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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Ensino Superior... «áreas de coordenação», agrupamentos, fusões...

Em dia de grande confusão no ensino secundário e para marcar a «minha adesão» à greve, aqui vão algumas perguntas sobre o ensino superior:

Quantas universidades haverá neste momento? Sou eu que estou enganada ou...  há 9? Vejo toda a gente tão sossegada depois da proposta de vagas que fico espantada! Porque, ou me engano muito ou, nas «áreas de coordenação», há sempre uma instituição maior que vai «agrupar» e ficar com os «serviços centrais» de cada «agrupamento». Depois... se as vagas são distribuídas por «áreas», faz todo o sentido distribuir o financiamento  e será que se justifica ter um presidente/diretor em todas as instituições? E secretarias? E bibliotecas? E serviços sociais, e...e...
E os  professores poderão deslocar-se. Nem é necessário pagar-lhes... fazem serviço na mesma «área»! (era preciso um termo diferente de «agrupamento», isso é no básico e secundário!)... E como fazer a «requalificação» se os professores estão no topo das qualificações? Será que ainda se poderá falar de «requalificação» ou haverá necessidade de outro termo para evitar falar de  «despedimento»?  E assim, através das vagas, (um assunto tão pouco importante)  se fundem e se extinguem instituições e sem barulho!

Antes do governo tomar posse eu analisava o discurso «líquido» do candidato a primeiro ministro, mas, afinal ...

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Multimodalidade,discurso político,os meninos do governo e Miguel Gonçalves...

Marques Mendes comentava a falta de experiência e ignorância dos ministros, mas, como o gesto antecede a verbalização da ideia, teve tempo de corrigir o gesto de falta de juízo (com o indicador   na direção da testa) com uma formulação menos insultuosa, mas estava lá.

E, no mesmo dia,  via um «menino» do turismo  a falar e  pensava neste gesto e nas palavras... e em outros «meninos» do governo (parece que até há assessores com 21 aninhos!  Será?). Confiando muito nos jovens, sem isso não seria professora, não será um bocadinho cedo de mais? Não será preciso ler,  estudar, viajar, conhecer pessoas, culturas... para desempenhar   cargos que têm implicações na vida de todos?

E depois Miguel Relvas (a quem já não chamo Conde de Abranhos, porque seria um insulto para a personagem de Eça de Queirós) adivinhem quem foi buscar para «vender» o seu programa... pois o menino de quem falei no último post: Miguel Gonçalves!

Miguel! Pare um bocadinho para viver. Gaste uma parte das suas energias para aprender! Caso contrário, gasta as suas energias a falar só...  na necessidade das pessoas terem energia  (ou,  dado o contexto da intervenção de ontem, não será «chico-esperteza»)!  

quarta-feira, 20 de março de 2013

Miguel Gonçalves, TEDxYouth@ Braga, comunicação

Analiso há muitos anos as conferências TED, centrando-me no caso dos comunicadores de sucesso. Agora, é a vez de analisar o  formato TEDx  e um «conferencista» novo. Miguel Gonçalves é um caso de sucesso entre os jovens. Entre os mais velhos há muitos sorrisos (Ver Prós e Contra). Mas tem sucesso junto de empresas!
Por causa do conteúdo, mas muito pela forma!

Então qual a razão: a primeira não se serve do power point! Só fala, utiliza o «método expositivo»!

Apropria-se do espaço palco.

Utiliza as regras de construção dos discursos e produtos dos média:

  • a dramatização e a narrativização
  • a exemplificação
  • a cenarização
  • o suspense
  • a anedotização.


Serve-se de uma linguagem clara, viva, com o tratamento por tu (você), algum calão «(isto não é só à chapada» e expressões populares e  interpelação constante do público, emprego do imperativo: «Não desistas», «Faz»..
Utiliza frases-slogan: «se não estás a tremer não está a acontecer», «currículos são spam», «cv é canal de vendas».
Utiliza expressões figurativas: «um mal nunca vem só»
Metáforas constantes: chave de fendas, gato preto...

