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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Didática de Português: Curso de formação de professores: formatos

Hoje há muitos cursos  a distância diferentes para diferentes temas.  Para  perceber como funcionam inscrevi-me num MOOC (Massive Open Online Course) sobre Picasso.
https://solerni.org/mooc/38/picasso/sessions




Há sempre a possibilidade de fazer vídeos caseiros. Este foi o primeiro. Demasiado longo, mas mostra como, com um simples ipad, se pode construir uma das modalidades de formação.

https://www.youtube.com/watch?v=rTjm-1vpxzQ

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Didática de Português: Contributos para Projeto de Formação de Professores de Português em Cabo Verde (Cátedra Eugénio Tavares): 1- O PREBA

Antes de pensar numa nova formação é conveniente refletir sobre os projetos de formação em que estive envolvida, nomeadamente:
 PREBA, projeto de reforma do ensino básico em Cabo Verde ( 1988-1991)
 Polyphonies, formation de formateurs de langues en Europe, projeto europeu no âmbito do programa LINGUA
PNEP, projeto nacional para o ensino do Português, Ministério da Educação (2006-2009)


Para além de participações em programas como os da formação de leitores (ICALP), formação de  professores de Português em França (coordenação do ensino de Português em França) cursos de férias para professores de francês nas Universidade de Lille 3 e Universidade de Grenoble- CUEF, Universidade Menendez Pelayo, Santander, participação na formação de professores na Universidade Aberta...

1- O PREBA: Projeto de Reforma do Ensino Básico em Cabo Verde

Foi um projeto desenvolvido pelo Ministério da Educação de Cabo Verde em colaboração com a ESE de Santarém (1989-1991)

Foi um programa de blended learning, avant la lettre e multicanal.

De blended learning  porque  havia sessões presenciais, dinamizadas pela equipa local em todas as ilhas,  e sessões a distância através da rádio, de cassetes (e leitores) distribuídos a todas as escolas e «brochuras». Assim, foi um programa que incluiu presença física, voz e texto escrito, logo multicanal.

Compreendeu formações nas diferentes disciplinas, tendo-me competido a coordenação do programa de Língua Portuguesa e Didática do Português.

Tinha como objetivos:

- desenvolver a competência comunicativa dos professores no terreno (incluindo a dimensão linguística, evidentemente);
-desenvolver a competência didática dos professores;
-fornecer materiais «autênticos», refletindo usos do português em diferentes contextos, tanto textos de âmbito literário como textos «escolares» (as línguas nas outras matérias), como de âmbito funcional, em suporte audio - diferentes vozes da lusofonia-  e ao mesmo tempo fornecer propostas de usos didáticos desses materiais.


Materiais produzidos: cerca de 15 brochuras reunidas em manual e 15 cassetes construídas a partir de guiões (complementares das atividades propostas por escrito).
As gravações foram feitas por técnicos da ESE de Santarém e da Rádio de Cabo Verde, sendo a locução feita pelos professores de Cabo Verde e por vozes de profissionais de rádio de Cabo Verde e Portugal.

Brochuras :

  •  Abordagem comunicativa
  •  Compreensão oral
  •  Expressão oral
  •  Compreensão Escrita (com parte relativa a métodos de leitura e consciência fonológica)
  • Conhecimento explícito (talvez formulado em termos de ensino da gramática, embora a gramática estivesse presente em todas as brochuras)
  •  Metodologia de estaleiro e tipologias textuais
  •  Contar
  •  Descrever
  •  Explicar
  •  Prescrever
  •  Argumentar
  •  Construir  poemas
  •  Escrever cartas
  •  Construir e animar  entrevistas
  •  Animar debates....    

Olhando para este «índice» são, hoje, claras as opções tomadas: uma abordagem onomasiológica: do sentido e dos usos para as formas. Essa abordagem (já adotada nos meus manuais para o ensino do Francês) permitiu a entrada das outras matérias na aula de Português, antecipando a linha proposta, hoje, nos trabalhos do Conselho da Europa. Por exemplo, «operações cognitivas e discursivas» como definir, sintetizar, parafrasear esquemas... constituíam objetivos do módulo «Explicar», sendo fornecidos aos professores os meios linguísticos para verbalizarem essas operações e para levarem as crianças a verbalizarem essas operações.

