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sábado, 6 de janeiro de 2018

Maria Emília Ricardo Marques: In memoriam e reflexões sobre a «memória» em Didática das Línguas-Culturas

Maria Emília Ricardo Marques: In memoriam


Terminei hoje artigo,em coautoria com Teresa Salvado Sousa, para publicação no número 5 da Revista Synergies Portugal, como forma de homenagem de ex-alunas e colegas à Professora. Maria Emília Ricardo Marques foi copresidente de Synergies Portugal e é da mais elementar justiça que as instituições que a ela estiveram ligadas e as pessoas que com ela aprenderam relembrem o seu legado para que as gerações mais novas o conheçam e não precisem de iniciar percursos sociológicos, literários, didáticos, de reflexão sobre efeitos das tecnologias a partir do «nada». Há um pensamento construído também em Ciências Sociais!

Desse artigo, sublinho o seguinte:

" Maria Emília concluait un article publié dans le numéro 1 de la revue Intercompreensão Revista de Didáctica das Línguas, sur le passé de l’enseignement des langues, avec le regret suivant « Il y avait autant de chemins ouverts.. et on a tant oublié ! (1990 :111) Or, on ne saurait oublier un parcours de scientifique et professeur comme celui de Maria Emília, exemple d’«un tiers instruit» (pour emprunter le titre de l’ouvrage de Michel Serres1995), métis de culture humaniste, artistique, scientifique et technologique!" 



Não vou, evidentemente, justificar a homenagem de Synergies Portugal a Maria Emília Ricardo Marques, nem referir o seu currículo ou as áreas em que foi pioneira. São tópicos desenvolvidos no artigo que será publicado em breve, mas gostaria  de remeter o leitor para um vídeo sobre Didática das Línguas.

Com todos os meios tecnológicos de que dispomos hoje, seria suposto que na Internet se encontrassem vídeos de qualidade didática, quer de apoio às aulas quer à formação de professores. Ora, paradoxalmente, quase não existe esta produção e os  materiais  produzidos nos anos 90 do século passado e na primeira década deste século não  foram atualizados. (Lamento, por exemplo, que vídeos de que sou coautora da Universidade Aberta (a convite de Maria Emília Ricardo Marques), sobre comunicação pedagógica e mediática, que acompanhavam os materiais produzidos para a disciplina «Os média e a aprendizagem» não tivessem sido objeto de atualização).


Na investigação para o artigo encontrámos um vídeo   de uma grande atualidade pedagógica (apesar das deficientes qualidades técnicas ou da desatualização do guarda-roupa, se atendermos às possibilidades de hoje), coordenado pela Professora Maria Emília Ricardo Marques que seria bom ser visto, até porque uma das autoras (Professora Helena Peralta) é coautora de documento de referência sobre a flexibilidade curricular seguinte:


CURRÍCULO DO ENSINO BÁSICO E DO ENSINO SECUNDÁRIOPARA A CONSTRUÇÃO DEAPRENDIZAGENS ESSENCIAISBASEADAS NO PERFIL DOS ALUNOS

Concluo esta mensagem com o convite para ver o vídeo  sobre o qual escrevi, com Teresa Salvado Sousa, o seguinte:

Une vidéo de la discipline Didáctica das Línguas Estrangeiras que nous avons redécouverte lors de la rédaction de cette conclusion est un exemple de la «définition» de Maria Emília proposée ci-dessus. Dans cette vidéo que Maria Emília a coordonné en tant que responsable de cette discipline, diffusée en 1990, par Universidade Aberta, la conception «plurilingue» de la didactique des langues est présente. La didactique des langues est commune aux différentes langues et la langue est indissociable de la culture. Par ailleurs, les documents authentiques, notamment de la vidéo, de la chanson, de la publicité sont proposés et insérés dans une perspective didactique. Une perspective communicative de la grammaire avec des exercices de conceptualisation est adoptée et justifiée. Le travail de projet visant l’autonomie est également explicité à partir d’échantillons de la communication en classe (Ricardo Marques et al.1990). Cette vidéo mériterait d’être refaite aujourd’hui avec d’autres moyens technologiques et communicatifs, le contenu didactique étant d’une actualité incroyable. C’est probablement l’une des lignes d’avenir que Maria Emília et les collègues qui l’ont accompagnée dans ce projet ont laissées. Les voies de l’avenir sont lancées… "
https://vimeo.com/user34119652/review/168768961/8998d50e4a



Ainda um comentário: hoje há muitas atividades propostas, até em manuais em formato digital, para exploração de canções, publicidades, BD, filmes, blogues... mas, muitas vezes, os autores «poupam» na conceptualização, na justificação para essas atividades. E, assim, estas aparecem como umas «pequenas brincadeiras para motivar alunos», sem uma visão integrada no desenvolvimento linguístico-cultural e comunicativo do aluno.  Até em congressos de associações de professores são propostas comunicações sobre diferentes suportes ou «documentos autênticos»... sem que os autores as justifiquem (nem sequer na  perspetiva comunicativa quanto mais na perspetiva acional)!

