Blogue de professora de didáctica das línguas, de análise do discurso dos média, de comunicação, de mediaculturas... com «aulas virtureais»... e alguns desabafos.
Vai realizar-se um Colóquio sobre 30 anos dedicados à profissionalização de professores de línguas, na Faculdade de Letras, na Universidade de Lisboa, dias 12 e 13 de abril. Pediram-me para fazer o discurso de encerramento e para falar do futuro da Didática das línguas-culturas. Será que a Didática tem futuro? Terá presente? Tem, certamente, porque os cursos de professores têm de ter uma componente de didática. Mas será que todos estamos a falar da mesma didática? Para ir pensando...
Cientes, pois, das novas exigências com que educadores e formadores se deparam no processo de ensino-aprendizagem de línguas não maternas, que consequências trarão estes avanços tecnológicos no desempenho de papéis de cada ator educativo?
Os objetivos do Encontro são:
Celebrar os 30 anos de formação de Professores na FLUL;
Desenvolver o estado da arte da didática das Línguas Não Maternas numa perspetiva diacrónica e sincrónica;
Refletir sobre o ensino-aprendizagem de Línguas Estrangeiras;
Valorizar a importância do papel dos professores cooperantes;
E promover o contacto e partilha de práticas de professores e formadores em LE/L2.
Os eixos temáticos dos trabalhos são:
Ensino-aprendizagem das Línguas Não Maternas – Geral e para Fins Específicos
Ensino-aprendizagem das Línguas Não Maternas e Desafios tecnológicos
Formação de Professores de Línguas Não Maternas
Produção e avaliação de recursos técnico-pedagógicos»
Recebi hoje, no email, este post. Não conheço o autor, mas acho que, hoje, já «pleonasmei»!
«Todos os portugueses (ou quase todos) sofrem de pleonasmite, uma doença congénita para a qual não se conhecem nem vacinas nem antibióticos. Não tem cura, mas também não mata. Mas, quando não é controlada, chateia (e bastante) quem convive com o paciente.
O sintoma desta doença é a verbalização de pleonasmos (ou redundâncias) que, com o objectivo de reforçar uma ideia, acabam por lhe conferir um sentido quase sempre patético.
Definição confusa? Aqui vão quatro exemplos óbvios: “Subir para cima”,“descer para baixo”, “entrar para dentro” e “sair para fora”.
Já se reconhece como paciente de pleonasmite? Ou ainda está em fase de negação? Olhe que há muita gente que leva uma vida a pleonasmar sem se aperceber que pleonasma a toda a hora.
Vai dizer-me que nunca “recordou o passado”? Ou que nunca está atento aos “pequenos detalhes”? E que nunca partiu uma laranja em “metades iguais”? Ou que nunca deu os “sentidos pêsames” à “viúva do falecido”?
Atenção que o que estou a dizer não é apenas a minha “opinião pessoal”. Baseio-me em “factos reais” para lhe dar este “aviso prévio” de que esta “doença má” atinge “todos sem excepção”.
O contágio da pleonasmite ocorre em qualquer lado. Na rua, há lojas que o aliciam com “ofertas gratuitas”. E agências de viagens que anunciam férias em “cidades do mundo”. No local de trabalho, o seu chefe pede-lhe um “acabamento final”naquele projecto. Tudo para evitar “surpresas inesperadas” por parte do cliente. E quando tem uma discussão mais acesa com a sua cara metade, diga lá que às vezes não tem vontade de“gritar alto”: “Cala a boca!”?
O que vale é que depois fazem as pazes e vão ao cinema ver aquele filme que “estreia pela primeira vez” em Portugal.
E se pensa que por estar fechado em casa ficará a salvo da pleonasmite, tenho más notícias para si. Porque a televisão é, de“certeza absoluta”, a “principal protagonista” da propagação deste vírus.
Logo à noite, experimente ligar o telejornal e “verá com os seus próprios olhos” a pleonasmite em directo no pequeno ecrã. Um jornalista vai dizer que a floresta “arde em chamas”. Um treinador de futebol queixar-se-á dos “elos de ligação” entre a defesa e o ataque. Um “governante” dirá que gere bem o“erário público”. Um ministro anunciará o reforço das “relações bilaterais entre dois países”. E um qualquer “político da nação”vai pedir um “consenso geral” para sairmos juntos desta crise.
