domingo, 1 de setembro de 2013

A escola que queremos ter... 2

Voltando ao jornal o Público e ao dossiê.
«Tudo se passa nos mesmos lugares, ao mesmo tempo e da mesma maneira: uma escola é uma colecção de salas de aula e o ensino é uma repetição de actividades pré-formatadas, iguais todos os anos» afirma João Barroso, da Universidade de Lisboa. publica Domingo. 1de setembro 2013.p 22.

Não gosto muito destas afirmações. Sei que, num jornal grande público, não há grande espaço para explicações, mas...

Pensando alto... a aula apresentada no post anterior não era a mesma, todos os dias. É verdade que  havia repetição. Algumas rotinas, como os «momentos da aula de língua», que eram declinados de maneira diferente, consoante as «competências» (os skills como se dizia ) fossem de compreensão ou de expressão oral ou escrita, os suportes fossem textos de jornais ou canções... havia exercícios estruturais «drills» porque é necessário praticar na aula, havia sistematizações (exercícios de conceptualização) ou de fixação. A memória é fundamental em línguas-culturas e não só...

E, como havia formação de professores de línguas estrangeiras, as metodologias audio-visuais e comunicativas eram bem conhecidas pelos professores.

E com os quadros interativos, que faz grande parte dos professores que os utiliza?
Os exercícios que estão no mercado ou disponibilizados pelos quadros. imagens (com qualidade inferior às do início do século XX, quando o método directo foi introduzido em lei em Portugal, 1903 ou 7) para exercícios estruturais.

«O QIM  é bom para projetar imagens, fotos...»
«Utilizo os  power point  dos manuais»
«Projeto fichas semelhantes às dos exames...»
«Utilizo o power point com a explicação da matéria...» os alunos levam para casa (fechados nas mochilas, nas pen, nos emails acrescento eu)
«Os alunos fazem power point com os temas dos programas»...

São alguns exemplos vistos, descritos...

E então... será que a escola tem de mudar, deve mudar? Será que são estas as implicações das tecnologias nas aulas?

Continua...

«A escola que queremos ter...»

O título deste post foi retirado do dossiê, de hoje, da  Revista   do Jornal Público.

O tempo e o espaço mudaram. Os agentes, professores e alunos, mudaram. Continuo a ler Le Français dans le Monde na praia, mas agora ... no tablet. Assino esta revista desde Janeiro de 1976. Ainda tenho números anteriores.  Mas, os tempos mudaram, o espaço na minha estante diminuiu e sou mais apressada, quero ler aqui e agora, logo que o aviso chegue ao meu mail... E aproveito e reajo de imediato a um artigo de Edvige Costanzo, uma das autoras de um dos artigos (para além de ter saltado para a ficha pedagógica disponível on line) enviando-lhe uma mensagem... e já agora ... estará no Facebook (e verifico no momento em que escrevo este post, no Iphone... Aparentemente há outra Edvige, mas não é a mesma... )?
Sendo assim,  não só mudaram o espaço, o tempo,os agentes como os meios ou materiais, os textos...

O objeto da aula de língua: a língua e a cultura sofreram também evoluções. E os conteúdos dos programas escolares são também diferentes, mas será que são assim tão diferentes?


Curiosamente, tenho de interromper este post porque,  no número 118 do  FDLM, de Janeiro de 1976, impresso a preto e branco, encontrei o documento seguinte (que colori com lápis de cor para ser «multimodal»). E assim , constato que, seguindo as indicações  de Jean- Marc Carré, projetei  com o epidiascópio aos meus alunos, na Escola  Comercial e Industrial da Figueira da Foz. Um texto«multimodal»!Um suporte multimodal!


