quarta-feira, 18 de abril de 2018

APEDI 2018- Conferência sobre Comunicação multimodal

 O início da preparação desta conferência  intitulada « Não podemos não comunicar», axioma da lógica de P. Watzalawick, pode ser lido aqui

http://universidadedepasargada.blogspot.pt/2018/02/encontro-apedi-2018-associacao-de.html

O resumo proposto há alguns meses é um bocadinho ambicioso.

Poderia começar a conferência enumerando as ciências que enquanto didata das línguas-culturas fui interrogando ao longo da minha vida profissional (literatura, linguística, pragmática, etnociências e agora as neurociências ou mesmo as NBIC- o acrónimo corresponde a nanotecnologia,biotecnologias,informática e ciências da cognição). Ou as tecnologias que utilizei nas aulas: MAV, Multimédia, TIC e as  NBIC. NBIC também surge como designação que substitui as TIC/ TICE...

Mas decidi que vou  começar pela reflexão a propósito da forma de saudação com que fui recebida, recentemente, em consultório de hospital, por acaso privado:  «Atão qu'é que bocê tem?»
Começo, assim pelas  questões de cortesia que são marcadas pelas culturas.
E por uma reflexão sobre o modo como o não verbal comunica a empatia ou a falta de convergência interativa e não só com duas fotos provocadoras.


Passando às questões da formação de professores...

  Le métier de l'enseignant (de langues) est réalisé par un acteur social qui possède et développe des compétences générales individuelles, et notamment une compétence à communiquer et une compétence technique qu'il met en œuvre à travers divers types d'activités d'enseignement en mobilisant les stratégies qui lui paraissent convenir à l'accomplissement de tâches à effectuer ou aux rôles à jouer. Cette mise en œuvre contextualisée des compétences individuelles ne cesse de le modifier en retour ». CECR

             A competência profissional  de um professor inclui a comunicação que eu qualifico de multimodal e, com base no enquadramento teórico convocado, proponho atividades e estratégias multimodais.  
Desenvolvo a seguir:

Espaço: Proxémica - estudo da percepção  e uso do espaço pelo homem  (Hall, in Winkin: 1991).
Espaços e distâncias (immediacy)
Tempo
Culturas monócronas e polícronas, contração do tempo, multitasking
Quinésica
Configurações de comportamentos
Imagem e tecnologias
Com algumas considerações:

O tempo e o espaço condicionam a comunicação 
O corpo fala e  pensa (alinhamento neuronal, neurónios espelho)
Fenómenos bioquímicos condicionam empatia
Antecipação, verbalização, memorização
Cortesia
Empatia, convergência interativa, escuta, eco, immediacy

Destas considerações resulta a definição e caracterização da comunicação multimodal através de metáfora icónica e de palimpsestos icónicos que explicitarei.




E por último... questões:
Onde estão as competências multimodais no Perfil do Aluno e no Currículo do ensino básico e do ensino secundário?  De que forma podem ser perspetivadas?
Será que atividades das didáticas não convencionais como a sugestopedia encontram, hoje, justificações nas neurociências:
A  relação que se traduz em empatia é essencial numa aula? O espaço agradável favorece a aprendizagem?
A atitude do professor desencadeia a vontade de participar  dos alunos (neurónios espelho)?
Aprendemos mais com situações positivas?
A produção verbal aumenta com  sugestões positivas  introduzidas por temáticas positivas?
A memorização aumenta com sugestões positivas?
A memorização aumenta com  deslocações e movimento?
A memorização  do vocabulário aumenta se simultaneamente se realizarem atividades artísticas?
A narratividade no discurso introduz mais atenção e memorização?
A música interfere com os ritmos biológicos, podendo  favorecer a aprendizagem? 
.....


Referências bibliográficas:
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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Didlang2018 Colóquio de Didática das Línguas



Resumo da conferência de encerramento do Didlang2018 Colóquio de Didática  das Línguas

Uma conferência de encerramento de colóquio é sempre pouco previsível. Depende do que a autora for ouvindo, mas... implica sempre preparação e resumo. 
No blogue, o resumo ganha alguma interatividade.

 Um olhar sobre a Didática das Línguas-Culturas : do passado ao futuro

Se fosse pessimista poderia intitular esta conferência   «S.O.S. ... Didactique des langues étrangères en danger... intendance ne suit plus». Retomava , assim,  título de artigo de Robert Galisson de 1977. Nessa altura, Robert Galisson, servia-se, de maneira provocadora, de  fórmula em linguagem militar de De Gaulle  para sublinhar o risco que corria a Didática das Línguas se, ao tentar uma legitimação epistemológica,  perdesse a dimensão intervenção,  afastando-se dos professores. Hoje, teria de utilizar o termo «intendance» num sentido muito mais amplo.
Poderia , ainda, começar pelas perguntas seguintes: no final deste ano, haverá 50 candidatos à docência nos ensinos básico e secundário em línguas?   Haverá 5 candidatos à docência em francês?
Como sou optimista, vou enunciar alguns paradoxos do presente, nomeadamente alguns anacronismos de materiais e práticas pedagógicas,  porque…
É preciso não esquecer o que se aprendeu  no passado. A Didática das Línguas- Culturas  comemorou  40 anos em  2017 (ou mesmo 100 anos,  em 2007). Durante esses anos, sustentou  a formação inicial e contínua de  alguns milhares de professores e contribuiu para que muitos portugueses aprendessem línguas. Impõe-se, por isso, um regresso ao passado para tentar compreender  o presente e preparar o futuro.
Procurarei definir e caracterizar a DL-C, nas suas vertentes de contextualização, problematização, conceptualização, intervenção na linha de Adolfo Coelho, Robert Galisson, Isabel Alarcão e dos estudos que desenvolvi durante as mais de três décadas em que fiz parte da «intendência».
Para perspetivar o futuro, vou declinar a matriz de situação educativa  proposta por Robert Galisson,  tendo em conta transformações que a sociedade tem  vindo a conhecer nas utilizações que faz do espaço e do tempo, sob o efeito, muitas vezes das tecnologias. Procurarei mostrar implicações didáticas dessas transformações no perfil dos professores e dos alunos, com base em alguns estudos em neurociências que a didática tem de convocar para compreender a situação educativa. Deter-me-ei também na dimensão do objeto da didática: a língua ou o plurilinguismo como objetivo ou como  meio  para a educação.   
  