E por falar em crise! Quer apostar que a próxima manifestação vai juntar uma “multidão de pessoas”?
Ao contrário de outras doenças, a pleonasmite não causa “dores desconfortáveis” nem “hemorragias de sangue”. E por isso podemos “viver a vida” com um “sorriso nos lábios”. Porque um Angolano a pleonasmar, está nas suas sete quintas. Ou, em termos mais técnicos, no seu “habitat natural”.
Mas como lhe disse no início, o descontrolo da pleonasmite pode ser chato para os que o rodeiam e nocivo para a sua reputação. Os outros podem vê-lo como um redundante que só diz banalidades. Por isso, tente cortar aqui e ali um e outro pleonasmo. Vai ver que não custa nada. E “já agora” siga o meu conselho: não “adie para depois” e comece ainda hoje a“encarar de frente” a pleonasmite!
Ou então esqueça este texto. Porque afinal de contas eu posso estar só “maluco da cabeça”».
Pour caractériser notre culture, la médiaculture (Macé et Magret), on parle aujourd’hui de multitasking, de contraction du temps, de conception polychrone de notre vie, des supports, de convergence de supports.
Il est difficile de concevoir la réalisation d’autant de pratiques dans un temps aussi «contracté» qu’en suggestopédie. La construction d’un cours de suggestopédie ressemble à un «clip»: grande concentration de supports de type sémiotique différent, messages diversifiés, moyens langagiers et non langagiers, activités...Le temps de la suggestopédie est un temps polychrone, un temps qui curieusement ressemble à celui des produits médiatiques actuels.
Les neurologues parlent aujoud’hui du rôle des émotions dans le traitement de l’information et des effets des nouveaux supports dans l’organisation du cerveau (Damásio).
La globalité de l’individu, l’activité intégrale du cerveau constitue le deuxième principe de la suggestopédie. En liaison avec ce principe, Lozanov parle d’ « un double niveau» de la communication, le premier étant du domaine conscient, l’autre ayant à voir avec le niveau «paraconscient», avec les émotions, avec la maîtrise de ces émotions qui provoque des effets au niveau des perceptions des destinataires, ce double niveau étant transmis par des moyens verbaux, paraverbaux et non verbaux. Cette approche holistique va donc mobiliser simultanément des moyens didactiques, psychologiques et artistiques.
Pour caractériser notre culture et la conception de programmes de télévision, de publicités de sites… on parle de narrativité.
. Je vais mettre en évidence le fil narratif existant dans le manuel. Je reviens sur la lecture du manuel bulgare à l’ «histoire» un peu naïve du voyage à Paris du journaliste Emile Pétrov et de sa femme Hélène Pétrova, de la Compagnie Nationale de l’Opéra Bulgare. Ils rencontrent des amis parisiens, aux moyens financiers remarquables, qui sont cultivés, ont des enfants charmants... enfin des personnages à identité gratifiante.
De petits ingrédients de type policier sont intégrés dans un «récit» où l’apprenant, tel que les autres personnages ne connaît pas la suite. Comme, bien évidemment, rien de mal ne peut arriver aux personnages, l’apprenant est tranquille, et les descriptions des lieux visités par les personnages le font rêver. Et ces personnages sont si intelligents, si modernes ( pour l’époque, bien évidemment!) que les apprenants sont bien heureux de les imiter, de reproduire leurs énoncés, de les prendre comme modèle.
On parle aujoud’hui de metissage des cultures (Michel Serres).
En suggestopédie, l’art «est la plus complète des suggestions» ayant comme équivalents, créativité, sensibilité, affectivité, émotivité, intuition». Dans ART nous pouvons considérer la musique qui accompagne la présentation des dialogues, les dessins, les mimes, les chansons, les textes littéraires... L’art est donc la clé de voûte de l’approche. Le professeur n’est pas forcément un artiste au sens traditionnel, mais il éveille chez les autres l’envie de créer, à travers son savoir faire multiple, et surtout à travers son savoir être.
On parle aujourd’hui de subliminal ou on n’en parle pas et on s’en sert, en politique, en publicité, dans la construction de sites…
Il suffit de regarder autour de nous, les journaux, la pub- avec product placemment- les feuilletons, la toile, pour que l’on se rende compte de la façon dont la suggestion se répand.
