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domingo, 19 de novembro de 2017

Orientação de teses realizadas por professores

Num momento em que se fala tanto da progressão de professores de todos os graus e disciplinas,  é necessário pensar-se nos cursos que frequentam, nos diplomas que lhes são atribuídos em provas públicas e nas implicações das problemáticas estudadas na melhoria da sua ação profissional.

Em teses  até muito boas interrogo-me  algumas vezes sobre as implicações dos estudos em causa até para o próprio candidato. Houve alturas, em que se acumulavam créditos  em formações sobre temáticas bem interessantes, mas muito pouco úteis em termos de educação.  Os cursos de longa duração têm necessidade de ser escolhidos com a finalidade de melhorar a ação profissional do candidato, contribuir para melhorias na instituição e contribuir para o progresso da disciplina científica, através da adoção de metodologias adequadas que, em áreas como a educação, não têm necessariamente de ser de tipo quantitativo. Em educação, nomeadamente, em Didática das Línguas-Culturas, é necessário desenvolver estudos sobre o que se faz e o que se diz (e como se diz) nas aulas.  

A minha última doutoranda, docente de uma Escola Superior de Hotelaria e Turismo,  veio propor-me uma tese já começada  sobre as representações dos empregadores sobre as línguas em hotelaria. Ficou estarrecida, quando lhe disse: «eu já sei as respostas».
E assim, esta «história» acabou e começou uma nova história, se dúvida,  com muitos mais obstáculos, mas também com mais adjuvantes (já que a candidata aceitou o desafio de ver com «eye tracking» o que se passava com os materiais pedagógicos que utilizava e...  eu era uma fraca adjuvante nesse domínio, apesar de, até em pintura, andar a estudar estudos com essa metodologia).      

E a história ficou terminada no dia 15 de novembro, com provas públicas! Alguns comentários extraídos da minha arguição,  em provas públicas, poderão, talvez, ajudar outros candidatos ou jovens orientadores: 

«A tese apresentada pela mestre Dulce Mendes Sarroeira à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias  intitulada  Educação em-para-e pelas línguas de acção académica e profissional: para uma perspectiva acional e multimodal do ensino do Francês apoia-se, quer em termos temáticos quer metodológicos, em Didática das Línguas e das Culturas, partindo de uma  problematização em contexto profissional, tendo exigido à candidata a conceptualização prévia, com a construção de um enquadramento teórico sólido,  e a conceptualização posterior, decorrente do projecto de investigação-ação que desenvolveu. Trata-se, por isso, de uma tese com implicações na competência profissional da professora de uma escola de turismo e com implicações para outras  investigações e para  a prática de professores de línguas-culturas. (É uma feliz coincidência escrever este post no mesmo dia em que apresento, neste blogue, o número 4 da Revista Synergies Portugal, em homenagem a Robert Galisson). 
A tese  apresenta interesse conjuntural, dada a necessidade de se compreenderem os efeitos produzidos por ambientes e dispositivos tecnológicos nas aprendizagens dos alunos, através da identificação de marcas discursivas multimodais.
A candidata procedeu a uma revisão rigorosa da literatura quer em termos pedagógicos quer em termos investigativos, numa perspectiva diacrónica e sincrónica, perspetivando o ensino da língua francesa numa linha de estudos  sobre o papel das línguas na educação e, nomeadamente, das línguas nas outras disciplinas, orientação proposta pelos  trabalhos doConselho da Europa,  com a finalidade de  garantir a equidade na educação, em consonância com Recomendações Europeias.  A candidata procurou identificar o potencial de  aprendizagem decorrente de mudanças na sua ação didática (mudanças no espaço e tempo de aula,  nos  dispositivos tecnológicos e conversacionais  e na perspetiva didática).  Na  investigação-ação, afastou-se , assim, da linha das línguas «aplicadas» ao mundo empresarial  assente numa conceção funcional, centrada nos léxicos específicos (abordagem semasiológica), para adotar uma abordagem «acional», em consonância com os princípios dos estudos sobre as línguas, centrados no desenvolvimento de competências transversais que se traduzem em operações cognitivas e discursivas comuns a diferentes campos profissionais (abordagem onomasiológica). 
Na perspetiva investigativa (interligada com a ação) aprofundou o conceito de multimodalidade e procurou adotar metodologias que permitissem identificar marcas dos efeitos produzidos por dispositivos e suportes multimodais nas aprendizagens dos estudantes, sob os pontos de vista cognitivo, empático, relacional e discursivo. Adotou uma perspectiva etnográfica que lhe permitiu identificar alguns  desses efeitos. O recurso a questionários e entrevistas permitiu à candidata   identificar representações sobre os efeitos dos dispositivos tecnológicos utilizados e das mudanças didáticas adotadas.  Para identificar mudanças nos discursos orais e escritos da professora e dos estudantes, a candidata serviu-se dos «analíticos» da plataforma Moodle e de transcrição de registos áudio e vídeo.  Serviu-se igualmente da metodologia eye tracking para detetar mudanças decorrentes do uso de formatos diferentes dos mesmos materiais pedagógicos (...).

