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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Provas finais de...

Com este título vou ter o máximo de leitores possível... É verdade... as provas finais estão a formatar as práticas dos professores, os manuais escolares e outros recursos pedagógicos. Basta percorrer as estantes das livrarias ou folhear cadernos de alunos para nos darmos conta desse desvio... «Professora, nós precisamos de treinar aquelas 4 perguntas para termos logo os 4 valores». Contextualizando... trata-se do pedido de alunos do 12º ano  a professores de Português, em relação às questões de verdadeiro/falso, escolha múltipla, preenchimento de espaços, presentes em todas as provas.

Com os maus resultados deste primeiro período, os alunos vão ter de «treinar», em turmas especiais. E qual é o remédio? Fazer «provas finais». Há cadernos de todas as editoras!

E, assim, distribuindo provas finais para preencher, podemos ter 30 ou mesmo 50 alunos por turma!

E será preciso formar professores? Não, claro!. Só leitores de soluções!

O behaviorismo está aí outra vez! «Tantos exercícios vão fazendo que hão de ter bons resultados! Até pode ser que adivinhem as questões dos testes que começam a ser previsíveis!»

Mas formar não é  levar a gerir a imprevisibilidade! Onde está a aprendizagem? No «treino»? Também, mas só?

Será isto o que os decisores políticos desejam? Enquanto há tempo pensem! Os resultados do Pisa e PIRLS até não foram assim tão maus... mas isto foi antes da «didática das provas finais»! Graças aos professores (cf  Crónica de Santana Castilho).

Professores! Formar é muito mais do que treinar alunos para fazerem provas finais!

Investigadores! Impõe-se fazer investigação não tanto sobre o que os professores/alunos pensam mas sobre o que fazem e como o fazem. A Didática é uma disciplina de problematização - temos, neste momento, muitos problemas, num contexto problemático -  o que implica conceptualização, análise de práticas, materiais, da comunicação... para intervir, melhorar. A Escola precisa de investigadores em Didática das Línguas-Culturas!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Daqui a dez anos, a Internet será como nunca a imaginaremos

Este é o título de artigo  de Joana Gorjão Henriques no jornal Público de 25 de novembro. Vai seguir-se a publicação de entrevistas. 
Quais as alterações, segundo os autores citados (Clay Shirky, Nicholas Carr, Jeff Jarvis, Ethan Zuckerman e Evgeny Morozov)? Vou agrupar, segundo um processo muito utilizado pelos bloguers: uma lista!


  • deixámos de escrever à mão
  • partilhamos a nossa vida nas redes sociais
  • estamos ligados permanentemente
  • concebemos a Internet como integrada na nossa vida
  • misturam-se o real e o virtual
  • passamos da conversa à ação coletiva
  • expomos as nossas vidas publicamente
  • encurtámos distâncias
  • organizamo-nos (os ditadores  e os piratas também!)
  • perdemos  capacidade de concentração e somos menos reflexivos (Carr)
  • o pensamento tem-se tornado errático e rápido
  • fazemos várias coisas ao mesmo tempo, interrupções
  • perdemos a capacidade de afastar distrações e de sermos pensadores atentos.


Refletindo sobre o que a Internet fez comigo, ou melhor, o que eu faço com a Internet...

Olhando para a minha grande secretária muito mais desarrumada do que há 10 anos: um computador, algo lento... e por isso vejo o Facebook no Smartphone, ao mesmo tempo que espero por informação que procuro na Internet, e,  assim, combino o que quero  procurar com  o que «está a correr constantemente» e... o que o multitasking me está a fazer! tenho postits em que escrevo à mão bocados de artigos que «estou  escrevendo», tópicos para o blogue e... como é possível!... «estou pintando» (espero que as tintas sequem, vejo facebook, pesquiso, respondo a mails e...  ontem  nestas passagens múltiplas dei um erro ortográfico de palmatória num SMS e enviei sem ler (devo ter pensado que estaria  a escrever em francês...) passo do francês para o português e que remédio! para o inglês! Escrevo listas como esta em que estou a  «fundir» vozes de autores diferentes! Será que esta ginástica evitará o Alzheimer? Espero que sim. 

