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sábado, 15 de setembro de 2018

Conferência sobre multimodalidade no III Colóquio Internacional PICNAB

A continuar a preparar conferência sobre multimodalidade e «Zonas de proximidade entre a escola e outros espaços de aprendizagem», título  que retomo 20 anos depois de ter começado a falar destas proximidades e das  potencialidades dessa aproximação, proponho a leitura de:  

Pierre Martinez (2018)Un regard sur l'enseignement des langues: Des sciences du langage aux NBIC. Editions des archives contemporaines.

domingo, 19 de agosto de 2018

Conferência sobre multimodalidade no III Colóquio Internacional PICNAB

Vai decorrer na Universidade de Aveiro, dias 11 e 12 de outubro, um Colóquio subordinado ao título:« Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos».  

Convidaram-me para fazer conferência e, como de costume, vou juntar aqui alguns apontamentos da preparação.

O Colóquio pretende


«Consolidar a Rede Internacional PICNAB cujo trabalho se desenvolve em torno das questões da educação linguístico-cultural:
- que educação linguístico-cultural na época da globalização?
- que espaço para as línguas, literaturas, culturas e artes nos sistemas educativos?
- que papel desempenham as línguas e as culturas nas histórias de vida dos sujeitos?
- que articulações estabelecer entre a escola e outros espaços educativos?
- que políticas e práticas educativas para um desenvolvimento sustentável?
- que formação de formadores? que discursos para e sobre a mobilidade? ».

Para já, publico um resumo provisório, como provisórios são todos os textos publicados em blogues...


Zonas de proximidade entre a Escola e outros espaços de aprendizagem

«Os espaços e tempos educativos são hoje afetados por mudanças frequentes nas diferentes dimensões da vida em sociedade». Aproprio-me, assim, para começar a minha comunicação, de uma afirmação incluída no programa deste Colóquio. Esta afirmação vai servir-me de mote para as reflexões que proponho, em seguida, apoiadas em leituras e em investigações que eu própria conduzi ou dirigi e, até em situações extraídas da minha história pessoal.
Assim, a minha glosa desta afirmação vai incidir sobre mudanças: mudanças nos tempos e nos espaços que determinam muitas vezes mudanças nos indivíduos, nos planos linguísticos, culturais, sociais, relacionais, afetivos e mesmo físicos, cognitivos e neurológicos.
O título da comunicação não é novo no meu percurso. Foi o título de um dos projetos que levei a cabo enquanto investigadora do CIDTFF, no início do século. Quase 20 anos depois, pareceu-me  que se justificaria retomá-lo, no contexto de um Colóquio centrado  sobre efeitos de  mudanças na escola. Aliás, a pergunta «que articulações estabelecer entre a escola e outros espaços educativos?» foi a pergunta  chave dos diferentes projetos que desenvolvi enquanto investigadora e que determinou práticas de aula e de formação de professores que fui adotando na minha vida. Reconhece-se  na formulação deste título, em palimpsesto, a designação de «zona de desenvolvimento  próximo», ou melhor, potencial  de Vigotsky,  dado que procuro refletir sobre mudanças nos tempos e espaços  e efeitos destas dimensões associadas às tecnologias  nos sujeitos. Sendo os contextos determinantes no desenvolvimento dos sujeitos, os diferentes espaços a que os indivíduos são expostos parecem potenciar aprendizagens. Encontrar marcas dos   efeitos  provocados por diferentes espaços e dispositivos tecnológicos, através da análise da comunicação multimodal, tem sido uma das minhas preocupações.

Adoto a primeira pessoa e o tom de história num discurso que se quereria explicativo por razões que se prendem com o meu perfil de professora e de comunicadora, mas também por razões que explicarei mais tarde (e estou a utilizar duas  regras adotadas na mise em scène dos discursos mediáticos: a narrativização e o suspense (Hocq, 1994, Ferrão Tavares, in W. Bufe, H.W. Giessen 2003,   Ferrão Tavares  2015).

Num primeiro tempo,  apresentarei algumas reflexões gerais sobre a forma como os tempos e os espaços estão a mudar «as vontades». Num segundo momento, debruçar-me-ei  sobre os efeitos  dos tempos e dos espaços - que incluem as tecnologias -  numa das dimensões da vida em sociedade: a comunicação. Acrescento ao termo  comunicação o qualificativo  multimodal o que me leva a refletir de forma breve  sobre  processos neurológicos, relacionais, afetivos e cognitivos, linguísticos,  culturais, artísticos… com reflexos no plano educativo, «traços» que integram a compreensão do conceito de comunicação multimodal  Ferrão Tavares. 2016:34


Apresentarei alguns exemplos extraídos de um corpus composto por extratos de aulas, de « amostras» de comunicação mediática, da televisão  e da Internet (conferências TED), embora se trate mais de uma exposição síntese do que uma apresentação de investigação específica.

Por fim, proponho  algumas linhas orientadoras para uma formação multimodal de professores.

Ver também
https://universidadedepasargada.blogspot.com/2018/06/power-point-integrado-na-comunicacao.html

Palavras-chave: mudança, tempo, espaço, comunicação multimodal, práticas multimodais, formação de formadores.



sexta-feira, 6 de abril de 2018

Didlang2018 Colóquio de Didática das Línguas



Resumo da conferência de encerramento do Didlang2018 Colóquio de Didática  das Línguas

Uma conferência de encerramento de colóquio é sempre pouco previsível. Depende do que a autora for ouvindo, mas... implica sempre preparação e resumo. 
No blogue, o resumo ganha alguma interatividade.

