Mostrar mensagens com a etiqueta redes sociais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta redes sociais. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Facebook e Educação

Perguntam-me, algumas vezes, com alguma incredulidade: «Tu estás no Facebook

Claro!Estou no Facebook, como a minha professora no Liceu Infanta D. Maria, Maria da Conceição Sarmento, com uns bons 80 aninhos, está!
Por questões ligadas ao perfil pessoal e de professor:

Utilizei nos anos  70, quando andava na Faculdade, nas aulas que dei num Instituto de Línguas, o primeiro método para o ensino do Francês: «Voix et images de France». Diapositivos e gravador de fita.
Depois o episcópio. Para mostrar publicidades, fotos...
Os acetatos... utilizei... mas eram para professores preguiçosos e com dificuldades de expressão...
Depois interessei-me pela televisão.   Sobretudo pela televisão grande público, com mais implicações pedagógicas do que a «educativa»!
Depois power point ( sobretudo enquanto suporte multimodal!) . Para texto... aplica-se o mesmo comentário que para os acetatos...
E exploração de «sites».
Utilização do Moodle!
Criação de blogues...
Cheguei à virturealidade e realidade aumentada!
E sempre o quadro tradicional (pelo dinamismo que implica e complementaridade com a oralidade, gestão em simultâneo do tempo, multimodalidade!)
Então não haveria de utilizar o Facebook???

E porquê?


  • porque sou narcisista, pouco modesta e gosto de ver as minhas fotos... e as pinturas de Antígona! (é uma montra.... o espaço onde nos mostramos «reparem como sou bonita e inteligente...».Muito cuidado! É a montra, o CV para o emprego! )!
  • porque adorei retomar o contacto com os meus ex-colegas do colégio!
  • porque adorei reencontrar namoradinhos,  amigos e colegas «perdidos» no espaço e no tempo...
  • porque  sou professora: adoro ver os posts dos meus ex-alunos! A avaliação das instituições se passasse pelo facebook seria diferente. Aceito todos os ex-alunos! Estão quase todos empregados! Escrevem bem! Mesmo aqueles que davam tantos erros ortográficos... até já não dão! Interessam-se por política, por cinema, por literatura,  por movimentos sociais, envolvem-se na comunidade, cresceram bem! Se , de algum modo, contribui para isso fico muito feliz! Melhor avaliação a longo prazo seria difícil obtê-la de outro modo!
  • porque aprendo todos os dias. « A cultura dos média é «mestiça», como costumava dizer aos meus alunos retomando a designação do filósofo francês Michel Serres! Através do facebook relembro filmes que vi, escritores que li, pinturas que vi. Regresso a alguns museus!  A minha memória agradece! O passado funde-se com o presente através das tecnologias! E descubro muitos escritores que nunca li, poemas que nunca ouvi, atores que nunca vi, pintores de quem nunca tinha ouvido falar!
  • porque desabafo! Tenho direito à indignação e digo o que penso, claramente (no meu caso, já não posso perder o emprego, aconselho os meus ex-alunos a não fazerem o mesmo!»).  
  • porque serve para a «comunicação pedagógica» formal e informal!
  • porque é uma comunicação imediata, muitas vezes!
  • porque alia razão e emoções!
  • porque alia palavras à multimodalidade!
Por isso tudo e muito mais... 


  

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Comentários

Já fiz um apelo! Lanço outro: sei que este Blogue é lido nos Estados Unidos quase tanto como em Portugal, em Espanha, França, Alemanha, Angola, Moçambique, Rússia... Também sei os posts mais lidos, mas é pouco. Por vezes, tenho comentários no Facebook, mas  só dos amigos... Não querem conversar comigo, dizer por que leem para eu orientar o que escrevo?  Os blogues são uma ferramenta de partilha. Se não sei  as razões da partilho, perco o entusiasmo!
Obrigada.   

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Redes sociais, big data, microtargeting e...

...eleições americanas e escola e  sociedade e cultura e  indivíduo...

Devo dizer que fiquei encantada com a WEB 2.0. O poder do cidadão participativo, a inteligência coletiva, we think... Criei plataformas de blearning, criei blogues, estou nas redes sociais!
O ano passado achei imensa piada  ao meu perfil nas redes : o meu museu, graças à aplicação da Intel.



Mas... começo a não gostar nada. Fiquei incomodada ao ver a idade dos meus amigos, ao ver  as horas precisas em que escrevi no Facebook ou via blogues (nos intervalos devem estar  possivelmente as minhas idas à casa de banho!), os sítios onde estiva, as palavras chave,  a quantidade de comentários que cada um me fez, as horas e minutos precisos e o local, se foi no computador ou no iphone ou no meu android  antigo... A aplicação wolframalpha é espetacular! Para investigação é ótima. Já nem são precisos diários...basta recolher  estas estatísticas... Mas...

Estas aplicações relevam de Big Data «big data is a collection of data sets so large and complex that it becomes difficult to process using on-hand database management tools. The challenges include capture, curation, storage, search, sharing, analysis, and visualization».  

