Mostrar mensagens com a etiqueta espaço. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta espaço. Mostrar todas as mensagens

domingo, 19 de agosto de 2018

Conferência sobre multimodalidade no III Colóquio Internacional PICNAB

Vai decorrer na Universidade de Aveiro, dias 11 e 12 de outubro, um Colóquio subordinado ao título:« Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos».  

Convidaram-me para fazer conferência e, como de costume, vou juntar aqui alguns apontamentos da preparação.

O Colóquio pretende


«Consolidar a Rede Internacional PICNAB cujo trabalho se desenvolve em torno das questões da educação linguístico-cultural:
- que educação linguístico-cultural na época da globalização?
- que espaço para as línguas, literaturas, culturas e artes nos sistemas educativos?
- que papel desempenham as línguas e as culturas nas histórias de vida dos sujeitos?
- que articulações estabelecer entre a escola e outros espaços educativos?
- que políticas e práticas educativas para um desenvolvimento sustentável?
- que formação de formadores? que discursos para e sobre a mobilidade? ».

Para já, publico um resumo provisório, como provisórios são todos os textos publicados em blogues...


Zonas de proximidade entre a Escola e outros espaços de aprendizagem

«Os espaços e tempos educativos são hoje afetados por mudanças frequentes nas diferentes dimensões da vida em sociedade». Aproprio-me, assim, para começar a minha comunicação, de uma afirmação incluída no programa deste Colóquio. Esta afirmação vai servir-me de mote para as reflexões que proponho, em seguida, apoiadas em leituras e em investigações que eu própria conduzi ou dirigi e, até em situações extraídas da minha história pessoal.
Assim, a minha glosa desta afirmação vai incidir sobre mudanças: mudanças nos tempos e nos espaços que determinam muitas vezes mudanças nos indivíduos, nos planos linguísticos, culturais, sociais, relacionais, afetivos e mesmo físicos, cognitivos e neurológicos.
O título da comunicação não é novo no meu percurso. Foi o título de um dos projetos que levei a cabo enquanto investigadora do CIDTFF, no início do século. Quase 20 anos depois, pareceu-me  que se justificaria retomá-lo, no contexto de um Colóquio centrado  sobre efeitos de  mudanças na escola. Aliás, a pergunta «que articulações estabelecer entre a escola e outros espaços educativos?» foi a pergunta  chave dos diferentes projetos que desenvolvi enquanto investigadora e que determinou práticas de aula e de formação de professores que fui adotando na minha vida. Reconhece-se  na formulação deste título, em palimpsesto, a designação de «zona de desenvolvimento  próximo», ou melhor, potencial  de Vigotsky,  dado que procuro refletir sobre mudanças nos tempos e espaços  e efeitos destas dimensões associadas às tecnologias  nos sujeitos. Sendo os contextos determinantes no desenvolvimento dos sujeitos, os diferentes espaços a que os indivíduos são expostos parecem potenciar aprendizagens. Encontrar marcas dos   efeitos  provocados por diferentes espaços e dispositivos tecnológicos, através da análise da comunicação multimodal, tem sido uma das minhas preocupações.

Adoto a primeira pessoa e o tom de história num discurso que se quereria explicativo por razões que se prendem com o meu perfil de professora e de comunicadora, mas também por razões que explicarei mais tarde (e estou a utilizar duas  regras adotadas na mise em scène dos discursos mediáticos: a narrativização e o suspense (Hocq, 1994, Ferrão Tavares, in W. Bufe, H.W. Giessen 2003,   Ferrão Tavares  2015).

Num primeiro tempo,  apresentarei algumas reflexões gerais sobre a forma como os tempos e os espaços estão a mudar «as vontades». Num segundo momento, debruçar-me-ei  sobre os efeitos  dos tempos e dos espaços - que incluem as tecnologias -  numa das dimensões da vida em sociedade: a comunicação. Acrescento ao termo  comunicação o qualificativo  multimodal o que me leva a refletir de forma breve  sobre  processos neurológicos, relacionais, afetivos e cognitivos, linguísticos,  culturais, artísticos… com reflexos no plano educativo, «traços» que integram a compreensão do conceito de comunicação multimodal  Ferrão Tavares. 2016:34


Apresentarei alguns exemplos extraídos de um corpus composto por extratos de aulas, de « amostras» de comunicação mediática, da televisão  e da Internet (conferências TED), embora se trate mais de uma exposição síntese do que uma apresentação de investigação específica.

