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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Congresso Língua e Cultura Portuguesas Memória, inovação e diversidade. Dias 18 e 19 de novembro. Universidade Lusófona

Vou coordenar uma mesa-redonda neste Congresso



Programas e Metas Curriculares de Português nos Ensinos Básico e Secundário
Apresentação e Coordenação da Associação de Professores de Português (APP)
Edviges Antunes Ferreira; Filomena Viegas; Luís Filipe Redes & Teresa Cunha 
Debate
Moderadora: Clara Ferrão (ESE de Santarém)

Para que a mesa-redonda não se limite a apresentação de comunicações, agradecia a participação de todos os colegas. Poderão colocar perguntas ou discutir pequenos tópicos ligados à temática. Vou encarregar-me de estruturar os vossos contributos  e procurarei continuar AQUI o debate. 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Metas curriculares de Inglês para o 1º Ciclo

Um exemplo que vou dar, em Faro.

Sobre Metas Curriculares de Inglês no 1º Ciclo

Já acabou o prazo para a consulta, mas, só agora, encontrei este documento!

Antes de avançar com algumas  afirmações polémicas, vejam os Quadros DELMAS . São lindos e datam do início do século XX! Eram o material de apoio do Método Direto.

As metas do Inglês para o primeiro ciclo também devem ser de 1907, data em que foi oficialmente adotado o Método Direto, entre nós! Não serão?

Baseado nas «lições das coisas»  de Marie Montessori, a abordagem lexical partia dos objetos da aula para temáticas como a casa,  as estações do ano, os transportes, Mas a abordagem partia das «coisas» contextualizadas, recorrendo a imagens de contextualização dos países onde se falavam as línguas em questão. Alguns de nós ainda vimos esses quadros (lindos!) nas nossas escolas. Embora se partisse dos nomes das coisas, pretendia-se uma abordagem holística. Eram um convite a sair da sala de aula, a viajar...

E agora a anedota...
Os pais de um menino português  de  2 anos, numa creche em Espanha, recebe uma ficha em que diz que o menino não atingiu «a meta» seguinte: «não pinta com esponja»!  

Chegámos a este ponto!

E agora vamos às metas de Inglês....

«No 3.º ano, a organização dos conteúdos lexicais baseia-se nas quatro estações do ano: outono,
inverno, primavera e verão; no 4.º ano, optou-se por uma sequência de dez temas,
coincidentes com os dez meses do ano escolar: Starting school, Keep our school clean, What we Página 4 wear, Christmas, Where we live, Having fun, Let’s visit the animals, Spring is here, The sun isshining e The holidays are coming».

Vejam lá se os títulos não coincidem com os dos quadros DELMAS!

Mas avancemos...

«3. Conhecer vocabulário simples do dia a dia
1. Reconhecer nomes próprios.
2. Reconhecer nomes de alguns países.
3. Identificar membros da família restrita (mother, brother).
4. Identificar números até 20.
5. Identificar os dias da semana.
6. Identificar os meses do ano.
7. Identificar nomes de alguns meios de transporte.
8. Identificar estados emocionais (I’m sad, I’m happy).
4. Conhecer vocabulário simples de forma contextualizada com base nas estações do ano
1. Identificar vocabulário relacionado com o outono
• Condições climatéricas (chilly, cloudy).
• Vestuário e calçado (jumper, shoes).Página 8
• Cores (grey/clouds, brown/leaves).
• Atividades (collecting leaves, eating chestnuts).
• Estados físicos (I’m tired, ..»

Temos conteúdos lexicais transformados em metas...

Que abordagem pode decorrer desta definição de metas? Uma abordagem behaviorista. Mas poderão dizer-me. «Nos métodos audio-visuais (anos 70-90)  a abordagem era behaviorista!» Sim mas a partir de diálogos-situações!

Depois dos MAV muita água correu, muita investigação foi feita em Didática das Línguas, em Neurociências, em Psicologia, em receção dos médias!

Piaget já não conheceu os meninos dos média que são meninos da narratividade (Egan, Roldão até já referiam nos anos 90 que os meninos começam a conhecer o mundo através da narratividade, a partir do abstrato, oposições entre maus e bons... nas histórias tradicionais!). E hoje, as ilustrações dos livros infantis são abstratas, são simbólicas (Só as dos manuais, as dos quadros interativos multimédia e de produtos pedagógicos multimédia comerciais são concretas!) Os meninos acedem ao abstrato antes do concreto... vejam-se os jogos que lhes oferecemos no Natal!

Dizem as autoras que partem do QECR. Os autores ficam horrorizados com algumas leituras que se estão a fazer do Quadro! Embora haja descritores, o QECR que era um documento que definia uma abordagem plurilingue, destinada à ação (ver outros comentários) foi reduzido a tabelas com os descritores relativos aos níveis!
Por favor leiam o Quadro todo!