La suggestion est partout dans l’espace et dans le cyberespace .comme le soulignait, déjà en 1983, R Galisson :
Qu’on le veuille ou non, la suggestion est partout: en classe, sur les murs de la rue, dans la vie de tous les instants, massive (cf. les médias) (...) Nier la suggestion (...) c’est nier une dimension constitutive de l’homme. La censurer, c’est empêcher l’individu d’être pleinement lui-même, le priver de la partie sans doute la plus dynamique de sa nature et soustraire à l’éducation le terrain privilégié sur lequel elle peut s’inscrire et prospérer (l’affect, lié au “transfert” et au “double plan”, joue sûrement un rôle plus important que la raison dans le procès éducatif) (Galisson, 1983 : 81).
Si nos apprenants sont des natifs digitaux (Prenski) ou des pronétaires, comme les désigne J. de Rosnay
«J’appelle « pronétaires » ou « pronétariat » (du grec pro, devant, avant, mais aussi favorable à, et de l’anglais net, qui signifie réseau et est aussi l’appellation familière en français d’Internet – le « Net ») une nouvelle classe d’usagers des réseaux numériques capables de produire, diffuser, vendre des contenus numériques non propriétaires, en s’appuyant sur les principes de la « nouvelle économie».
La suggestopédie, semble une approche, parmi d’autres pour changer la classe.
Je propose deux articles sur la suggestopédie. L'un sur cette démarche apparemment très ancienne, démodée (cf Relatório da Unesco de 1980)... Un deuxième article, avec une lecture faite à partir des études faites aujourd'hui dans différents domaines qui justifient un nouveau regard sur cette approche.
Vous pouvez lire en même temps que vous écoutez Mozart.
Le médecin bulgare Georgi Lozanov a été le créateur de la Suggestologie «à la fois la science et l’art de libérer et stimuler l’individu» et de son application pédagogique, la Suggestopédie.
La suggestopédie est «une approche holistique pour découvrir et donc mobiliser les réserves complexes du cerveau». Réserves qui ne se limitent pas à l’hypermnésie, mais qui comprennent aussi l’activité créative de l’individu.
Dans une interview qu’il m’a accordée, Lozavov, dans les années 80, a déclaré qu’ «une classe de suggestopédie est reconnaissable si les conditions suivantes sont simultanément réunies», et il insista sur l’adverbe de manière:
-influence positive;
-amélioration de l’état physique;
-apprentissage plus efficace et plus rapide qu’avec une autre méthode;
-bonnes relations de groupe;
-créativité;
-non aliénation de l’individu
On peut distinguer des moyens didactiques, psychologiques, artistiques : :
Moyens didactiques
• Approche interdisciplinaire
• Présentation d’une grande quantité de matériaux linguistiques 800 mots par dialogue)
• Diversité d’activités pédagogiques (15 activités par séance).
Moyens psychologiques
• Contexte favorable;
• Climat positif de la classe;
• Attitude positive envers l’erreur;
• Création de suggestions positives;
• Simulation globale;
• Présence dans la salle de supports destines à un traitement subliminal
• Absence de barrières à l’apprentissage.
Moyens artistiques
«Concerts» - lecture sous fond de musique classique
Lecture »expressive»
Recours au dessin, à la peinture et à d’autres formes d’expression.
La suggestopédie part du changement simulé de l’identité. Les apprenants vivent une «second life», pendant le temps du cours, ou mieux de la simulation d’un colloque qui a lieu souvent à Paris.. Le personnage choisi accompagne les apprenants dans leur séjour à Paris. Ceux-ci sont convoqués dans le texte même du dialogue qui adopte la première personne du pluriel ou prend souvent la forme interrogative pour les obliger à répondre. Cette mise en scène de l’interactivité est très fréquente. Ainsi les apprenants découvrent qu’ «il y a des lieux que l’on admire, il y en a d’autres qui touchent..» selon La Bruyère, phrase placée en exergue du deuxième dialogue. Et la découverte de Paris commence : l’hôtel de luxe, où «tout est neuf», « la fameuse perspective: Place de la Concorde, Champs Elysées, l’Arc du Triomphe», la gare de Lyon, un petit restaurant du Quartier Latin, «Le grand Opéra, ce temple de la musique...bel édifice...salle somptueuse...»...