Felizmente vou escrevendo artigos «mais sérios», concentro-me, isolo-me. Leio alguns autores com tempo... Converso com amigos...  

Recebi ontem um mail de uma jovem que me dizia que não tinha visto a minha mensagem porque teria estado em férias... Também  eu me dei conta de que fazia o mesmo até ao ano passado! A partir do momento em que tenho um smartphone  não tenho férias... de 10 em 10 minutos vejo correio, estou no café à espera da bica e... Por isso, não vou querer roaming de  dados quando for para o estrangeiro, mas aqui...!

A maior transformação da minha vida foi o iphone, mas vou ter de «domesticar» o objeto, será mesmo objeto?

E que acontece com as crianças e os adolescentes?

Leitura em superfície? Pensamento errático? Incapacidade de concentração? Reflexão superficial? 

Mas a sociedade exige cada vez mais capacidades de análise, de relacionação, de síntese, de argumentação... Como fazer? 

A entrevista de Nicholas Carr é  publicada no dia 28. Até breve!



domingo, 24 de junho de 2012

Le charme mystérieux du Français et de la France


Le charme mystérieux du Français et de la France
Tout est calme, luxe et volupté
Sous le Pont Mirabeau

Tels  les titres  que je pourrais donner à ces commentaires sur la partie touristique de mon déplacement à Paris pour participer au Colloque du GERFLINT sur la Laïcité.
Sans programme-  Orly 10 heures, 12 heures le Luxembourg…  je passe sur un  pont de Pais, j’assiste à la messe à Notre Dame,


 encore un pont…  un sandwich,  14.30 le Théâtre de la Ville «Danse élargie», concours international, événement nouveau , du type Pecha-Kucha ( 10 minutes  et minimum de 3 interprètes), gratuit ! 15.50 un autre programme m’attend. Celui-là billet réservé :  «Matisse, paires et séries».  Je connaissais quelques déclinaisons de la même thématique par Matisse, mais je n’avais pas imaginé cette idée de «paires et séries». J’ai beaucoup aimé.  Et si on  regardait  les «paires» de  Matisse en classe


Ensuite Gerhard Richter, encore à Beaubourg et, même rapidement le parcours du Musée d’Art Moderne. Et pourquoi pas l’invitation à regarder  «Multiversités créatives» : « ce mot-valise, formé à partir du préfixe «multi» et du substantif «diversité» rend compte d’univers créatifs multiples en transformation» - peut- on lire-dans le programme ? Je n’ai pas beaucoup compris, mais…
Crevée, bon dîner. La partie finale du Portugal- Hollande m’attendait à l’hôtel !
Lundi Colloque, fin d’après midi tour des librairies : Techné est fermée ! Que je déplore la fin des petites librairies !
Et je file à Garnier : «La fille mal gardée». Spectacle très  beau, drôle, décor magnifique et…  à la fin une «étoile» est nommée. Ce n’est pas tous les jours ! (On arrive à voir dans des places à 9 euros qui sont les seules pour les gens  qui décident à la toute dernière minute !)  Que l' édifice est beau et j’aime bien les belles robes !  
Mardi Colloque, 18.30… j’hésite Racine –Rameau à Garnier, Le barbier de Séville à Bastille : je suis crevée, alors… Le Barbier de Séville. Spectacle magnifique, les édifices modernes n’ont pas le même charme mais ils permettent des décors «multimodaux». Je déteste les anachronismes, pourquoi les lunettes de soleil… et  le maillot de l’équipe française de football et les drapeaux ! Petite parenthèse : encore de belles robes, billet 40euros, bonne place, même si soustitrage non visible était annoncé dans le billet ! 
Tout ceci pour dire que la France pour quelqu’un qui aime le français c’est le charme des mots, c’est la beauté, le luxe, le calme, le plaisir de se promener au hasard, de rencontrer des gens, de regarder des traces culturelles du passé, de trouver du nouveau stimulant, de rencontrer une ambiance de colloque stimulant… Ce n’est pas parce que l’on nous propose des contenus (exclusivement) sur la laïcité que l’on a envie d’apprendre le français ou de rencontrer les français ou de «vivre avec des français»…  Quand je proposais, dans mon premier manuel dans les années 80, des documents authentiques «laïques» ou de «cidadania», un élève qui a doublé m’a posé la question suivante  dans les couloirs : «pourquoi vos classes l’année dernière étaient aussi intéressantes  et vous venez de faire un manuel  tellement ennuyeux ?!». Par la suite … j’ai entendu et j’entends encore dire : «les livres de français sont dépressifs» ! Cela n’empêche que le devoir de l’enseignant est de ne pas cacher la réalité et de donner aux élèves les moyens de la prendre en compte. Je suis donc contre les «discours de «l’enfermement» (Demorgon, dans le Colloque)  mais d’ouverture à ce qui n’est pas très agréable, mais aussi… prenons plaisir à enseigner les langues-cultures ! Sur la lecture (avec eye tracking) des documents «dépressifs» contenus dans des épreuves d’examen … j’ai écrit un post. 

