Já analisei neste blogue o discurso «demonstrativo» e o «interessante», referindo-me ainda depreciativamente ao discurso «achativo». Ontem, ao ver o telejornal e o comentário de Márcia Rodrigues, não pude deixar de fazer o comentário seguinte: a que propósito tenho de pagar a uma jornalista para estar em Nova Iorque para «mandar bocas» sobre DSK? Já tem feito reportagens correctas em cenários de guerra, por exemplo.
Um correspondente - se se justificar, porque hoje há muitas maneiras de aceder a notícias e mesmo a análises - tem obrigação de reportar os factos e apresentar análises baseadas em argumentos, tentar o demonstrativo... não fazer o comentário jocoso, cínico - tenho pena de não ter tomado notas... do discurso da referida jornalista. Os comentários achativos cabem aos espectadores!
Já agora... o piscar de olhos de José Rodrigues dos Santos podia ficar bem num jovem jornalista... não há razão para o manter. No final dos jornais é conveniente terminar com uma notícia menos séria, com uma curiosidade para estabelecer a ligação com a publicidade e a programação de entretenimento, mas o piscar de olhos... pode até não ser nada bonito na nossa cultura!
Creio que vou mudar de canal, apesar de pagar para a RTP e, no entanto, sou grande defensora de um ou dois canais de televisão pública.
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