Por fim, proponho  algumas linhas orientadoras para uma formação multimodal de professores.

Ver também
https://universidadedepasargada.blogspot.com/2018/06/power-point-integrado-na-comunicacao.html

Palavras-chave: mudança, tempo, espaço, comunicação multimodal, práticas multimodais, formação de formadores.



segunda-feira, 29 de maio de 2017

Tempo, espaço e comunicação multimodal  em cursos de formação de professores. Episódio 1 


ESEC – 30 anos de Ensino de línguas/Formação de professores de línguas: 1986/1987 – 2016/2017


Episódio 1

Primeira nota preliminar: Não vou disponibilizar apresentação on line, não vou apresentar nem slide com plano, nem com  objetivos,  enquadramento teórico, metodologia, resultados ou  conclusões. Não digo que investigadores e estudantes não o devam fazer mas... com a minha idade, tenho legitimidade para inovar...

Também não vou ser eu a passar os diapositivos, não que não o saiba fazer e que  não o tenha feito, desde o formato tradicional ao formato Power Point ou mesmo Prezzi... por exemplo, nas minhas aulas.  Mas tenho justificações que ... só estarão no episódio de fecho desta conferência.

Segunda nota preliminar: já que o título remete para a história e para o tempo e o espaço ( 30 anos de Ensino das Línguas, na ESEC), vou adotar o formato narrativo.  Já o fazia nas minhas aulas, em 1986 ou mesmo desde 1973. Até  sou co-autora de uma gramática intitulada . «Era uma vez... uma gramática em histórias»...
Mas, agora, faço-o com justificações nas ciências cognitivas e neurociências, justificações que surgirão ao longo da minha história...

Quem quiser descobrir os motivos destas opções, poderá descobri-los na bibliografia que fui construindo, na fase de  preparação, e que consta de post anteriores.







sexta-feira, 3 de março de 2017

Videoformação (simulação vídeo) e formação de professores

Vou começar conferência aqui, como está a ser hábito
Título:
Tempo, espaço e comunicação multimodal  em cursos de formação de professores 

De acordo com o Decreto-Lei 74/2006,

«O grau de mestre é conferido aos que demonstrem:
Possuir conhecimentos e capacidade de compreensão a um nível que (…) permitam e constituam a base de desenvolvimentos e ou aplicações originais, em muitos casos em contexto de investigação (…)
Possuir capacidade para integrar conhecimentos, lidar com questões complexas, desenvolver soluções ou emitir juízos em situações de informação limitada ou incompleta (…);

Ser capazes de comunicar as suas conclusões, e os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes, quer a especialistas, quer a não especialistas, de uma forma clara e sem ambiguidades»
Para se ser professor é preciso o mestrado.
Como é que os cursos de professores desenvolvem estas competências nos futuros professores? 
Em que situações têm os professores de saber comunicar? Em situação de comunicação «científica», como todos os mestres, para dar a conhecer o seu trabalho de investigação aos pares e à comunidade científica e, também, em situações de comunicação com crianças e adolescentes?
Recuando no tempo... na formação de professores havia tempo: os cursos eram mais longos.
«Observando» o espaço: as instituições de formação, nos anos de 1980- 2005 tinham espaços específicos para desenvolverem competências de comunicação didática: A Faculdade de Matemática da Universidade de Coimbra tinha salas de micro-ensino (utilizei  equipamento na minha tese de doutoramento),  a ESE da Guarda e a de Coimbra  tinham salas de micro- ensino, a  ESE de Santarém tinha  uma sala de micro-ensino, posteriormente reconvertida em sala de videoformação, e um centro de línguas também equipado para video-formação...
Que aconteceu a estes espaços específicos?
Foram reconvertidos  quase sempre em centros de informática, muitos com material obsoleto  mal acabava de ser comprado e os estudantes dos cursos de professores foram desviados para outros espaços, dado que as escolas se abriram a cursos de comunicação...
Mas será que, hoje, com telemóveis e tablets se justificam salas específicas?

Esta será uma questão a que procuraremos dar resposta, aprofundando, claro, a questão da metodologia: será que a videoformação  (metodologia que começámos a utilizar nos anos 80 do século passado) se  justifica?
Nos planos de estudos de cursos de professores  e nas fichas curriculares quais as metodologias adotadas para desenvolver as competências referidas? A videoformação aparece?  Aparecem simulações globais ou simulações de sequências? Quais os instrumentos de observação das interações? 