O facto de saber,  à partida, que a sua problemática  investigativa implicaria riscos e de ter consciência  que, em educação, é necessário encontrar técnicas e instrumentos tecnológicos que permitam identificar marcas de efeitos produzidos pelos instrumentos e dispositivos tecnológicos é revelador do perfil de investigadora da Dulce Mendes Sarroeira».

Poderia referir ainda neste post  o cuidado  na materialidade gráfica e o rigor na escrita. 

E, assim, a candidata passou a «doutora» e a orientadora ficou satisfeita. Também ficou satisfeita com a apresentação multimodal feita pela candidata e com a qualidade revelada nas provas.  Uma apresentação mais pormenorizada dos resultados do estudo poderá ser lida em  futuros artigos. 
A história continua.   

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Didática de Português: Contributos para Projeto de Formação de Professores de Português em Cabo Verde (Cátedra Eugénio Tavares): 1- O PREBA

Antes de pensar numa nova formação é conveniente refletir sobre os projetos de formação em que estive envolvida, nomeadamente:
 PREBA, projeto de reforma do ensino básico em Cabo Verde ( 1988-1991)
 Polyphonies, formation de formateurs de langues en Europe, projeto europeu no âmbito do programa LINGUA
PNEP, projeto nacional para o ensino do Português, Ministério da Educação (2006-2009)


Para além de participações em programas como os da formação de leitores (ICALP), formação de  professores de Português em França (coordenação do ensino de Português em França) cursos de férias para professores de francês nas Universidade de Lille 3 e Universidade de Grenoble- CUEF, Universidade Menendez Pelayo, Santander, participação na formação de professores na Universidade Aberta...

1- O PREBA: Projeto de Reforma do Ensino Básico em Cabo Verde

Foi um projeto desenvolvido pelo Ministério da Educação de Cabo Verde em colaboração com a ESE de Santarém (1989-1991)

Foi um programa de blended learning, avant la lettre e multicanal.

De blended learning  porque  havia sessões presenciais, dinamizadas pela equipa local em todas as ilhas,  e sessões a distância através da rádio, de cassetes (e leitores) distribuídos a todas as escolas e «brochuras». Assim, foi um programa que incluiu presença física, voz e texto escrito, logo multicanal.

Compreendeu formações nas diferentes disciplinas, tendo-me competido a coordenação do programa de Língua Portuguesa e Didática do Português.

Tinha como objetivos:

- desenvolver a competência comunicativa dos professores no terreno (incluindo a dimensão linguística, evidentemente);
-desenvolver a competência didática dos professores;
-fornecer materiais «autênticos», refletindo usos do português em diferentes contextos, tanto textos de âmbito literário como textos «escolares» (as línguas nas outras matérias), como de âmbito funcional, em suporte audio - diferentes vozes da lusofonia-  e ao mesmo tempo fornecer propostas de usos didáticos desses materiais.


Materiais produzidos: cerca de 15 brochuras reunidas em manual e 15 cassetes construídas a partir de guiões (complementares das atividades propostas por escrito).
As gravações foram feitas por técnicos da ESE de Santarém e da Rádio de Cabo Verde, sendo a locução feita pelos professores de Cabo Verde e por vozes de profissionais de rádio de Cabo Verde e Portugal.

Brochuras :

  •  Abordagem comunicativa
  •  Compreensão oral
  •  Expressão oral
  •  Compreensão Escrita (com parte relativa a métodos de leitura e consciência fonológica)
  • Conhecimento explícito (talvez formulado em termos de ensino da gramática, embora a gramática estivesse presente em todas as brochuras)
  •  Metodologia de estaleiro e tipologias textuais
  •  Contar
  •  Descrever
  •  Explicar
  •  Prescrever
  •  Argumentar
  •  Construir  poemas
  •  Escrever cartas
  •  Construir e animar  entrevistas
  •  Animar debates....    

Olhando para este «índice» são, hoje, claras as opções tomadas: uma abordagem onomasiológica: do sentido e dos usos para as formas. Essa abordagem (já adotada nos meus manuais para o ensino do Francês) permitiu a entrada das outras matérias na aula de Português, antecipando a linha proposta, hoje, nos trabalhos do Conselho da Europa. Por exemplo, «operações cognitivas e discursivas» como definir, sintetizar, parafrasear esquemas... constituíam objetivos do módulo «Explicar», sendo fornecidos aos professores os meios linguísticos para verbalizarem essas operações e para levarem as crianças a verbalizarem essas operações.