Com Maria Emília Ricardo Marques, no número 1 de Intercompreensão,  lamento:
«Havia tantos caminhos abertos... e tanto foi esquecido»!

Também a Revista Intercompreensão Revista de Didáctica das Línguas (Maria Emília Ricardo Marques pertencia à Comissão Científica)  foi esquecida. Ficou no número 16!
E, no entanto», o tema do número 15  (Abordagens plurais e multimodais) era bem atual...
Wook.pt - Intercompreensão - Revista de Didáctica das Línguas
https://www.wook.pt/livro/intercompreensao-revista-de-didactica-das-linguas/9857607

Ou... a leitura  do último número Literacias académicas multimodais parece justificar-se  quando se constata a dificuldade de escrita e apresentação oral de trabalhos académicos!
Intercompreensão n.º 16  Literacias académicas multimodais
http://edicoescosmos.pt/index.php?route=product/product&product_id=163~

Mas permitam que faça uma pergunta provocadora? Onde  está o nome de  Maria Emília Ricardo Marques (e de outros autores portugueses de referência) em programas de formação de professores ou de UC (disponíveis na Internet)? O de Galisson, de Porcher...? Perguntem a professores se conhecem estes nomes? Ou até...  se alguma vez ouviram falar do PNEP (2006-2009)?

Não é uma queixa pessoal, dado que, felizmente, ainda falo e escrevo... E é porque sempre falei que utilizo o blogue (e o Facebook  também) como meio para chegar a ex-alunos e colegas de todo o mundo. Vantagens das tecnologias na educação, campo em Maria Emília Ricardo Marques foi pioneira!



 


segunda-feira, 18 de abril de 2016

Innovations didactiques et innovations technologiques en Didactique des Langues-Cultures

Vai decorrer, na Universidade do Algarve, a 7 e 8 de julho um Colóquio sobre 
Inovações Pedagógicas no ensino das línguas estrangeiras: perspetiva histórica (séculos XVI-XXI

Como de costume, vou preparar aqui a minha comunicação.


La Didactique des Langues-Cultures : une discipline de plus en plus nécessaire

Résumé:



Le titre de cette communication reprend, en le modifiant légèrement, le sous-titre d’un article publié dans la revue Études de Linguistique Appliquée nº 127 (2002) : « la Didactique des Langues au Portugal : unediscipline jeune et nécessaire ».  

Dans un premier volet,  je chercherai à montrer comment l’emploi des différentes désignations de la discipline devrait   traduire  des   innovations (avec des changements)  dans la conception de l’enseignement d’une langue,  des langues et encore des langues cultures, dans  le cadre du système éducatif portugais.  Depuis la désignation  Didactique des langues vivantes, titre  de l’un ou même du remier séminaire destiné aux formateurs de français et de portugais, organisé par le Ministère de l’Éducation, en collaboration avec l’Ambassade de France, en 1977, à Espinho,  jusqu’ à la constitution des départements de didactique  et la création de programmes de master,  doctorat et  agregação dans le cadre de l’enseignement supérieur, dans les années 80 du XXème siècle,  jusqu’à l’émergence de la  désignation, peu consensuelle  encore,  de Didactique du Plurilinguisme, utilisée de nos jours.  L’émergence  de ces désignations au Portugal est bien sûre influencée par l’évolution même de la discipline en France et elle présente des aspects en commun avec les évolutions qui se sont produites dans d’autres pays. 

Dans un deuxième volet, j’essaierai de dégager quelques marques  de changement , entre les années 70 du siècle dernier et  le moment actuel , visibles à travers l’analyse d’un corpus composé de programmes officiels, d’épreuves d’ examens,   de manuels, de planifications d’écoles (disponibles sur Internet) . 

Dans un troisième volet, j'essaierai de montrer des convergences ou divergences entre innovations technologiques et innovations didactiques, appuyée sur un corpus de thèses de master et doctorat qui ont analysé des marques de changements  provoqués par des innovations technologiques en classe de langue.


Enfin,  après le diagnostic,  j’essaierai de montrer  comment la situation actuelle de la classe de langue-culture a besoin d’innover  pour provoquer des changements effectifs dans la classe et s’adapter aux nouveaux publics,  espaces  et temps.




 Remarques préalables :
1.      Le terme innovation implique au départ une valorisation du « nouveau » en relation à l’« ancien » ;
2.      Les innovations institutionnelles, technologiques, didactiques… n’impliquent nécessairement pas de changements dans les pratiques. Dans notre cas particulier, les innovations ne produisent pas toujours les effets escomptés, en termes d’apprentissage des langues;
3.      Les innovations technologiques ne sont pas toujours convergentes avec les innovations didactiques ;
4.      Les innovations institutionnelles ne sont toujours pas convergentes avec les innovations didactiques.
(Cf.
Ferrão Tavares, 1996 Diversité oui, innovation peut-être, mais…». 8ème Congrès APPF, 1996. Referências.Ressources. Lisboa : APPF.p. 26-33.
Ferrão Tavares, 2012 . La classe de langue et le WEB 2.0 . Supplément APPF. 