Se olharmos para o que se passa nas empresas ... temos a resposta.
Mas, no nosso caso, é preciso ir  ver...
E começa aqui a pesquisa bibliográfica, em formato rascunho ou colagem.

Seminário de 2015  da cátedra UNESCO e  formações desenvolvidas em 2016 
Chaire UNESCO "Former les enseignants auXXIe siècle"

La chaire Unesco « Former les enseignants au 21e siècle » est une interface pour favoriser dans la francophonie la circulation des savoirs et viser un dialogue constructif entre les mondes universitaires, politiques et professionnels qui ont tendance à se tourner le dos. Depuis 2012, la chaire déploie ses actions autour de quatre objets de recherche et de formation : a) nouveaux espaces de formation, b) nouveaux outils de formation avec évaluation de leurs effets, c) trajectoires professionnelles des enseignants tout au long de leur vie et d) professionnalité des formateurs d’enseignants. Des conférences de consensus et dissensus autour de ces quatre objets ont été organisées en 2014 avec plus d’une soixantaine de chercheurs et de spécialistes internationaux et sont consultables sur le site de la chaire.
Publicações

La formation des enseignants en Europe

Approche comparative

https://www.cairn.info/la-formation-des-enseignants-en-europe--978280416202.htm

Chapitre13. Observatoire de l’évolution de la professionnalité enseignante etdispositifs de formation de simulation vidéo

https://www.cairn.info/la-formation-des-enseignants-en-europe--978280416202-p-205.htm

Cyrille Gaudin (2014)

Analysed’activités de formation exploitant le visionnage de vidéos et de leurs effetssur l’activité professionnelle d'enseignants novices : une étude de cas enéducation physique et sportive

http://www.theses.fr/2014TOU20095


Cyrille Gaudin (2014)

QUE SAIT-ON DES USAGES DE LA VIDÉO EN FORMATION DESENSEIGNANTS ET DE LEURS EFFETS ? 

http://ife.ens-lyon.fr/formation-formateurs/catalogue-des-formations/formations-2014-2015/formations-cas/05-utiliser-la-video/cyrille-gaudin.pdf



Des séquences vidéo de classe pour la formation des enseignants

http://www.primlangues.education.fr/actualite/des-sequences-video-de-classe-pour-la-formation-des-enseignants

Exemplo: sequência de leitura

http://www.reseau-canope.fr/bsd/sequence.aspx?bloc=885696

Há várias plataformas em diferentes países:

France
http://neo.ens-lyon.fr/neo/themes/theme-1
Présentation des thèmes
http://neo.ens-lyon.fr/neo/themes/theme-2

Reino Unido

IRIS : The video-based pr


professional learning technology and implementation support

http://www.irisconnect.com/uk/products-and-services/

Quebeque

Issu d'une collaboration entre l'Université de Montréal et le CTREQ, Appui-Motivation présente le modèle CLASSE de la motivation élaboré par le professeur Roch Chouinard
Zoom sur l'expertise  pédagogique
http://zoom.animare.org/zoom

Estados Unidos
Universidade de Vírginia

MyTeachingPartner™, or MTP, is a system of professional-development supports developed through the Center for Advanced Study of Teaching and Learning. MTP improves teacher-student interactions, which in turn, increases student learning and development.
http://curry.virginia.edu/research/centers/castl/mtp
http://curry.virginia.edu/uploads/resourceLibrary/CLASS-MTP_PK-12_brief.pdf
http://curry.virginia.edu/uploads/resourceLibrary/Research_Brief_MTP-PreK_NICHHD2.pdf

As respostas para as diferentes perguntas colocadas serão esboçadas em comentários que se vão seguir. 


  

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Escher na Fundação Eugénio de Almeida, em Évora

Uma oportunidade única para conhecer este pintor. Ou será antes arquitecto, matemático, criador de mundos virtuais (antes do tempo), um "mestiço de culturas"? E que espaços e tempos foram os espaços e tempos de Escher? Pode-se «subir para cima»? e «descer para baixo»?
Gosto mais desta fase.


Picture gallery Recognition and Success 1955 - 1972


Ver, por exemplo:
Ascending and Descending 1960
Print Gallery 1956 Lithographer

Obrigatório percorrer a Galeria. Infelizmente, a página da Fundação não reflecte a importância da exposição.

Colóquio «Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos»

Vai ter lugar na universidade de Aveiro Colóquio subordinado a este título. Organizado pela REDE PICNAB- Projeto internacional de investig...