Quem serão os «estudantes» da Universidade de Pasárgada?
Sei que há «estudantes» nos Estados Unidos, no Canadá, na Tailândia, no Brasil... o mapa do Mundo começa a ficar preenchido a verde... sei os tópicos que são mais lidos.. mas que pensará o público deste blogue? Por que não há comentários? Não haverá outros professores da Universidade de Pasárgada? Ou estudantes que não fiquem passivos e participem com comentários?
Será um blogue um dispositivo de ensino a distância ou não? Interactivo ou não?
Se é interactivo... onde anda a interacção?
Blogue de professora de didáctica das línguas, de análise do discurso dos média, de comunicação, de mediaculturas... com «aulas virtureais»... e alguns desabafos.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Eye tracking,educação, leitura...tantas potencialidades!
A melhor maneira de conhecer as potencialidades do «Eye tracking» é utilizar ou ... ver esta reportagem.
Ontem foi o dia da usabilidade.
Ontem foi o dia da usabilidade.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Plurais das siglas
CET's, ESE's, PALOP's, ECT's... Clara's Cabeleireiros...
As siglas não têm plural, embora em alguns casos estes comecem a ser frequentes e até possam ser justificados pelo uso.
Mas que dizer da apóstrofe ou plica antes de -s nas siglas? Será que muitos professores e responsáveis políticos estão a aprender com os cabeleireiros que, para dar a nota de modernidade e reforçar a posse, utilizam o «'s» do caso possessivo em inglês?. Sempre fica bem saber que a Clara não tem só um salão mas que tem salões de cabeleireiro (os salões de cabeleireiro da Clara - esta Clara até não tem nenhum!). Agora os cursos de especialização tecnológica (Pasárgada's CET - Os CET da Universidade de Pasárgada ficaria giro!!! e até tenho uma Universidade de Pasárgada )! Mas a Universidade de Pasárgada não ministra CET e não pertence às ESE, embora seja lida nos PALOP. Já agora a referida «Universidade» não tem ECTS -European Credit Transfer and Accumulation System. Neste caso o S corresponde a System.
As siglas não têm plural, embora em alguns casos estes comecem a ser frequentes e até possam ser justificados pelo uso.
Mas que dizer da apóstrofe ou plica antes de -s nas siglas? Será que muitos professores e responsáveis políticos estão a aprender com os cabeleireiros que, para dar a nota de modernidade e reforçar a posse, utilizam o «'s» do caso possessivo em inglês?. Sempre fica bem saber que a Clara não tem só um salão mas que tem salões de cabeleireiro (os salões de cabeleireiro da Clara - esta Clara até não tem nenhum!). Agora os cursos de especialização tecnológica (Pasárgada's CET - Os CET da Universidade de Pasárgada ficaria giro!!! e até tenho uma Universidade de Pasárgada )! Mas a Universidade de Pasárgada não ministra CET e não pertence às ESE, embora seja lida nos PALOP. Já agora a referida «Universidade» não tem ECTS -European Credit Transfer and Accumulation System. Neste caso o S corresponde a System.
Mais uma profecia: fim dos jornais em papel?
A profecia para 2015 é de Negroponte. Mas curiosamente não parece um entusiasta das redes sociais.
Imagem, funções...Power point...
Perguntam-me por que não ponho imagens no blogue?
Vou fazer algumas reflexões sobre as funções da imagem. A imagem pode ter
-função de redundância- reforça o conteúdo do texto escrito
-função de completamento
-função de ancoragem (R. Barthes)- ajuda o receptor a antecipar o sentido, a não se perder.
E, a partir daí, podemos ainda distinguir micro-funções:
-referencial- clarifica o sentido, é o caso dos esquemas...
-estética
-de provocação
-humorística
-simbólica
-metafórica
...
É evidente que, por vezes, uma imagem desempenha diferentes funções mas, fundamentalmente, temos de pensar num conceito quando seleccionamos uma imagem.
E aqui está a resposta à questão inicial. Procuro colocar imagens que reforcem um conceito. A imagem do fundo... blogue para pessoas que se deslocam em espaços reais ou virtuais:imagem metafórica recorrendo aos templates disponíveis, por incapacidade técnica de ir mais além.
