Blogue de professora de didáctica das línguas, de análise do discurso dos média, de comunicação, de mediaculturas... com «aulas virtureais»... e alguns desabafos.
sábado, 20 de novembro de 2010
Dança contemporânea em Castelo Branco! O que o país mudou...
Assisti ontem a um espectáculo pela Companhia de Paulo Ribeiro- coreografia de «Prelúdios» de Chopin, interpretado por Pedro Burmestre. Seguindo a sugestão do programa, deixei-me «transportar sem reivindicar a racionalidade» e acabei, pela imprevisibilidade do espectáculo, num certo dia em que fiquei em Castelo Branco, mas, sobretudo pelo espectáculo... por me deixar recuar na evocação de imagens - não falo de influências. Vi Carolyn Carson, vi Carlota Ikeda, Pina Bausch, Béjart, Découfflé (mais tarde)...
Onde estaria em 19 de Novembro de 1981?
- Nessa data estava em Paris a fazer o mestrado (e depois o doutoramento)- Em Portugal não havia a área de Didáctica das Línguas - com Bolsa da Embaixada de França- A quem devo a minha carreira! E à Gulbenkian!
- Hoje vim dar aula no Mestrado de Didáctica das Línguas no Instituto Politécnico de Castelo Branco.Sobre uma Didáctica não convencional: a sugestopedia. Foi em Paris que descobri a Sugestopedia que mudou a minha maneira de ser professora! Sugestões positivas levam à aprendizagem. « A arte é a sugestão mais forte», segundo Lozanov.
- Nessa altura fui de camioneta para Paris - 2 dias (avião e comboio caríssimos!) Fiquei numa residência em Saint Michel. Valha-nos isso! Os WC eram no fundo do corredor!
...Vou assistir ao seminário de Didáctica de Galisson, almoço no Resto U (lentilhas com um rabo de peixe de espécie indeterminada...) Mais seminários na Sorbonne, passeio em Saint Michel, ida às livrarias - bibliotecas... Apanhar o metro e assistir a seminários livres...uma corrida uma sande... e um espectáculo(35 a 100 francos!!!) O preço era «descontado» nas refeições!
- Estou em Castelo Branco, almoço na cantina por 3 euros e pouco. A carne estava óptima! O peru do jantar mesmo bem assado! Dou aulas num mestrado na disciplina que gosto! Com alunas interessadas! Tenho Internet, computadores, projectores, livros e revistas... Se fosse aluna, possivelmente estaria numa residência académica, almoçaria e jantaria na mesma cantina (e porventura diria mal...).
A chuva é talvez a mesma!
Vou ao Cine- Teatro Avenida. Uma companhia de dança contemporânea portuguesa, um pianista extraordinário, bailarinos a ocupar diferentes dimensões do espaço... não faço crítica, não sei o suficiente, deixo-me transportar... até falam em Francês... Paguei 5 euros do bilhete... Não se ouviu o toque de um telemóvel, nem um riso abafado face aos movimentos ondulados de tronco feminino despido, não houve palmas a interromper, de dez em dez minutos. A sala quase cheia! Muitas crianças e adolescentes!
Decididamente este país modificou-se muito!
Por favor ... jovens e menos jovens ...inscritos e criados nas juventudes partidárias... ilustres deputados...ilustres decisores, gestores... lembrem-se do que o país era!
Realismo, mas misturado com optimismo, precisa-se!
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Alguns conselhos para as apresentações em power point...TED, PechaKucha...
