Em conversa com colegas com quem partilhei casa, em tempos de estudante, durante a crise académica de1968- 1969, em Coimbra, estivemos a recordar a casa: casa boa, direi mesmo excelente, para o tempo, com 7 meninas «muito finas», a dona da casa com brasão e a empregada. Pequeno almoço, almoço, jantar e lanche (trazido pela empregada ao quarto com chá e pão com manteiga (às vezes a cheirar a cebola), mas éramos umas privilegiadas. No entanto, partilhávamos uma única casa de banho. O banho, semanal, devia ser marcado com antecedência, para a empregada aquecer as panelas de água e colocar a água no balde, em lata. Depois era puxar o fio do balde, uma primeira ensaboadela e direito a puxar mais uma vez o fio. Se ficasse ainda sabão havia que recorrer à água fria. Não há dúvida que gastávamos menos água, na altura!
Mas também não era só em Portugal que a questão se colocava. Em cursos de férias em França, hotéis de 1 ou 2 estrelas, razoáveis... a salle d'eau... ficava , normalmente, nas escadas e, para o banho... era preciso pagar uns franquitos.
Agora ouvimos tantas queixas!
Blogue de professora de didáctica das línguas, de análise do discurso dos média, de comunicação, de mediaculturas... com «aulas virtureais»... e alguns desabafos.
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A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»
A propósito de artigo de Daniel Bessa no jornal «Expresso» de hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....
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