quinta-feira, 7 de abril de 2011

Communication non-verbale

Le blog de Guy Barrier sur la communication non  verbale me semble important à suivre. Par exemple le post sur l'étude sur le regard des politiciens. Et pour les politiciens qui aiment être regardés comme José Sócrates...

Eye tracking e Google Instantâneo

Um estudo  que recorre à metodologia de  eye tracking  mostra  que a rapidez  nos processos nem sempre é geradora de receitas. Pelos vistos com Google Instant  fazemos pesquisas mais rápidas mas não vemos os anúncios geradores de receitas.   

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Didactique de l'internet?

Regardez des suggestions  dans Did@cTIC- Langues de l'Université de Salzbourg et Commission Européenne.

Planifier un cours en français

Je n'aime pas beaucoup les présentations décontextualisées, mais je dois dire que cette planification d'un cours Faire faire en classse de français est très claire. Avec PREZI que je n'apprécie pas beaucoup. On ne voit  pas  des références au CECRL, mais il s'agit d'une bonne déclinaison de cet outil du Conseil de l' Europe.


A nuvem... o melhor sítio para guardar dados?

Talvez sim. Segundo  post em Mashable.

Cultura partilhada - Culture partagée

Dans le numéro des 146  des  ELA     que je dirige  avec Jacques da Silva, nous établissons des relations entre les cultures  et  les médias.
Cette désignation  de culture  partagée est  de Robert Galisson et pour comprendre les médiascultures (Magret et Macé)  elle nous semble essentielle. De même pour l'organistation de la classe de FLE aujourd'hui. 

No blog,  Aula de português (et) de Français  propomos a exploração pedagógica de um dos exemplos publicitários que consideramos mais bonitos: O Peageot... e  «Le baiser de l'Hotel de Ville» de Doisneau.

Ferrão Tavares.  Escola e televisão: olhares cruzados, Plátano Editora

«Subscrevemos facilmente a seguinte afirmação de L. Porcher : «Les cultures sont toutes par définition, métissées, produites par un mélange, résultat d’une mixité» (1994: 180). Deste modo, uma cultura é um conjunto de culturas e cada geração adopta práticas culturais diferentes. Pode falar-se de cultura dos jovens, culturas profissionais, culturas religiosas, mediáticas, tecnológicas, científicas, humanísticas, de culturas correntes, etnográficas ou partilhadas...
A cultura é o resultado de uma síntese. E esta síntese implica a memória. Factos do quotidiano ou dos media refrescam a nossa memória.

 Já em 1962, E. Morin sublinhava esta síntese provocada pelos media, referindo que «la culture de masse est le seul terrain de communication des classes sociales». Quem viaja de táxi frequentemente sabe muito bem como esta afirmação corresponde à realidade.

Para melhor compreender o conceito  de cultura e as suas implicações pedagógicas, parece-nos importante tecer algumas considerações sobre a noção de competência cultural, pois permite compreender não só os media, mas também a diversidade cultural da escola e da sociedade. O conceito é definido por G. Zarate como «un savoir faire interprétatif» e por L. Porcher como  «la maîtrise d’un système de classement». A aquisição da competência cultural não passa, pois, apenas pela acumulação de conhecimentos. A competência implica certamente conhecimento, mas também a capacidade de classificar, de compreender, de interpretar as diferentes culturas, as ditas «eruditas» e as culturas antropológicas em geral, as práticas sociais, as mentalidades, os sistemas de valores. Ora, a televisão tem um papel importante no desenvolvimento desta competência, fornecendo muitas vezes instrumentos de descodificação da cultura erudita.
Estas definições de cultura, de competência cultural, levam-nos a interrogar-nos sobre a seguinte questão: de que modo a televisão pode ajudar a escola e a sociedade a desenvolver estas competências?
A Televisão apresenta o fragmento, o mosaico. A Escola insiste muitas vezes na acumulação. Se as duas se encontrarem, a televisão pode fornecer instrumentos que reavivem a memória, que permitam a compreensão, o encontro. A escola pode fornecer instrumentos de contextualização, de estruturação desta cultura mosaico».  

E agora, os exemplos  estão na Internet! Vejam-se os palimpsestos na construção de publicidades, artigos...