A abordagem temática tradicional foi assim parcialmente anulada, já que a entrada era feita pelo discurso.
Também foi um programa «acional» avant la lettre, dado que implicou a ação dos professores e das crianças. A língua para agir em estaleiro, em projetos, graças a atividades interativas como information gap, simulações globais, por exemplo,

Evidentemente esta metaanálise esteve ausente das sessões de formação e dos módulos, embora essa preparação tivesse sido feita pelos membros da equipa  local que estiveram à frente do projeto.

Assim este projeto chegou a todas as ilhas e aldeias, envolveu a rádio, responsáveis locais, uma equipa formada e competente... Como todos os projetos... teve vida curta. Os responsáveis mudam e os novos atiram para o caixote do lixo, muitas vezes, trabalho de muitos anos e que muitas vezes são financiados pelos próprios governos! É pena, mas é prática cá como lá! Mas o PREBA  poderá constituir uma das bases  de um novo programa de formação contínua.
As hiperligações perdem-se, por vezes, daí a duplicação das referências bibliográficas.
http://www.coe.int/t/dg4/linguistic/langeduc/BoxD2-OtherSub_fr.asp



  

terça-feira, 2 de junho de 2015

Enseigner la grammaire : discours, descriptions et pratiques

Colóquio do GRAC

Il était une fois... des grammaires en histoires. L’approche onomasiologique dans les instructions officielles et dans des manuels de français, au Portugal

Le titre de cette communication reprend en palimpseste le titre d'une grammaire dont nous sommes l’une des coauteures pour l'enseignement du portugais langue maternelle dans le cadre de l'enseignement primaire : Era uma vez, uma gramática em histórias (Ferrão & Fróis, 1997). L’emploi du pluriel est dû au fait que l’approche grammaticale retenue dans cette grammaire coïncide avec l’approche qui sous-tend nos manuels de FLE, publiés entre 1979 et 1995, pour les enseignements de base et secondaire portugais, même si d’autres désignations sur le plan scientifique seraient plus adéquates, telles que celles de grammaire notionnelle ou «grammaire du sens».

Les quatre méhodes  dont nous sommes l’une des coauteures constituent le corpus de l'étude que nous présentons dans ce colloque organisé dans le cadre de Grammaire et contextualisation (GRAC).  La distance temporelle entre notre production didactique d’ordre méthodologique et le ici et maintenant de cette étude métadidactique nous permettra de dépasser – ainsi l'espérons-nous – les barrières de la subjectivité, puisque agents et objets d'analyse pourraient se confondre facilement.

Le corpus comprend également les instructions officielles qui orientaient, à cette époque-là, la production des manuels, qui étaient adoptés en toute liberté par les écoles et, par conséquent, informaient la classe.

Nous nous interrogeons sur la notion de contextualisation et nous dégagerons des marques de contextualisation/continuité/rupture dans nos manuels en relation avec les instructions officielles et la formation des enseignants, où nous étions également engagées en tant qu’agents. En effet, dans le contexte portugais,  les instructions officielles et la formation des enseignants entre 1974, date de la « révolution portugaise »  et le début des années 2000,  concernant la classe de français et la classe d’anglais ont toujours pris le devant, adoptant une grammaire de type notionnel et une démarche de conceptualisation, en rupture avec la tradition et avec la classe de portugais langue maternelle qui n’a adopté partiellement cette voie qu’à partir de l’ année  2006, avec un projet national. Si les pratiques, souvent configurées dans les manuels, ont suivi cette tendance, c’est un autre problème que d’autres sont censés analyser dans le cadre du Colloque.


En conclusion, nous essaierons de dégager des marques de continuité depuis notre démarche des années 80 du siècle dernier et celle véhiculée actuellement par les récents documents du Conseil de l'Europe dans le cadre de sa Plateforme de ressources et de références pour l’éducation plurilingue et interculturelle, notamment en ce qui concerne les langues dans les autres matières.



quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Metas curriculares de Inglês para o 1º Ciclo

Um exemplo que vou dar, em Faro.

Sobre Metas Curriculares de Inglês no 1º Ciclo

Já acabou o prazo para a consulta, mas, só agora, encontrei este documento!

Antes de avançar com algumas  afirmações polémicas, vejam os Quadros DELMAS . São lindos e datam do início do século XX! Eram o material de apoio do Método Direto.

As metas do Inglês para o primeiro ciclo também devem ser de 1907, data em que foi oficialmente adotado o Método Direto, entre nós! Não serão?