A WEB 3.0 ou Web semântica como se dizia (não sei de se se diz assim, corrijam se disser coisas erradas) permite a agregação  e o tratamento de informação. Neste momento, o cidadão participativo está convencido de que participa... mas será que participa?  Ou pouco! Quem estará a receber convocatórias para manifestações, por exemplo? Não digo que, neste caso, não seja, ainda,  o cidadão participativo, mas...

Porque agora  é a partir dos Big Data que se constrói a publicidade e a propaganda política... Vejamos um exemplo. Obama foi um dos grandes utilizadores das primeiras redes sociais em campanhas. Agora, está a recorrer ao microtargeting «ao recurso a modelos científicos para prever o comportamento individual de cada eleitor»  como se lia ontem no Público, no artigo «As campanhas tornaram-se concursos para modificar comportamentos». Em função dos Big data que estamos a fornecer à «Nuvem» com as nossos textos científicos, as nossas participações em redes de amigos... hoje sabe-se quem gosta de o quê... E depois é dirigir as mensagens em função dos grupos de interesse... e como «Maria vai com as outras...»... E isso leva a que Ken Strasma, consultor da campanha de Obama em 2008, diga que «Nós sabemos em quem as pessoas vão votar antes delas próprias» (Público, 21 de Outubro).   Eu quero que ganhe Obama, mas não gosto destas estratégias. Mesmo que se diga que não se trata de persuasão e de manipulação mas de mobilização. É evidente que nós mobilizamo-nos para causas boas. Mas que irá acontecer com esta «revolução científica»?   A História tem-nos mostrado como a Ciência pode ser utilizada da pior maneira!   E qual a nossa função e o nosso poder em educação?

segunda-feira, 19 de março de 2012

Redes sociais e emprego... ainda!

Não é por acaso que os jornais insistem...  «E se as redes sociais lhe "tramarem" o emprego?» Título do jornal Expresso -  Emprego, do último fim de semana.
Alguns conselhos retirados da peça assinada por Cátia Mateus:
«Do chefe e da empresa não se fala!»
«Se não é modelo, mantenha-se vestido... ar saudável, profissional e uma apresentação compatível com a função»
«Cuidado com os comentários!... não use expressões vulgares ou palavrões... Lembre-se de que será avaliado pelos outros em função da imagem que passar...»
«Atenção aos vídeos que partilha e que marca como favoritos»
«Erros ortográficos são proibidos!» E não é a professora que o diz!
«Evite dizer por onde anda e o que faz (... ) cerveja na mão »
«Filtre bem as comunidades a que se associa».

quarta-feira, 14 de março de 2012

Facebook, CV e emprego

Quando falei aos meus alunos, pela primeira vez, do Facebook - de admirar, mas fizeram-me descobrir esta rede antes de esta ter chegado a estudantes de media! - refletimos sobre a necessidade de selecionar a imagem que pretendemos dar de nós próprios.

Sabem qual é a melhor maneira de os empregadores se aperceberem de «cinco grandes traços de personalidade (neuroticismo ou instabilidade emocional; extroversão; amabilidade; conscienciosidade ou meticulosidade;e, abertura para o novo... (big five))»?

Segundo um artigo de Alexandre Martins, publicado   no Caderno 2 do Público de 11 de março, do qual acabo de extrair citação, um estudo publicado no Journal of Applied Social Psychology sugere  que as redes permitem avaliar esses traços de personalidade.

Outro artigo do mesmo autor.
Na rede,  pode saber-se o que nenhum entrevistador ousa perguntar.
E não é só nos perfis abertos!

Também as competências pessoais, emocionais e cognitivas, as chamadas soft competences se podem avaliar.
E esta avaliação demora menos tempo do que a realização de entrevistas!



domingo, 1 de janeiro de 2012

Tempos que se confundem e nos confundem!

Dia de Ano Novo, dia da família. Antigamente família reunida à mesa com cabrito como pretexto para conversa. Hoje, missa, refeição rápida de saladas depois de festa... filho em Edimbourg... leitura rápida de jornais, passeio, mas está frio, jantar com amigos e... tempo para blogues e redes!!!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Emprego e redes sociais. Para os meus ex-alunos ...

As formas de recrutamento estão a mudar. Com a quantidade de CV iguais que as empresas recebem... ficam amontoados numa prateleira, quando não vão directamente para  o lixo! Ser diferente é o grande desafio! Ainda ontem, uma jovem enfermeira me dizia que tinha enviado o CV para vários hospitais... tinha-se esquecido de colocar  conferências, seminários, estágios... que faziam parte do Curso e como tal estavam implícitos. E estava a mandar o mesmo CV para todo o lado! Por muito jovens que sejam os candidatos têm de mostrar que  desenvolveram uma competência, têm um saber, uma experiência diferente da dos outros candidatos.
Durante o período de Erasmus, estiveram trancadinhos em casa ou  assistiram a conferências, fizeram estágios numa determinada área... fizeram visitas, desempenharam cargos associativos, aprenderam outra língua, desenvolveram competências parciais em outras línguas estrangeiras (intercompreensão)?

E que escrevem nas redes sociais (conteúdos abertos)? As festas a que vão,  comentários factuais bem ou mal escritos? Atenção,  antes de eventual entrevista,  esses comentários vão ser vistos!


