Dentro de 2 ou 3 anos, segundo Larry Johnson, CEO of the New Media Consortium. Alguns dados do Relatório desta instituição - que vai ser divulgado em Janeiro 2011- serão apresentados no EDUCA-BERLIN de 1 a 3 de Dezembro. Pode ler-se já uma entrevista a Larry Jonhson sobre este assunto e sobre efeitos da realidade aumentada na educação. Os meus alunos do ano passado lembram-se deste tópico de discussão?
E já agora...como se lê e por que razão os imigrantes digitais têm tanta dificuldade em tocar no ecrã...
Blogue de professora de didáctica das línguas, de análise do discurso dos média, de comunicação, de mediaculturas... com «aulas virtureais»... e alguns desabafos.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Muda tudo tão depressa! Até os dicionários.
Dentro em breve deixaremos de ter estantes em casa. Parece que as mudanças vão ser mesmo rápidas. A 3ª edição do Oxford English Dictionary pode não ser publicada em papel.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
A morte dos livros físicos? A morte da Escola?
Nos últimos dias, estamos a ser confrontados com declarações que questionam o nosso futuro. Nicholas Negroponte considera que o livro «físico» vai ser substituído dentro de cinco anos, mesmo que não morra ainda.
Bill Gates vai mais longe e dá o mesmo período de tempo para uma mudança que poderá pôr em causa, ou talvez não, a nossa identidade de educadores. Para Bill Gates a melhor educação virá da WEB.
Repetidamente ouvimos proclamar a morte dos livros. Muitos livros são destruídos porque não cabem nos armazéns, muitos livros não são lidos porque ficam escondidos nos escaparates. Mas ... outros livros surgem todos os dias. Todos os dias aparecem novos autores, nomeadamente os autores da televisão que nem sempre são jornalistas nem escritores... embora haja excepções. E há mais leitores, nomeadamente, para esses livros. E as crianças estão possivelmente a ler mais livros.
Antes de ler o primeiro livro no iPad, o que irei fazer brevemente, gostaria de falar sobre a questão do tempo na leitura. E do prazer de ler apesar de, por vezes, um prazer ser «ter um livro para ler e não fazer». Porque a leitura pode ser «maçada», implica tempo para relacionar, para voltar atrás, para descobrir. Mas... é nesta descoberta que está o prazer, no folhear, no marcar, no reler, no passar páginas... Portanto ler implicar «entrar» no texto. É evidente que há livros e autores que estão na moda e que não exigem tempo. Em qualquer manhã, em qualquer praia, mesmo com vento, consegue ler-se um livro. Também os leio. Mas o prazer é efémero. Fica enrolado nas ondas.
Onde farei a minha primeira leitura no iPad? Em qualquer lado, como diz a publicidade. Quando? Em qualquer momento. Diz a mesma publicidade.
Como? Em quanto tempo? Como vou substituir o prazer de dobrar a página superior direita quando encontro alguma ideia, alguma frase que quero voltar a reler, a saborear- não não a quero encontrar numa listagem, nem quero ter um livro de significados em formato electrónico... quero guerrear-me com o sentido do termo desconhecido ... e o gosto do folhear como será gerado pelo multitouch? Como não quero que a minha primeira experiência de leitura no iPad (ou no Kindle) seja contaminada por preconceitos... vou deixar a resposta para mais tarde.
E a morte da Escola, dos professores, a autonomia do aprendente que deixa de precisar de mestre... quantas vezes a temos ouvido? Mas continuamos a ter mestres, até mestres das tecnologias, sentados em cenários escolares, rodeados dos objectos simbólicos das escolas e que curiosamente... adoptam, muitas vezes, formatos expositivos escolares. Mais uma vez ... o tempo da reflexão é necessário. E a Escola é quase a única instituição que dá tempo aos alunos para aprenderem o que os professores ou a WEB ensinam. E que também lhes dá as ferramentas cognitivas para não se perderem, para «sairem do ninho» (como diz Michel Serres), para viajarem. Educadores precisam-se na Escola e na WEB.
Bill Gates vai mais longe e dá o mesmo período de tempo para uma mudança que poderá pôr em causa, ou talvez não, a nossa identidade de educadores. Para Bill Gates a melhor educação virá da WEB.
Repetidamente ouvimos proclamar a morte dos livros. Muitos livros são destruídos porque não cabem nos armazéns, muitos livros não são lidos porque ficam escondidos nos escaparates. Mas ... outros livros surgem todos os dias. Todos os dias aparecem novos autores, nomeadamente os autores da televisão que nem sempre são jornalistas nem escritores... embora haja excepções. E há mais leitores, nomeadamente, para esses livros. E as crianças estão possivelmente a ler mais livros.
Antes de ler o primeiro livro no iPad, o que irei fazer brevemente, gostaria de falar sobre a questão do tempo na leitura. E do prazer de ler apesar de, por vezes, um prazer ser «ter um livro para ler e não fazer». Porque a leitura pode ser «maçada», implica tempo para relacionar, para voltar atrás, para descobrir. Mas... é nesta descoberta que está o prazer, no folhear, no marcar, no reler, no passar páginas... Portanto ler implicar «entrar» no texto. É evidente que há livros e autores que estão na moda e que não exigem tempo. Em qualquer manhã, em qualquer praia, mesmo com vento, consegue ler-se um livro. Também os leio. Mas o prazer é efémero. Fica enrolado nas ondas.
Onde farei a minha primeira leitura no iPad? Em qualquer lado, como diz a publicidade. Quando? Em qualquer momento. Diz a mesma publicidade.
Como? Em quanto tempo? Como vou substituir o prazer de dobrar a página superior direita quando encontro alguma ideia, alguma frase que quero voltar a reler, a saborear- não não a quero encontrar numa listagem, nem quero ter um livro de significados em formato electrónico... quero guerrear-me com o sentido do termo desconhecido ... e o gosto do folhear como será gerado pelo multitouch? Como não quero que a minha primeira experiência de leitura no iPad (ou no Kindle) seja contaminada por preconceitos... vou deixar a resposta para mais tarde.
E a morte da Escola, dos professores, a autonomia do aprendente que deixa de precisar de mestre... quantas vezes a temos ouvido? Mas continuamos a ter mestres, até mestres das tecnologias, sentados em cenários escolares, rodeados dos objectos simbólicos das escolas e que curiosamente... adoptam, muitas vezes, formatos expositivos escolares. Mais uma vez ... o tempo da reflexão é necessário. E a Escola é quase a única instituição que dá tempo aos alunos para aprenderem o que os professores ou a WEB ensinam. E que também lhes dá as ferramentas cognitivas para não se perderem, para «sairem do ninho» (como diz Michel Serres), para viajarem. Educadores precisam-se na Escola e na WEB.
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