1. Ter presente que “Não podemos não comunicar” (Watzlawick);
2. Ter presente que a comunicação é um processo “orquestral” (Sheflen);
3. Pensar na relação entre apresentação oral e os suportes (posição no espaço articulação entre o homem e os suportes);
4. Pensar que PowerPoint não é cinema , por isso a sala não pode ficar às escuras;
5. Não ler, olhar para o público, olhar rápido ao ecrã do computador, não ter papéis na mão;
6. Seleccionar conceitos- chave;
7. Seleccionar o tipo de apresentação, imagens em função do conceito (função referencial, simbólica, humorística…), (a arte é sempre um bom ponto de partida e evitar efeito naperon);
8. Pensar que PowerPoint é para ser visto (função de «completamento» e de «ancoragem»);
9. Respeitar regras de coerência icónica e linguística:
a. Materialidade gráfica – evitar efeito “catálogo”, seleccionar cores, fontes e caracteres que se leiam (+ de 14), evitar efeitos visuais ou sonoros que perturbem (por ex: que contrariem o processo de leitura);
b. Coerência discursiva – não utilizar travessões ou outros símbolos quando não há enumerações; nas enumerações utilizar a mesma construção sintáctica;
10. Identificar fontes;
11. Não utilizar termos cujo sentido seja desconhecido dos autores;
12. Respeitar tempo e testar.
E ver diferentes formatos de apresentações.Ver comunicadores consagrados em TED e o cidadão comum, em formato 20/20, Pechakucha.Já agora... reparem no tom de voz... Onde estão os articuladores?
2. Ter presente que a comunicação é um processo “orquestral” (Sheflen);
3. Pensar na relação entre apresentação oral e os suportes (posição no espaço articulação entre o homem e os suportes);
4. Pensar que PowerPoint não é cinema , por isso a sala não pode ficar às escuras;
5. Não ler, olhar para o público, olhar rápido ao ecrã do computador, não ter papéis na mão;
6. Seleccionar conceitos- chave;
7. Seleccionar o tipo de apresentação, imagens em função do conceito (função referencial, simbólica, humorística…), (a arte é sempre um bom ponto de partida e evitar efeito naperon);
8. Pensar que PowerPoint é para ser visto (função de «completamento» e de «ancoragem»);
9. Respeitar regras de coerência icónica e linguística:
a. Materialidade gráfica – evitar efeito “catálogo”, seleccionar cores, fontes e caracteres que se leiam (+ de 14), evitar efeitos visuais ou sonoros que perturbem (por ex: que contrariem o processo de leitura);
b. Coerência discursiva – não utilizar travessões ou outros símbolos quando não há enumerações; nas enumerações utilizar a mesma construção sintáctica;
10. Identificar fontes;
11. Não utilizar termos cujo sentido seja desconhecido dos autores;
12. Respeitar tempo e testar.
E ver diferentes formatos de apresentações.Ver comunicadores consagrados em TED e o cidadão comum, em formato 20/20, Pechakucha.Já agora... reparem no tom de voz... Onde estão os articuladores?
Power point instrumento de preguiça mortal!
Estou a parafrasear um título que li , há uns anos , creio que no jornal Público (não consegui encontrar a referência), substituindo«tédio» no original por preguiça.
Tive a sorte de conhecer bons oradores. Homero Pimentel, Conceição Sarmento, Victor Aguiar e Silva - para só referir o Colégio, o Liceu e a Universidade, em Portugal. E ,em três anos, em Paris, conheci oradores notáveis, em Notre Dame , o cardeal Lustigier . Na Universidade Francesa ( aberta quase gratuitamente aos inscritos e mesmo gratuitamente aos auditores livres . A verdadeira gratuitidade da cultura!) ouvi e vi Galisson, Charaudeau, Porcher, Sophie Moirand, Greimas, Ducrot… e os seus convidados e muitos outros excelentes comunicadores, para não citar alguns notáveis linguistas e especialistas de teoria da literatura mais dados à escrita do que à comunicação oral. Ou, no teatro, Bernard Luchini a dizer poesia francesa.
Aderi ao power point logo no início. Comecei , pouco depois, por retirar as minhas apresentações da plataforma de ensino a distância, depois deixei de as disponibilizar aos alunos. Passei pelos quadros interactivos multimédia, reduzi o número de diapositivos e… estou a voltar a utilizar o quadro tradicional. Este percurso resulta da observação dos tais bons comunicadores antes e depois da era do power point.
