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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Pour José Afonso

Estive hoje no Théâtre de la Ville, na homenagem ao Zeca  Afonso, graças à Internet. Zeca Afonso «acompanhou-me» na minha vida como acompanhou a minha geração (e outras) em Portugal, mas em França, na Argentina... «Esteve» comigo na Crise Académica de 68,  esteve depois várias vezes, esteve comigo, com uma amiga francesa e o marido argentino do Quarteto Cedron, em Paris em 1981. Foi a despedida!  As emoções de uma voz!  Agora, em Paris, só esteve a voz no fim, estiveram outras vozes mas muitas emoções. Vale a pena sentarem-se a ver e ouvir!

Pour José Afonso, revoir le concert live sur... por Mediapart

Pour José Afonso, revoir le concert live sur... por MediapartComo ficaria triste  e indignado com os  poor que governam e transformaram  o nosso país em  Poortugal!


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Homenagem a Clara Ferrão: «Foi bonita a festa pá, estou contente...»

«Foi bonita a festa pá, estou contente...». Para quem este verso não diz nada, por causa da tenra idade, fica a hiperligação!

Agradecimentos WEB 2.0

Post  em Português e Francês ... como me apetecer...

Colóquio organizado pela APEF (Associação  Portuguesa de Estudos Franceses), pela Universidade de Algarve ( ESEC et FCHS), com apoio do Instituto Francês de Portugal e da FCT, com apoio igualmente  da UIIPS do IPS para as Actas, em homenagem a Clara Ferrão.

Obrigada  às Instituições e obrigada aos meus amigos.

Realizado no Dia Europeu das Línguas, dia 26 de Setembro e 27. Obrigada pela  escolhada data!

Intitulado

«Intercompreensão, plurilinguismo e Didáctica das Línguas Estrangeiras: uma viagem entre culturas»

31 Comunicações/ Conferências,

40 conferencistas...  1 Comunicação em representação dos alunos pela Elisabete Oliveira, aluna de Mestrado, da ESE de Castelo Branco (acompanhada por uma das suas professoras). Em outros casos, os alunos...  já são professores e investigadores. Gostei muito. Obrigada Elisabete. Foi preciso muita coragem para assumir a função de comunicadora, neste Colóquio. Nervosa, com emoção, mas com fundamento... um dos momentos bonitos! Obrigada!


50  participantes...
20 instituições de formação representados ( Universidades e Politécnicos), a  Embaixada de França (Institut Français du Portugal), APPF, Universidade de Valladolid, ENS Lyon, GERFLINT... 

Ritmo polícrono, em função do número  de  propostas, mas se falamos hoje de polícronia, de concentração de informação como uma das características da nossa sociedade, se as minhas comunicações são polícronas, este formato (cansativo, talvez, mas para mim ...  nunca o foi!) permitiu-nos partilhar saberes, experiências e emoções ( o que com uma organização em secções não teria resultado!). 

Apesar da emoção das referências que me fizeram, dos olhares que lançaram sobre mim, os discursos  foram distanciados: análise de artigos meus, da revista Intercompreensão (que dirijo com outros colegas), de manuais, de intervenções em Colóquios, em conformidade com a definição de Didactologia das Línguas- Culturas de Robert Galisson, plano Didático, Didatográfico e de Intervenção. A viagem estendeu-se  à Didática do Português, aos Media, apesar de organizada pela Associação  Portuguesa de Estudos Franceses e divulgada, sobretudo, no sítio desta Associação.

E depois... parece que abri caminhos na formação, na análise de discursos políticos, pedagógicos, na intercompreensão, na multimodalidade...

E houve muitas novidades, não foram discursos passadistas! Até foi lançada a Revista Synérgies-Portugal (post em construção)!
Obrigada a todos!

A minha cara amiga  e Professora Isabel Alarcão  fez a  sessão de fecho. Mais uma vez (já o tinha feito noutros termos, nas provas de Agregação), referiu os meus caminhos, situando-os no percurso de construção da Didáctica das Línguas Culturas, enfatizando alguns pontos ou  criticando-me...precisamente a polícronia (por outras palavras...) que impede o aprofundamento (com toda a razão). Obrigada Professora Isabel Alarcão pelas aprendizagens que nos tem proporcionado a todos. 
 
Também houve um jantar simpático. Obrigada pela vossa participação, também nesse momento, mais descontraído, apesar da descontracção ter caracterizado todos os momentos de partilha de saberes, como convém.