Cf Ch. Puren
« Ne pas confondre "innovation" et "changement" » - une nouvelle contribution de Christian Puren à la page de son blog consacrée à la classe inversée

domingo, 1 de setembro de 2013

Como mudar as aulas com as tecnologias? Provocação...

O tempo e o espaço mudaram. Os professores mudaram. As criancinhas também...

Então a a escola tem de se abrir.


  • tem de abrir a sala e visitar (virtualmente) museus, levar os alunos ao cinema, ao teatro, à ópera, a  Paris, ao Quebeque... (função democrática da escola que se serve das tecnologias para abrir horizontes a todos os alunos)...;
  • tem de dar a possibilidade dos alunos de realizar ações (abordagem acional presente em todos os programas na sequência do QECR do Conselho da Europa) com justificação social, levando os alunos a interagir em fóruns, chat, redes sociais, utilizando as ferramentas da WEB 2.0.


Mas, para esses usos sociais tem necessidade de realizar ações de aprendizagem estruturadas (e esta é uma falha de muitas práticas), para que os alunos adquiram «estruturas sólidas».

E tempo...

E com tantos alunos...

E estes mudaram e «o difícil é sentá-los»...

Algumas sugestões polémicas que ando, há alguns anos, a procurar justificar.

Quero ver as reações, aqui ou no Facebook. Caros colegas, vou ser muito polémica. Vou lançar, rapidamente, uma provocação

Na aula- Sair à procura de outros espaços- fase de apresentação de temática (para ir ao encontro da primeira tendência dos professores) ou do tipo de texto (argumentativa- críticas de filmes... biografias de escritores )... Fase de exposição, de descoberta.

Todos os alunos pesquisam e descobrem, na aula, coletivamente ou com guias (aventuras na WEB, webquet, questionários, scénarios...).Fase de compreensão

Na aula são descobertas as regras discursivas e linguísticas e conteúdos culturais. Fase de conceptualização.

Na aula, os alunos corrigem rapidamente através dos power point as fichas, enunciados de exames, exercícios feitos em casa. Fase de avaliação. 

Em casa- Exercícios de rotina que não exijam nem tecnologias nem explicador por perto. Fase de treino, exploração, leitura de textos.

Na aula, ainda, o reemprego, a comunicação e a ação a partir entre outras situações, a partir do texto literário, por exemplo, com a ajuda de manuais com  o suporte escrito: textos literários (coletânea reinventada). E a partilha com produção nos fóruns, em redes sociais...

E o manual escolar... seria, do meu ponto de vista... a coletânea de textos e a gramática com exercícios e sistematizações.

E aqui está a sequência pedagógica, na linha da tradição didática, com momentos reconstruídos, ou percurso cognitivo traçado. Este, do meu ponto de vista alicerçado em muitas leituras, tem faltado nas práticas dos professores. Não é apontado no QECR, não é apontado nos programas, não está nas planificações (muitas standard) que se encontram na Internet. E como não há formação de professores, muito menos em Didática das Línguas-Culturas... os cadernos dos alunos que folheei mostram práticas «descosidas».

Esta sequência


  • contraria práticas dos professores que  dizem «pesquisem em casa! Como?  ( para alguns alunos com menos tecnologias ou menos ou nenhuns apoios familiares e outros)
  • contraria manuais escolares, como os meus, cheios de documentos autênticos ou materiais sociais, sem textos literários (nos meus havia!).

Poderão consultar Implicações das TIC na aula de Língua

A escola que queremos ter... 2

Voltando ao jornal o Público e ao dossiê.
«Tudo se passa nos mesmos lugares, ao mesmo tempo e da mesma maneira: uma escola é uma colecção de salas de aula e o ensino é uma repetição de actividades pré-formatadas, iguais todos os anos» afirma João Barroso, da Universidade de Lisboa. publica Domingo. 1de setembro 2013.p 22.

Não gosto muito destas afirmações. Sei que, num jornal grande público, não há grande espaço para explicações, mas...

Pensando alto... a aula apresentada no post anterior não era a mesma, todos os dias. É verdade que  havia repetição. Algumas rotinas, como os «momentos da aula de língua», que eram declinados de maneira diferente, consoante as «competências» (os skills como se dizia ) fossem de compreensão ou de expressão oral ou escrita, os suportes fossem textos de jornais ou canções... havia exercícios estruturais «drills» porque é necessário praticar na aula, havia sistematizações (exercícios de conceptualização) ou de fixação. A memória é fundamental em línguas-culturas e não só...

E, como havia formação de professores de línguas estrangeiras, as metodologias audio-visuais e comunicativas eram bem conhecidas pelos professores.