Baseado nas «lições das coisas»  de Marie Montessori, a abordagem lexical partia dos objetos da aula para temáticas como a casa,  as estações do ano, os transportes, Mas a abordagem partia das «coisas» contextualizadas, recorrendo a imagens de contextualização dos países onde se falavam as línguas em questão. Alguns de nós ainda vimos esses quadros (lindos!) nas nossas escolas. Embora se partisse dos nomes das coisas, pretendia-se uma abordagem holística. Eram um convite a sair da sala de aula, a viajar...

E agora a anedota...
Os pais de um menino português  de  2 anos, numa creche em Espanha, recebe uma ficha em que diz que o menino não atingiu «a meta» seguinte: «não pinta com esponja»!  

Chegámos a este ponto!

E agora vamos às metas de Inglês....

«No 3.º ano, a organização dos conteúdos lexicais baseia-se nas quatro estações do ano: outono,
inverno, primavera e verão; no 4.º ano, optou-se por uma sequência de dez temas,
coincidentes com os dez meses do ano escolar: Starting school, Keep our school clean, What we Página 4 wear, Christmas, Where we live, Having fun, Let’s visit the animals, Spring is here, The sun isshining e The holidays are coming».

Vejam lá se os títulos não coincidem com os dos quadros DELMAS!

Mas avancemos...

«3. Conhecer vocabulário simples do dia a dia
1. Reconhecer nomes próprios.
2. Reconhecer nomes de alguns países.
3. Identificar membros da família restrita (mother, brother).
4. Identificar números até 20.
5. Identificar os dias da semana.
6. Identificar os meses do ano.
7. Identificar nomes de alguns meios de transporte.
8. Identificar estados emocionais (I’m sad, I’m happy).
4. Conhecer vocabulário simples de forma contextualizada com base nas estações do ano
1. Identificar vocabulário relacionado com o outono
• Condições climatéricas (chilly, cloudy).
• Vestuário e calçado (jumper, shoes).Página 8
• Cores (grey/clouds, brown/leaves).
• Atividades (collecting leaves, eating chestnuts).
• Estados físicos (I’m tired, ..»

Temos conteúdos lexicais transformados em metas...

Que abordagem pode decorrer desta definição de metas? Uma abordagem behaviorista. Mas poderão dizer-me. «Nos métodos audio-visuais (anos 70-90)  a abordagem era behaviorista!» Sim mas a partir de diálogos-situações!

Depois dos MAV muita água correu, muita investigação foi feita em Didática das Línguas, em Neurociências, em Psicologia, em receção dos médias!

Piaget já não conheceu os meninos dos média que são meninos da narratividade (Egan, Roldão até já referiam nos anos 90 que os meninos começam a conhecer o mundo através da narratividade, a partir do abstrato, oposições entre maus e bons... nas histórias tradicionais!). E hoje, as ilustrações dos livros infantis são abstratas, são simbólicas (Só as dos manuais, as dos quadros interativos multimédia e de produtos pedagógicos multimédia comerciais são concretas!) Os meninos acedem ao abstrato antes do concreto... vejam-se os jogos que lhes oferecemos no Natal!

Dizem as autoras que partem do QECR. Os autores ficam horrorizados com algumas leituras que se estão a fazer do Quadro! Embora haja descritores, o QECR que era um documento que definia uma abordagem plurilingue, destinada à ação (ver outros comentários) foi reduzido a tabelas com os descritores relativos aos níveis!
Por favor leiam o Quadro todo!

Para os meninos, a abordagem deverá ser holística e as línguas estrangeiras são para conhecer o diferente, o exótico, para viajar, viagem real ou virtureal. Visitar um museu (http://www.moma.org/interactives/destination/destination.html)  um jardim, descobrir meninos de outros países, jovens cantores, pintores, músicos...Ora a Internet está em muitas escolas... Mas não só... eu não tive  Internet e viajei em francês antes de o poder fazer. Só quando tive de escrever 3 composições em português, em francês, em inglês sobre o dia em que nevou em Coimbra... ia desistindo das línguas! É isso que leio nos estudos sobre as línguas. Servem para sair da Escola!(Michel Serrres)

A abordagem implícita nas metas é uma abordagem de colagem à Escola, ao Português, ao Estudo do Meio. Os autores do Quadro têm estudos sobre as línguas nas outras matérias na Plateform,

LANGUAGES IN EDUCATION, LANGUAGES FOR EDUCATION

A platform of resources and references
for plurilingual and intercultural education

mas a abordagem parte das operações cognitivas comuns às diferentes matérias: contar, descrever, enumerar... não do léxico comum!

Para sabermos o nome dos objetos do quotidiano não precisamos das línguas estrangeiras. A ação faz-se na língua materna!

Há tantos estudos sobre o ensino das línguas nos primeiros anos! Mesmo em Portugal!   Já agora... há uma brochura publicada pelo Ministério da Educação que pode ajudar As Implicações das TIC
no Ensino da Língua   (A página da DGIDC com brochuras do PNEP já não está ativa, mas consegue-se aceder com o título)Tantos estudos de grupos internacionais, REDINTER, por exemplo!

