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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Bibliographie sur le non verbal et la multimodalité

Préparation de conférence






        Regev, M., Honey, U., Hasson, U. (2013). Modality-selective and modality-invariant neural responses to spoken and written narratives. Journal of Neuroscience. Journal of Neuroscience 33(40):15978 –15988. Consultado em 12/5/2017
·         Schmälzle R., Häcker FE, Honey CJ, Hasson, U. (2015). Engaged listeners: shared neural processing of powerful political speeches. Social Cognition Affect Neuroscience. Consultado em 12/5/2017
file:///C:/Users/Admin/Downloads/Schmalzle_et_al_SCAN_2015_0.pdf


Hasson, U.  (2017) This is your brain on communication

http://ideas.ted.com/this-is-your-brain-on-communication/
Caroline Vincent (2012). Interactions p´edagogiques ”fortement multimodales” en ligne : le cas de tuteurs en formation.
Magali Barrière-Boizumault (2013) Les communications non verbales des enseignants d’Education Physique et Sportive : Formes et fonctions des CNV, croyances et r´ealisation effective des enseignants, ressenti des effets par les ´el`eves
Yoren Gaffary (2015). Communication kinesthésique des émotions dans un contexte d’interaction homme-machine. Interface homme-machine
https://tel.archives-ouvertes.fr/tel-01191502/document

Dortier, J-F coord. (2011) Le cerveau et la pensée.  Sciences Humaines Éditions,(1re éd. 1998)

https://www.decitre.fr/media/pdf/feuilletage/9/7/8/2/9/1/2/6/9782912601049.pdf


Sciences Humaines nº 293, juin 2017. L'empathie, jusqu'où se mettre à la place de l'autre ?

https://www.scienceshumaines.com/l-empathie-jusqu-ou-se-mettre-a-la-place-de-l-autre_fr_644.htm

Conferências TED
https://www.ted.com/talks/uri_hasson_this_is_your_brain_on_communication

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Le non verbal. Thèse récente de Barrière-Boizumault,M.

La communication non verbale et la communication multimodale  constituent mes thèmes de prédilection en ce qui concerna la recherche et la formation (1). Ayant soutenu deux thèses,  dans les années 80,  sur la dynamique interactionnelle en classe  et le rôle du non verbal dans cette dynamique, j'ai toujours été surprise du manque d'intérêt des chercheurs en Didactique des Langues.-Cultures et en formation des enseignants sur cette problèmatique.
  
Je viens de lire une thèse sur le sujet qui actualise  les références concernant cette thématique, soutenue en 2013, de Magali Barrière-Boizumault. 

  Magali Barrière-Boizumault. Les communications non verbales des enseignants d’Education Physique et Sportive : Formes et fonctions des CNV, croyances et r´ealisation effective des enseignants, ressenti des effets par les élèves. Education. Université Claude Bernard - Lyon I, 2013. French. .



L'auteure  revient  sur le concept d'«immnediacy» pour essayer de dégager des «composantes» de cette proximité liée à l'affectivité  (qui explique, de mon point de vue, «vouloir parler en classe de langue». 
Quelques extraits:

«  Le concept d’ « immediacy » a été mis en place par Merhabian (1971) puis repris par Andersen (1979) dans le milieu scolaire. Merhabian suggère que « l’affection crée les comportements de proximité8 ». Les théoriciens de la communication ont transformé l’équation pour ne pas l’aborder sous l’angle psychologique, mais dans le cadre des théories de la communication. Cette idée initiale est devenue « la proximité favorise les liens ».pag 76


« Il s’agit des comportements qui augmentent l'intimité/ la proximité et les interactions non verbales avec autrui12 (Mehrabian, 1969, p. 203). Dans le milieu scolaire, ce concept peut être défini comme les manifestations non verbales qui produisent un effet sur l'efficacité de l'enseignement (Andersen, 1979) et les comportements non verbaux des enseignants qui agissent efficacement sur les résultats scolaires en classe (Andersen, 1979 ; Andersen & Andersen, 1982). La proximité non verbale est définie comme l’usage implicite de signaux comportementaux de proximité relationnelle» p.76

Je vous invite à lire cette thèse.

(1) Quelques articles de Ferrão Tavares:

D’hier à aujourd’hui (et demain ?) : un parcours de recherche en didactologie des langues-cultures sur la communication

Praticien cherche discipline pour devenir chercheurLa didactique des langues au Portugal : une discipline jeune et nécessaire



Quelle place pour la télévision dans la classe de langue ?