E com os quadros interativos, que faz grande parte dos professores que os utiliza?
Os exercícios que estão no mercado ou disponibilizados pelos quadros. imagens (com qualidade inferior às do início do século XX, quando o método directo foi introduzido em lei em Portugal, 1903 ou 7) para exercícios estruturais.

«O QIM  é bom para projetar imagens, fotos...»
«Utilizo os  power point  dos manuais»
«Projeto fichas semelhantes às dos exames...»
«Utilizo o power point com a explicação da matéria...» os alunos levam para casa (fechados nas mochilas, nas pen, nos emails acrescento eu)
«Os alunos fazem power point com os temas dos programas»...

São alguns exemplos vistos, descritos...

E então... será que a escola tem de mudar, deve mudar? Será que são estas as implicações das tecnologias nas aulas?

Continua...

«A escola que queremos ter...»

O título deste post foi retirado do dossiê, de hoje, da  Revista   do Jornal Público.

O tempo e o espaço mudaram. Os agentes, professores e alunos, mudaram. Continuo a ler Le Français dans le Monde na praia, mas agora ... no tablet. Assino esta revista desde Janeiro de 1976. Ainda tenho números anteriores.  Mas, os tempos mudaram, o espaço na minha estante diminuiu e sou mais apressada, quero ler aqui e agora, logo que o aviso chegue ao meu mail... E aproveito e reajo de imediato a um artigo de Edvige Costanzo, uma das autoras de um dos artigos (para além de ter saltado para a ficha pedagógica disponível on line) enviando-lhe uma mensagem... e já agora ... estará no Facebook (e verifico no momento em que escrevo este post, no Iphone... Aparentemente há outra Edvige, mas não é a mesma... )?
Sendo assim,  não só mudaram o espaço, o tempo,os agentes como os meios ou materiais, os textos...

O objeto da aula de língua: a língua e a cultura sofreram também evoluções. E os conteúdos dos programas escolares são também diferentes, mas será que são assim tão diferentes?


Curiosamente, tenho de interromper este post porque,  no número 118 do  FDLM, de Janeiro de 1976, impresso a preto e branco, encontrei o documento seguinte (que colori com lápis de cor para ser «multimodal»). E assim , constato que, seguindo as indicações  de Jean- Marc Carré, projetei  com o epidiascópio aos meus alunos, na Escola  Comercial e Industrial da Figueira da Foz. Um texto«multimodal»!Um suporte multimodal!


Quanto à metodologia...  seguindo as minhas notas (tenho o péssimo hábito de escrever nos livros em vez de fazer planificações daquelas que agora as editoras dão a acompanhar os manuais que vendem ), primeiro projetei a imagem (como as dobras no documento autêntico o provam). Os alunos formularam hipóteses sobre o conteúdo. Verbalizaram pela primeira vez as noções de espaço, quantidade e qualidade e os  termos«excès», «gaspillage»,«consommation»,«énergie«, «consommation»... Tratou-se assim da fase de Apresentação (texte d'approche oral a partir dos comentários, perguntas, respostas dos alunos- pré-semantização, antecipação...  do texto.
Depois houve a leitura silenciosa com confirmação de hipóteses, perguntas de compreensão. Seguiu-se uma fase de exercícios estruturais  para noções de espaço, quantidade e qualidade. Cada aluno colocou-se no plano pessoal e declinou o texto na primeira pessoa (verbos) E depois sistematização ou fixação.

O reemprego surgiu  num texto argumentativo (antes já trabalhado) sobre energias.
Resumindo a metodologia (a quase 40 anos de distância) transpus os momentos da aula de língua para a abordagem comunicativa que estava a dar os primeiros passos.

Utilizei as tecnologias...

 

Continua...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

AORTA - Always On RealTime Access


Os nativos ganharam aos emigrantes!

E, enquanto emigrante, sinto-me completamente perdida  porque estou «na AORTA». Pois, acionei uma aplicação que faz «plim» e me coloca os mails no ecrã do iphone! De dia, de noite, quando estou a almoçar... estou sempre a receber mais! Que acontecerá em 2020? Só haverá «nativos»!

«By 2020, Prensky predicts people across the globe will be plugged into the "AORTA," -- Always On RealTime Access -- a term coined by Mark Anderson, the chief of the Strategic News Service -- specializing in technology news. A future in which people are constantly able to access information and news from anywhere on the planet.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Relatório internacional sobre literacia: comentários pessoais


Foi publicado o relatório EU HIGH LEVEL GROUP OF EXPERTS ON LITERACY , em  9 de setembro sobre a literacia, com base num estudo que decorreu de fevereiro de 2011 a junho de 2012. O perito português que  integrou o grupo foi o Engenheiro Roberto Carneiro. Os textos em Inglês (não vi ainda  versões do Relatórios em outras línguas!) são transcrições desse documento.