Quanto à metodologia...  seguindo as minhas notas (tenho o péssimo hábito de escrever nos livros em vez de fazer planificações daquelas que agora as editoras dão a acompanhar os manuais que vendem ), primeiro projetei a imagem (como as dobras no documento autêntico o provam). Os alunos formularam hipóteses sobre o conteúdo. Verbalizaram pela primeira vez as noções de espaço, quantidade e qualidade e os  termos«excès», «gaspillage»,«consommation»,«énergie«, «consommation»... Tratou-se assim da fase de Apresentação (texte d'approche oral a partir dos comentários, perguntas, respostas dos alunos- pré-semantização, antecipação...  do texto.
Depois houve a leitura silenciosa com confirmação de hipóteses, perguntas de compreensão. Seguiu-se uma fase de exercícios estruturais  para noções de espaço, quantidade e qualidade. Cada aluno colocou-se no plano pessoal e declinou o texto na primeira pessoa (verbos) E depois sistematização ou fixação.

O reemprego surgiu  num texto argumentativo (antes já trabalhado) sobre energias.
Resumindo a metodologia (a quase 40 anos de distância) transpus os momentos da aula de língua para a abordagem comunicativa que estava a dar os primeiros passos.

Utilizei as tecnologias...

 

Continua...

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Quiz ... Aula de Francês ... quem terá escrito isto? e quando?

«Devemos levar os alunos a colaborar activamente na aquisição dos seus próprios conhecimentos, assimilando-os à custa de uma elaboração pessoal».
«São muitas as dificuldades que lhe (ao professor de língua) tolhem os movimentos: escassez de tempo,vastidão da matéria, turmas excessivamente numerosas».
«A gramática deve ser ensinada pela língua e não esta pela gramática. Deve-se partir do exemplo para a regra e é o aluno que a deve descobrir. Para (...), cada regra de gramática não é mais do que a constatação de um facto, o resultado de uma observação, o fruto de uma experiência».«Não é necessário que ela seja logo concludente,basta que se aplique no caso presente, tornando-se posteriormente mais exacta pela observação de novos casos».
«Este método tem a grande vantagem de exigir a colaboração dos vários sentidos, exercitando assim ao mesmo tempo a memória visual, auditiva e a motora».
« A sala deverá conter mapas, postais, gravuras... Faltando-nos os objectos reais, devemos possuir as suas representações e imagens...» A correspondência inter-escolar... grande número de estudantes visitam estes dois países...»


Outro autor, ainda:
«A mímica permite-nos a representação das acções e das coisas.. . O recurso da mímica vai mais além, porque pode chegar à interpretação mais subjectiva... modulação da voz ou a entoação que também vem em auxílio da compreensão»

«As perguntas estão subordinadas a duas grandes classes relacionadas com a acção dos alunos: trabalho receptivo...trabalho receptivo e produtivo...Segue-se depois a participação do aluno na comunicação de acções,isto é, as frases de sentido imperativo,as ordens»».

E agora a pergunta: Quem poderá ter dito ou escrito estas frases? Em que datas?

E as respostas

Maria Inês Vasques Ribeiro,  Ensaio Crítico sobre o Ensino do Francês. 1938 - Trabalho de estágio  feito no Liceu Nacional D. João III  Coimbra
(consultado na biblioteca em pesquisa autorizada pelo ME)
e
Luís Afonso Ferreira, O ensino do Francês nos liceus. 1952- idem.

E assim, a abordagem acional nasceu... em 1952! ou terá sido antes?

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Comment exploiter le film «La cage dorée»?


La Cage Dorée - bande annonce por TheDailyMovies


Un film plein de stréréoypes des Portugais et des Français présentés et exploités avec beaucoup d'humour, de tendresse et d'intelligence.
Idéal pour l'éducation plurilingue.

À l'enseignant de suivre quelques suggestions du post précédent.
Et d'exploiter les stéréotypes. Les questions liées aux langues-cultures pourront donner origine à un débat en recourant aux critiques parues dans les journaux dans les deux pays.
Pour les critiques, voire aussi.