Bachelard fala de «terrorismo dos números». Muitas metas (não só estas) são «behaviorismo terrorista»!
E já agora, para os leitores deste blogue: Atingiram todas as metas do 1º ciclo ou têm de voltar à escola?


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

II EMES ASSISES DU FRANÇAIS AU PORTUGAL: DU FRANÇAIS EN CAUSE AUX CAUSES DU FRANÇAIS COLLOQUE INTERNATIONAL

J'anticipe  des extraits de ma communication en construction - Assises du Français

 Assises d’un programme multimodal (et) actionnel de formation d’enseignants de FLE


Je commence par un témoignage personnel qui me permettra d’une certaine façon de définir les termes  multimodal (et) actionnel avant de commencer à expliciter les assises du programme de formation que je propose à APEF.

Je ne suis pas née francophone, la langue  française n’est pas ma langue d’héritage ou d’origine, pour employer des désignations à la mode, elle est  vraiment une langue qui m’était tout à fait étrangère,  peut-être une des premières raisons pour que je l’aie apprise. Je ne l’ai pas apprise précocement. Ceci explique certainement des erreurs phonologiques, lexicales, morphosyntaxiques ! Mais j’ai appris le français quand même ! Parce qu’il y a eu l’empathie avec la langue et les Français. J’ai connu mon amie Nicole à 10 ans, sur la plage à Figueira da Foz. J’ai appris partout. Avec les chansons de  Françoise Hardy et Jacques Dutronc.  J’ai décliné «J’aime la vie» comme   «J’aime le Français». Avec les revues Salut les copains et Mademoiselle âge tendre, j’aimais les histoires des gens, des acteurs et des auteurs. J’ai appris en chantant, en mémorisant chanson et verbes en même temps… J’ai fait un grand effort pour apprendre, mais l’étranger, l’exotique en quelque sens,  m’ a  toujours  attirée et la France de la Liberté était déjà un motif d’intérêt même pour une petite fille née sous Salazar. J’ai partagé avec des correspondants qui sont même devenus des petits amis à distance ! Je suis sortie de la salle de classe avant qu’on ne parle de la mobilité. J’ai fait des voyages, d’abord à partir de la classe, des textes, des affiches des régions de France, des écrivains, des peintres, du rêve... À 19 ans, j’ai entrepris mon premier voyage réel, malgré l’envie de Pide de me retenir au pays ! J’ai appris à penser en français !  J’ai appris le portugais à travers le français. Et l’anglais… Et les autres matières !
Je ne le savais pas, mais j’ai appris à travers une démarche actionnelle et multimodale !
Entrons maintenant dans le vif du sujet et donc  dans la généralisation et dans la conceptualisation de ma démarche.

Je vous propose  10 réflexions qui, de mon point de vue, peuvent être à la base d’un programme de formation des enseignants, si l’APEF garde toujours l’invitation pour que je le coordonne, après cette présentation.  Dix points ça permet au public d’anticiper la fin !http://www.apef.org.pt/actividades.php

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Manuel : Profil didactologique des manuels dont je suis l'auteur

Et voilà la synopsis de l'analyse des méthodes dont je suis l'auteur en collaboration avec Rosário Vidal et Josette Fróis
Je reviendrai pour parler du présent et du futur : Si je devenais auteur... d'un manuel numérique ou ... multimodal? 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Manuel numérique - ET SI JE REDEVENAIS… AUJOURD’HUI… AUTEUR DE MANUEL SCOLAIRE DE (FRANÇAIS) LANGUE-CULTURE ÉTRANGÈRE ? LEÇONS D’HIER, RÉFLEXIONS POUR DEMAIN…

  

Colloque de l'APEF (Association Portugaise d'Études Françaises), Conférence de Clôture - Universidade do Algarve, Faro, 13 de dezembro de  2013  

Comme d'habitude, je commence ma conférence du 13 décembre, ici et maintenant. La multimodalité étant l'un des concepts-clé de mon exposé, celui-ci commence par conséquent avant sa présentation officielle et il sera disponible pour « toujours » avec des actualisations dans d'autres articles. 

La multimodalité implique ainsi la possibilité d'être lu dans différents lieux, de ne connaître  ni de frontières spatiales ni temporelles.
Il pourra être toujours corrigé...ici il s'agit d'un brouillon. À Faro j'essaierai de présenter un texte multimodal plus correct.