Há uns anos, os meus alunos-futuros professores apresentavam trabalhos e, à volta de cada página, recorriam aos efeitos mais «criativos» que conseguiam imaginar: queimavam as margens das folhas de papel, faziam, com diferentes cores, «rendas» à volta da página, colocavam bonequinhas, laços, flores nos cantos, faziam colagens, etc. Na altura , perguntava-lhes para que serviam os «naperons». Esta moda decorativa transferiu-se para os acetatos... e depois das apresentações em power point...vamos encontrá-la nos sites e blogues.
Voltarei a este assunto quando falar de apresentações em power point.
Vou fazer algumas reflexões sobre as funções da imagem. A imagem pode ter
-função de redundância- reforça o conteúdo do texto escrito
-função de completamento
-função de ancoragem (R. Barthes)- ajuda o receptor a antecipar o sentido, a não se perder.
E, a partir daí, podemos ainda distinguir micro-funções:
-referencial- clarifica o sentido, é o caso dos esquemas...
-estética
-de provocação
-humorística
-simbólica
-metafórica
...
É evidente que, por vezes, uma imagem desempenha diferentes funções mas, fundamentalmente, temos de pensar num conceito quando seleccionamos uma imagem.
E aqui está a resposta à questão inicial. Procuro colocar imagens que reforcem um conceito. A imagem do fundo... blogue para pessoas que se deslocam em espaços reais ou virtuais:imagem metafórica recorrendo aos templates disponíveis, por incapacidade técnica de ir mais além.
Há uns anos, os meus alunos-futuros professores apresentavam trabalhos e, à volta de cada página, recorriam aos efeitos mais «criativos» que conseguiam imaginar: queimavam as margens das folhas de papel, faziam, com diferentes cores, «rendas» à volta da página, colocavam bonequinhas, laços, flores nos cantos, faziam colagens, etc. Na altura , perguntava-lhes para que serviam os «naperons». Esta moda decorativa transferiu-se para os acetatos... e depois das apresentações em power point...vamos encontrá-la nos sites e blogues.
Voltarei a este assunto quando falar de apresentações em power point.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Escher na Fundação Eugénio de Almeida, em Évora
Uma oportunidade única para conhecer este pintor. Ou será antes arquitecto, matemático, criador de mundos virtuais (antes do tempo), um "mestiço de culturas"? E que espaços e tempos foram os espaços e tempos de Escher? Pode-se «subir para cima»? e «descer para baixo»?
Gosto mais desta fase.
Picture gallery Recognition and Success 1955 - 1972
Ver, por exemplo:
Ascending and Descending 1960
Print Gallery 1956 Lithographer
Obrigatório percorrer a Galeria. Infelizmente, a página da Fundação não reflecte a importância da exposição.
Gosto mais desta fase.
Picture gallery Recognition and Success 1955 - 1972
Ver, por exemplo:
Ascending and Descending 1960
Print Gallery 1956 Lithographer
Obrigatório percorrer a Galeria. Infelizmente, a página da Fundação não reflecte a importância da exposição.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
« A Internet está a mudar-nos o cérebro»
Andava preocupada: não ando a conseguir ler como habitualmente. Deixo livros por acabar, passo dias sem ler o mesmo livro... salto de livro em livro...retomo páginas porque já não sei se as li. É verdade que criei um blogue, entrei nas redes, tenho disciplinas on line...
Maryanne Wolf, cientista americana que estuda o cérebro, refere, segundo Clara Barata, na peça «Como a rápida Internet está a conquistar o cérebro aos vagarosos livros» , Pública do dia 31/10/10 : «A minha necessidade de velocidade, fomentada nos últimos anos pela Internet, tornava-me impossível desacelerar e concentrar-me», confessou». Clara Barata cita, também, um jornalista de tecnologia norte-americano Nicholas Carr que confessa: «A leitura aprofundada que antes me vinha naturalmente tornou-se agora numa luta».