O bom comunicador torna-se, muitas vezes, preguiçoso com o power point e o público torna-se, igualmente, preguiçoso com o power point. O bom comunicador tem a palavra, a voz, os gestos, o olhar, as mãos para comunicar com o público. Pontua o discurso, regula o tom e a intensidade da voz pela atitude do público, faz gestos de convergência com o público para o prender, repete articuladores, acentua palavras, hesita na escolha das mesmas para melhor se aproximar do pensamento e adequá-lo ao público. Utiliza uma «sintaxe mista», como refere Slama Cazacu.Com os gestos, antecipa o que vai dizer, agarra-nos com ao olhar, a voz e não nos deixa nem fugir nem adormecer. Co-constrói o seu texto com o público.
Quando passou (e nem todos passaram felizmente) para a era tecnológica, transformou-se (alguns) em tronco. O braço e a mão direita ficam dependentes do rato ou do comando. A gestualidade deixa de ser ilustrativa, afectiva reguladora para passar a funcional. Perde os valores simbólicos e interactivos. O braço esquerdo , como funciona em espelho, fica perdido inerte e acaba, por vezes, no bolso. O orador ( e não estou a falar do que lê o que está escrito) tropeça nas palavras que já não queria que estivessem escritas, porque, em função do momento, preferia que o público imaginasse outras, a partir dos seus gestos. Mas o público está preso à imagem, à escrita e até nem vê os gestos e nem sempre ouve…
Tudo isto se complica nos novos e belos auditórios onde a projecção surge a 3 ou 4 metros de altura. O olhar do orador e do público raramente se cruzam. O público fica preso à apresentação e por muito que o orador se esforce não se pode regular pelo olhar do público. O orador fica refém da sua própria apresentação. Deixa de usar conectores, não enumera com os dedos. A apresentação poupa-lhe as marcas de sequência lógica. Nem precisa (nem deve) pôr números na imagem. A apresentação torna-se autónoma, cria hiperligações, volta atrás. Mas o orador deixa de contar histórias… Até o humor ( que só é humor porque imprevisível ) foi preparado na apresentação. A narrativa do comunicador transforma-se numa explicação.
E o público… Sem power point olha o comunicador, olhos nos olhos. Repara nas mãos, antecipa as palavras a partir dos gestos, deixa-se envolver pela melodia, pela escolha das palavras…
Com o Power point, sobretudo se a apresentação for projectada acima do orador, o olhar do público fica preso nas alturas e raramente se cruza com o orador. Lê o que está escrito e até deixa de ouvir…e «twita». Não tira notas…«de todas as maneiras a apresentação até já está disponível on line ou o comunicador faculta-a»… «Mais uma que vai encher a pen e nunca mais é aberta!».
O Quadro Interactivo Multimédia reduz a imprevisibilidade da interacção pedagógica e acentua o «efeito fotocópia» denunciado por Humberto Eco: o investigador faz ,ou fazia, resmas de fotocópias e ficava satisfeito porque as tinha em casa. Com o QIM o aluno fica satisfeito porque fica com a apresentação no email ou na pen , mas, neste caso, nem vê o volume como na pilha de fotocópias. Se as consulta em casa ou não …aí é que está o problema, mas entretanto não tirou notas na aula, não memorizou - limitou-se a achar «interessante», «gratificante»… ! Os riscos que esta ferramenta pode trazer às aprendizagens!
E voltando ao quadro tradicional… O orador pensa e modifica o seu pensamento à medida que constrói os seus esquemas, para si e para os outros…em função do olhar do público. Procura palavras. Constrói as chavetas. Coloca travessões, setas antes de verbalizar o seu pensamento para que o público antecipe. Adapta-se…improvisa… O esquema, que pode ter na cabeça ou no papel , sofre mutações no quadro à medida que vai sendo construído e partilhado, metamorfoseia-se ( para utilizar a metáfora de Pierre Levy sobre o hipertexto)…
O esquema em power point cristaliza-se , coisifica-se e … cristaliza o pensamento do comunicador
E assim, estamos no que foi caracterizado pelos investigadores de Palo Alto como «comunicação paradoxal» E do ponto de vista neurológico. Quais as implicações da mobilidade ( ou imobilidade) das mãos no processamento da linguagem? Não me aventuro neste campo por incompetência, mas se a verbalização estiver ligada à mobilidade e à mão esquerda (como é frequente ler-se) …então percebe-se a dificuldade do comunicador.