La formation actionnelle (et) multimodale  des enseignants de langues-cultures

https://www.linkedin.com/in/clara-ferr%C3%A3o-tavares-426ab025file:///C:/Users/Admin/Downloads/Ebufe1%20(11).pdf

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

AORTA - Always On RealTime Access


Os nativos ganharam aos emigrantes!

E, enquanto emigrante, sinto-me completamente perdida  porque estou «na AORTA». Pois, acionei uma aplicação que faz «plim» e me coloca os mails no ecrã do iphone! De dia, de noite, quando estou a almoçar... estou sempre a receber mais! Que acontecerá em 2020? Só haverá «nativos»!

«By 2020, Prensky predicts people across the globe will be plugged into the "AORTA," -- Always On RealTime Access -- a term coined by Mark Anderson, the chief of the Strategic News Service -- specializing in technology news. A future in which people are constantly able to access information and news from anywhere on the planet.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Redes sociais, big data, microtargeting e...

...eleições americanas e escola e  sociedade e cultura e  indivíduo...

Devo dizer que fiquei encantada com a WEB 2.0. O poder do cidadão participativo, a inteligência coletiva, we think... Criei plataformas de blearning, criei blogues, estou nas redes sociais!
O ano passado achei imensa piada  ao meu perfil nas redes : o meu museu, graças à aplicação da Intel.



Mas... começo a não gostar nada. Fiquei incomodada ao ver a idade dos meus amigos, ao ver  as horas precisas em que escrevi no Facebook ou via blogues (nos intervalos devem estar  possivelmente as minhas idas à casa de banho!), os sítios onde estiva, as palavras chave,  a quantidade de comentários que cada um me fez, as horas e minutos precisos e o local, se foi no computador ou no iphone ou no meu android  antigo... A aplicação wolframalpha é espetacular! Para investigação é ótima. Já nem são precisos diários...basta recolher  estas estatísticas... Mas...

Estas aplicações relevam de Big Data «big data is a collection of data sets so large and complex that it becomes difficult to process using on-hand database management tools. The challenges include capture, curation, storage, search, sharing, analysis, and visualization».  

A WEB 3.0 ou Web semântica como se dizia (não sei de se se diz assim, corrijam se disser coisas erradas) permite a agregação  e o tratamento de informação. Neste momento, o cidadão participativo está convencido de que participa... mas será que participa?  Ou pouco! Quem estará a receber convocatórias para manifestações, por exemplo? Não digo que, neste caso, não seja, ainda,  o cidadão participativo, mas...

Porque agora  é a partir dos Big Data que se constrói a publicidade e a propaganda política... Vejamos um exemplo. Obama foi um dos grandes utilizadores das primeiras redes sociais em campanhas. Agora, está a recorrer ao microtargeting «ao recurso a modelos científicos para prever o comportamento individual de cada eleitor»  como se lia ontem no Público, no artigo «As campanhas tornaram-se concursos para modificar comportamentos». Em função dos Big data que estamos a fornecer à «Nuvem» com as nossos textos científicos, as nossas participações em redes de amigos... hoje sabe-se quem gosta de o quê... E depois é dirigir as mensagens em função dos grupos de interesse... e como «Maria vai com as outras...»... E isso leva a que Ken Strasma, consultor da campanha de Obama em 2008, diga que «Nós sabemos em quem as pessoas vão votar antes delas próprias» (Público, 21 de Outubro).   Eu quero que ganhe Obama, mas não gosto destas estratégias. Mesmo que se diga que não se trata de persuasão e de manipulação mas de mobilização. É evidente que nós mobilizamo-nos para causas boas. Mas que irá acontecer com esta «revolução científica»?   A História tem-nos mostrado como a Ciência pode ser utilizada da pior maneira!   E qual a nossa função e o nosso poder em educação?

