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quinta-feira, 21 de julho de 2016

O acordo ortográfico e EU



Um comentário naïf sobre a minha maneira de escrever. Deveria escrever sempre a respeitar o acordo, pelo menos é o que está legislado,  e  eu procuro cumprir a lei, mas...

- utilizo registos  (utilizações pessoais da língua) em função dos meus interlocutores e das representações que tenho destes e da relação destes com o Acordo. Assim, dirijo-me ao «Arquitecto» que não terá visto a sua licenciatura ser retirada... E como foi em Arquitectura! Sinto que estaria a insultá-lo!  No entanto, já me habituei a escrever Didática.
 Não  utilizo o Acordo quando escrevo ao Sr. Professor Coimbra, professor do 1ª ciclo aposentado, a desempenhar cargos importantes, porque me fez exame da 4ª classe e poderia achar que me deveria ter reprovado. Além disso, foi grande amigo da minha Mãe (e Professora) e poderia enviar-lhe uma mensagem (em pensamento só, infelizmente). Será que eu utilizaria o novo acordo ao escrever à minha mãe?
- utilizo o acordo quando escrevo no blogue ou em artigos, no computador, mas, ontem, dei-me conta de um caso espantoso: Tive de escrever à mão o «regulamento» de  minha casa de férias. Um longo texto... e aí, ou riscava ou reescrevia o texto, porque escrevi como antigamente. Perdemos o hábito de escrever textos longos à mão! Mas a mão está articulada com a memória...
Tenho referências mais credíveis nos meus artigos, mas deixo aqui explicações naïves do meu duplo modo de funcionamento.

http://mashable.com/2015/01/19/handwriting-brain-benefits/#sLmeJtL34EqV
http://www.nytimes.com/2014/06/03/science/whats-lost-as-handwriting-fades.html?_r=1

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Acordo ortográfico

Tenho sido um bocadinho preguiçosa... mas...
No ano passado, quando muitos alunos me disseram que eram contra o acordo, propus-lhes um ditado.
E aqui vão alguns termos:

somente, pobrezinho 

E com as regras do acordo:

primavera, segunda-feira, norte, senhor professor,
transacionar, colecionador, lecionar
adoção, perceção, acessão (também não gosto desta, mas...!), interceção, corrupção, opção, facto...
creem, leem, veem, deem...
Há de ser difícil
fim de semana



O resultado foi o seguinte:
Vários escreveram somente e pobrezinho com acentos - Ainda estavam no acordo antes de 1973, quando foram abolidos os acentos nos advérbios de modo e palavras com sufixos começados por z ! Pois tem havido vários acordos... a língua muda!

Nos nomes de dias de semana, meses, estações do ano...e então títulos... já estavam no novo acordo, escrevendo tudo com minúsculas!

No transacionar, lecionar... também já  houve alunos muito modernos... outros até tiraram o c ao facto-acontecimento!  Inventaram  um acordo!

Para os acentos circunflexos tive, ao longo dos anos, de recorrer a uma mnemónica,  para evitar erros ortográficos: «para ler, crer,dar e ver é preciso  ter dois olhos e usar óculos «lêem»... o tal acento que raramente punham...
Quanto   ao hífen... é melhor nem falar! Não fazia falta nem ao verbo haver, no presente,  seguido de preposição de nem à maior parte das expressões! «Tracinhos» para quê? Mas... vão manter-se quando o elemento seguinte começa pela mesma vogal «micro-ondas», por exemplo. Esta é a parte mais difícil!

Mas, mais graves são os tais erros que não os preocupavam nem preocupam: o  «hádes», os «vão haver dificuldades», o «deve de ser», o tu «estivestes», tu «fizestes»... «eu puze-o», eles «fariam-no», «nós fáçamos»...

É evidente que  todos vamos ter dificuldades... para escrever no blogue nem sempre vou ter a oportunidade de ter  texto do acordo à mão, nem disposição... até estou a escrever numa esplanada.  Mas vou  fazer um esforço para o seguir. E agora... mar!

Colóquio «Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos»

Vai ter lugar na universidade de Aveiro Colóquio subordinado a este título. Organizado pela REDE PICNAB- Projeto internacional de investig...