Alguns comentários:

«MULTIPLE LITERACY
Multiple literacy: the ability to use reading and writing skills in order to produce, understand, interpret and
critically evaluate multimodal texts»

A questão da aprendizagem da leitura de textos multimodais que tenho modestamente defendido! Ver brochura do PNEP Implicações das TIC no ensino da língua. A importância das TIC no desenvolvimento da literacia é enfatizada também no Relatório.  Procurei dar algum contributo  para o uso das TIC  com vista ao desenvolvimento das literacias multimodais, no PNEP. Hélas!

Quanto ao Currículo:
«A COHERENT LITERACY CURRICULUM

Too often, curricula have a limited view of literacy, namely as just the ability to decode and encode, read and write, or, if somewhat more advanced, to produce a varied set of texts of different genres appropriate to different situations.
Over and above these basic aims, however, the literacy curriculum should focus on developing a set of composite skills that will enable learners to decode and negotiate critically the cultural, social, political and ideological aspects of language use. It is therefore essential to cultivate critical literacy skills, being able to ‘read’ culture, identities and ideologies and different uses of language».


Há sempre o perigo de leituras redutoras!



Finalmente!

«Portugal is among the countries with the most spectacular improvement in PISA-results in the past decade».(Graças ao Plano Nacional de Leitura e ao PNEP, não? (O caminho das letras é mencionado como exemplo de e-livro)

As línguas estão nas outras disciplinas. Ver

LANGUES DANS L’EDUCATION, LANGUES POUR L’EDUCATION

Plateforme de ressources et de références
pour l’éducation plurilingue et interculturelle

O último  número da Revista  Intercompreensão (nº 16) - IPS de Santarém, Edições Cosmos  centra-se nas literacias académicas nas perspetivas multimodal e plurilingue (as línguas nas outras matérias).



«Mainstreaming reading literacy across the curriculum, addressing reading aspects in the subject curricula
throughout secondary education, whether in academic or vocational routes. Curricula need to integrate more reading and comprehension aspects in other subject areas besides the national language, such as mathematics, science and technology»

Precisa-se de formação de professores, mas os professores não podem sair das escolas, as escolas não têm formadores (muitos aposentaram-se), não têm dinheiro para pagar a formadores, os professores não têm dinheiro para pagar inscrições nos colóquios e «têm  de dar aulas»! E os colóquios não têm ninguém.  E?


«Teacher education
Excellent initial teacher education is essential. The better qualified teachers are, the better their learners’ results. But qualifications alone are not enough; teachers need a high level of professional competence. Prospective teachers should be taught detailed subject-specific knowledge about literacy (e.g. the processes involved in reading and writing), general pedagogical skills (e.g. controlling and motivating classes),
and a wide range of literacy-specific teaching strategies, including those for word identification and comprehension; they should also be taught appropriate assessment techniques and how to diagnose and address reading problems»

E por isso... no relatório fala-se da necessidade de formar  um perfil de professor  especialista em leitura e depois... todos os professores são professores de literacia....


«SPECIFIC RECOMMENDATIONS RELATING
TO ADOLESCENTS:
1. MAKE EVERY TEACHER A TEACHER OF LITERACY
• Adapt teaching approaches so that reading and writing are taught as essential skills across the secondary curriculum.
• Raise awareness among teachers about the importance of literacy skills for all courses, in order to stimulate all teachers to see reading and writing as part of their responsibility.
• Mainstream reading literacy across the curriculum, addressing reading aspects in the subject curricula throughout secondary education, whether academic or vocational».


E voltamos à questão da formação de professores: as línguas estão nas outras disciplinas, mas para que todos os professores  se deem conta de que, em todas as disciplinas,os alunos precisam de DEFINIR, COMPARAR, CONTAR,QUANTIFICAR,QUALIFICAR, SITUAR NO TEMPO, NO ESPAÇO, FORMULAR HIPÓTESES, EXPRIMIR  A NOÇÃO DE CONSEQUÊNCIA, CAUSA...   é necessária não só uma conceção nova (até é velha!) de aprendizagem da língua materna, mas também das outras línguas-culturas (A perspetiva plurilingue  da Plateforme do Conselho da Europa é uma via possível) mas também uma formação em línguas de outros professores. E onde está a formação de professores?



quarta-feira, 7 de março de 2012

PNEP- Brochura «As implicações das TIC no Ensino da Língua»

 
Acaba de ser publicada  pelo Ministério de Educação e Ciência esta brochura organizada no âmbito das atividades do PNEP. Foi começada em 2006, mas apesar de os anos terem passado, procurámos fazer algumas atualizações. Esperemos que seja útil. Trata-se de uma brochura sobre a WEB 2.0 e, por isso, tem continuidade neste blogue. Fico à espera das reações!  