A abordagem temática tradicional foi assim parcialmente anulada, já que a entrada era feita pelo discurso.
Também foi um programa «acional» avant la lettre, dado que implicou a ação dos professores e das crianças. A língua para agir em estaleiro, em projetos, graças a atividades interativas como information gap, simulações globais, por exemplo,

Evidentemente esta metaanálise esteve ausente das sessões de formação e dos módulos, embora essa preparação tivesse sido feita pelos membros da equipa  local que estiveram à frente do projeto.

Assim este projeto chegou a todas as ilhas e aldeias, envolveu a rádio, responsáveis locais, uma equipa formada e competente... Como todos os projetos... teve vida curta. Os responsáveis mudam e os novos atiram para o caixote do lixo, muitas vezes, trabalho de muitos anos e que muitas vezes são financiados pelos próprios governos! É pena, mas é prática cá como lá! Mas o PREBA  poderá constituir uma das bases  de um novo programa de formação contínua.
As hiperligações perdem-se, por vezes, daí a duplicação das referências bibliográficas.
http://www.coe.int/t/dg4/linguistic/langeduc/BoxD2-OtherSub_fr.asp



  

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ensino a distância

Sou uma adepta do blearning  desde 2006. Os meus alunos, na altura, foram  também os «YOU» distinguidos  como personalidades do Ano da «Time». Este blogue é o último dispositivo comunicativo que utilizo. Por exemplo, os alunos do Mestrado em Didáctica das Línguas- Culturas lêem aqui o artigo anterior -  tese sobre a ansiedade -   fazem resumos, na plataforma  Ninehub, de  artigos que  constam da bibliografa e, na próxima aula presencial,  vão analisar a tese, por exemplo. 

Alguns colegas perguntam-me como faço- eu imigrante digital- para ser fiel utilizadora e entusiasta. Primeiro, utilizo uma plataforma de acesso livre: Ninehub. Utiliza o sistema Moodle, mas não precisa de instituição.
Que faço na plataforma? Disponibilizo artigos meus, textos não disponíveis no mercado, textos não publicados.  Proponho hiperligações para artigos e para vídeos com práticas pedagógicas. Quando considero que têm interesse que ultrapassa os utilizadores da plataforma, coloco-os aqui.
Trata.-se de tarefas rotineiras sem nenhuma dificuldade técnica. Nos fóruns proponho tarefas que são realizadas semanalmente. Nos chat semanais faz-se a discussão dos artigos lidos e resumidos nos fóruns (Nas disciplinas de licenciatura até tinha fóruns de correcção de erros ortográficos à maneira tradicional!!!). Os chat servem para relacionar rapidamente dados: diferentes autores, definição de conceitos, articulação entre leituras, dúvidas sobre trabalhos, apresentação de exemplos... Os glossários servem para  o que servem os glossários- propor definições e criar auto-glossários...

As grandes dificuldades são, assim, de natureza comunicativa e pedagógica. Como organizar uma sequência pedagógica articulando  os diferentes dispositivos, como gerir, como avaliar, como ser rápido no chat nas avaliações sem gerar ansiedade (cf Mark Daubney)?
Como estar sempre disponível?
Como responder aos alunos que estão às 2, 3 da manhã à espera de respostas?
As disciplinas on-line não conhecem férias.Em Agosto tenho sempre muitas visitas na plataforma. Ainda tenho «alunos» matriculados em 2006.  Alguns  transferiram-se para aqui.
Portanto, os principais problemas são de gestão pedagógica e comunicativa e gestão das nossas próprias vidas!

Colóquio «Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos»

Vai ter lugar na universidade de Aveiro Colóquio subordinado a este título. Organizado pela REDE PICNAB- Projeto internacional de investig...