A entoação e o ritmo reforçam a dramatização.

Passando aos comportamentos no espaço, desloca-se...ao mesmo tempo que fala. Tem muito gestos interativos, de regulação da atenção do público, de  empatia. Ao mesmo tempo que utiliza o nós utiliza gestos de designação, mas sobretudo gestos que envolvem o público ao mesmo tempo que o trata por tu.
Gestos com função cognitiva, de tipo ilustrativo, que  levam o público a antecipar o conteúdo. O gesto precede, por exemplo enunciados do tipo « empurra para a frente», «desagrafar áreas», «enormíssimo»...
Pontua a intervenção com gestos discursivos (os tais que desaparecem muitas vezes quando os meus alunos utilizam power point, aliás todos os gestos - a não ser os de manipulação do computador ou do comando desaparecem).

Se lecionasse discurso dos  média ou comunicação interpessoal, analisaria com os meus alunos estes vídeos. É um caso de sucesso jovem que contraria todos os discursos sobre os males dos «métodos expositivos», sobre a necessidade de recorrer o power point (que pode, por vezes,  transformar os bons em maus comunicadores e que pode ajudar os maus comunicadores, professores). Os bons professores sempre utilizaram métodos expositivos e fazem-se ouvir. Tem um conteúdo positivo e bem  precisamos dele! Situa-se na mesma linha de muitos professores, no Ensino Superior, que «ensinam» os alunos a comunicar e a ter atitudes positivas e a respeitar os outros... Não é só o Miguel Gonçalves!

Poderemos dizer que é um «vendedor de banha da cobra» ou até pode ser ele a ganhar as próximas eleições... !
É,seguramente, um caso a analisar para encontrar meios de encenação dos discursos.








terça-feira, 6 de novembro de 2012

Refundação pelos obreiros do nada!

Quando ouvi «refundação», na minha cabeça, surgiram os termos «fundação da nacionalidade, D  Afonso Henriques, D. Dinis, D.Manuel, Descobrimentos, D. João IV , o Marquês de Pombal, Duarte Pacheco...
Depois... na fundação lembrei-me de alicerces, profundidade, suporte,consistência, construção...

Depois destes  2 brain stormings ficou-me uma (?) dúvida e novo brainstorming:

Obreiro
25 de Abril  - militares
Construção do SNS- PS
Construção de estradas, pontes, hospitais, escolas, centros desportivos - Ferreira do Amaral, Sócrates

É um brainstorming... a minha memória não se lembra de tudo!

E depois há os obreiros do «nada» (que fui buscar o «nada» a Marcelo Rebelo de Sousa, mas poderia ser eu a dizer) :

Pescas- Cavaco Silva, Alemanha, França... pescadores que receberam subsídios
Agricultura- idem
Indústria-Sócrates (as fábricas poluem era melhor autorizar centros comerciais), Passos Coelho e, ainda assim, há um ministro mal amado, mas esforçado na economia!
Comércio- Passos Coelho
Restauração - Passos Coelho
Segurança Social- Passos Coelho?
SNS- Passos Coelho?
Escolas- Passos Coelho?
Serviços- Passos Coelho?
Contribuintes, pessoas- Passos Coelho.

Então... só ficam os ministros e deputados... a fazer o quê já que o país ficará reduzido a «nada»? E é possível refundar o «nada»? Os maoístas assim pensaram,  mas hoje a China  ( Ver  Revista Pública desta Semana- o retrato não é bonito!)...

E nós... perdemos tudo?



Antes das eleições falei do «discurso líquido» do candidato a primeiro ministro. Haverá discurso mais líquido do que a «refundação do nada»?


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Comportamentos paradoxais... país doente!

Costuma falar-se de «comportamentos paradoxais» ou de «double bind» quando um dos progenitores diz «não» a uma criança e o outro diz «sim» ou se ri de forma trocista.  A criança não sabe quem tem razão.