Agradeço ao co-autor, Doutor Luís Barbeiro, pela  possibilidade de partilha de alguns saberes, de práticas, de emoções (mesmo a «fúria» pela demora na publicação),  aos colegas e alunos  «PNEPianos», assim como aos estudantes da ESE de Santarém, que me ajudaram a construir a «inteligência coletiva» que transportei para esta brochura. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ação de Formação- Arganil - Didática das Línguas-Culturas e Tecnologias

Caros Colegas

Obrigada pela vossa participação na Sessão de Formação. Aqui fica a avaliação que fizeram da sessão em formato WEB Semântica

Para um professor, é sempre estimulante contar com participantes activos, como foi o vosso caso, e... é sempre simpático ler postit como estes que deram origem à nuvem. Como viram na sessão, para o ensino do vocabulário,  antecipação da comprensão de texto,  produção de texto, correção de erros ortográficos, o Wordle constitui uma óptima ferramenta. Podem ver estas actividades em auladeportuguesetclasse de français, o nosso blogue prático. Bom trabalho e bom ano... e podem deixar comentários aqui...   
E, como veem, com os dispositivos comunicativos da WEB 2.0, a sessão não terminou e deslocalizou-se. A vossa «zona de desenvolvimento » pode ser desenvolvida graças às «potencialidades» da WEB 2.0 e 3.0. Utilizo esta expressão, mesmo se o autor, Vigostki, morreu muito antes da Internet, porque me parece ainda mais relevante num contexto tecnológico! A polícronia caracteriza a nossa vida pessoal e profissional, daí o facto de vos ter exposto a diversos materiais multimodais (o que contraria alguns princípios da planificação). E como vimos saímos da sala. Os posts desta semana, onde se inclui o da  vossa sessão presencial, foram vistos em
Portugal 71

Estados Unidos 29
Alemanha 5
Rússia 5
Brasil 4
França 3
Cabo Verde 2
Bulgária 1
Espanha 1
Reino Unido 1


E aqui temos os princípios de que falámos da deslocalização, da partilha, da construção da «inteligência coletiva» (Pierre Levy).  Saímos da sala!
Obrigada a todos os participantes «pronetários».
 Aguardo comentários e sugestões!


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Ipad, tecnologias e ...mudanças cognitivas

Ao vermos este vídeo



podemos perguntar-nos: como fará este bébé para processar a informação. E isto porque estudos de Mangen e Jean Luc Velay, por exemplo, demonstram que a perceção tátil (é assim que se escreve?) e os movimentos da mão têm implicações na cognição e na memorização. Então se a criança não folheia (gesto da continuidade) mas aponta, arrasta... que consequências haverá no seu desenvolvimento e aprendizagem?

terça-feira, 20 de setembro de 2011

À l’heure de la virturéalité - APEF, Faro 2011

Début de ma communication

La virturéalité peut être considérée l’une des caractéristiques de ce que l’on désigne maintenant comme  WEB 3.0. Si nous résumons brièvement l’histoire toute récente du Web, nous nous rendons compte que dans un premier temps, le web 1.0 c’était le temps de la recherche d’information ou d’évasion. L’utilisateur allait sur internet pour chercher,  pour se renseigner à partir de contenus construits par quelqu’un d’autre ou pour rêver à partir de contenus d’auteur. Le web 2.0 que l’on peut dater de l’année 2006, année ou la revue Time, symboliquement a attribué le titre de citoyen de l’année à You, c'est-à-dire le nouvel acteur du web 2.0, celui qui devient grâce aux dispositifs technologiques  capable de produire et de diffuser ses propres contenus. Le web 3.0 est en voie de construction. Il permet de structurer des contenus et il est désigné de web sémantique, donc il propose des interprétations ; les contenus peuvent ne pas être déposés sur un ordinateur personnel mais être versés dans une sorte de nuage(Cloud computing), donc tout à fait délocalisés ;   les plans synchrones et asynchrones se confondent dans ce que l’on désigne comme réalité augmentée que l’on peut dater en 2010. Une couche, telle qu’un palimpseste, vient se superposer à  notre vision du réel sur notre écran d’ordinateur ou notre tablette. Les exemples les plus réussis pour le moment  ce sont ceux désignés comme géolocalisation. La géolocalisation permet au visiteur de Paris, par exemple, de se repérer et de se concentrer sur un point en consultant l’information relative à un point où il s’est fixé. On est dans le trou du métro, mais la réalité, c'est-à-dire la station du métro, l’Opéra ou le Café de la Paix s’affichent sur votre ordinateur (donc une première couche, mais vous pouvez même avoir une deuxième couche, sur différents opéras qui se sont produis ou encore avec des informations sur le passé,  par exemple, sur la construction de l’Opéra, ou encore sur Haussman.  Les relations entre l’espace et le temps entre le réel et le virtuel sont ainsi complètement bouleversées. Et on vous suggère le parcours et on vous accompagne dans le parcours. Et bientôt nous aurons même une réalité d’interpellation puisque à la limite les objets qui sont sur une vitrine peuvent s’imposer à vous, puisque la publicité s’est lancée d’emblée sur ces innovations. L’information est ainsi désormais actualisée en temps réel, traitée et interprété de telle façon qu’elle peut conditionner nos choix et nous interpeller.