Tudo isto, interpretado em termos dos estudos da pragmática em formato blogue, ganharia a ser investigado. Ora há uma ferramenta nova: o equipamento móvel de eye tracking que permitiria efectivamente «ver» o que faz público nos diferentes dispositivos comunicativos. Será que há alguém interessado em participar, colaborar, financiar este projecto de investigação?
E como , ainda assim, continuo a utilizar power point vou dar algumas sugestões que costumo dar aos meus alunos, num outro artigo.
Tive a sorte de conhecer bons oradores. Homero Pimentel, Conceição Sarmento, Victor Aguiar e Silva - para só referir o Colégio, o Liceu e a Universidade, em Portugal. E ,em três anos, em Paris, conheci oradores notáveis, em Notre Dame , o cardeal Lustigier . Na Universidade Francesa ( aberta quase gratuitamente aos inscritos e mesmo gratuitamente aos auditores livres . A verdadeira gratuitidade da cultura!) ouvi e vi Galisson, Charaudeau, Porcher, Sophie Moirand, Greimas, Ducrot… e os seus convidados e muitos outros excelentes comunicadores, para não citar alguns notáveis linguistas e especialistas de teoria da literatura mais dados à escrita do que à comunicação oral. Ou, no teatro, Bernard Luchini a dizer poesia francesa.
Aderi ao power point logo no início. Comecei , pouco depois, por retirar as minhas apresentações da plataforma de ensino a distância, depois deixei de as disponibilizar aos alunos. Passei pelos quadros interactivos multimédia, reduzi o número de diapositivos e… estou a voltar a utilizar o quadro tradicional. Este percurso resulta da observação dos tais bons comunicadores antes e depois da era do power point.
O bom comunicador torna-se, muitas vezes, preguiçoso com o power point e o público torna-se, igualmente, preguiçoso com o power point. O bom comunicador tem a palavra, a voz, os gestos, o olhar, as mãos para comunicar com o público. Pontua o discurso, regula o tom e a intensidade da voz pela atitude do público, faz gestos de convergência com o público para o prender, repete articuladores, acentua palavras, hesita na escolha das mesmas para melhor se aproximar do pensamento e adequá-lo ao público. Utiliza uma «sintaxe mista», como refere Slama Cazacu.Com os gestos, antecipa o que vai dizer, agarra-nos com ao olhar, a voz e não nos deixa nem fugir nem adormecer. Co-constrói o seu texto com o público.
Quando passou (e nem todos passaram felizmente) para a era tecnológica, transformou-se (alguns) em tronco. O braço e a mão direita ficam dependentes do rato ou do comando. A gestualidade deixa de ser ilustrativa, afectiva reguladora para passar a funcional. Perde os valores simbólicos e interactivos. O braço esquerdo , como funciona em espelho, fica perdido inerte e acaba, por vezes, no bolso. O orador ( e não estou a falar do que lê o que está escrito) tropeça nas palavras que já não queria que estivessem escritas, porque, em função do momento, preferia que o público imaginasse outras, a partir dos seus gestos. Mas o público está preso à imagem, à escrita e até nem vê os gestos e nem sempre ouve…
Tudo isto se complica nos novos e belos auditórios onde a projecção surge a 3 ou 4 metros de altura. O olhar do orador e do público raramente se cruzam. O público fica preso à apresentação e por muito que o orador se esforce não se pode regular pelo olhar do público. O orador fica refém da sua própria apresentação. Deixa de usar conectores, não enumera com os dedos. A apresentação poupa-lhe as marcas de sequência lógica. Nem precisa (nem deve) pôr números na imagem. A apresentação torna-se autónoma, cria hiperligações, volta atrás. Mas o orador deixa de contar histórias… Até o humor ( que só é humor porque imprevisível ) foi preparado na apresentação. A narrativa do comunicador transforma-se numa explicação.