sábado, 31 de março de 2012

TIC, power point e... papel... neurociências 2

«Art Gallery»  foi a designação que Bernd Rüschoff da Universidade de Duisburg-Essen, e co-autor de relatório  sobre tecnologias,  deu a uma  prática pedagógica que apresentou recentemente no Colóquio da Federação Portuguesa de Associações de Línguas Vivas.  Se não me engano,  foi essa uma prática que os meus alunos conheceram durante anos. O resumo de monografias  ou  a elaboração de um projeto de investigação eram preparados em folhas de papel e postit. Assim,  os estudantes de cada grupo  colavam e escreviam a sua planificação, recorrendo a postit que iam mudando de sítio, substituindo, à medida que iam adquirindo mais conhecimentos sobre o assunto. Num  dia determinado, havia a primeira exposição de posters. Nessa altura, havia uma visita acompanhada da professora de todos os alunos aos posters afixados nas tais placas velhas de corticite. E aí, o professor e os outros estudantes colocavam questões que levavam muitas vezes a que os postit  mudasssem de sítio, que as formulações de objetivos fossem reformuladas... setas mudavam de direção... Um estudante colava outro postit com uma referência que achava que poderia ser útil... Esses posters  iam sendo reformulados até ao dia da simulação de colóquio. Aí, na fase final, os estudantes apresentavam uma comunicação oral  e o poster, desta vez já não com postit,  feito,  por vezes, até em tipografias,  apresentava uma declinação escrita do conteúdo  verbalizado.  

E assim,  poderei dizer que a realização destes trabalhos contribuia para o processo  de autonomia dos estudantes, levava-os a adquirir competências necessárias à realização de um projeto de investigação, levava-os a desenvolver espírito crítico, a argumentar, a fundamentar as suas opções, a comunicar a pares ou  outros intervenientes (no caso professores e alunos de outras turmas que vinham assistir às sessões de posters).   Era assim o espírito de Bolonha antes de Bolonha!

Com o fim dos rolos de papel e das placas de corticite, ainda   comprei cartolinas...  e colocando os posters em cima de mesas, procedíamos ao mesmo trabalho... mas já não ficam afixados...  Perdia-se o efeito «Art Gallery».  Perdia-se parte do «trabalho colaborativo» tão apregoado!

Depois cansei-me de andar com as cartolinas e os postit de sala em sala .. e  entretanto surgiu o power point... Como novidade que era... entusiasmei-me também. Os estudantes adotaram também  formatos TED, Pecha-Kucha...  Mas não ficava satisfeita... Então as sessões de apresentação de trabalhos eram desastrosas... Um grupo apresentava, eu e os outros grupos fazíamos comentários... seguia-se outro...«o seguinte»... Entretanto, sobretudo no Mestrado com estudantes- professores, tinha de mandar fechar computadores pessoais, explicando o conceito de «sintaxe mista» de Slama Cazacu (que será explicado no post 3).

Não gravei, creio, nenhuma sessão de posters, porque neste caso poderia comparar a qualidade da comunicação nos dispositivos Art Gallery e apresentação em power point. Poderia analisar a comunicação - o número e tipo de atos de fala e interativos que o professor cada aluno teria realizado - e teria como enquadramento teórico, também, os estudos que estou agora a ler... continua...

TIC, power point e... papel... neurociências 1

O contexto:

Sempre fui privilegiada nos meios à minha disposição para dar aulas. Comecei com 20 anos!!!   a utilizar o projetor de diapositivos e o gravador de fita a acompanhar «Voix et images de France», no CIAL, em Coimbra em 1971... Lembro-me que na minha primeira aula, depois de um curso com o Diretor  que tinha feito formação no CREDIF, ouvia-se na gravação  «Voilà Monsieur Thibault » e no diapositivo aparecia a Madame Thibault. Aí dei-me conta de que era preciso treinar... e que era preciso mais para se ser professor.

Utilizei episcópios, retroprojetores, utilizei durante anos um auditório  com câmaras de vídeo, projetor (para videoformação) e até um quadro a partir do qual se tiravam fotocópias. Depois bati-me para ter  uma sala que pomposamente se chamava «Centro de Línguas» e que tinha câmara, projetor, computador...  um quadro de papel, corticite nas paredes... uma sala que ninguém  queria por ser muito comprida. Mas a partir de certa altura... o papel desapareceu porque «era caro e não se justificava já  que podia passar «power point!», a corticite foi retirada das paredes « porque estava feia»... e ficou só com computador e projetor.  E, pouco a pouco, a sala deixou de ser «Centro de Línguas» e passou a ter número... passei a dar aulas em sala de mestrado com muitos computadores e QIM (e aprendi a utilizar o QIM)... e em outras salas...  E outros professores passaram a disputar a sala que tinha um número... já que «todos os professores são iguais».  É verdade... sou elitista... trabalhei e trabalho muito para  ser professora! Foi altura de sair!
 Infelizmente gravei muitas aulas... mas não gravei as aulas de «Art Gallery»! (continua)

quinta-feira, 17 de março de 2011

La pensée Power Point

C'est titre d'un ouvrage de Franck Frommer que je viens de découvrir.
Power point logiciel ou média? c'est l'un des sujets de la vidéo.