 Um olhar sobre a Didática das Línguas-Culturas : do passado ao futuro

Se fosse pessimista poderia intitular esta conferência   «S.O.S. ... Didactique des langues étrangères en danger... intendance ne suit plus». Retomava , assim,  título de artigo de Robert Galisson de 1977. Nessa altura, Robert Galisson, servia-se, de maneira provocadora, de  fórmula em linguagem militar de De Gaulle  para sublinhar o risco que corria a Didática das Línguas se, ao tentar uma legitimação epistemológica,  perdesse a dimensão intervenção,  afastando-se dos professores. Hoje, teria de utilizar o termo «intendance» num sentido muito mais amplo.
Poderia , ainda, começar pelas perguntas seguintes: no final deste ano, haverá 50 candidatos à docência nos ensinos básico e secundário em línguas?   Haverá 5 candidatos à docência em francês?
Como sou optimista, vou enunciar alguns paradoxos do presente, nomeadamente alguns anacronismos de materiais e práticas pedagógicas,  porque…
É preciso não esquecer o que se aprendeu  no passado. A Didática das Línguas- Culturas  comemorou  40 anos em  2017 (ou mesmo 100 anos,  em 2007). Durante esses anos, sustentou  a formação inicial e contínua de  alguns milhares de professores e contribuiu para que muitos portugueses aprendessem línguas. Impõe-se, por isso, um regresso ao passado para tentar compreender  o presente e preparar o futuro.
Procurarei definir e caracterizar a DL-C, nas suas vertentes de contextualização, problematização, conceptualização, intervenção na linha de Adolfo Coelho, Robert Galisson, Isabel Alarcão e dos estudos que desenvolvi durante as mais de três décadas em que fiz parte da «intendência».
Para perspetivar o futuro, vou declinar a matriz de situação educativa  proposta por Robert Galisson,  tendo em conta transformações que a sociedade tem  vindo a conhecer nas utilizações que faz do espaço e do tempo, sob o efeito, muitas vezes das tecnologias. Procurarei mostrar implicações didáticas dessas transformações no perfil dos professores e dos alunos, com base em alguns estudos em neurociências que a didática tem de convocar para compreender a situação educativa. Deter-me-ei também na dimensão do objeto da didática: a língua ou o plurilinguismo como objetivo ou como  meio  para a educação.   
  

Palavras-chave: Didática das Línguas-Culturas,  formação de professores, contextualização, problematização, conceptualização, intervenção, espaço, tempo, comunicação  multimodal, plurilinguismo.

Algumas referências:

Capucho, F. De la didactologie des langues et des cultures à l’intercompréhension.Synergies Portugal 1
Cortès, J. (2016). Avec Robert Galisson, remonter le cours du temps. Synergies Portugal 4  
Ferrão Tavares, C. Cortès, J.  (coord) (2016)  Avec Robert Galisson, réhabiliter la Culture
comme discipline universitaire à part entière. Synergies  Portugal 4 https://gerflint.fr/Base/Portugal4/numero_complet.pdf

Galisson, R. (1977)Etudes de Linguistique Appliquee, n27 p78-98 Jul-Sep 1977
Galisson, R. (2002). « Didactologie : de l'éducation aux langues-cultures à l'éducation par les langues-cultures ». Ela. Études de linguistique appliquée, no 128,(4), 497-510.
Salema, MJ (2013)  La genèse de la didactique scolaire du français au Portugal. Synergies Portugal 1

Silva, J. (2013) Intercompreensão : vingt-deux ans après, parcours d’une revue de didactologie des langues-cultures au Portugal… ouverte au monde. Synergies Portugal 1

da Silva, J. & Ferrão Tavares, C. (2007). Du champ sémantico-didactologique du concept culture. Ela. Études de linguistique appliquée, 146,(2), 241-252. https://www.cairn.info/revue-ela-2007-2-page-241.htm.

domingo, 11 de março de 2018

Émotion, affectivité, suggestion, multimodalité... à propos d'article publié

Robert Galisson, Histoire et prospective, c'est le titre de l'article que j'ai publié dans le numéro 4 de Synergies Portugal.

«Je dois le titre de cet article à Christian Puren qui, dans le numéro des ELA 123-124, qu’il a coordonné, en hommage à Robert Galisson, disait « (s)i je devais pour ma part retenir un mot, un seul, pour caractériser ce qui me paraît constituer la structure profonde de la pensée et de l’action de Robert Galisson, je ne retiendrais que ce mot de deux lettres, l’opérateur logique ET, que l’on utilise pour relier entre eux deux éléments en même temps qu’on en reconnaît paradoxalement la diffé- rence : chercheur ET généraliste, théorie ET pratique, langue ET culture, histoire ET prospective » (Puren, 2001 : 263-264). J’aurais pu, d’ailleurs, choisir les autres « couplages », notamment les couplages enseignant Et didacticien ou raison ET affectivité». 

Nonverbal communication (space) in classroom 1

D idática das línguas-culturas, supervisão e comunicação multimodal «Ver para crer» ou… ver para pensar, comunicar e agir in Paixão, F, Regi...