La structuration de la classe est faite à partir des « concerts». En effet, les extraits musicaux et « le récital de poésie» (un dialogue de 12- 14 pages est lu) vont ensemble. La voix et le geste de l’enseignant sont des composants de ce moment vraiment « orchestral» au sens premier et au sens métaphorique donné par A. Schefflen quand il parle de «communication orchestrale» (in Winkin,1981). Même les énoncés liés aux situations les plus quotidiennes, banales ou ridicules entrent dans ce monde magique et exotique. Il faudra souligner le soin mis dans le choix des extraits musicaux, choix dicté aussi par des justifications d’ordre neuro-physiologique.
L’activité de simulation est l’activité structurante de la classe. Elle va impliquer l’adoption d’un format narratif dans lequel s’inscrivent des mini activités, comme les jeux de rôle à partir de canevas précis ou des simulations plus contraignantes du point de vue syntaxique. Des activités de lecture de dialogues ou de textes qui ressemblent aux dialogues initiaux, des activités de traduction, de reconstruction de textes, des jeux communicatifs, la récitation de petits poèmes, l’audition de chansons, les rondes, le ballon qui accompagne la répétition de mots ou de phrases, les dessins dictés aux autres, les mimes à deviner, les expressions figuratives à deviner à partir de mimes, de rébus, des dictées, des « monologues» écrits à la maison, que l’on présente le lendemain... des activités connues de tous les professeurs de langues, mais que seule la pratique suggestopédique fait défiler, pendant le même cours, à une vitesse extrêmement rapide (dix huit activités en une heure et demie).
Dans cette approche, l’enseignant crée avec les apprenants une relation marquée par l’autorité, le respect, la distance mais en même temps par la proximité. Cette relation de confiance provoque chez l’élève l’envie de se laisser guider, de ne pas faire appel «à des processus logiques», stimule son imagination, son émotivité, son plaisir dans le jeu. Cette mise en disponibilité de l’élève, cette ouverture au différent- probablement à ce que je désignerais exotisme- Lozanov l’a dénommée infantilisation, au sens positif du terme. Ce serait donc ce processus d’infantilisation qui rendrait possible la chute des barrières et l’état de «psycho-relaxation» nécessaire à l’hypermnésie et à l’hypercréativité.
Je propose la rencontre avec mon professeur de l'École Française de Paris, dirigée par Fanny Saféiris, dans les années 80, Lonny Gold.. Il a découvert aussi l'actualité de la démarche.
Il s'agit d'un ouvrage de référence pour tous les enseignants de langues maternelles et étrangères. Dans un monde pluriculturel et plurilingue le décloisonnement des disciplines langues et cultures maternelles et étrangères est absolument nécessaire. Et la Didactique des Langues -Cultures se doit d'accompagner ce mouvement dicté par des justifications sociales, politiques, éducatives. La désignation Didactologie des Langues- Cultures proposée par Robert Galisson, il y a quelques années annonçait ce mouvement. Les auteurs de cet ouvrage vont dans le sens de que l'on désigne aujourd'hui comme «Didactique du Plurilinguisme». Mais, à ma connaissance, personne n'avait pas encore proposé un tel ouvrage de référence (De la Didactique des Langues à la Didactique du Plurilinguisme est le titre de l'ouvrage coordonné para J. Billiez en hommage à Louise Dabène, mais il s'agit d'un ensemble d'articles) qui couvre les «approches plurielles» telles qu'elles sont définies dans le CARAP (Cadre de Référence pour les Approches Plurielles),allant plus loin dans le chemin de ce que je désigne comme «Approches plurielles et multimodales».C'est un objectif de quelques membres de REDINTER.
Le contexte où le plurilinguisme, en tant que problématique en éducation émerge, est développé par les auteurs qui font une remarquable synthèse des travaux dans le domaine, notamment de ceux réalisés dans le cadre du Conseil de l'Europe. La relation entre langue-culture et éducation est mise en évidence. Les implications de la recherche en Didactique du plurilinguisme et Didactique des Langues- Cultures font l'objet de la dernière partie du travail. Déciseurs politiques, didacticiens, formateurs, enseignants pourront trouver dans cet ouvrage plein d'outils de description, d'analyse de documents, de l'interaction pédagogique de la classe, des séquences pédagogiques... (peut-être trop nombreux!!!) des outils qui leur permettront l'amélioration ( La Didactologie des Langues- Cultures a toujours connu cette dimension ( Cf Galisson) des résultats de la classe des langues-cultures.
