágio de mestrado, em Didática das Línguas Culturas, com uma apresentação multimodal. 

Um «Relatório de Estágio» está a ser, muitas vezes, uma descrição factual de atividades desenvolvidas na aula. Os professores perguntam aos meninos se gostaram da aula (s) na qual foi introduzida uma inovação e os professores acham que foi muito «gratificante» e os estudantes também acharam a aula «muito motivadora» ou  «muito inovadora». Por vezes, depois do relatório factual, há um capítulo sobre as representações dos meninos ou dos pais ou de outros professores sobre a importância do Inglês, a importância do quadro interativo multimédia, os computadores, os média... Tudo muito «achativo»! Ou sobre um outro assunto que nada tem a ver com a prática realizada!

Ora não nos podemos esquecer das competências  a desenvolver com Bolonha, expressas no Decreto-Lei 74/2006.

No que diz respeito a Mestrado, artigo 15, os estudantes devem revelar:
« d) Ser capazes de comunicar as suas conclusões, e os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes, quer a especialistas, quer a não especialistas, de uma forma clara e sem ambiguidades». 

Logo, os candidatos têm de desenvolver capacidades «investigativas» que ponham em ação. Esta ação deverá ter implicações nas suas práticas e têm de ser capazes de  apresentar metodologia e conclusões a público de especialistas e não especialistas. 

Como as defesas se tornaram muito frequentes, os relatórios de estágio não justificam deslocações de arguentes externos. Não há dinheiro! E os arguentes têm mais que fazer do que participar nestas provas! Vão a doutoramentos e agregações!

E as provas de Mestrado estão, em muitos casos, «desqualificadas» pelo facto do trabalho final se intitular relatório!

Ontem, com dizia, e estou a falar de teses sobre blogues, num blogue... Fui arguir um relatório!
E  um relatório em consonância com a Didática das Línguas-Culturas! A partir da problematização em contexto de estágio. Implicou  a introdução de uma inovação tecnológica: o blogue. Uma situação problemática, um conteúdo foi eleito para a construção de uma «blogaula»: noção de herói em três escritores. O conceito foi definido, em relação a «edublogue». O enquadramento teórico implicou a contextualização didáctica das tecnologias ao serviço da  aprendizagem. Foi  explicitado o enquadramento metodológico decorrente da investigação em Didática das Línguas-Culturas. Foi desenvolvida intervenção em contexto de espaço «virtureal». As intervenções dos alunos (em estágio, em férias, à noite… depois da avaliação escolar estar concluída) foram analisadas através do levantamento de estratégias mobilizadas. Ficou demonstrada (com marcas de estratégias e de conteúdos linguísticos na produção escrita dos alunos)  a construção de um percurso de aprendizagem na blogaula. Os alunos expressaram as suas opiniões em articulação com as marcas de aprendizagem produzidas. Percurso completo: problematização em contexto, conceptualização externa, intervenção, conceptualização interna dos próprios dados (marcas e representações. Trata-se de um relatório de estágio com implicações de acordo com a finalidade da didáctica, para o estudante e para todos os outros professores que queiram introduzir o blogue. Apresentação multimodal!
Relatório bem articulado, bem estruturado, bem escrito,bem documentado. Apresentação multimodal, articulando o discurso oral com os esquemas muito claros.
Foram  visíveis as marcas de construção do relatório em «estaleiro» de discurso académico, no interior do seminário, com algumas partes redigidas em grupo- tudo devidamente identificado.

As implicações... a integração coerente do blogue  nas práticas do docente! Outros projetos de investigação-intervenção sobre blogues na sala de aula e depois da sala de aula! E se forem as outras redes sociais! 



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Blogues, escrita e educação

Escreve-se muito nos blogues. E presta-se atenção ao que se escreve o que nos ajuda a pensar. (Mesmo com alguma trapalhice, sabendo-se que um post é um rascunho e que podemos sempre corrigir).
É este o ponto de vista de Clive Thompson.
WE WRITE THE EQUIVALENT OF SOME 36 MILLION BOOKS EVERY DAY ON SOCIAL MEDIA AND EMAIL.
Chama-se a esta forma de pensar e comunicar «efeito de audiência». Quer os adolescentes quer as crianças produzem textos melhores quando estes têm destinatários.
Este livro vai no sentido que tanto defendo: os blogues na Escola (como no caso PNEP).  A abordagem acional proposta nos documentos do Conselho da Europa ganha sentido, e torna-se sobretudo possível, com os dispostivos da WEB 2.0 que permitem aos alunos sair da sala, partilhar, ser lidos, obter a avaliação. A ação social defendida pelas abordagens  para a ação ganha sentido nos dispositivos multimodais. De que esperam os professores para levarem os alunos a escrever em blogues?