Moi j'ajouerai à la question, en pensant aux usages de la maternelle au supérieur, nouveau genre scolaire ou l'exposé revisité? (Et j'ai envie d'ajouter encore, aide fabuleux pour des conférenciers, professeurs, étudiants médiocres communicateurs et totalement dispensable pour les bons communicateurs qui n'ont pas besoin d'un logiciel banalisé (tout dépend bien évidemment du contenu et des qualités du conférencier pour s'en servir)? J'en ai déjà parlé et je donne quelques suggestions d'utilisation. Qu'on le veuille ou non on l'utilise.

terça-feira, 15 de março de 2011

Conferências em 5 minutos

Já havia os eventos PechaKucha, agora surgiram os eventos Ignite. Trata-se da apresentação de +«comunicações em 5 minutos por cidadãos anónimos, ao contrário das «Conferências TED».


Como se pode ver nem sempre é fácil comunicar uma ideia. É importante para os estudantes aprenderem a comunicar uma ideia, aliás, faz parte das competências exigidas aos estudantes em Bolonha. Por que não organizar eventos sobre diferentes temas, como já está a acontecer em diferentes universidades?

quinta-feira, 10 de março de 2011

L' observation de classes

Post construit à partir de l'article que j'ai publié dans Les ELA, nº 114 sur L'Observation de classes, coordonné par Ch. Puren (1999), intitulé « L'observation du non-verbal en classe de langue».

Les typologies de comportements et les configurations multicanales de comportements


«J'ai élaboré cette typologie de gestes à partir de l'observation de différentes classes de langue, en empruntant quelques catégories à la typologie de J. Cosnier (1987). Tout d'abord, il existe des gestes articulatoires ou de structuration, que l'on fait pour soi-même. Ce sont des gestes liés aux langues que l'on est en train de parler. On peut distinguer aussi des gestes autocentrés, qui peuvent plaire ou déplaire aux autres mais qui font partie d'un « style » personnel. On se rend rarement compte que l'on est en train de tripoter un foulard, par exemple.


Ensuite, il s'impose de distinguer les gestes que l'on adresse aux autres. Tout d'abord, des gestes de type discursif. Pour structurer une conversation - pour énumérer, par exemple -, on procède différemment en français et en portugais (en français on commence par le pouce tandis qu'en portugais on énumère en partant de l'auriculaire et ensuite on sépare les autres doigts, geste que le locuteur portugais peut renforcer à l'aide de la main droite- geste qui est en train de changer). Ces gestes deviennent particulièrement importants en classe lorsqu'ils sont liés à la mise en scène de la narrativité. Le professeur raconte une histoire et souligne les connecteurs à l'aide de gestes qui peuvent ne pas être les mêmes dans les cultures en présence. Une explication ou une argumentation sont étayées par des gestes discursifs. Bien évidemment les comportements paraverbaux (le débit, la modulation de la voix) jouent un rôle important dans ce processus de mise en scène du discours. Les gestes illustratifs qui miment des objets, décrivent des actions ou des mouvements, jouent évidemment un rôle sémantique très important en classe. Mais ils jouent également un rôle dans la mise en scène de la narrativité. Ils permettent très souvent à l'enseignant de jouer le rôle de plusieurs personnages, de dramatiser, d'expliquer. Soulignons aussi que le geste précède normalement l'énoncé linguistique, ce qui provoque une anticipation cognitive de la part de l'enfant ou de l'adolescent.

Les gestes de « pilotage conversationnel » - selon la désignation proposée par J. Cosnier (1987) - sont également très importants en classe, surtout avec les plus jeunes enfants. Le professeur montre par cette catégorie de gestes qu'il est à l'écoute des élèves et, en même temps, il se rend compte de l'attention que ceux-ci lui accordent. Par ailleurs, l'enseignant sollicite ainsi leur prise de parole. Dans une classe d'enfants, ceux-ci sont très actifs, effectuent des activités, font des actions, réalisant des gestes fonctionnels avec des ciseaux, de la colle, du papier,... À mesure que l'on avance dans la scolarisation, cette catégorie de gestes diminue. Les gestes affectifs renforcent la relation pédagogique. (...) Un sourire, l'inclinaison latérale de la tête jouent souvent ce rôle.

