sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Virturéalité- APEF, Faro 2011

Uma das características da virturéalité é a porosidade na distinção entre online e offline ou entre sincronia e diacronia (Cf Alexandra Fontanel).
A comunicação que vou apresentar ficará disponível (alguns rascunhos, aliás, os textos dos blogues são sempre rascunhos) durante a realização da mesma às 10.30 de segunda feira.
Não, não será o power point que estará disponível, pelas razões expressas  neste blogue. Não quero reforçar «la pensée power point»! 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

À l’heure de la virturéalité - APEF, Faro 2011

Début de ma communication

La virturéalité peut être considérée l’une des caractéristiques de ce que l’on désigne maintenant comme  WEB 3.0. Si nous résumons brièvement l’histoire toute récente du Web, nous nous rendons compte que dans un premier temps, le web 1.0 c’était le temps de la recherche d’information ou d’évasion. L’utilisateur allait sur internet pour chercher,  pour se renseigner à partir de contenus construits par quelqu’un d’autre ou pour rêver à partir de contenus d’auteur. Le web 2.0 que l’on peut dater de l’année 2006, année ou la revue Time, symboliquement a attribué le titre de citoyen de l’année à You, c'est-à-dire le nouvel acteur du web 2.0, celui qui devient grâce aux dispositifs technologiques  capable de produire et de diffuser ses propres contenus. Le web 3.0 est en voie de construction. Il permet de structurer des contenus et il est désigné de web sémantique, donc il propose des interprétations ; les contenus peuvent ne pas être déposés sur un ordinateur personnel mais être versés dans une sorte de nuage(Cloud computing), donc tout à fait délocalisés ;   les plans synchrones et asynchrones se confondent dans ce que l’on désigne comme réalité augmentée que l’on peut dater en 2010. Une couche, telle qu’un palimpseste, vient se superposer à  notre vision du réel sur notre écran d’ordinateur ou notre tablette. Les exemples les plus réussis pour le moment  ce sont ceux désignés comme géolocalisation. La géolocalisation permet au visiteur de Paris, par exemple, de se repérer et de se concentrer sur un point en consultant l’information relative à un point où il s’est fixé. On est dans le trou du métro, mais la réalité, c'est-à-dire la station du métro, l’Opéra ou le Café de la Paix s’affichent sur votre ordinateur (donc une première couche, mais vous pouvez même avoir une deuxième couche, sur différents opéras qui se sont produis ou encore avec des informations sur le passé,  par exemple, sur la construction de l’Opéra, ou encore sur Haussman.  Les relations entre l’espace et le temps entre le réel et le virtuel sont ainsi complètement bouleversées. Et on vous suggère le parcours et on vous accompagne dans le parcours. Et bientôt nous aurons même une réalité d’interpellation puisque à la limite les objets qui sont sur une vitrine peuvent s’imposer à vous, puisque la publicité s’est lancée d’emblée sur ces innovations. L’information est ainsi désormais actualisée en temps réel, traitée et interprété de telle façon qu’elle peut conditionner nos choix et nous interpeller.

Mais  vous allez me dire «Nous sommes en classe, en quoi  ça nous concerne?».

Pour connaître la suite, il faut aller à Faro ou attendre les prochains articles.


APPF - La classe de langue et le WEB 2.0

Résumé de ma communication - Congrès de l'APPF
La classe de langue et le WEB 2.0


La classe de langue a lieu dans un lieu de plus en plus tournés vers des espaces différents. Ordinateurs, portables, iPhones, iPad… ouvrent la porte des écoles à des réseaux sociaux, à des espaces virtuels qui permettent même de visiter des espaces réels ou les langues sont parlées, comme avec Google Earth ou des espaces simulés comme Second Life… Les technologies ont provoqué des effets de délocalisation mais en même temps de proximité et d’accélération qui auraient dû bouleverser la conception scolaire de l’espace et du temps.

Mais est-ce qu’elles sont vraiment entrées en classe, notamment en classe de FLE ?

Et dans quelle méthodologie/approche s’inscrivent quelques activités proposées par certains dispositifs comme les tableaux interactifs multimédia ou par certaines méthodes ?

Comment utiliser Internet pour sortir de la classe de français, par exemple et naviguer dans des pays francophones ?