«Texte multimodal»: Je serai là pour que l'on me regarde et je regarderai le public en réagissant à leur regard aux gestes, aux sourires, aux inclinaisons latérales de la tête... en adaptant mon discours en fonction de la fatigue de la fin d'un colloque...   
Je présenterai quelques diapositives, en tout cas, pas le menu. Celui-ci sera entendu... et vu (connecteurs verbaux et non verbaux. Des images et des exemples seront montrés.

En version papier, le public pourra lire le résumé et les tableaux (trop d'information pour être projetés). 

La bibliographie est ici...plus facile à consulter...

Résumé

Le début de cette communication lui donne un certain ton nostalgique  puisqu’il est construit sur le titre d’une des premières chansons que j’ai exploitées en classe « Et si tu n’existais pas». L’emploi de la première personne introduit l’histoire d’une vie, celle de l’auteur de manuels pédagogiques que je fus. Bien évidemment  ce choix est dangereux puisque le manque d'objectivité est à l’affût. Mais le temps permet d’éviter cet écueil. Et puis… je ne suis plus auteur. Par ailleurs, la deuxième partie du titre, enlève - le crois-je- le ton passéiste que le début pourrait laisser entendre.
 Ainsi essaierai-je de montrer comment des principes des approches audio-visuelles et communicatives ont été déclinés dans les manuels dont je suis co-auteur (1979)  et comment l’approche multimodale, dont je parle maintenant, était en gerbe dans ma pensée proto-didactologique. Je m’arrêterai, ensuite, sur le présent pour montrer les potentialités technologiques multimodales dans la mise en oeuvre des approches actionnelles. Enfin, je proposerai quelques considérations sur l’avenir en tenant quelques propos peut-être polémiques sur le rôle de cet auteur de manuel et sur celui du manuel numérique, certes de médiation, dans ce monde virturéel que l’on commence à  apercevoir  dans «le nuage». 

Entre 1979 et1995...





À suivre...

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Línguas estrangeiras (e Inglês) no 1ºCiclo. Guião para audição no CNE

Deixo aqui  a opinião que defendi no Conselho Nacional de Educação sobre este assunto

As línguas no 1º Ciclo do Ensino Básico, para desenvolver competências plurilingues e pluriculturais ou  as línguas na educação e para a educação

1.  Os portugueses e as línguas, em 2012

1 Relatórios Internacionais:
1.1 Os portugueses e as línguas - Eurobarómetro 
http://ec.europa.eu/public_opinion/archives/ebs/ebs_386_fact_pt_en.pdf
}  Apenas 13% dos portugueses fala correctamente duas línguas estrangeiras, uma quebra de dez pontos percentuais, face à anterior avaliação, em 2006.

}  Os portugueses são os que apresentam das maiores taxas de probabilidade de não falar qualquer língua estrangeira (61%), só os húngaros e os italianos apresentam piores resultados, 65% e 62% respectivamente.

Portugal fica assim a 12% da média europeia e cai dez pontos percentuais face ao anterior relatório.

1.2. First European Survey on Language Competences

«The European Survey on Language Competences (ESLC), the first survey of its kind, is
designed to collect information about the foreign language proficiency of students in the
last year of lower secondary education (ISCED2) or the second year of upper secondary
education (ISCED3) (UNESCO 1997) in participating countries or country communities
(referred to herein as educational systems). The intention was ‘not only to undertake a
survey of language competences but a survey that should be able to provide information
about language learning, teaching methods and curricula.” (European Commission
2007a).»

Neste relatório pode ler-se :
«three educational systems fall in the bottom half of the ranking for both first target language and second target language (France, Poland, Portugal)».
« the use of the CEFR by teachers is limited»
«As the figures in section 4.3 show, three educational systems fall in the bottom half of the ranking for both first target language and second target language (France, Poland, Portugal). Three educational systems appear in the top half for both languages »


2- Um pouco de história europeia…

1998

RECOMMENDATION No. R (98) 6
OF THE COMMITTEE OF MINISTERS TO MEMBER STATES CONCERNING MODERN LANGUAGES(Adopted by the Committee of Ministers on 17 March 1998
at the 623rd meeting of the Ministers' Deputies)


2. Promote widespread plurilingualism:
2.1. by encouraging all Europeans to achieve a degree of communicative ability in a number of languages;
2.2. by diversifying the languages on offer and setting objectives appropriate to each language;
2.3. by encouraging teaching programmes at all levels that use a flexible approach - including modular courses andthose which aim to develop partial competences - and giving them appropriate recognition in national qualification
systems, in particular public examinations;
2.4. by encouraging the use of foreign languages in the teaching of non-linguistic subjects (for example history,geography, mathematics) and create favourable conditions for such teaching;
2.5. by supporting the application of communication and information technologies to disseminate teaching and learning materials for all European national or regional languages;
2.6. by supporting the development of links and exchanges with institutions and persons at all levels of education in other countries so as to offer to all the possibility of authentic experience of the language and culture of others;
2.7. by facilitating lifelong language learning through the provision of appropriate resources.