E o público… Sem power point olha o comunicador, olhos nos olhos. Repara nas mãos, antecipa as palavras a partir dos gestos, deixa-se envolver pela melodia, pela escolha das palavras…
Com o Power point, sobretudo se a apresentação for projectada acima do orador, o olhar do público fica preso nas alturas e raramente se cruza com o orador. Lê o que está escrito e até deixa de ouvir…e «twita». Não tira notas…«de todas as maneiras a apresentação até já está disponível on line ou o comunicador faculta-a»… «Mais uma que vai encher a pen e nunca mais é aberta!».
O Quadro Interactivo Multimédia reduz a imprevisibilidade da interacção pedagógica e acentua o «efeito fotocópia» denunciado por Humberto Eco: o investigador faz ,ou fazia, resmas de fotocópias e ficava satisfeito porque as tinha em casa. Com o QIM o aluno fica satisfeito porque fica com a apresentação no email ou na pen , mas, neste caso, nem vê o volume como na pilha de fotocópias. Se as consulta em casa ou não …aí é que está o problema, mas entretanto não tirou notas na aula, não memorizou - limitou-se a achar «interessante», «gratificante»… ! Os riscos que esta ferramenta pode trazer às aprendizagens!
E voltando ao quadro tradicional… O orador pensa e modifica o seu pensamento à medida que constrói os seus esquemas, para si e para os outros…em função do olhar do público. Procura palavras. Constrói as chavetas. Coloca travessões, setas antes de verbalizar o seu pensamento para que o público antecipe. Adapta-se…improvisa… O esquema, que pode ter na cabeça ou no papel , sofre mutações no quadro à medida que vai sendo construído e partilhado, metamorfoseia-se ( para utilizar a metáfora de Pierre Levy sobre o hipertexto)…
O esquema em power point cristaliza-se , coisifica-se e … cristaliza o pensamento do comunicador
E assim, estamos no que foi caracterizado pelos investigadores de Palo Alto como «comunicação paradoxal» E do ponto de vista neurológico. Quais as implicações da mobilidade ( ou imobilidade) das mãos no processamento da linguagem? Não me aventuro neste campo por incompetência, mas se a verbalização estiver ligada à mobilidade e à mão esquerda (como é frequente ler-se) …então percebe-se a dificuldade do comunicador.
Tudo isto, interpretado em termos dos estudos da pragmática em formato blogue, ganharia a ser investigado. Ora há uma ferramenta nova: o equipamento móvel de eye tracking que permitiria efectivamente «ver» o que faz público nos diferentes dispositivos comunicativos. Será que há alguém interessado em participar, colaborar, financiar este projecto de investigação?
E como , ainda assim, continuo a utilizar power point vou dar algumas sugestões que costumo dar aos meus alunos, num outro artigo.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Didácticas não convencionais - puzzle 1
E perguntam os leitores: o que são «didácticas não convencionais»? É «o tema da minha próxima aula presencial, no Mestrado de «Ensino do Inglês e do Francês no Ensino Básico», do IPS de Castelo Branco.
Posso, desde já, afirmar que estas «didácticas» propõem abordagens multimodais. Que já se falou muito mais delas do que se fala neste momento e, no entanto...
Estou a utilizar um dos processos de encenação dos discursos mediáticos, segundo Hocq: a revelação.
Aos alunos ou melhor às alunas de mestrado compete preencher o puzzle... e a todos os participantes deste blogue. Deixo algumas peças, nomeadamente as questões seguintes: por que razão a professora escolheu este formato para a aula pública e privada? Qual a relação entre este formato e as ditas didácticas?
Posso, desde já, afirmar que estas «didácticas» propõem abordagens multimodais. Que já se falou muito mais delas do que se fala neste momento e, no entanto...