sábado, 28 de abril de 2012

30 alunos por turma? «O difícil é sentá-los!»

Questões pedagógicas, didáticas, pragmáticas e até neurológicas... Como dizia o Professor Marçal Grilo «o difícil é sentá-los!», porque... muitos nunca se sentaram à mesa para comer, nunca se sentaram no sofá para conversar com os pais ou ler um livro! Também não foram educados a ouvir! Sentam-se, por vezes em frente ao computador e os pais até lhes levam o jantar! E agora Senhor Ministro? O aumento número de alunos por turma tem sido desaconselhado, porque é difícil um acompanhamento de cada aluno. Mas, no que diz respeito ao ensino específico das línguas tanto do Português, como das línguas estrangeiras,a situação é pior.Tem-se apontada a questão da dificuldade de desenvolvimento das competências de oralidade (compreensão do oral e sobretudo expressão oral. Refira-se que, uma aula «clássica» - e com este número é difícil não seguir este modelo - obedece, quase sempre, à «regra» dos 2/3: 2/3 das intervenções verbais são efetuadas pelo professor e 1/3 pelos alunos. Se se dividir este tempo pelos 30 alunos significa que há grande possibilidade de alguns alunos nunca terem uma intervenção ao longo do ano. Como podem atingir um patamar sequer do QECR referencial das metas portuguesas? Mas, mais grave, como têm mostrado especialistas em comunicação (Hall, Sommer, Adams, Biddle, Maslow, Cosnier,Estrela…) o espaço ou a falta deste são responsáveis por problemas de comunicação, gerando, nomeadamente, atos de indisciplina e atos de destruição de mobiliário. Sommer mostra,por exemplo, que os alunos que se situam nas últimas filas (única maneira de organizar o espaço com 30 alunos,) do lado direito ou esquerdo da sala, dificilmente serão vistas pelo professor, pelo que não terão oportunidade de tomar a palavra e facilmente criarão problemas de indisciplina. E depois há a questão da empatia ou dos comportamentos em sincronia. Segundo estudos sobre os «neurónios-espelho», os nossos comportamentos mobilizam não só a nossa atividade cerebral, mas provocam atividade em espelho nos destinatários. Assim, aperceber-se das emoções, dos gestos do professor ou do aluno que explica leva a aprendizagens por imitação, nomeadamente em disciplinas que têm como objeto a língua-cultura. Será isto possível numa sala com 30 alunos? E os resultados que se pretende que os alunos atinjam? Será que as metas vão ser definidas em termos de «présent de l'indicatif du verbe être»? Se for assim ,talvez se consiga, mas os nossos alunos ficarão muito mal numa avaliação que tenha em conta os indicadores do Quadro Europeu Comum de Referência: Sublinhe-se que as metas, como estavam definidas, eram uma boa declinação deste referencial europeu. Por favor autores das metas... analisem este e outros referenciais europeus!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Ipad, tecnologias e ...mudanças cognitivas