Para os meninos, a abordagem deverá ser holística e as línguas estrangeiras são para conhecer o diferente, o exótico, para viajar, viagem real ou virtureal. Visitar um museu (http://www.moma.org/interactives/destination/destination.html)  um jardim, descobrir meninos de outros países, jovens cantores, pintores, músicos...Ora a Internet está em muitas escolas... Mas não só... eu não tive  Internet e viajei em francês antes de o poder fazer. Só quando tive de escrever 3 composições em português, em francês, em inglês sobre o dia em que nevou em Coimbra... ia desistindo das línguas! É isso que leio nos estudos sobre as línguas. Servem para sair da Escola!(Michel Serrres)

A abordagem implícita nas metas é uma abordagem de colagem à Escola, ao Português, ao Estudo do Meio. Os autores do Quadro têm estudos sobre as línguas nas outras matérias na Plateform,

LANGUAGES IN EDUCATION, LANGUAGES FOR EDUCATION

A platform of resources and references
for plurilingual and intercultural education

mas a abordagem parte das operações cognitivas comuns às diferentes matérias: contar, descrever, enumerar... não do léxico comum!

Para sabermos o nome dos objetos do quotidiano não precisamos das línguas estrangeiras. A ação faz-se na língua materna!

Há tantos estudos sobre o ensino das línguas nos primeiros anos! Mesmo em Portugal!   Já agora... há uma brochura publicada pelo Ministério da Educação que pode ajudar As Implicações das TIC
no Ensino da Língua   (A página da DGIDC com brochuras do PNEP já não está ativa, mas consegue-se aceder com o título)Tantos estudos de grupos internacionais, REDINTER, por exemplo!

Bachelard fala de «terrorismo dos números». Muitas metas (não só estas) são «behaviorismo terrorista»!
E já agora, para os leitores deste blogue: Atingiram todas as metas do 1º ciclo ou têm de voltar à escola?


sábado, 28 de abril de 2012

30 alunos por turma? «O difícil é sentá-los!»

Questões pedagógicas, didáticas, pragmáticas e até neurológicas... Como dizia o Professor Marçal Grilo «o difícil é sentá-los!», porque... muitos nunca se sentaram à mesa para comer, nunca se sentaram no sofá para conversar com os pais ou ler um livro! Também não foram educados a ouvir! Sentam-se, por vezes em frente ao computador e os pais até lhes levam o jantar! E agora Senhor Ministro? O aumento número de alunos por turma tem sido desaconselhado, porque é difícil um acompanhamento de cada aluno. Mas, no que diz respeito ao ensino específico das línguas tanto do Português, como das línguas estrangeiras,a situação é pior.Tem-se apontada a questão da dificuldade de desenvolvimento das competências de oralidade (compreensão do oral e sobretudo expressão oral. Refira-se que, uma aula «clássica» - e com este número é difícil não seguir este modelo - obedece, quase sempre, à «regra» dos 2/3: 2/3 das intervenções verbais são efetuadas pelo professor e 1/3 pelos alunos. Se se dividir este tempo pelos 30 alunos significa que há grande possibilidade de alguns alunos nunca terem uma intervenção ao longo do ano. Como podem atingir um patamar sequer do QECR referencial das metas portuguesas? Mas, mais grave, como têm mostrado especialistas em comunicação (Hall, Sommer, Adams, Biddle, Maslow, Cosnier,Estrela…) o espaço ou a falta deste são responsáveis por problemas de comunicação, gerando, nomeadamente, atos de indisciplina e atos de destruição de mobiliário. Sommer mostra,por exemplo, que os alunos que se situam nas últimas filas (única maneira de organizar o espaço com 30 alunos,) do lado direito ou esquerdo da sala, dificilmente serão vistas pelo professor, pelo que não terão oportunidade de tomar a palavra e facilmente criarão problemas de indisciplina. E depois há a questão da empatia ou dos comportamentos em sincronia. Segundo estudos sobre os «neurónios-espelho», os nossos comportamentos mobilizam não só a nossa atividade cerebral, mas provocam atividade em espelho nos destinatários. Assim, aperceber-se das emoções, dos gestos do professor ou do aluno que explica leva a aprendizagens por imitação, nomeadamente em disciplinas que têm como objeto a língua-cultura. Será isto possível numa sala com 30 alunos? E os resultados que se pretende que os alunos atinjam? Será que as metas vão ser definidas em termos de «présent de l'indicatif du verbe être»? Se for assim ,talvez se consiga, mas os nossos alunos ficarão muito mal numa avaliação que tenha em conta os indicadores do Quadro Europeu Comum de Referência: Sublinhe-se que as metas, como estavam definidas, eram uma boa declinação deste referencial europeu. Por favor autores das metas... analisem este e outros referenciais europeus!

Colóquio «Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos»

Vai ter lugar na universidade de Aveiro Colóquio subordinado a este título. Organizado pela REDE PICNAB- Projeto internacional de investig...