Estou a utilizar um dos processos de encenação dos discursos mediáticos, segundo Hocq: a revelação.
Aos alunos ou melhor às alunas de mestrado compete preencher o puzzle... e a todos os participantes deste blogue. Deixo algumas peças, nomeadamente as questões seguintes: por que razão a professora escolheu este formato para a aula pública e privada? Qual a relação entre este formato e as ditas didácticas?
Didactique du Plurilinguisme
Je viens de lire «Didáctica de las Lenguas Modernas. Competencia plurilingue e intercultural» de Manuel González Piñero, Carmen Guillén Diaz et José Manuel Vez(2010).Madrid: Ed Sintesis.
Il s'agit d'un ouvrage de référence pour tous les enseignants de langues maternelles et étrangères. Dans un monde pluriculturel et plurilingue le décloisonnement des disciplines langues et cultures maternelles et étrangères est absolument nécessaire. Et la Didactique des Langues -Cultures se doit d'accompagner ce mouvement dicté par des justifications sociales, politiques, éducatives. La désignation Didactologie des Langues- Cultures proposée par Robert Galisson, il y a quelques années annonçait ce mouvement. Les auteurs de cet ouvrage vont dans le sens de que l'on désigne aujourd'hui comme «Didactique du Plurilinguisme». Mais, à ma connaissance, personne n'avait pas encore proposé un tel ouvrage de référence (De la Didactique des Langues à la Didactique du Plurilinguisme est le titre de l'ouvrage coordonné para J. Billiez en hommage à Louise Dabène, mais il s'agit d'un ensemble d'articles) qui couvre les «approches plurielles» telles qu'elles sont définies dans le CARAP (Cadre de Référence pour les Approches Plurielles),allant plus loin dans le chemin de ce que je désigne comme «Approches plurielles et multimodales».C'est un objectif de quelques membres de REDINTER.
Le contexte où le plurilinguisme, en tant que problématique en éducation émerge, est développé par les auteurs qui font une remarquable synthèse des travaux dans le domaine, notamment de ceux réalisés dans le cadre du Conseil de l'Europe. La relation entre langue-culture et éducation est mise en évidence. Les implications de la recherche en Didactique du plurilinguisme et Didactique des Langues- Cultures font l'objet de la dernière partie du travail. Déciseurs politiques, didacticiens, formateurs, enseignants pourront trouver dans cet ouvrage plein d'outils de description, d'analyse de documents, de l'interaction pédagogique de la classe, des séquences pédagogiques... (peut-être trop nombreux!!!) des outils qui leur permettront l'amélioration ( La Didactologie des Langues- Cultures a toujours connu cette dimension ( Cf Galisson) des résultats de la classe des langues-cultures.
À lire et relire... consulter suivant le projet du lecteur.
Il s'agit d'un ouvrage de référence pour tous les enseignants de langues maternelles et étrangères. Dans un monde pluriculturel et plurilingue le décloisonnement des disciplines langues et cultures maternelles et étrangères est absolument nécessaire. Et la Didactique des Langues -Cultures se doit d'accompagner ce mouvement dicté par des justifications sociales, politiques, éducatives. La désignation Didactologie des Langues- Cultures proposée par Robert Galisson, il y a quelques années annonçait ce mouvement. Les auteurs de cet ouvrage vont dans le sens de que l'on désigne aujourd'hui comme «Didactique du Plurilinguisme». Mais, à ma connaissance, personne n'avait pas encore proposé un tel ouvrage de référence (De la Didactique des Langues à la Didactique du Plurilinguisme est le titre de l'ouvrage coordonné para J. Billiez en hommage à Louise Dabène, mais il s'agit d'un ensemble d'articles) qui couvre les «approches plurielles» telles qu'elles sont définies dans le CARAP (Cadre de Référence pour les Approches Plurielles),allant plus loin dans le chemin de ce que je désigne comme «Approches plurielles et multimodales».C'est un objectif de quelques membres de REDINTER.