Et maintenant en français pour remercier Ana Clara Santos, Présidente de l'APPF, l'amie, la collègue et l'auteur de l'initiative;  Fabienne Lallement, Attachée de Coopération Éducative de l'Institut Français du Portugal,  Daniel Coste qui a accepté d'ouvrir les travaux,  Jacques Cortès qui a enregistré et envoyé sa participation-l'acte de  création de Synérgies Portugal (dont la direction  il a eu la gentillesse de me confier) et avec beaucoup de compliments! Carmen Guillén qui s'est déplacée de Valladolid et qui partage avec moi un long chemin en Didactique. Teresa Sousa avec qui j'ai eu la chance de collaborer dans mon court parcours d'enseignante  à l'Université de Algarve  et à l'ESE de Castelo Branco.
Merci infiniment   à tous.


Pour un enseignant la reconnaissance des élèves  et des paires est probablement le meilleur prix qu'il puisse recevoir.  Et un format de Colloque quoi de mieux!

 La conférence d'ouverture de Daniel Coste a  glosé de mote en insistant  sur l'«altercompréhension». La rencontre entre  nous tous des experts, des compagnons de route, et un apprenant en représentation de tous les apprenants a été un moment d'altercompréhension et d'intercompréhension.

Presque toutes les institutions, mais surtout  des collègues-amis des institutions sont venus présenter ce que j'apprécie le plus: leur travail mélangé avec des émotions.  Bien évidemment sur l'intercompréhension, sur le plurilinguisme, sur l'éducation en langues et par les langues, sur la définition et la caractérisation   de  la Didactique des Langues-Cultures, des  notions de narrativité, de multimodalité, de travail autonome, de WEB 2.0 et 3.0, la virturéalité... Des  communications centrées sur la  langue, le lexique, le langage SMS, la traduction, la médiation,  le discous, les litératies... D'autres sur des pratiques de lecture et d'ecrit...D'autres communications sur l'histoire de l'enseignement des langues, sur l'évolution des représentations... C'est étonnant ce que l'on rencontre de commun avec le présent! Des communications en FLE, mais aussi en  Didactique du Portugais, langue maternelle et non maternelle.

Pardonnez-moi si je ne vous cite pas...  Et si je ne vous remercie pas en mesure de votre effort, de votre enthousiasme, de la qualité  de votre participation.

Como disse no início, esta homenagem foi  uma homenagem a todos os professores.  Não poderão ver o meu Museu, com um agregador da informação do Faceebook (exemplo de WEB 3.0 e de virturealidade), mas poderão criar o vosso museu.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Tese sobre a ansiedade em professores de língua estrangeira

Fui arguir a tese de Doutoramento de Mark Daubney subordinada ao título «Language anxiety in English teachers during their teaching practice», na Universidade de Aveiro, orientada pela Prof. Doutora  Helena Araújo e Sá. Dado tratar-se de trabalho defendido em provas públicas, vou partilhar, com os  inscritos que seguem os cursos da Universidade de Pasárgada,  algumas breves considerações sobre teses. A tese de Mark Daubney é uma excelente tese. E o que é uma boa tese?


Primeiro argumento: a relevância temática. Muitos trabalhos correspondem ao interesse imediato do investigador e não se  justifica  o investimento feito. Não é o caso. A ansiedade faz parte da «dimensão escondida da aula» e esta  é talvez tão importante como a face visível dessa mesma aula. Como é que a ansiedade de manifesta? Será «facilitadora» ou «debilitadora»? Na aula? Na formação de professores?

Em segundo lugar, e de acordo com a definição de Didáctica das Línguas-Culturas de R. Galisson, uma tese em Didáctica parte de uma problemática gerada num contexto. Foi o caso. Obriga à observação, à conceptualização. Foi o caso, também. E tem implicações. Trata-se claramente de uma investigação implicada.

Depois, exige-se um quadro teórico rigoroso que sustente a investigação a realizar nas diferentes fases e que vai sendo alargado nessas diferentes fases. O autor apresenta um ensaio sobre a ansiedade, as emoções, a comunicação notável - passagem obrigatória para todos os estudantes que se interessem por emoções.