As imagens de ontem da Assembleia da República não deixam dúvidas: Temos Paulo Portas- que não aprecio particularmente  -  a ser criticado. E que faz o Primeiro Ministro para não falar do Conde de Abranhos, perdão, enganei-me José Relvas? Riem-se. Que mensagem estão a «desqualificar» para utilizar o termo técnico, o colega de governo Paulo Portas ou o responsável pelas finanças, também ele sério? Ou estarão a rir-se de nós?

O país precisa de saber a resposta a esta questão. Se  não tiveram  família ou escola que os ensinasse a ter o mínimo  de boas maneiras- pelos vistos quando andaram na escola não eram muito apreciados, apesar de tentativas para agradar a professores (cf opiniões, na terra, sobre Relvas) e  frequentaram-na  pouco -  ao menos podiam pedir a empresa de consultores opinião sobre regras de bom comportamento. Já agora, parece que uma dessas empresas (amiga) será contratada pela RTP, não chegam os da casa! Outra mensagem  de «double bind»! Afinal temos de poupar ou podemos gastar com os amigos (cf Expresso de hoje)!

Onde andam os políticos educados? E com bom senso, respeitadores... 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O discurso dos políticos

Ainda não encontrei discursos de políticos do mesmo dia. Mas, ao ouvi-los de forma ocasional, tenho a sensação de que Paulo Portas assume-se como «Eu», utiliza a modalidade deôntica (discuso prescritivo) e predominam verbos de acção, muitos no futuro; noção de quantificação, com numerais. Sócrates está a utilizar muito o discurso narrativo, muitos verbos de acção, mas demasiados tempos do passado, noção de quantificação. Passos Coelho anda enredado na modalidade apreciativa, muitos substantivos abstractos para a qualificação... e assumiu o «eu» de forma curiosa... em relação ao seu futuro ministro «Eu é que decido!» E que está na memória de todos nós... que figura de humorista? E onde estão os argumentos com substantivos concretos, números... as novas oportunidades são más, mas... com que argumentos justifica essa sua avaliação? E, na cultura, qual é a sua formação? Não encontrei nada na página do sítio do partido. Gostaria de saber. Discurso líquido ainda!

Não estou a gostar. O país continua com poucas expectativas em relação a futuros ministros com competências culturais (quem é o Conde de Abranhos, quem é ?), científicas, técnicas, relacionais - de todos os partidos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

«...Uma razão para ter esperança» ou não... e o discurso «líquido»

Mais um desabafo... apesar da Universidade de Pasárgada não estar vocacionada para polémicas!

Santana Castilho considera que «o PSD tem uma política clara sobre avaliação do desempenho» que passa pela distinção entre avaliação e classificação, sendo que a primeira é interna e a segunda externa. Neste caso, não podia estar mais de acordo. Como escrevi em outro artigo, sempre me avaliei e sempre gostei de ser «classificada», em provas académicas, por professores a quem reconhecia competência. Não gostaria de ser avaliada por pares. Não sei se esta opinião é muito pacífica. Fui avaliadora no processo de «acesso ao 8º escalão», nomeada por um governo PSD, num processo muito contestado. A seguir veio o PS e, sem que houvesse avaliação do modelo, este caiu para fazer a vontade aos professores e aos sindicatos. Infelizmente «cá se fazem, cá se pagam» - para utilizar expressões tão ao gosto do líder do PSD!

Ao menos... uma «proposta clara»! Já que outras continuam «abrangentes», implicando «mudança do actual paradigma estatizante»... Muitos substantivos abstractos e adjectivos qualificativos!

Também parece que «sobre a economia estão pensados um programa e uma agenda» segundo o Público. Ainda bem - digo eu! E depois foi a questão do IVA, da CGD e agora reafectação de fundos do QREN para a Segurança Social! Será que sou eu que estou a ver um fosso entre o rio(discurso líquido) e alguns pedregulhos espalhados no leito do rio? E será que não encalhamos?

Eu não tenho muita esperança!

Colóquio «Educação e mobilidades: línguas, culturas,discursos e sujeitos»

Vai ter lugar na universidade de Aveiro Colóquio subordinado a este título. Organizado pela REDE PICNAB- Projeto internacional de investig...