Est-ce que les technologies rendent - elles plus faciles les approches actionnelles ?

Voilà quelques questions que nous essaierons de discuter dans notre communication.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Bons professores

Vou aproveitar a minha  homenagem  para prestar  homenagem aos meus professores.

Vou mencionar o texto que irei dizer em Faro e, depois, tecerei algumas reflexões sobre o que, na perspetiva de aluna, considero traços de um bom professor.  

Homenagem...

«à minha professora do 1º Ciclo, Maria de Lurdes Ferrão, que achou que «se ensinava a ler os filhos dos outros também ensinaria  a filha» (apesar de ser professora da escola masculina... por isso, frequentei a escola dos meninos.  Respondia  com estas palavras aos inspectores que... não ousavam censurar a opção! Dela provém o gosto pelo conhecimento e pela vontade de partilhar com os outros e muito mais…

 
A Homero Pimentel, meu professor de Francês, de Português e de História, no Colégio Alves Mendes, em Arganil. Tantos conhecimentos  da sua área de especialização: a cultura clássica, mas a atenção ao futuro! A  interdisciplinaridade!    A ele devo o gosto pelo Francês, mesclado com o gosto pelas outras culturas.


À Maria da Conceição Sarmento, minha professora de Francês e de Português.    Para além de me transmitir o gosto por Baudelaire e pela literatura francesa, deixou-me apresentar um trabalho sobre os hyppies  no Liceu Infanta D. Maria, em Coimbra, desafiando todas as convenções daquele Liceu. Também ela me incentivou a abraçar a carreira de orientadora pedagógica, apesar dos meus  23  ou 24 anos.



À Robert Galisson, le maître, le didactologue, le professeur, l'ami.     Son énorme savoir, sa capacité à écouter les autres, à ouvrir des voies, à accompagner et pousser ses étudiants dans des voies innovatrices, souvent pas très conventionnelles, sa volonté d’apprendre avec des Collègues du terrain, sa militance pour l’éthique en Didactologie des langues-cultures et en Éducation aux et par les langues-cultures… et, bien sûr, son profil d’humaniste… ont constitué non seulement pour moi, mais aussi pour des didacticiens du monde entier, un modèle. ROBERT… Mes étudiants et moi, nous te devons beaucoup… Merci de tout cœur ! ».


Haveria outros, Andrée Crabbé Rocha, Leodegário de Azevedo Filho, Ofélia Paiva Monteiro... mas não me levem a mal. Tinha de escolher.


Então que têm em comum estes  professores que considero bons professores?


Poderia servir-me do PEPELF para fazer a análise de casos de bons professores, mas não. Prefiro  tentar mostrar por que estão na minha memória e no meu coração.


São todos didatas, antes do termo.  Não são transmissores de conteúdos ou aplicadores.


A definição de Didática das Línguas- Culturas  de Robert Galisson ajuda-me a responder. A Didática é uma disciplina de observação,de problematização, conceptualização, análise,  com implicações, levando à inovação.


Estes professores têm competência nas suas áreas de especialização, mas  não se limitam a transmiti-las, a aplicar os conhecimentos  teóricos à prática. Fazem a mediação desses conteúdos, observando os alunos, tendo em conta  o contexto. Actualizam os conhecimentos. Problematizam cada situação, conhecem  os alunos, falam com eles, observam os seus gestos... Estão atentos. Interrogam os  seus conhecimentos teóricos para ensinar cada aluno (a minha mãe-professora chegou a ter 70, de todas as classes, numa altura em que não se formaram professores!!!  Precisava, evidentemente, de mais horas... e íamos saindo da escola à medida que o assunto estava aprendido - fui aluna nessa altura!   Homero Pimentel não ficava satisfeito enquanto os alunos não atingiam os objetivos que se tinha fixado- não sei se alguma vez planificou uma aula! E havia as explicações à noite e outros métodos hoje não muito bem vistos!!! Mas quem se queixava, na altura? E todos ou quase o adorávamos).




Estes  professores procuram outros métodos, informam-se, experimentam e inovam.
Assim, os conteúdos não são debitados em formato  de apontamentos. Estes professores não são  passadores de acetatos ou de power point (cf próximo  post).


Por outros termos, revelam competência científica, competência pedagógica, competência relacional, competência emocional...