Mais  vous allez me dire «Nous sommes en classe, en quoi  ça nous concerne?».

Pour connaître la suite, il faut aller à Faro ou attendre les prochains articles.


APPF - La classe de langue et le WEB 2.0

Résumé de ma communication - Congrès de l'APPF
La classe de langue et le WEB 2.0


La classe de langue a lieu dans un lieu de plus en plus tournés vers des espaces différents. Ordinateurs, portables, iPhones, iPad… ouvrent la porte des écoles à des réseaux sociaux, à des espaces virtuels qui permettent même de visiter des espaces réels ou les langues sont parlées, comme avec Google Earth ou des espaces simulés comme Second Life… Les technologies ont provoqué des effets de délocalisation mais en même temps de proximité et d’accélération qui auraient dû bouleverser la conception scolaire de l’espace et du temps.

Mais est-ce qu’elles sont vraiment entrées en classe, notamment en classe de FLE ?

Et dans quelle méthodologie/approche s’inscrivent quelques activités proposées par certains dispositifs comme les tableaux interactifs multimédia ou par certaines méthodes ?

Comment utiliser Internet pour sortir de la classe de français, par exemple et naviguer dans des pays francophones ?

Est-ce que les technologies rendent - elles plus faciles les approches actionnelles ?

Voilà quelques questions que nous essaierons de discuter dans notre communication.

sábado, 29 de janeiro de 2011

«Tecnologia precisa-se» para a área da saúde ... e literacia

É um subtítulo do Expresso de hoje (peça intitulada «Controle remoto para tratar o corpo»).    A propósito da possibilidades futura (muito próxima) de instalar um mediador cardíaco wireless,  tatuagens de alerta para medir a tensão arterial, fita de cabeça  para detecção de apneia, adesivos check-up, aplicações de iPhone, Android , BlackBerry para medir níveis de açúcar...  é feito um apelo à população portuguesa  para a necessidade de desenvolver níveis de literacia da população, já que  estes dispositivos  vão permitir:_   «a substituição da informação massificada por personalizada e e da verticalização dos serviços pela horizontalização» , segundo Constantino Sakellarides, Director da Escola Nacional de Saúde Pública_  e formação de profissionais de saúde que dominem tecnologias biométricas a distância.

Ora é neste campo em  que me parece que, por exemplo, o Ensino Politécnico poderia intervir. Na proposta que fiz , há alguns anos de uma Escola nova de Tecnologias da Saúde, avancei com a sugestão de formar técnicos «mestiços» que dominassem a Física, por exemplo; (exigida para a criação e  manipulação de software que é rara, dado os Cursos de Física não terem «clientes»), as Tecnologias, a Saúde e as Humanidades - para comunicarem a distância (valências das diferentes escolas dos IPS).

Olhando para os planos de estudo de muitas Escolas, continuo a interrogar-me sobre os cursos que têm sido criados para responder a esta necessidade de intervenção na saúde pública.

A nova maneira de fazer Medicina passa certamente por estas vias. Não é só de técnicos que se precisa (sobretudo de técnicos de comunicação, design, multimédia,  marketing... muitos deles no desemprego). Precisamos de técnicos nesta área que saibam construir dispositivos e «ler» os relatórios dos dispositivos que teremos instalados no nosso corpo...e  comunicar com os doentes. E estes, enquanto cidadãos,  terão de dispor de alguma literacia para se desembaraçarem sozinhos em casa. Esta é outra questão!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Relatório do Gave 2 - Ensinar alunos "pronetários"

Não é fácil ensinar alunos pronetários a ler e a escrever. Esta designação provém de La Révolte du Pronétariat de Joel de Rosnay.

Os pronetários fazem uma gestão polícrona das actividades (multitasking), fazem «leituras» rápidas da informação, gostam de imagens, do jogo...

Muitos  alunos que responderam aos testes tiveram  dificuldade em relacionar, hierarquizar informação, comparar, sintetizar informação, construir uma definição  ou demonstração.  E não vai ser muito fácil aprenderem estas operações cognitivas e discursivas. A dificuldade deriva, possivelmente, da  gestão do tempo. Alunos polícronos saltam de brinquedo em brinquedo, de jogo em jogo, de ecrã em ecrã. Fazem zapping na televisão como fazem zapping na aula, nos processos de leitura e de escrita. Terão de aprender a linearizar quando vêem uma imagem ou um texto? Terão de se sentar... mas «o difícil é sentá-los» e terão efectivamente de se sentar. Aí os pais poderão dar uma ajuda - enquanto há tempo para isso.   Num artigo, sobre implicações das TIC na aula de língua,  eu e  Luís Filipe Barbeiro propomos  algumas propostas pedagógicas retiradas de uma brochura elaborada no âmbito do PNEP para que os alunos aprendam a ler também a partir do ecrã.