Ao vermos este vídeo



podemos perguntar-nos: como fará este bébé para processar a informação. E isto porque estudos de Mangen e Jean Luc Velay, por exemplo, demonstram que a perceção tátil (é assim que se escreve?) e os movimentos da mão têm implicações na cognição e na memorização. Então se a criança não folheia (gesto da continuidade) mas aponta, arrasta... que consequências haverá no seu desenvolvimento e aprendizagem?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Google Effects on Memory

A capacidade de memorizar está alterar-se. Memorizamos mais facilmente a localização da informação do que esta, segundo estudo de Betsy Sparrow, publicado na Science. Memorizamos também mais facilmente a informação que achamos  que não está posteriormente disponível para consulta.
Isto faz-me pensar nos Power point que são dados ou não aos alunos. Parece que tenho razão em ter deixado de os disponibilizar. Primeiro os alunos tiram notas e depois...

terça-feira, 15 de março de 2011

Aprender mesmo com maus programas ou maus jogos

Não gosto do jogo dos passarinhos e fisgas que jogam os adultos que não brincaram com fisgas quando eram pequeninos- não sei quantos milhões de utilizadores.

Mas também se aprende com maus programas de televisão e maus jogos. O quê?

Dou respostas a estas perguntas no artigo publicado na Revista Recorte
«(...) gostaria de tecer algumas considerações sobre as aprendizagens que se podem fazer nos diferentes espaços de aprendizagem em relação com a Escola. As minhas reflexões decorrem da “leitura” que tenho feito dos ecrãs da televisão e do computador (cf. FERRÃO TAVARES, 2000, 2004, 2005, 2006) e estão apoiadas num livro com título polémico Tudo o que é mau faz bem de Steven Johnson (2005). O autor deste livro pretende demonstrar que mesmo que os conteúdos disponíveis nos media não sejam da maior qualidade, mesmo que os valores transmitidos não sejam os mais correctos, fazemos aprendizagens colaterais enormes pelo que “nos estamos a tornar mais inteligentes”. Assim o autor retoma a seguinte afirmação de John Dewey, no seu livro Experience and Education “Talvez a maior de todas as falácias pedagógicas seja a ideia de que uma pessoa só aprende aquilo que está a estudar em determinado momento. A aprendizagem colateral como via para a formação de atitudes duradouras, de gostos e aversões, pode ser e é muitas vezes mais importante do que uma lição de ortografia, de geografia ou de história. Essas atitudes são fundamentalmente aquilo que vai contar no futuro”(JOHNSON, 2005:47). O plano das operações cognitivas é um dos planos nos quais Steven Johnson reconhece os benefícios dos jogos de computador ou das séries televisivas. Johnson propõe, precisamente, “ver os media como uma espécie de exercício cognitivo” ( id . 24). Assim, a adaptação que as crianças fazem hoje “a uma sequência cada vez mais rápida de novas tecnologias também treina a mente a explorar e dominar sistemas complexos. Quando ficamos extasiados com a sabedoria tecnológica de uma criança de dez anos, deveríamos celebrar não o facto de ela dominar uma plataforma específica - por exemplo, o Windows XP ou o Gameboy - mas a sua capacidade, aparentemente sem qualquer esforço, de compreender novas plataformas, sem sequer ter de olhar para um manual. A criança não aprendeu apenas as regras específicas intrínsecas a determinado sistema; aprendeu princípios abstractos que podem ser aplicados a qualquer sistema complicado”. ( id . 162, 163). A questão da narratividade é outra dimensão referida por Johnson. A narratividade proporcionada pelas ferramentas tecnológicas implica o desenvolvimento de operações cognitivas mais complexas. O facto das séries televisivas e dos jogos informáticos apresentarem hoje muitos fios narrativos vai exigir mais esforço ao seu destinatário do que as séries do início da televisão.3 O destinatário tem de “preencher lacunas de informação” para compreender estas séries ou chegar ao fim de um jogo o que lhe exige a necessidade de relacionar, de comparar, de contextualizar.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Museus... no telemóvel

O Director do Museu Nacional de História Americana, numa entrevista ao Público de hoje, refere a importância do telemóvel enquanto meio de acesso à informação, mas sublinha
« O importante aqui (nos museus) é conseguir manter a atenção das pessoas - nós queremos que elas estejam a olhar para cima, e não para baixo. Num mundo cada vez mais virtual (...) há algo de mágico no acto de olhar para um objecto real, autêntico: É nisso que reside o fascínio da experiência de visitar um museu. A tecnologia potencia essa experiência, mas jamais a substitui».

