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sábado, 15 de outubro de 2011

A lógica de comer na cozinha e... as auto-estradas…e...

Sempre embirrei com as pessoas que comiam na cozinha para poupar ou não sujar a sala…e que dizer dos que construíam uma cozinha no quintal para não sujar a casa!!!

Passando na A 13, na semana passada, fiquei a pensar no futuro das auto-estradas que temos! Pois, cruzei-me com 3 automóveis… e os automóveis habituais na auto-estrada para o Algarve?… passaram-se para a estrada antiga… E assim ficamos com as «salas» limpas! Também vou passar a não sujar a circular de Tomar…

Creio que o senhor Ministro das Finanças e o Senhor Ministro da Economia não nos conhecem…

Creio que este é um problema grave. E começa logo com a recusa de Passos Coelho em mudar-se para a residência oficial. Trata-se de uma recusa do espaço simbólico do poder… Pois… será que não estava preparado para o poder? Por mais simpático que possa ser morar em Massamá, esta atitude não é apreciada.

Sempre defendi que os professores devem ficar no espaço simbólico do poder (delimitado durante séculos pela secretária, quadro negro, substituído por quadros interactivos, com recurso por vezes ao estrado!) quando estão a explicar, dar instruções, ler em voz alta um texto. É um espaço que reforça o poder e que facilita a comunicação, pois implica que os alunos os vejam, condição necessária para prestarem atenção.

As distâncias marcam-se pela legitimidade, pelo reconhecimento dos nossos saberes, mas pequenas coisas contribuem para o seu reforço!

A questão da gravata…faz parte do ritual. Marca também ela o poder… O sr. Ministro não gosta de ser ministro? Parece! E os títulos em português fazem parte das normas sociolinguísticas (como ensinou um jornalista ao sr. Ministro da Economia, recentemente,…e não havia necessidade!).


Como podem os meninos da pré-primária ou do ensino básico aprender a utilizar a segunda pessoa do plural dos verbos (ou título mais 3ª pessoa) se, em casa, tratam os pais por tu e as senhoras professoras deixam utilizar a segunda pessoa do singular, também!

Um governante não pode fazer declarações oficiais, na praia, em fato de banho,do mesmo modo que a neta do Sr. Presidente da República não pode sentar-se, ao seu lado, na primeira fila, em comemorações oficiais… de havaianas!

O espaço, as roupas, os títulos, as formas de tratamento desempenham funções comunicativas e simbólicas, quer queiramos quer não.

domingo, 11 de setembro de 2011

Discurso político: o «gasparês»

Não, não fui eu que criei o neologismo (vinha no Expresso), mas apesar do pouco tempo que tenho neste momento, não posso deixar de reflectir sobre as «configurações sociófugas» - designação que proponho a partir da distinção de E. Hall entre espaços sociófugos e sociópetas - do Senhor Ministro das Finanças. Afasta-se dos espectadores, embora o olhar esteja na câmara (cf axe Y-Y Yeux- Yeux, nos trabalhos de E. Véron), mas o olhar frio não ajuda nada. Tronco hirto, inclinado para trás, braços cruzados, quase ausência de sorriso, movimentos dos braços rígidos... Se nos referirmos aos conteúdos então... não dá para ter confiança em quem não quer nada connosco(cf comportamentos de double bind e comunicação paradoxal). Como poderemos confiar? Até gostava! Acabou de sair mais um livro sobre o discurso político. Ainda não li, mas vou ler com tempo e voltar a este assunto.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Observação de aulas- comunicação paradoxal

Depois de lermos o post anterior, é fácil perceber os efeitos da comunicação paradoxal nos alunos. Se um professor estabelece algo e o professor a seguir estabelece o princípio contrário, quem tem razão? Se o mesmo professor aprova a resposta do aluno verbalmente, mas se repetidamente retira o olhar, ou está virado para outros alunos, este aluno fica em situação de «double bind».
Um exemplo linear e familiar:
O meu filho chegou a casa- há uns bons anos- a dizer : «não gosto de Matemática e a professora não gosta de mim, nunca olha para mim». Mãe interessada por estes assuntos de comunicação e preocupada com o sucesso do filho foi falar com a Directora de Turma et, en passant: « A senhora professora de Matemática é uma pessoa aberta? Então pedia-lhe que dissesse à Senhora Professora para olhar para o meu filho quando fala com ele».

Situação resolvida com sucesso escolar. Situação quase anedótica mas que eu própria como professora tenho conhecido. Se perguntar no fim da aula se olhei para todos os alunos, nem sempre tenho a resposta. E às vezes passam-se dias sem ver os mesmos alunos!

O número de alunos, o contexto, a gestão das actividades e da interacção e ... a simpatia ou menor simpatia- que é recíproca- levam-nos a «ignorar» alguns alunos que não metacomunicam em casa com a mãe que metacomunica com o director de turma e, muito menos, com o professor directamente... por vezes a indisciplina pode ser a via escolhida!

Na formação de professores, esta é uma dimensão importantíssima a integrar.

O discurso do Senhor Presidente e comunicação paradoxal

Os psicólogos da Escola de Palo Alto explicam a comunicação paradoxal. Partindo do exemplo da comunicação familiar, há comunicação paradoxal quando os membros da família são responsáveis por injunções de sinal contrário e a criança não pode metacomunicar. Vejamos : um dos progenitores diz «Faz» o outro diz «não faças». A criança não sabe quem tem razão e não pede explicações. Fica numa situação de «double bind»: um dos progenitores «desqualifica» o discurso do outro. Para estes investigadores da pragmática da comunicação a esquizofrenia deve-se, entre outros factores, a comportamentos seguidos de «double bind».

E agora, com todo o respeito pelas instituições, estou em situação de «double-bind -eu e todos os portugueses, creio. Tenho duas instâncias de poder e de saber que nos governam, o Senhor Presidente «desqualificou» o Governo e eu - que aceitei bem as reduções e outras coisas... que até vi que iam no mesmo sentido das medidas tomadas nos outros países- estou na impossibilidade de metacomunicar e de perguntar ao Senhor Presidente da República o que é que está mal e sobretudo o que deveria ser feito.

Estou em «double bind». até porque no Facebook aconselhei os meus alunos a não aderirem a «deolindas» e «gebos»... compreendendo muitos aderentes à manifestação e agora... Os meus alunos vão acreditar em mim ou no Senhor Presidente? Embora talvez não seja essa a intenção do Senhor Presidente, acaba pelo contexto- e o contexto é um dos elementos do modelo orquestral da comunicação- por apoiar essa e muitas mais manifestações que aí virão.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Power Point, espace, communication interpersonnelle

Faire un cours dans une université comme celle de Salamanca, quelle responsabilité! Des toits magnifiques que l'on ne voit pas dans les images. Et comment concilier la chair du pouvoir de l'enseignant et les technologies?

En principe le professeur devrait occuper la chaise correspondante et la projection devrait être faite sur le mur oppposé. Ceci entraînerait le «regard paradoxal». Vers où s'adresserait le regard du public? Vers l'enseignant, vers le mur de la projection?




J'ai choisi une autre disposition de l'espace, bien évidemment.



Un public très intéressé... Une invitation que je remercie vivement.

Colóquio «Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos»

Vai ter lugar na universidade de Aveiro Colóquio subordinado a este título. Organizado pela REDE PICNAB- Projeto internacional de investig...