Mostrar mensagens com a etiqueta sequência didática. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sequência didática. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de setembro de 2013

Como mudar as aulas com as tecnologias? Provocação...

O tempo e o espaço mudaram. Os professores mudaram. As criancinhas também...

Então a a escola tem de se abrir.


  • tem de abrir a sala e visitar (virtualmente) museus, levar os alunos ao cinema, ao teatro, à ópera, a  Paris, ao Quebeque... (função democrática da escola que se serve das tecnologias para abrir horizontes a todos os alunos)...;
  • tem de dar a possibilidade dos alunos de realizar ações (abordagem acional presente em todos os programas na sequência do QECR do Conselho da Europa) com justificação social, levando os alunos a interagir em fóruns, chat, redes sociais, utilizando as ferramentas da WEB 2.0.


Mas, para esses usos sociais tem necessidade de realizar ações de aprendizagem estruturadas (e esta é uma falha de muitas práticas), para que os alunos adquiram «estruturas sólidas».

E tempo...

E com tantos alunos...

E estes mudaram e «o difícil é sentá-los»...

Algumas sugestões polémicas que ando, há alguns anos, a procurar justificar.

Quero ver as reações, aqui ou no Facebook. Caros colegas, vou ser muito polémica. Vou lançar, rapidamente, uma provocação

Na aula- Sair à procura de outros espaços- fase de apresentação de temática (para ir ao encontro da primeira tendência dos professores) ou do tipo de texto (argumentativa- críticas de filmes... biografias de escritores )... Fase de exposição, de descoberta.

Todos os alunos pesquisam e descobrem, na aula, coletivamente ou com guias (aventuras na WEB, webquet, questionários, scénarios...).Fase de compreensão

Na aula são descobertas as regras discursivas e linguísticas e conteúdos culturais. Fase de conceptualização.

Na aula, os alunos corrigem rapidamente através dos power point as fichas, enunciados de exames, exercícios feitos em casa. Fase de avaliação. 

Em casa- Exercícios de rotina que não exijam nem tecnologias nem explicador por perto. Fase de treino, exploração, leitura de textos.

Na aula, ainda, o reemprego, a comunicação e a ação a partir entre outras situações, a partir do texto literário, por exemplo, com a ajuda de manuais com  o suporte escrito: textos literários (coletânea reinventada). E a partilha com produção nos fóruns, em redes sociais...

E o manual escolar... seria, do meu ponto de vista... a coletânea de textos e a gramática com exercícios e sistematizações.

E aqui está a sequência pedagógica, na linha da tradição didática, com momentos reconstruídos, ou percurso cognitivo traçado. Este, do meu ponto de vista alicerçado em muitas leituras, tem faltado nas práticas dos professores. Não é apontado no QECR, não é apontado nos programas, não está nas planificações (muitas standard) que se encontram na Internet. E como não há formação de professores, muito menos em Didática das Línguas-Culturas... os cadernos dos alunos que folheei mostram práticas «descosidas».

Esta sequência


  • contraria práticas dos professores que  dizem «pesquisem em casa! Como?  ( para alguns alunos com menos tecnologias ou menos ou nenhuns apoios familiares e outros)
  • contraria manuais escolares, como os meus, cheios de documentos autênticos ou materiais sociais, sem textos literários (nos meus havia!).

Poderão consultar Implicações das TIC na aula de Língua

A escola que queremos ter... 2

Voltando ao jornal o Público e ao dossiê.
«Tudo se passa nos mesmos lugares, ao mesmo tempo e da mesma maneira: uma escola é uma colecção de salas de aula e o ensino é uma repetição de actividades pré-formatadas, iguais todos os anos» afirma João Barroso, da Universidade de Lisboa. publica Domingo. 1de setembro 2013.p 22.

Não gosto muito destas afirmações. Sei que, num jornal grande público, não há grande espaço para explicações, mas...

Pensando alto... a aula apresentada no post anterior não era a mesma, todos os dias. É verdade que  havia repetição. Algumas rotinas, como os «momentos da aula de língua», que eram declinados de maneira diferente, consoante as «competências» (os skills como se dizia ) fossem de compreensão ou de expressão oral ou escrita, os suportes fossem textos de jornais ou canções... havia exercícios estruturais «drills» porque é necessário praticar na aula, havia sistematizações (exercícios de conceptualização) ou de fixação. A memória é fundamental em línguas-culturas e não só...

E, como havia formação de professores de línguas estrangeiras, as metodologias audio-visuais e comunicativas eram bem conhecidas pelos professores.

E com os quadros interativos, que faz grande parte dos professores que os utiliza?
Os exercícios que estão no mercado ou disponibilizados pelos quadros. imagens (com qualidade inferior às do início do século XX, quando o método directo foi introduzido em lei em Portugal, 1903 ou 7) para exercícios estruturais.

«O QIM  é bom para projetar imagens, fotos...»
«Utilizo os  power point  dos manuais»
«Projeto fichas semelhantes às dos exames...»
«Utilizo o power point com a explicação da matéria...» os alunos levam para casa (fechados nas mochilas, nas pen, nos emails acrescento eu)
«Os alunos fazem power point com os temas dos programas»...

São alguns exemplos vistos, descritos...

E então... será que a escola tem de mudar, deve mudar? Será que são estas as implicações das tecnologias nas aulas?

Continua...

Colóquio «Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos»

Vai ter lugar na universidade de Aveiro Colóquio subordinado a este título. Organizado pela REDE PICNAB- Projeto internacional de investig...