O Discurso do Rei leva-me a tecer algumas considerações sobre comunicação interpessoal.
Na minha tese sobre comunicação não verbal, citava D.Abercrombie : «Nous parlons avec nos organes vocaux, mais c'est avec tout le corps que nous conversons ». Este poderia ser o resumo do filme.Centrado sobre o «discurso» mais do que sobre uma época, opção que não agradou a todos os críticos, mostra a relação entre a dimensão para-vocal e quinésica e a importância das emoções na comunicação interpessoal. O terapeuta, sem títulos, mas com experiência, adopta para além de recurso a técnicas- a pedido do rei para o desenvolvimento dos gestos articulatórios- leva este a verbalizar as suas emoções recorrendo à provocação verbal, à música, ao gesto, adoptando comportamentos de designados de «em espelho oposto».
Planos lindíssimos dos dois actores...
Deixo as críticas mais centradas sobre o filme aos críticos, até porque hoje não consigo escrever. Uma gripe impede-me de «conversar». Não me apetece escrever mais...
Faço como me parece que aconteceu a Woody Allen (com as devidas distâncias) em «Vai conhecer o homem dos seus sonhos». Será que se fartou do filme antes de o acabar, mas assim como assim... «vão gostar na mesma»- dirá Woody Allen?
Blogue de professora de didáctica das línguas, de análise do discurso dos média, de comunicação, de mediaculturas... com «aulas virtureais»... e alguns desabafos.
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A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»
A propósito de artigo de Daniel Bessa no jornal «Expresso» de hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....
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