Comment exploiter le film «Dans la maison», en classe de FLE, Técnicas de Expressão do Português, Literatura...


DANS LA MAISON : BANDE-ANNONCE de François Ozon por baryla



Comment exploiter un film en classe ?
«Dans la maison», film de François Ozon, serait mon choix, si j’étais professeur de français ou de «Técnicas de Expressão do Português», de Littérature Française, de Literatura, de Análise dos média… pour la rentrée.
Je ne fais pas le résumé du film. Il est là...  parmi les paratextes générés par le film.

Objectifs langagiers, fonctions,  opérations cognitives (le flou terminologique est terrible pour un enseignant). Alors… en d’autres termes, que doit l’apprenant faire  pendant les activités et exercices qui aboutissent dans ( sera à?)  une tâche finale ?

Nommer, énumérer,  exemplifier, préciser,  résumer, anticiper, mettre en relation, confronter sa perspective et celle du réalisateur, inférer, interpréter, analyser, évaluer, juger, argumenter…

Tâches : animer  un forum sur ce film, construire un scénario pour un film à partir des images finales du film….
Activités possibles (en vrac, à choisir en fonction des publics)  :
·         Raconter le week-end dernier par écrit.
·         Observer la bande-annonce.
·         Construire le profil des personnages principaux
 Imaginer leur profil à partir de photos.
Information gap: Chaque groupe reçoit  la biographie du réalisateur, des acteurs, devant poser des questions aux autres pour remplir une grille avec toutes les biographies.  
·         Construire le scénario du film , basé sur les scènes de la bande annonce.
·         Confronter son scénario avec  le film ou  des résumés (deux ou trois trouvés sur Internet).
·         Réagir à sa façon de lire, d’articuler…
·         Discuter le réel et de la fiction en littérature.
·         Discuter la décision de l’uniforme.
·         Discuter  l’emploi du présent… exercices sur les temps verbaux et leur effet.
·         Discuter  la «culture pizza-centre commercial»
·         Discuter la question «qui manipule qui ?»
·         Discuter les questions de l’éthique professionnelle ?
·         Analyser la structure narrative du film en fonction de la présentation du schéma greimassien faite par l’enseignant.
·         Analyser les clôtures proposées par le jeune écrivain.
·         Imaginer à la manière de Pérec, «La vie, mode d'emploi» et des personnages la vie des habitants de l’immeuble.
·         Faire la simulation- «L’immeuble» de Debyser
·         Organiser  un chantier de critiques de films
o   Construire des posts pour engager la conversation dans un forum, blog, chat…
o   Comparer les propositions obtenues avec les critiques écrites dans des journaux et dans des forums…
o   Réflexion sur les caractéristiques de ces écrits
o   Amélioration des critiques personnelles en introduisant des constructions verbales repérées dans les écrits des autres.


…..

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Efeitos perversos dos exames?

Ou, como escreve António Jacinto Pascoal, no jornal Público, do dia 1 de agosto: «Prioridades erradas nos exames»?
Segundo o professor de Português, ironicamente,   «(a)  liçao que se tira (dos exames de Português) é a de que os professores deverão de futuro, em detrimento de um ensino amplo e consistente, preparar alunos para evitar armadilhas».
E  para isso...  nada melhor do que mandar fazer aos alunos provas de anos anteriores, coleções de pontos de exame... E, como eu sublinhava num post recente, para isso, nem é preciso formar professores. basta dar-lhes as soluções. E como são muitos alunos por turma, estes  podem trabalhar aos pares: um aluno faz um exercício e o colega do lado corrige. Aliás um ótimo tipo de exercício de information gap, mas também ele desvirtuado neste contexto! 

auladeportuguêse(t)classedefrançais: E se fossemos a Paris ao Musée de Orsay... visita...

Produção de recursos educativos A DGE está a pedir informação sobre recursos educativos. auladeportuguêse(t)classedefrançais: E se fosse...