Portanto parece que estou acompanhada. Será que o meu cérebro também está a mudar? O cérebro parece que muda efectivamente. No meu caso, não será grave, o cérebro é suficientemente adaptável, para retomar as funções da leitura aprofundada, desde que eu decida mandar o computador e o telemóvel de férias - o que faço facilmente. Mas os nativos digitais são móveis, incapazes de tomar esta atitude...e depois ... será que terão treinado o cérebro para leitura profunda? Retomando CM Wolf (citada em A Pública- jornal Público de Domingo passado) « O receio é que a rede, que traz até nós todo o conhecimento humano que pode ser posto online, esteja afinal, a transformar-nos em 'leitores superficiais»?
Mas não sejamos pessimistas. Segundo outros estudos «usar a Internet activa mais áreas do cérebro do que simplesmente ler. A Internet pode ser uma forma de exercício para a mente» (id.). Mas também pode exigir tanto exercício que esta pode cansar-se e deixar de guardar informação, levando à superficialidade na compreensão, dificuldade de concentração da atenção, dispersão...dificuldade de relação com os outros, perda da capacidade de empatia. O Professor Castro Caldas, citado no mesmo artigo, é felizmente mais optimista. Para este neurocirurgião, « a Internet é um produto do pensamento humano, adaptada ao pensamento humano» e os riscos dependem da situação.
Esta discussão leva-me a reler a brochura sobre «As implicações das TIC na aula de Língua» (em publicação DGIDC- ME) e alguns artigos feitos no âmbito do Programa Nacional para o Ensino do Português. As propostas feitas por mim e por Luís Filipe Barbeiro, há 5 ou 6 anos, sobre a necessidade de ensinar a ler no ecrã e na rede- a par do papel- parece fazerem ainda algum sentido.Até quando? Espero que a publicação da brochura não se atrase muito!
Maryanne Wolf, cientista americana que estuda o cérebro, refere, segundo Clara Barata, na peça «Como a rápida Internet está a conquistar o cérebro aos vagarosos livros» , Pública do dia 31/10/10 : «A minha necessidade de velocidade, fomentada nos últimos anos pela Internet, tornava-me impossível desacelerar e concentrar-me», confessou». Clara Barata cita, também, um jornalista de tecnologia norte-americano Nicholas Carr que confessa: «A leitura aprofundada que antes me vinha naturalmente tornou-se agora numa luta».
Portanto parece que estou acompanhada. Será que o meu cérebro também está a mudar? O cérebro parece que muda efectivamente. No meu caso, não será grave, o cérebro é suficientemente adaptável, para retomar as funções da leitura aprofundada, desde que eu decida mandar o computador e o telemóvel de férias - o que faço facilmente. Mas os nativos digitais são móveis, incapazes de tomar esta atitude...e depois ... será que terão treinado o cérebro para leitura profunda? Retomando CM Wolf (citada em A Pública- jornal Público de Domingo passado) « O receio é que a rede, que traz até nós todo o conhecimento humano que pode ser posto online, esteja afinal, a transformar-nos em 'leitores superficiais»?
Mas não sejamos pessimistas. Segundo outros estudos «usar a Internet activa mais áreas do cérebro do que simplesmente ler. A Internet pode ser uma forma de exercício para a mente» (id.). Mas também pode exigir tanto exercício que esta pode cansar-se e deixar de guardar informação, levando à superficialidade na compreensão, dificuldade de concentração da atenção, dispersão...dificuldade de relação com os outros, perda da capacidade de empatia. O Professor Castro Caldas, citado no mesmo artigo, é felizmente mais optimista. Para este neurocirurgião, « a Internet é um produto do pensamento humano, adaptada ao pensamento humano» e os riscos dependem da situação.
Esta discussão leva-me a reler a brochura sobre «As implicações das TIC na aula de Língua» (em publicação DGIDC- ME) e alguns artigos feitos no âmbito do Programa Nacional para o Ensino do Português. As propostas feitas por mim e por Luís Filipe Barbeiro, há 5 ou 6 anos, sobre a necessidade de ensinar a ler no ecrã e na rede- a par do papel- parece fazerem ainda algum sentido.Até quando? Espero que a publicação da brochura não se atrase muito!
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«Foi bonita a festa pá, estou contente...». Para quem este verso não diz nada, por causa da tenra idade, fica a hiperligação ! Agradecimen...