Le contexte où le plurilinguisme, en tant que problématique en éducation émerge, est développé par les auteurs qui font une remarquable synthèse des travaux dans le domaine, notamment de ceux réalisés dans le cadre du Conseil de l'Europe. La relation entre langue-culture et éducation est mise en évidence. Les implications de la recherche en Didactique du plurilinguisme et Didactique des Langues- Cultures font l'objet de la dernière partie du travail. Déciseurs politiques, didacticiens, formateurs, enseignants pourront trouver dans cet ouvrage plein d'outils de description, d'analyse de documents, de l'interaction pédagogique de la classe, des séquences pédagogiques... (peut-être trop nombreux!!!) des outils qui leur permettront l'amélioration ( La Didactologie des Langues- Cultures a toujours connu cette dimension ( Cf Galisson) des résultats de la classe des langues-cultures.
À lire et relire... consulter suivant le projet du lecteur.
O eduquês, o mediatês, o politiquês, o futebolês...
Sendo de Ciências da Educação, irritam-me alguns discursos sobre o «eduquês» que atribuem o insucesso escolar à influência dos estudos sobre educação nas políticas educativas. As generalizações são sempre perigosas.
Mas, quando ouço alguns colegas e estudantes, também me irritam os chavões descontextualizados do tipo «o aluno é que descobre tudo», o emprego de determinados nomes ou adjectivos com valor avaliativo (« o novo» em oposição ao antigo sendo o antigo desvalorizado), as «mais valias» - empréstimo feito pelo eduquês ao economês e que não tem graça nenhuma para quem tem de pagar «mais valias»! Para não falar das «experiências gratificantes», das «actividades implementadas», dos paradigmas (sem Thomas Kuhn)...
A oposição entre competências e conteúdos irritam-me imensamente... até porque sempre ouvi agentes reconhecidos na área da Educação dizer mais ou menos o seguinte: « o desenvolvimento de competências pressupõe a aquisição de conteúdos».
Creio que a melhor maneira de entendermos as deturpações das linguagens de áreas de especialidade é com humor, com este exemplo que os meus alunos conhecem.
Mas, quando ouço alguns colegas e estudantes, também me irritam os chavões descontextualizados do tipo «o aluno é que descobre tudo», o emprego de determinados nomes ou adjectivos com valor avaliativo (« o novo» em oposição ao antigo sendo o antigo desvalorizado), as «mais valias» - empréstimo feito pelo eduquês ao economês e que não tem graça nenhuma para quem tem de pagar «mais valias»! Para não falar das «experiências gratificantes», das «actividades implementadas», dos paradigmas (sem Thomas Kuhn)...
A oposição entre competências e conteúdos irritam-me imensamente... até porque sempre ouvi agentes reconhecidos na área da Educação dizer mais ou menos o seguinte: « o desenvolvimento de competências pressupõe a aquisição de conteúdos».
Creio que a melhor maneira de entendermos as deturpações das linguagens de áreas de especialidade é com humor, com este exemplo que os meus alunos conhecem.
sábado, 13 de novembro de 2010
Mobilidade na aprendizagem, aprendizagem móvel...
Mais uma designação que poderá traduzir uma mudança nos dispositivos comunicativos pedagógicos.
A experiência pode ser lida no âmbito da On Line Educa Berlin 2010
Mobile Learning: iPods Feature in Innovative Teaching
E onde fica o olhar? Para onde olham os alunos? E o professor? O desaparecimento da pessoa quer com as apresentações em power point quer com tanto dispositivo tecnológico colocam-me algumas dúvidas (cf Tópicos sobre comunicação interpessoal).
A experiência pode ser lida no âmbito da On Line Educa Berlin 2010
Mobile Learning: iPods Feature in Innovative Teaching
E onde fica o olhar? Para onde olham os alunos? E o professor? O desaparecimento da pessoa quer com as apresentações em power point quer com tanto dispositivo tecnológico colocam-me algumas dúvidas (cf Tópicos sobre comunicação interpessoal).
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