France 2025- Joël de Rosnay présente l'exposition

France 2025, exposition à la Cité des Sciences

France 2025 : interview de Joël de Rosnay
Enviado por cite-des-sciences. - Vídeos sobre as últimas descobertas da ciência e tecnologia.

domingo, 21 de novembro de 2010

A televisão não morreu!


Apesar das profecias em contrário, a televisão modificou-se, integrou outras tecnologias, adoptou outros dispositivos... mudou de formato... mas não morreu.Hoje é o Dia Mundial da Televisão. Segundo um estudo referido no jornal Público, de hoje, « o número de espectadores no Reino Unido atingiu o ponto mais alto dos últimos cinco anos(...) em 2009 o tempo médio que cada britânico dispensava ao visionamento de programas aumentou três por cento em comparação com os dados de 2004. Os ingleses vêem, em média, 45 minutos de televisão por dia».

Para este efeito, talvez contribua, na nossa opinião, a possibilidade de observação em diferido, a maior possibilidade de escolha de filmes e de outros programas, o envelhecimento da população e o reforço da televisão enquanto baby-sitter... e até o efeito tapete ( a televisão tem dimensões mais apetecíveis que os reduzidos formatos informáticos. Estou a escrever e mantenho a televisão ligada à espera do programa «Nativos Digitais», na RTP 2!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Media Sociais nas aulas

Sete dispositivos para mudar aulas com as tecnologias. Já estou no Ninehube, Moodle de acesso público. Agora vou explorar as potencialidades destas plataformas.

Eye tracking, usabilidade e investigação em Educação

Os meus alunos sabem que não oriento teses sobre representações. Talvez por ter acompanhado a evolução do Ensino das Línguas sou defensora de uma abordagem accional. Estou um bocadinho farta de ver teses, monografias, projectos, relatórios sobre o que «as crianças pensam do Francês, do Inglês...», «Representação de pais, empresários...», «Representações sobre TIC, Quadros Interactivos Multimédia, Televisão, Moodle, Redes sociais...».
Já é tempo dos nossos estudantes em Educação centrarem a investigação na questão: «Que fazemos nós (adultos, crianças, adolescentes...) com os Média, com ...». »Quais as marcas de aprendizagem... com o dispositivo comunicativo x..».

Estive na 6ª feira numa demonstração dos equipamentos de Eye Tracking integrada no ETVCE 2010 - 1st International Conference on Eye Tracking, Visual Cognition and Emotion, na Universidade Lusófona.

E... se já estava convencida pelas leituras feitas, ainda mais convencida fiquei pela acção desenvolvida. Assim, verifiquei a facilidade com que com este dispositivo se podem fazer investigações para responder às seguintes perguntas:
« Que lê num texto escrito um leitor adulto (no caso)...Quanto tempo demora a ler uma frase, texto, página, em formato escrito...a resolver uma pergunta de um teste de usabilidade sobre um sítio Web...Que vê quando olha para rostos (olhos, boca). Lê o primeiro ou o 4ª rosto? Ou o 3º?

E que fizeram os outros 45 indivíduos submetidos ao mesmo teste minutos antes? E que fazem na China, na Austrália outros 45 indivíduos de outras equipas?

E que fazem crianças boas leitoras e más leitoras?

Para estas questões surgem de imediato todos os dados registados.


Mas interessa responder ao porquê?
Por que não soube responder à pergunta «quem construiu o Coliseu de Roma?» cuja resposta se encontrava num texto de 4 linhas? Por que saltei essa linha? E não saltei linhas no texto anterior?

É, nessa altura, que revindo as respostas e o meu traçado do olhar verbalizo( se souber) as minhas justificações (thinking aloud). E o registo do meu traçado do olhar e das minhas verbalizações continua a ser feito. E são mais dados que são recolhidos? E por que não «li» o primeiro rosto e fui primeiro ao 4º. Porque fui atraída pela alegria do rosto que estava no canto direito da «página». E posso, assim, continuar a minha investigação sobre «comportamentos não verbais» que iniciei no meu doutoramento com outras bases.

E posso comparar as diferentes verbalizações de x sujeitos submetidos a n testes na minha Escola, país no Mundo. Fazer estudos com variáveis como a idade, o sexo, a cultura... a partir da «leitura» de textos, de sites (por que razão sites tão «apelativos,amigáveis, interactivos» não são lidos/vistos?),de blogues, de imagens, de homens, de mulheres, de crianças (detectar pela expressão do rosto quando uma criança «tropeça» numa palavra, ver que não a fixa e eventualmente que não a verbaliza ou não), da televisão, da publicidade, de situações (intriga-me por exemplo como é feita a recepção de apresentações em power point, por exemplo, num auditório, mas isso fica para outro dia.

Enquanto procuro maneira de adquirir/ alugar equipamento (caro!) PROCURO equipa para integrar!

Colóquio «Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos»

Vai ter lugar na universidade de Aveiro Colóquio subordinado a este título. Organizado pela REDE PICNAB- Projeto internacional de investig...