Exige-se coerência metodológica -  entre o quadro teórico e o estudo empírico - neste caso.
 E que o estudo empírico adopte uma metodologia  que permita respeitar a natureza da problemática. O autor adoptou uma metodologia etnometodológica com permanência do local, durante muito tempo, e com diferentes tipos de dados: entrevistas, observação de aulas, de conversas, planificações... Horas e horas de transcrições.  Observações em stimulated recall protocols... Um corpus heterogéneo. Difícil.


Exige-se rigor na análise. As categorias que emergem na observação - neste tipo de metodologia - cruzam-se com as categorias de autores. A voz do autor dialoga  com as vozes convocadas no enquadramento teórico. O autor faz «falar os dados», relaciona-os, analisa-os.


Coerência e coesão são exigências de todos os trabalhos escritos. Os performativos discursivos (que dizem as operações cognitivas que realizou o autor e que  levam a operações de antecipação por parte do  leitor) são claramente expressas (Vamos em seguida sintetizar... desenvolveremos em seguida...), aos quadros seguem-se paráfrases, quadros claros, sínteses intermédias...

O aspecto documental está no quadro teórico e reflecte-se na bibliografia que deve ter os «clássicos» e referências actuais.

Foram alguns dos aspectos que salientei na tese. Com mais tempo, haveria a possibilidade de convocar mais autores ouvidos na primeira parte no estudo... mas essa é a continuação deste trabalho com publicações em revistas, apresentações em colóquios para que a formação de professores, os professores, os alunos, a aula de língua estrangeira ou outra sejam beneficiários do estudo desenvolvido com tanto empenho e dedicação.
Um exemplo a seguir...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Emoções e verbalizações 2- Exames do Ensino Secundário

Fico sempre (ou quase sempre) incomodada com a diferença entre as provas de Inglês e de Francês do Ensino Secundário. Obedecendo em princípio à mesma matriz, as primeiras partem de uma perspectiva positiva e, as segundas, de uma perspectiva negativa. Como as emoções negativas não são verbalizadas (cf. Artigo anterior), talvez não seja de estranhar que colegas expostos a uma imagem das provas de francês tenham fixado mais as instruções que o exercício propriamente dito, tendo comentado :«Porquê tanta violência»?

A segunda imagem corresponde às fixações  do olhar numa das imagens pretexto deste exercício extraído da prova de Francês de 2009, 1ª chamada. A de 2010 tinha uma perspectiva mais positiva.
Estas imagens foram obtidas através de sistema de eye tracking.
Se folhearmos   alguns manuais, temos a mesma impressão: «Os livros de Francês são depressivos», como  ouço dizer a alunos, há alguns anos..

Estou numa equipa a investigar esta questão.

Por que será  que o Francês não atrai muitos alunos? À suivre...

Émotions et verbalisations- 1


  Pour  un certain nombre de chercheurs,  dont Christian  Plantin qui a réunit dans un ouvrage avec le titre «Les émotions dans les interactions» plusieurs contributions, on ne verbalise que des émotions positives. Les émotions  négatives sont véhiculées par des gestes, des expressions du visage, des mimiques, des détournements du regard.
Dans le même ouvrage, Charaudeau  souligne que «trop d’insistance sur les sujets à forte  implication, comme ç’est souvent le cas dans les médias, peut provoquer un décrochage de la part du public» (Chareaudeau, id. 139).

C. Chabrol  met en évidence le fait  que  dans la visualisation d’épisodes  dramatiques le  spectateur  éprouve  des  difficultés de  mémorisation  et de restitution lexicale (C.Chabrol, id. 119). Pour ce chercheur  les interactions qui placent les interlocuteurs dans des situations compliquées mènent  à des silences ou a «des productions relativement brèves (interjections, exclamations, jurons...), entrecoupées de longs silences, accompagnées d’une modification générale des qualités prosodiques de la voix».

Dans le même ouvrage  Bertrand et al. 2000:176, Maury-Rouan, id.) dans le cadre d’interactions  à forte charge affective négative « nous trouvons des descriptions ou des narrations d’un intérêt dérisoire par lesquelles les sujets se mettent à «délirer» dans un ludisme forcé, adoptant souvent des attitudes infantilisantes» (Bertrand et al. 2000:176, Maury-Rouan, id.). et à des changements de sujet.

Colóquio «Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos»

Vai ter lugar na universidade de Aveiro Colóquio subordinado a este título. Organizado pela REDE PICNAB- Projeto internacional de investig...