À lire et relire... consulter suivant le projet du lecteur.
Sendo de Ciências da Educação, irritam-me alguns discursos sobre o «eduquês» que atribuem o insucesso escolar à influência dos estudos sobre educação nas políticas educativas. As generalizações são sempre perigosas.
Mas, quando ouço alguns colegas e estudantes, também me irritam os chavões descontextualizados do tipo «o aluno é que descobre tudo», o emprego de determinados nomes ou adjectivos com valor avaliativo (« o novo» em oposição ao antigo sendo o antigo desvalorizado), as «mais valias» - empréstimo feito pelo eduquês ao economês e que não tem graça nenhuma para quem tem de pagar «mais valias»! Para não falar das «experiências gratificantes», das «actividades implementadas», dos paradigmas (sem Thomas Kuhn)...
A oposição entre competências e conteúdos irritam-me imensamente... até porque sempre ouvi agentes reconhecidos na área da Educação dizer mais ou menos o seguinte: « o desenvolvimento de competências pressupõe a aquisição de conteúdos».
Creio que a melhor maneira de entendermos as deturpações das linguagens de áreas de especialidade é com humor, com este exemplo que os meus alunos conhecem.
As siglas não têm plural, embora em alguns casos estes comecem a ser frequentes e até possam ser justificados pelo uso.
Mas que dizer da apóstrofe ou plica antes de -s nas siglas? Será que muitos professores e responsáveis políticos estão a aprender com os cabeleireiros que, para dar a nota de modernidade e reforçar a posse, utilizam o «'s» do caso possessivo em inglês?. Sempre fica bem saber que a Clara não tem só um salão mas que tem salões de cabeleireiro (os salões de cabeleireiro da Clara - esta Clara até não tem nenhum!). Agora os cursos de especialização tecnológica (Pasárgada's CET - Os CET da Universidade de Pasárgada ficaria giro!!! e até tenho uma Universidade de Pasárgada )! Mas a Universidade de Pasárgada não ministra CET e não pertence às ESE, embora seja lida nos PALOP. Já agora a referida «Universidade» não tem ECTS -European Credit Transfer and Accumulation System. Neste caso o S corresponde a System.
Christian Puren é um nome de referência em Didáctica das Línguas. Este site é aconselhado a professores que estejam em mestrado. Também vai ter curso de escrita de tese.
Um blogue (espécie de mot- valise composto por web e log- «diário») é um diário na WEB, no qual o indivíduo escreve o que quer (no meu caso a motivação foi alguma mágoa), mas que se destina a ser partilhado. Habituada a partilhar os conhecimentos que fui adquirindo ao longo dos anos, vou partilhar não as mágoas, mas esses conhecimentos de modo a contribuir para o meu desenvolvimento pessoal e para o desenvolvimento do Outro. Actualizado com frequência, um blogue é aberto à leitura e aos comentários da blogosfera( termo proposto em 2002 por William Quick). É , deste modo, um um instrumento dinâmico centrado sobre «si» e dirigido a uma comunidade. Trata-se, assim, de um discurso híbrido, multimodal, entre a autobiografia e o diário.
Este aspecto paradoxal é sublinhado por De Kerckove que, em 2004, afirma o seguinte «não creio que (o blogue) seja uma forma de exibição do eu, mas antes de relação cpom os outros » (G. Granieri-2006- Geração Blogue. Lisboa:Presença). ou ainda « ponto de encontro entre redes sociais e tecnológicas, a blogosfera é uma rede de interacções intelectuais directas e navegáveis, resultado da contribuição gratuita, aberta e verificável das consciências e opiniões de muitas pessoas sobre assuntos de interesse geral e em tempo quase real. O funcionamento dos blogues baseia-se inteiramente nestas conexões. Tal como a inteligência, desenvolvem-se e crescem com o uso. Os blogues são um espaço de reflexão compartilhada» (pp11,12) e um espaço de relação.
Sobre os blogues ver o meu artigo, acabado de publicar, em Eckert- Hoff, B. M, e Coracini,M.J. (2010) Escrit(ur)a de si e alteridade no espaço papel-tela. Campinas: Mercado de Letras. http://www.mercado-de-letras.com.br/livro.php?id=000253