As visitas virtuais do Google ART dão-nos a possibilidade de viajar nos museus, mas falta-nos a emoção do ver de perto o objecto, da deslocação face ao objecto, acrescento eu. Aprendemos muito nas visitas virtuais, mas para sentir...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Bolonha 1- alguns paradoxos

Bolonha implica, segundo o Decreto- Lei 74/2006, Cap. III, art. 15, que os estudantes de Mestrado demonstrem que possuem « conhecimentos e capacidade de compreensão (...) que «permitam e constituam a base de desenvolvimentos
e ou aplicações originais, em muitos casos em contexto de investigação;» que saibam « aplicar os seus conhecimentos e a sua capacidade de compreensão e de resolução de
problemas em situações novas e não familiares,em contextos alargados e multidisciplinares,ainda que relacionados com a sua área de estudo;» que revelem «Capacidade para integrar conhecimentos, lidar com questões complexas, desenvolver soluções ou emitir juízos em situações de informação limitada ou incompleta, incluindo reflexões sobre as implicações e responsabilidades éticas e sociais que resultem dessas soluções e desses juízos ou os condicionem;» que sejam «capazes de comunicar as suas conclusões,e os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes,
quer a especialistas, quer a não especialistas,de uma forma clara e sem ambiguidades;» que revelem «Competências que lhes permitam uma aprendizagem
ao longo da vida, de um modo fundamentalmente auto-orientado ou autónomo.


Sendo assim,
O estudante tem, em menos tempo, de fazer mais, de ir mais longe na sua aprendizagem ...sem professor... tem de ser autónomo. Ora a autonomia não se decreta. A autonomia por decreto inscreve-se no que P. Watzlawick designa como comunicação paradoxal. Trata-se de um comportamento de «double bind».

Não digo que não haja estudantes que atinjam estas metas. Alguns entram no ensino Superior com estas competências. E não é difícil iniciá-los na investigação logo no 1º ciclo do Ensino Superior.

E os outros?

Os que não sabem pesquisar- escolhem a primeira solução num motor de pesquisa. Copiam-na sem a ler. Apagam as marcas de identificação das vozes citadas e apropriam-se delas, recorrendo a algumas substituições de uma ou outra palavra. Nuno Crato tem publicado artigos sobre «plágios, cópias e outras fraudes».

E que fazem os professores?

Sou de Educação e falo com alguma experiência. E não ando satisfeita comigo... Vejo muitos estudantes de Mestrado, de diferentes instituições, que não desenvolveram estas competências.
Como professora ... não tenho tempo.

Ouço, por aí, «O e-learning ou o blearning resolvem o problema». Aí também respondo. Devo ter sido uma das primeiras professoras não só a disponibilizar materiais- muitos fizeram e fazem isso - mas a dinamizar fóruns e chat com aulas virtuais de preparação de testes, de correcção individual de testes, de discussão de temas, de metodologia de investigação, de correcção de erros ortográficos... desde 2006. Os meus alunos foram dos primeiros «You»- cidadão do ano da revista Time. Tenho quase todos os meus artigos disponíveis na rede. Iniciei muitos professores do PNEP na plataforma MOODLE. Tenho uma unidade curricular aberta na Ninehub. Tenho um blogue.
Mas não estou satisfeita...vou escrever alguns artigos sobre esta questão.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

e- Book no Ensino Superior mais cedo do que previsto?