(...) les gestes ne surgissent pas isolés, ils se placent dans un continuum et c'est pourquoi j'ai dû procéder, par la suite, à une analyse de configurations multicanales de comportements. Dans mes recherches,j'ai été amenée à dégager deux types de configurations multicanales de comportements que j'ai qualifiées de sociofuges ou sociopètes, termes que E. Hall (1984) a utilisés (...) pour caractériser les espaces. L'observation a confirmé l'existence de ces configurations. Dans les configurations qui rendent la communication difficile, j'ai pu observer les comportements suivants de l'enseignant : posture hiératique ou inclinaison en arrière, absence de sourire, gestes tendus de la main et du bras, gestes angulaires, ces comportements étant souvent accompagnés de l'emploi de l'impératif ou de questions, et par des intonations de voix autoritaires. En revanche, les configurations sociopètes sont composées des comportements suivants : inclinaison du tronc en avant à l'adresse de l'enfant, posture en miroir ou en miroir opposé, donc gestes de convergence interactive, sourire, inclinaison latérale de la tête, gestes arrondis, non tendus. L'expression de l'hypothèse et l'emploi du conditionnel ou du subjonctif contribuent encore à atténuer, à apprécier ou à solliciter. Le ton de voix, le débit sont d'autres composantes de cette configuration, caractérisée par des phénomènes de synchronisation ou de convergence interactive entre celui qui écoute et celui qui parle. Bien évidemment, des enchaînements différents ont été observés. J'ai par ailleurs repéré les motivations de ces comportements généralement adressés aux mêmes élèves en fonction des représentations négatives ou positives que l'enseignant avait de chacun des élèves en question.

Comme je l'ai déjà souligné, l'enseignant a tendance à adresser des comportements de « double contrainte » aux élèves qu'il n'apprécie pas beaucoup. Même si verbalement l'enseignant approuve ce qui vient d'être dit par l'élève, il disqualifie le message à travers ses gestes. Généralement, c'est le contenu qui fait l'objet de l'évaluation positive et la forme qui est disqualifiée. J'ai également vérifié les effets interactifs de ces comportements, notamment les silences ou la participation des élèves. Les élèves adoptent des comportements d'évitement ou en synchronie en fonction de la configuration qui leur est adressée (Ferrâo Tavares, 1992)».

quarta-feira, 9 de março de 2011

Observação de aulas-Espaço

Quando se observa uma aula a primeira dimensão a ter em conta é o espaço. O espaço desempenha funções simbólicas, relacionais,comunicativas ou interaccionais, funcionais (passe a repetição).

O espaço panóptico - das prisões, igrejas(com o púlpito) universidades antigas (com cadeira do professor) - desempenha função simbólica, reforçando o poder dos agentes e marcando a distância que os separa dos outros, e comunicativa (todos os participantes podem ver o orador); Serve para a função de argumentação e de informação da mensagem do orador.

A escola tradicional baseava-se em tarefas escritas por parte dos alunos, daí as carteiras que «isolavam» os alunos nessa tarefa- a escrita individual exige espaço - e na apresentação oral ou escrita por parte do professor ou do aluno «chamado» ao quadro. O espaço e o quadro desempenhavam a função comunicativa dados que todos podiam ver o orador. E o orador «controlava» as tarefas de escrita. Reforço do seu papel que «sabia manter as distâncias».

Com métodos mais «modernos» o aluno- aprendente passou a «estar no centro do processo educativo - o que se compreende em parte, mas a escola ficou «desarrumada». As distâncias foram reduzidas, a dimensão relacional foi acentuada - por vezes não a interaccional ou comunicativa. O que não é necessariamente bom ou mau.

Numas salas as cadeiras estão dispostas em U ou V, estando o professor no centro do dispositivo. Assim, muitas vezes, não olha para os alunos que estão nas extremidades e não lhes dá a palavra. Noutras salas as carteiras estão em filas: espaço funcional para a escrita, mas os alunos estão de costas voltadas quando falam. Em outras salas há grupos de quatro ou seis mesas colocadas de qualquer maneira. Mas como se destina ao trabalho em grupo, os alunos têm condições para trabalhar, mas não para partilhar os trabalhos feitos. Que acontece então? Como tenho visto, o professor lê um texto atrás e os alunos viram a cabeça, quando viram, para olhar para o professor, outras vezes circula enquanto fala e tem de repetir cinco vezes para ser ouvido pelos cinco grupos à medida que circula e que obtém o olhar de algum aluno, que explica aos outros... Um aluno sentado explica aos outros que estão atrás o que o grupo fez e ... ninguém ouve ninguém.

