Já analisei neste blogue o discurso «demonstrativo» e o «interessante», referindo-me ainda depreciativamente ao discurso «achativo». Ontem, ao ver o telejornal e o comentário de Márcia Rodrigues, não pude deixar de fazer o comentário seguinte: a que propósito tenho de pagar a uma jornalista para estar em Nova Iorque para «mandar bocas» sobre DSK? Já tem feito reportagens correctas em cenários de guerra, por exemplo.
Um correspondente - se se justificar, porque hoje há muitas maneiras de aceder a notícias e mesmo a análises - tem obrigação de reportar os factos e apresentar análises baseadas em argumentos, tentar o demonstrativo... não fazer o comentário jocoso, cínico - tenho pena de não ter tomado notas... do discurso da referida jornalista. Os comentários achativos cabem aos espectadores!
Já agora... o piscar de olhos de José Rodrigues dos Santos podia ficar bem num jovem jornalista... não há razão para o manter. No final dos jornais é conveniente terminar com uma notícia menos séria, com uma curiosidade para estabelecer a ligação com a publicidade e a programação de entretenimento, mas o piscar de olhos... pode até não ser nada bonito na nossa cultura!
Creio que vou mudar de canal, apesar de pagar para a RTP e, no entanto, sou grande defensora de um ou dois canais de televisão pública.
Blogue de professora de didáctica das línguas, de análise do discurso dos média, de comunicação, de mediaculturas... com «aulas virtureais»... e alguns desabafos.
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A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»
A propósito de artigo de Daniel Bessa no jornal «Expresso» de hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....
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