Dentro de 2 ou 3 anos, segundo Larry Johnson, CEO of the New Media Consortium. Alguns dados do  Relatório  desta instituição - que vai ser divulgado em Janeiro 2011- serão apresentados no EDUCA-BERLIN de  1 a 3 de Dezembro.  Pode ler-se já uma entrevista a Larry Jonhson sobre este assunto e   sobre efeitos da realidade aumentada na educação. Os meus alunos do ano passado lembram-se deste tópico de discussão? 

E já agora...como se lê e por que razão os imigrantes digitais têm tanta dificuldade  em tocar no ecrã... 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Redes sociais, blogues e aprendizagem. Os caso de Portland ... e o do PNEP

Como todos dizemos, as redes sociais apresentam muitos riscos para as crianças e adolescentes, por isso continuo a defender - na linha do que há uns anos defendia François Mariet, para a televisão, quando sublinhava «É a Escola que torna a televisão educativa» - que é à Escola e é às famílias que compete dar ferramentas aos alunos para estes se defenderem.
É esta a tese de Elizabeth Delmatoff que integrou as redes sociais nas suas práticas, em Portland e a de outros professores que, em vez de fecharem a Escola aos novos dispositivos comunicativos, levam a que os alunos faltosos regressem à Escola, a que descubram conteúdos «tradicionais», a que saiam da Escola para conhecer outros mundos. Há evidentemente resultados negativos das utilizações das redes,mas há também resultados positivos. E vou insistir nestes.
Mas não precisamos de ir aos Estados Unidos. Experimentem procurar «blog PNEP» num motor de pesquisa e verão a quantidade de blogues, blogues em que só os professores escrevem, blogues com actividades pedagógicas, blogues geridos por alunos, com textos deles, vídeos com materiais, canções, jogos. Em muitos casos, os professores conseguiram que os alunos lessem e escrevessem muito mais, que partilhassem os seus textos com outras crianças, com adultos, com a comunidade, que visitassem museus, exposições, parques naturais. Os blogues do PNEP não podem acabar em 2010!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mediaculturas, exposição de Monet em Paris

Um exemplo de mediacultura: articulação entre as tecnologias a a pintura. Interagir com  a exposição de Monet no Grand Palais em Paris. Vale a pena fazer «Voyage» Demora tempo, mas a pintura exige tempo.
Aos meus alunos:
Lembram-se das propostas que costumo fazer de trabalhos em que haja a «mestiçagem» de culturas (cf. Michel Serres)?

domingo, 25 de julho de 2010

Os Mestres, as referências...

Matthias Langhoff, encenador suíço a residir em França, deu uma entrevista ao suplemento Ípsilon do Público de 23 de Julho, na qual se queixa da falta de mestres. Diz o encenador: « olho à volta e pergunto quem são os mestres hoje» e acrescenta: «eu tinha uma massa de mestres, que eu respeitava e que tinham uma função que não se restringia ao teatro. Eram mestres em áreas diferentes e isso obrigava-nos a sermos melhores... as pessoas desaparecem e são apagadas com muita facilidade, e isso é uma característica da nossa sociedade. Faz-me falta a quem ligar, isso faz».

Que falta me fazem também os mestres que me permitiram ser melhor. Uns passaram para o outro lado, outros afastaram-se, caíram no esquecimento..já nem são citados. Citam-se, por vezes, em trabalhos de mestrado, os colegas, os pares... e os mestres, os «clássicos» que ajudaram a construir os campos disciplinares, que contribuíram para o progresso científico, onde estão? É que «não é evidente que, lá porque uma pessoa faça o mesmo que nós, consigamos falar a mesma linguagem», diz ainda Langhoff.

A sociedade, a escola estão a promover os «pares«, o «trabalho colaborativo» e esquecem-se, muitas vezes que há trabalho colaborativo sem ser entre pares. E que «pares» sem orientação de mestres nem sempre são tão «criativos» como se defende.

auladeportuguêse(t)classedefrançais: E se fossemos a Paris ao Musée de Orsay... visita...

Produção de recursos educativos A DGE está a pedir informação sobre recursos educativos. auladeportuguêse(t)classedefrançais: E se fosse...