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Comentários

Já fiz um apelo! Lanço outro: sei que este Blogue é lido nos Estados Unidos quase tanto como em Portugal, em Espanha, França, Alemanha, Angola, Moçambique, Rússia... Também sei os posts mais lidos, mas é pouco. Por vezes, tenho comentários no Facebook, mas  só dos amigos... Não querem conversar comigo, dizer por que leem para eu orientar o que escrevo?  Os blogues são uma ferramenta de partilha. Se não sei  as razões da partilho, perco o entusiasmo!
Obrigada.   

quinta-feira, 17 de março de 2011

Universidade de Pasárgada já tem alunos que falam!

Finalmente começo a ter reacções aos meus artigos. Os meus ex-alunos estão a reagir no Facebook.

E que lerão os leitores do Japão, Malásia, Hungria, Canadá, Brasil, Estados Unidos... e de muitos mais países?

Não me querem dizer se gostam, não gostam, dizer preferências...

O blogue é muito solitário. Sei que há muita gente a ver - mesmo não sendo um blogue polémico e por isso sem a massa de leitores dos outros. É uma «Universidade», mesmo sendo de Pasárgada! Mas,às vezes apetece desistir.
Interacção precisa-se!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Sobre blogues...

O que eu deveria aprender sobre a maneira de construir e gerir blogues está neste blogue. Vou tentar estudar e melhorar.

Novo blogue- Fichas pedagógicas

Nasceu um novo blog com fichas pedagógicas minhas e da Professora Doutora Josette Fróis. Em «auladeportuguêse(t)classedefrançais» vamos colocar materiais já publicados em obras nossas - com autorização da Plátano Editora - e outras fichas construídas com os nossos alunos e outras, ainda, que vamos construindo.

Apresentamos materiais em Português e Francês... as nossas línguas maternas, profissionais, da razão, da emoção...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Blogues e redes

Afinal ainda se podem escrever textos longos num blogue.  E os blogues ... parece não terem os dias contados. Precisamos efectivamente de tempo para aprofundar assuntos. Para mensagens rápidas, temos as redes. É o que diz este artigo da Wired.  Voltarei a esta questão, dado que agora, efectivamente, estou sem tempo.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Vagamente auto-retrato e vagamente à maneira de Noronha da Costa

Os blogues são narcisistas por natureza, não é (cf. artigos sobre blogues) ?
Este fim de semana resolvi brincar com tintas  e telas. Foi este o resultado.
«Vagamente  auto-retrato  e vagamente à maneira de  Noronha da Costa».
Noronha da Costa que me desculpe.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Público do blogue, estudantes passivos, ensino a distância...

Quem serão os «estudantes» da Universidade de Pasárgada?

Sei que há «estudantes» nos Estados Unidos, no Canadá, na Tailândia, no Brasil... o mapa do Mundo começa a ficar preenchido a verde... sei os tópicos que são mais lidos.. mas que pensará o público deste blogue? Por que não há comentários? Não haverá outros professores da Universidade de Pasárgada? Ou estudantes que não fiquem passivos e participem com comentários?

Será um blogue um dispositivo de ensino a distância ou não? Interactivo ou não?

Se é interactivo... onde anda a interacção?

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Os Blogues, o eu, o Outro e deslocalização

No Editorial falei sobre  o eu e o Outro nos blogues.
Por que criei um blogue? Confesso. Para desabafar. Estava magoada como que se passava no mundo real (cf.  o narcisismo dos blogues nos primeiros tópicos abordados e a referência a Granieri), mas também  como instrumento de relação com os outros, de «dádiva».
Creio que, neste momento, é a partilha o que está a determinar a escrita neste blogue. É a função de professora que  me mantém ligada à escrita, aqui e agora. Saber que este blogue é seguido, talvez por  alguns meus alunos, lido não só por alunos, mas leitores em Portugal, muitos nos Estados Unidos,  no Canadá,  em França, na Rússia... Quem serão os meus destinatários? Posso imaginar pela selecção dos blogues lidos...  O  artigo «A Relíquia e o Ipad»  está no Top.
Mas este blogue está no princípio. E como vou iniciar aulas presenciais, vou passar para este blogue alguns documentos de trabalho.

domingo, 3 de outubro de 2010

Metas de aprendizagem, blogues e PNEP

Os jornais enfatizavam, hoje,  a presença dos blogues nas metas de aprendizagem do 1º Ciclo do Ensino Básico. Estive a ler rapidamente  as metas de aprendizagem de Língua Portuguesa e TIC. Gostaria de ver maior articulação entre as duas «disciplinas». Com efeito, sou grande defensora dos blogues, como ainda argumentei no artigo anterior, como das TIC em geral. Mas para que utilizamos as TIC? Não basta criar blogues. Importa que as crianças preparem com leituras e com pesquisas os textos que vão escrever, que os planifiquem, que os escrevam, que os reescrevam (ou partes dos mesmos), que os  avaliem ( e que o professor os  ensine  a ler e escrever)  antes de os poderem partilhar e comentar. Mesmo os comentários têm de resultar  da leitura e escrita de textos argumentativos. Caso contrário,  a Escola corre o risco de ter de proceder ao mesmo que os jornais: Depois do Libération e outros jornais ou jornalistas, temos o Público a separar o que vale a pena ser lido do lixo e do insulto.