E depois há o recrutamento Facebook! AOptimus  «recruta o seguidor mais criativo no Facebook» (Expresso de 6 de Agosto). E os meus ex- alunos não são criativos? (Plataforma Eureka). Cuidado com a maneira como escrevem! Peçam a um colega para ler os vossos contributos antes do envio! 

A Alemanha está a recrutar técnicos (não só enfermeiros e engenheiros).

Bem, também há a técnica de Mattew Epstein!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Sociedade da informação, sociedade do conhecimento e sociedade do relacionamento

Reflexão a partir  do Expresso, artigo de Hugo de Melo e Gomes, «Redes sociais, smartphones, Wikileaks - o ano que findou deixou para trás a Sociedade do Conhecimento».

Andámos durante anos entusiasmados com a sociedade da informação. As tecnologias disponibilizavam a todos os cidadão a informação  pelo que seriam um meio de combater as desigualdades sociais. Depois começámos a chegar à conclusão que era preciso dar um passo e que  as tecnologias precisavam de ser «tratadas». Sem  o esforço do utilizador para construir o conhecimento não se ia muito  longe! Entretanto a WEB 2.0  transformou o cidadão de consumidor em produtor do conhecimento. Mas mais uma vez uma possibilidade ...  só alguns deram este passo. Outros aproveitaram os meios para  o conhecimento «estratégico» que faz «trepar» nas profissões (a aparência do conhecimento ou a mise-en-scène do mesmo. Conhecimento  rápido, superficial, interessante...

Mas outro  passo foi  dado. As redes tornaram possível o relacionamento entre as pessoas. Facebook, Twitter, redes mais especializadas entraram nos nossos espaços conviviais. Entraram nos nossos portáteis, nos nossos tablets... passámos para a mobilidade, para a imposição do relacionamento... muitos conhecidos, mas onde estão os amigos? 

Não me parece que se possa abandonar a Sociedade do Conhecimento.
De que conhecimento precisamos para nos adaptarmos  à sociedade? Para crescer? Para inovar, como tanto se diz?  

E esta partilha rápida... com inúmeras vantagens, por isso aqui estou e em redes mais «populares»? Como irá ser  gerida a rede de amigos? E os empregadores que vão fazer com as nossas redes? E os políticos? 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Blogues e redes

Afinal ainda se podem escrever textos longos num blogue.  E os blogues ... parece não terem os dias contados. Precisamos efectivamente de tempo para aprofundar assuntos. Para mensagens rápidas, temos as redes. É o que diz este artigo da Wired.  Voltarei a esta questão, dado que agora, efectivamente, estou sem tempo.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Sucesso em blogues

Decididamente não conheço as regras da web social. Vou utilizar a regra da «revelação» para não revelar, directamente, as cinco regras. Entretanto, mandei o endereço do meu artigo sobre formação profissional de políticos aos partidos políticos.

A escrita em Didáctica tem de ter implicações. Será que há alguém a aprender algo neste blogue?

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Personalidade do Ano da Revista Time

Não gosto da personalidade do Ano, mas, do mal o menos. As nossas sociedades construíram-se com base em valores. Como referi no artigo sobre «A rede social», o  inventor do Facebook -  que até utilizo...- é um «homem rápido» (cf David Lodge) que, a crer no filme, passou por cima dos colegas... mas ainda havia outros escolhidos com perfil  mais duvidoso. Esse facto é preocupante. Como é que os heróis de hoje são homens sem valores?  E quais os valores de quem os escolhe?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Redes sociais, blogues e aprendizagem. Os caso de Portland ... e o do PNEP

Como todos dizemos, as redes sociais apresentam muitos riscos para as crianças e adolescentes, por isso continuo a defender - na linha do que há uns anos defendia François Mariet, para a televisão, quando sublinhava «É a Escola que torna a televisão educativa» - que é à Escola e é às famílias que compete dar ferramentas aos alunos para estes se defenderem.
É esta a tese de Elizabeth Delmatoff que integrou as redes sociais nas suas práticas, em Portland e a de outros professores que, em vez de fecharem a Escola aos novos dispositivos comunicativos, levam a que os alunos faltosos regressem à Escola, a que descubram conteúdos «tradicionais», a que saiam da Escola para conhecer outros mundos. Há evidentemente resultados negativos das utilizações das redes,mas há também resultados positivos. E vou insistir nestes.
Mas não precisamos de ir aos Estados Unidos. Experimentem procurar «blog PNEP» num motor de pesquisa e verão a quantidade de blogues, blogues em que só os professores escrevem, blogues com actividades pedagógicas, blogues geridos por alunos, com textos deles, vídeos com materiais, canções, jogos. Em muitos casos, os professores conseguiram que os alunos lessem e escrevessem muito mais, que partilhassem os seus textos com outras crianças, com adultos, com a comunidade, que visitassem museus, exposições, parques naturais. Os blogues do PNEP não podem acabar em 2010!

Colóquio «Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos»

Vai ter lugar na universidade de Aveiro Colóquio subordinado a este título. Organizado pela REDE PICNAB- Projeto internacional de investig...