Zonas de proximidade entre a Escola e os Media


Em a Escola e a televisão : Olhares Cruzados, Plátano Editora

falamos de televisão, mas as  considerações que se seguem são adaptáveis  aos outros media.
Colocamos «em evidência «zonas de proximidade» entre dois espaços de aprendizagem que, muitas vezes, estão de costas voltadas: a escola e a televisão., ou os media em geral.  Ao adoptarmos este título, temos presente o conceito de «zona de desenvolvimento potencial» ou de «zona de desenvolvimento próximo»[1] desenvolvido por Vygostky. Este autor introduziu a distinção entre o que a criança consegue executar autonomamente – nível actual de desempenho – e o que ela não consegue realizar sozinha, mas que pode fazer desde que ajudada. Assim, a noção de zona de desenvolvimento próximo (ZDP) (1978) tem a ver com
A distância entre o nível real de desenvolvimento, tal como foi determinado por uma resolução independente do problema, e o nível de desenvolvimento potencial, tal como foi determinado pela resolução do problema sob a orientação de um adulto ou em colaboração com pares mais capazes de o resolverem. (26)

O conceito de Vygotsky põe, assim, em destaque o papel do outro como membro mais experiente, aquele que ajuda as crianças a atingir níveis de domínio e desempenho que, por si sós e sem ajuda, lhes seria mais difícil ou mesmo impossível  conseguir.  O funcionamento inteligente é, deste forma, mediado por ferramentas e sinais (a linguagem, os símbolos) que transformam as acções dos indivíduos. Vygotsky entende o  desenvolvimento humano como uma responsabilidade colectiva. Dentro deste quadro de referência, a aprendizagem ocorrerá, portanto, num contexto social.

Situando-nos na linha de pensamento reflectida na obra  Pensamento e linguagem de Vygotsky (1986), acreditamos que «aquilo que a criança pode fazer hoje em cooperação será amanhã capaz de o fazer sozinha» (7).

Construindo esta designação em palimpsesto sobre a designação de Vygostski, e tirando partido da evolução tecnológica, consideramos que o aluno pode ir mais longe no seu desenvolvimento graças à esola paralela que os media constituem. No entanto, o nosso objectivo não se circunscreve ao aluno. Pretendemos, também, que o professor desenvolva a sua zona de desenvolvimento próximo.
Estas utilizações da televisão permitem o desenvolvimento de competências de recepção, de tratamento cognitivo, mas, ao mesmo tempo, tornam possível uma aproximação integrada dos meios linguísticos, do léxico, da gramática. Permitem, além disso, uma comparação entre factos de cultura que aparecem integrados, contextualizados.
A televisão é uma base de dados e de documentos praticamente inesgotável e sempre actualizada. Certos programas destinados ao grande público podem contribuir para reforçar ou, ao contrário, para desmontar um certo número de estereótipos relativos às outras culturas. Seríamos mesmo tentados a afirmar que certos programas provocam transformações profundas a longo prazo e daríamos como exemplo as telenovelas brasileiras, que contribuíram para uma abertura, para a aceitação do outro, para a aceitação da diferença na sociedade portuguesa.

Como conclusão, gostaríamos de sublinhar que  os programas de televisão podem ser submetidos a uma dupla abordagem: sobre os conteúdos e sobre as formas de encenação desses conteúdos. Levar os alunos a procurar matrizes às quais obedecem os programas, a identificar os vários géneros televisivos, os esquemas formais, as formas culturais de estruturar os programas, mas também a interrogar-se sobre a sua maneira de ver televisão e a diversificar estratégias de ver televisão, são sem dúvida processos que eles poderão transferir para a compreensão do discurso da aula.
A televisão serve de suporte, o aluno aprende com ela, não só conteúdos, mas maneiras de ver televisão, desenvolve capacidades, desenvolve atitudes críticas, desenvolve valores. A imprensa, como sublinha F. Mariet, «não matou o saber, como temiam algumas pessoas quando ela surgiu, mas modificou as condições de aquisição e de transmissão. A televisão provoca sem nós querermos modificações análogas, de igual importância» (1989: 216). Como é que a escola poderá desconhecer estas modificações?»








[1] Esta tradução adapta-se melhor à nossa proposta. Ou adaptava, porque hoje utilizamos o termo «potencial».

A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»

A propósito de artigo de Daniel Bessa  no jornal «Expresso» de  hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....