Crónica do Provedor da edição de 3 de Outubro de 2010

O PÚBLICO vai alterar o modelo de gestão dos comentários às notícias publicadas na sua edição na Internet. Segundo a directora do jornal, Bárbara Reis, uma equipa constituída para o efeito irá passar a assegurar, a curto prazo, a leitura e aprovação (ou não) desses textos. 

O «cidadão participativo» tem de se formar desde pequeno e a orientação do professor é necessária, como está sublinhado nas «Metas». As TIC podem contribuir para o desenvolvimento da literacia e integram elas próprias a literacia como o tenho defendido.  Enquanto não é publicada a brochura do PNEP- ME- DGIDC, de Ferrão Tavares e Barbeiro, as nossas propostas podem ser lidas em «Atrium Linguarum» 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Redes sociais, blogues e aprendizagem. Os caso de Portland ... e o do PNEP

Como todos dizemos, as redes sociais apresentam muitos riscos para as crianças e adolescentes, por isso continuo a defender - na linha do que há uns anos defendia François Mariet, para a televisão, quando sublinhava «É a Escola que torna a televisão educativa» - que é à Escola e é às famílias que compete dar ferramentas aos alunos para estes se defenderem.
É esta a tese de Elizabeth Delmatoff que integrou as redes sociais nas suas práticas, em Portland e a de outros professores que, em vez de fecharem a Escola aos novos dispositivos comunicativos, levam a que os alunos faltosos regressem à Escola, a que descubram conteúdos «tradicionais», a que saiam da Escola para conhecer outros mundos. Há evidentemente resultados negativos das utilizações das redes,mas há também resultados positivos. E vou insistir nestes.
Mas não precisamos de ir aos Estados Unidos. Experimentem procurar «blog PNEP» num motor de pesquisa e verão a quantidade de blogues, blogues em que só os professores escrevem, blogues com actividades pedagógicas, blogues geridos por alunos, com textos deles, vídeos com materiais, canções, jogos. Em muitos casos, os professores conseguiram que os alunos lessem e escrevessem muito mais, que partilhassem os seus textos com outras crianças, com adultos, com a comunidade, que visitassem museus, exposições, parques naturais. Os blogues do PNEP não podem acabar em 2010!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Fragmentos de Editorial - Um blogue

Um blogue (espécie de mot- valise composto por web e log- «diário») é um diário na WEB, no qual o indivíduo escreve o que quer (no meu caso a motivação foi alguma mágoa), mas que se destina a ser partilhado. Habituada a partilhar os conhecimentos que fui adquirindo ao longo dos anos, vou partilhar não as mágoas, mas esses conhecimentos de modo a contribuir para o meu desenvolvimento pessoal e para o desenvolvimento do Outro. Actualizado com frequência, um blogue é aberto à leitura e aos comentários da blogosfera( termo proposto em 2002 por William Quick). É , deste modo, um um instrumento dinâmico centrado sobre «si» e dirigido a uma comunidade. Trata-se, assim, de um discurso híbrido, multimodal, entre a autobiografia e o diário.

Este aspecto paradoxal é sublinhado por De Kerckove que, em 2004, afirma o seguinte «não creio que (o blogue) seja uma forma de exibição do eu, mas antes de relação cpom os outros » (G. Granieri-2006- Geração Blogue. Lisboa:Presença). ou ainda « ponto de encontro entre redes sociais e tecnológicas, a blogosfera é uma rede de interacções intelectuais directas e navegáveis, resultado da contribuição gratuita, aberta e verificável das consciências e opiniões de muitas pessoas sobre assuntos de interesse geral e em tempo quase real. O funcionamento dos blogues baseia-se inteiramente nestas conexões. Tal como a inteligência, desenvolvem-se e crescem com o uso. Os blogues são um espaço de reflexão compartilhada» (pp11,12) e um espaço de relação.

Sobre os blogues ver o meu artigo, acabado de publicar, em
Eckert- Hoff, B. M, e Coracini,M.J. (2010) Escrit(ur)a de si e alteridade no espaço papel-tela. Campinas: Mercado de Letras.
http://www.mercado-de-letras.com.br/livro.php?id=000253

Colóquio «Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos»

Vai ter lugar na universidade de Aveiro Colóquio subordinado a este título. Organizado pela REDE PICNAB- Projeto internacional de investig...