Além disso, a proximidade, a invasão do território de um aluno por outro, gera situações de indisciplina.

O quadro interactivo multimédia veio retomar a disposição tradicional da sala. O espaço panóptico reaparece com o estrado. A apresentação multimédia completa a apresentação verbal e não verbal de professor e aluno em situação expositiva ( o que até estará bem - o professor tem de explicar e tem de aprender a explicar e ensinar aos alunos a explicar e ... partilhar. (Toda a gente explica tudo hoje, então com power point!!!...mas, muitos professores têm medo de dizer que explicam, que também recorrem a métodos expositivos!). Mas os computadores portáteis à frente dos alunos isolam-nos e...


Então, que fazer?
Não há receitas. Estas considerações não são «bocas» minhas baseiam-se em estudos sobre comunicação (Watzlawick, Birdwistell, Méharabian, Ed. Hall, Winkin, Goodwin... e Rosenthal, R. Scherer, K.R. Harrigan, j. A. (2008) The New Handbook of Methods in Nonverbal Research. Oxford: Oxford University Press.

O professor tem de ter consciência da importância dos seus comportamentos e dos dos alunos. Em função das diferentes actividades, terá de adaptar o espaço. Propondo várias actividades e para não provocar efeitos de indisciplina, poderá escolher a função mais importante que pretende reforçar na aula em questão.
Assim actividades com informação- quer seja dada por professor ou aluno- implica o olhar de todos -cf outros posts sobre a comunicação interpessoal e o olhar. O mesmo acontece com a leitura em voz alta. A função de animação implica deslocações. A função de avaliação pode exigir imobilidade no centro do dispositivo- se for em geral- ou o acompanhamento personalizado.

O observador terá de ter presente a relação entre as diferentes funções das actividades e o espaço ou os comportamentos proxémicos dos diferentes «actores». Não há comportamentos necessariamente bons ou maus em si, podem é , em determinados contextos, contribuir para a indisciplina (proximidade de alunos de culturas diferentes, por exemplo, pode gerar comportamento de indisciplina- países do Norte e Sul estabelecem diferentes distâncias, basta observar conversas em aeroportos para nos apercebermos.

E ler um texto de costas ou a circular na sala... falar virado para o quadro ou para a apresentação multimédia... são actividades que implicam o olhar! E , possivelmente, os computadores em determinados momentos têm de ser desligados.!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

E ainda... em Salamanca Javier Krahe!

Um cantor difícil de «catalogar». Com um espírito humorístico incrível, uma comunicação não-verbal impressionante! Melhor era impossível para terminar ida a Salamanca!


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Os média e a aprendizagem

Já que estou em fase de publicidade, relembro «Os media e a aprendizagem», publicado pela Universidade Aberta. Neste manual  desenvolvo, entre outros,  os seguintes conteúdos:
  • Comunicação interpessoal
  • Zonas de proximidade entre a Escola e os média
  • Caracterização de géneros mediáticos (artigo, crónica... entrevista radiofónica, reportagem, jornal televisivo...)
  • Regras de encenação de discursos mediáticos.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Personalidade do Ano da Revista Time

Não gosto da personalidade do Ano, mas, do mal o menos. As nossas sociedades construíram-se com base em valores. Como referi no artigo sobre «A rede social», o  inventor do Facebook -  que até utilizo...- é um «homem rápido» (cf David Lodge) que, a crer no filme, passou por cima dos colegas... mas ainda havia outros escolhidos com perfil  mais duvidoso. Esse facto é preocupante. Como é que os heróis de hoje são homens sem valores?  E quais os valores de quem os escolhe?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Berlin- EDUCA - Como escrever um artigo, uma comunicação...

Na impossibilidade de estar no

ONLINE EDUCA BERLIN,

  vou colocando documentação de autores que vão estar presentes no evento.

                                    Como estou a  coordenar um número da revista Intercompreensão sobre     Literacias  multimodais académicas e a aprofundar esta questão,
começo pelo blogue de  Ignatia/Inge de Waard sobre a escrita de artigos científicos.
No Online Educa Berlin   a  investigadora vai apresentar um estudo sobre realidade aumentada.

Colóquio «Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos»

Vai ter lugar na universidade de Aveiro Colóquio subordinado a este título. Organizado pela REDE PICNAB- Projeto internacional de investig...