B. Early language learning (up to age 11)

3. Ensure that, from the very start of schooling, or as early as possible, every pupil is made aware of Europe'slinguistic and cultural diversity.
1. Final report of the project group (Doc. CC-LANG (96) 21) and report of the final conference (Doc. CC-LANG (97) 7).
34Recommendation No. R (98) 6
4. For all children, encourage and promote the early learning of modern languages in ways appropriate to national
and local situations and wherever circumstances permit.
5. Ensure that pupils have systematic continuity of language learning


2002 – Conselho Europeu de Barcelona
The EU Education Council recalled the importance of the Barcelona objective of 2002 of learning two foreign languages from an early age. The Ministers invited the Commission to pursue work to enable citizens to communicate in two foreign languages, to promote language teaching, where relevant, in vocational education and training and for adult learners, and to provide migrants with opportunities to learn the language of the host country.
2012
COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO
CONSELHO, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ
DAS REGIÕES
Repensar a educação - Investir nas competências para melhores resultados
socioeconómicos
… enquanto a aprendizagem de línguas é importante para o emprego e requer especial
atenção
Num mundo de intercâmbios internacionais, a capacidade para falar línguas estrangeiras é um
fator de competitividade. As línguas são cada vez mais importante para aumentar os níveis de
empregabilidade9 e a mobilidade dos jovens, constituindo as fracas competências linguísticas
um importante obstáculo à livre circulação de trabalhadores. As empresas também exigem as
competências linguísticas que permitam operar no mercado global.
3.  Um pouco da história em Portugal

1998-2008


·         Criação de Cursos de Estudos Superiores Especializados em ensino Precoce das Línguas em ESE e Universidades com designações diferentes
·         Projetos nacionais e internacionais dinamizados por ESE e Universidades e professores dos CESE
·         Projetos dinamizados pelo Ministério de Educação. Participação em Seminários internacionais de preparação do Conselho Europeu de Barcelona, com peritos portugueses.
·         Formação contínua de professores do ensino básico e secundário
·         Redes, formações, projectos… 


2008-

Inglês no 1ºCiclo nas AEC

·         Aposentação dos professores que frequentaram CESE e programas de formação contínua
·         Fim da formação contínua
·         Recurso a protocolos com instituições particulares
·         Recurso a professores-tarefeiros
·         Recurso a bons e maus professores do 1º e 2º ciclo
·         Formação à maneira de Maria João Lopo de Carvalho

«As aulas de Inglês em quase um quarto das 96 escolas do 1º ciclo do ensino básico de Lisboa vão ser asseguradas, este ano lectivo, por uma empresa de que é proprietária a escritora Maria João Lopo de Carvalho, assessora da vereadora da Educação e Acção Social da Câmara de Lisboa, Helena Lopes da Costa.
 (…)
"Modéstia à parte, faço isto muito bem"


4.  Iniciativas  do Conselho da Europa (que sustentam recomendações do CE)

2001

Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas: Aprendizagem, Ensino, Avaliação



2010

Guide for the development and implementation of curricula for plurilingual and intercultural education
Jean-Claude Beacco, Michael Byram, Marisa Cavalli, Daniel Coste, Mirjam Egli Cuenat, Francis Goullier et Johanna Panthier (Division des Politiques linguistiques)!



2010

LANGUES DANS L’EDUCATION, LANGUES POUR L’EDUCATION
Plateforme de ressources et de références pour l’éducation plurilingue et interculturelle

  
Language and school subjects Linguistic dimensions of knowledge building in school curricula

http://www.coe.int/t/dg4/linguistic/Source/Source2010_ForumGeneva/KnowledgeBuilding2010_en.pdf
Interroger, Deviner, Nomear, Qualifier, Raconter Identifier,Classifier,Catégoriser,Sélectionner, Résumer,Contextualiser,Structurer,Argumenter…

(cf Programa da Língua Materna de 1911 para o Ensino Infantil)

5.   O ensino Precoce do Inglês  em Portugal  no quadro das AEC e Contributo do Ensino Precoce do Inglês, ou melhor, das Línguas no 2º Ciclo

Impressões sobre

·         motivação: motiva os alunos, num primeiro tempo, mas desmotivação depois, sobretudo na entrada no 2º ciclo com reínicio.