E depois, ou antes, a dimensão ética: o respeito pelos valores, a confiança na humanidade.


Estes professores fazem a mediação com  um sorriso, com emoção, com calor e entusiamo, com humor, com criatividade. Seguem a regra de Lozanov  que nem todos leram: «a proximidade distante». O reconhecimento do seu saber estabelece a distância com o alunos (apesar da sua humildade), mas  aproximam-se para incentivar estes a avançar na descoberta desses mesmos saberes. E ficam felizes com o sucesso dos alunos! Maria da Conceição! Como fiquei contente com o seu telefonema!



A felicidade e o gene 5-HTT

Estou muito satisfeita. Descobri que devo ter o gene 5-HTT.  Segundo Jan-Emmanuel de Neve, economista comportamental, este gene explica  a felicidade. É verdade que faço para ser optimista, mesmo nestas alturas! Se é o gene ou não que me predispõe a isso...  é outra questão!  

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Acordo ortográfico

Tenho sido um bocadinho preguiçosa... mas...
No ano passado, quando muitos alunos me disseram que eram contra o acordo, propus-lhes um ditado.
E aqui vão alguns termos:

somente, pobrezinho 

E com as regras do acordo:

primavera, segunda-feira, norte, senhor professor,
transacionar, colecionador, lecionar
adoção, perceção, acessão (também não gosto desta, mas...!), interceção, corrupção, opção, facto...
creem, leem, veem, deem...
Há de ser difícil
fim de semana



O resultado foi o seguinte:
Vários escreveram somente e pobrezinho com acentos - Ainda estavam no acordo antes de 1973, quando foram abolidos os acentos nos advérbios de modo e palavras com sufixos começados por z ! Pois tem havido vários acordos... a língua muda!

Nos nomes de dias de semana, meses, estações do ano...e então títulos... já estavam no novo acordo, escrevendo tudo com minúsculas!

No transacionar, lecionar... também já  houve alunos muito modernos... outros até tiraram o c ao facto-acontecimento!  Inventaram  um acordo!

Para os acentos circunflexos tive, ao longo dos anos, de recorrer a uma mnemónica,  para evitar erros ortográficos: «para ler, crer,dar e ver é preciso  ter dois olhos e usar óculos «lêem»... o tal acento que raramente punham...
Quanto   ao hífen... é melhor nem falar! Não fazia falta nem ao verbo haver, no presente,  seguido de preposição de nem à maior parte das expressões! «Tracinhos» para quê? Mas... vão manter-se quando o elemento seguinte começa pela mesma vogal «micro-ondas», por exemplo. Esta é a parte mais difícil!

Mas, mais graves são os tais erros que não os preocupavam nem preocupam: o  «hádes», os «vão haver dificuldades», o «deve de ser», o tu «estivestes», tu «fizestes»... «eu puze-o», eles «fariam-no», «nós fáçamos»...

É evidente que  todos vamos ter dificuldades... para escrever no blogue nem sempre vou ter a oportunidade de ter  texto do acordo à mão, nem disposição... até estou a escrever numa esplanada.  Mas vou  fazer um esforço para o seguir. E agora... mar!

domingo, 11 de setembro de 2011

Discurso político: o «gasparês»

Não, não fui eu que criei o neologismo (vinha no Expresso), mas apesar do pouco tempo que tenho neste momento, não posso deixar de reflectir sobre as «configurações sociófugas» - designação que proponho a partir da distinção de E. Hall entre espaços sociófugos e sociópetas - do Senhor Ministro das Finanças. Afasta-se dos espectadores, embora o olhar esteja na câmara (cf axe Y-Y Yeux- Yeux, nos trabalhos de E. Véron), mas o olhar frio não ajuda nada. Tronco hirto, inclinado para trás, braços cruzados, quase ausência de sorriso, movimentos dos braços rígidos... Se nos referirmos aos conteúdos então... não dá para ter confiança em quem não quer nada connosco(cf comportamentos de double bind e comunicação paradoxal). Como poderemos confiar? Até gostava! Acabou de sair mais um livro sobre o discurso político. Ainda não li, mas vou ler com tempo e voltar a este assunto.

A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»

A propósito de artigo de Daniel Bessa  no jornal «Expresso» de  hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....