·         resultados: Os alunos aprendem vocabulário de cores, estações do ano,partes do corpo,números até 10, a apresentar-se e algumas canções… (verbos)

·         metodologia: recurso ao método direto ( método que foi adotado em Portugal em 1907 ( na altura com recurso a mapas parietais bem mais bonitos do que as imagens utilizadas presentemente mesmo no software dos quadros interativos multimédia)

·         origem dos professores: com formação dos centros de línguas, de outros ciclos, professores com bom e mau nível de língua…

Efeitos: desmotivação nos outros ciclos, acentuação das diferenças entre os que aprendem em bons centros e os das AEC, diferenças de nível de língua no 2ª ciclo com repetições, «overdoses» de Inglês: Na minha perspectiva, esta opção pode  levar aos maus resultados, optando os alunos de meios mais favorecidos por escolha de outras línguas, no secundário, e repetições dos alunos mais fracos-nível de saturação.

E, no entanto…

Todos os meninos que vêm televisão em Portugal são plurilingues
As línguas (diversificadas) têm um papel na educação e servem para a educação
As línguas servem:

·         Para pensar (desenvolvimento cognitivo, flexibilidade, plasticidade neurológica, estratégias de intercompreensão, apropriação da língua materna…desenvolvimento físico - fala-se com o corpo, os gestos antecedem a verbalização e são diferentes nas diferentes línguas)

·         Para saber (como são as línguas ,para comparar, para conhecer outras culturas…)

·         Para comunicar  saberes ,sentimentos, emoções (para contar, para descrever, para sintetizar, para contextualizar, para comparar… (saberes transponíveis a Matemática, a Geografia, a História … para  interagir com os outros, com meninos com outras línguas culturas, com as mesmas línguas…)

·         Para gostar e sentir (para respeitar os outros, para  se abrir aos outros – atitudes, valores- exprimir os próprios sentimentos, para compreender os dos outros, para saber ouvir, para valorizar os outros.

Se não é para adquirir uma competência plurilingue e pluricultural, então, na minha perspectiva,  o ensino do Inglês só tem desvantagens. (Eu sou capaz de ensinar muito mais do que as cores, o vestuário ou as datas…, numa hora, sem que os alunos as esqueçam). Como é possível andar, 2 ou 4 anos para isso!

6.  Cenários que enquadrem o Ensino do Inglês ou das Línguas


Sendo uma inevitabilidade no 1º Ciclo, então…

Necessidade absoluta de uma investigação de casos (qualquer inquérito a nível regional ou nacional só reforça a opinião de que o Inglês é muito importante:.. daí tempo e dinheiro perdido) com recurso a acção e observação, recurso a grupos de foco)…

Cenário 1 (as turmas estão separadas)

1ºe 2º Ano – Sensibilização à diversidade linguística e cultural recorrendo a materiais multimédia, televisão como na telescola e Universidade Aberta- 15 minutos por dia.

Formação de professores em b-learning

3º e 4º ano- Inglês-   recorrendo a materiais multimédia, televisão como na telescola e Universidade Aberta- 15 minutos por dia mais 2 aulas para exploração dos materiais a que os alunos foram expostos.

Formação de professores em b-learning

Os alunos deverão  estar em A1 no final do 4º ano, começando A2 no 5º.  Começam em B1 no 7ª  .No final do 8º ou 9º deverão estar em B1  ou mesmo  B 2 e FIM do Inglês.

Entretanto no 7 ou 8 deve ser iniciada nova língua estrangeira.  


Cenário 2 _ todos os anos estão na mesma turma

1º período- Sensibilização à diversidade- 15 minutos todos os dias- para todos os alunos

2º e 3º - Inglês- Sensibilização ao Inglês- 15 minutos todos os dias-para todos os alunos

3º e 4º ano- 2 aulas de Inglês com Professora  que fale Inglês para exploração dos materiais apresentados.

Nos anos seguintes deverá haver novos materiais

Programa nacional, televisão, multimédia.
Formação de professores em blearning. PNLE
Metodologia- abordagem plurilingue, acional e multimodal, em articulação com Português- QECR.

Recurso a pais estrangeiros, alunos de anos mais avançados…


Todos os cenários  com Inglês  implicam criação de situações de   desigualdade do mesmo modo que há desigualdades entre público e privado, escolas com 4 anos ou só 2 ou 1…

Recurso a televisão pode atenuar diferenças, mas veja-se que, no caso da telescola, os alunos que chegavam ao 3º ciclo … 

Cenário 3…


Algumas respostas para estes cenários podem ser encontradas em

Bruxelles, le 7.7.2011
SEC (2011) 928 final

DOCUMENT DE TRAVAIL DES SERVICES DE LA COMMISSION
Cadre stratégique européen pour l’éducation et la formation (Éducation et formation 2020)
GUIDE STRATÉGIQUE POUR UN APPRENTISSAGE EFFICACE ET DURABLE
DES LANGUES AU NIVEAU PRÉSCOLAIRE







Colóquio «Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos»

Vai ter lugar na universidade de Aveiro Colóquio subordinado a este título. Organizado pela REDE PICNAB- Projeto internacional de investig...