Palavras-chave: Didática das Línguas-Culturas,  formação de professores, contextualização, problematização, conceptualização, intervenção, espaço, tempo, comunicação  multimodal, plurilinguismo.

Algumas referências:

Capucho, F. De la didactologie des langues et des cultures à l’intercompréhension.Synergies Portugal 1
Cortès, J. (2016). Avec Robert Galisson, remonter le cours du temps. Synergies Portugal 4  
Ferrão Tavares, C. Cortès, J.  (coord) (2016)  Avec Robert Galisson, réhabiliter la Culture
comme discipline universitaire à part entière. Synergies  Portugal 4 https://gerflint.fr/Base/Portugal4/numero_complet.pdf

Galisson, R. (1977)Etudes de Linguistique Appliquee, n27 p78-98 Jul-Sep 1977
Galisson, R. (2002). « Didactologie : de l'éducation aux langues-cultures à l'éducation par les langues-cultures ». Ela. Études de linguistique appliquée, no 128,(4), 497-510.
Salema, MJ (2013)  La genèse de la didactique scolaire du français au Portugal. Synergies Portugal 1

Silva, J. (2013) Intercompreensão : vingt-deux ans après, parcours d’une revue de didactologie des langues-cultures au Portugal… ouverte au monde. Synergies Portugal 1

da Silva, J. & Ferrão Tavares, C. (2007). Du champ sémantico-didactologique du concept culture. Ela. Études de linguistique appliquée, 146,(2), 241-252. https://www.cairn.info/revue-ela-2007-2-page-241.htm.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Exposição «Labirintos e memórias», na Câmara Municipal de Arganil


Está a decorrer, de 3 a 30 de abril, na Galeria Guilherme Filipe da Câmara Municipal de Arganil,  a exposição «Labirintos e memórias» de Antígona.
Parece, á primeira vista que a atividade de pintora de Antígona não tem nada a ver com a temática deste blogue de Clara Ferrão, mas há uma relação entre as duas.

Antígona nasceu em Pombeiro da Beira, ao pintar cenários, decorar poemas, representar peças de teatro, nas festas organizadas pela sua professora Maria de Lourdes Ferrão (também mãe de Clara Ferrão). Deliciou-se, no terceiro ano do liceu, nas aulas do Professor- Pintor de Arganil, António Ventura. 
Frequentou as aulas de Clara Ferrão e aprendeu conceitos de comunicação, literacia multimodal, intercompreensão,  leitura, empatia, neurociências, mestiçagem entre mundos reais e virtuais … Estudou literatura e pintura. Aluna de escola de viagens, adorou “encontrar Picasso”em Antibes, com 19 anos. Acompanhou Clara Ferrão em trabalho a Paris, a Copenhaga, ao Rio de Janeiro, a São Petersburgo…, impondo-lhe a sua vontade de visitar museus. Antígona frequentou alguns ateliês e “explicações” de pintura, mas não gosta de horários… Aproveitou a Internet para reclamar maior protagonismo e partilha. Alegre, ousada, atrevida, conversadora impõe a sua vontade a Clara Ferrão e Clara Ferrão oferece-lhe os conteúdos para as suas pinturas.

E surge esta exposição depois de uma primeira, na Galeria do Café Santa Cruz em Coimbra, em julho de 2017.
Porquê «Labirintos e memórias»?
Para Flaubert, uma folha de papel constitui um labirinto. Na folha há caminhos que se abrem e outros que se vão fechando.  Para Antígona, cada tela constitui um labirinto. Labirinto, não num sentido místico ou filosófico, como local de opressão, mas como uma construção como um ambiente de experimentação. Labirinto que constitui um convite à desorientação, implicando o recurso à memória ou memórias convocadas para encontrar resoluções. Labirinto que apresenta desafios cognitivos, com falsas pistas, com «veredas que bifurcam» (como diz Borges) com modos diferentes de «ler» ou ver a vida, com possibilidade de escolhas de formas e cores, com erros, com correções. Constitui um desafio à imaginação, uma construção lúdica, uma viagem em que o viajante sente o prazer de se perder e de encontrar, e de se encontrar. Como em todas as histórias, nomeadamente, como no mito que motivou a palavra labirinto, «as personagens» de Antígona - pintora vencem obstáculos e conseguem ultrapassar o que consideravam ser os seus limites. Os labirintos de Antígona são felizes, como as cores das telas o revelam. Antígona constrói metáforas de conceitos e propõe narrativas ancoradas no passado, nas memórias, que deixam fios para iniciar novas histórias. Memórias de viagens, de aulas, de telas, de livros, de rostos, de emoções… Antígona caracteriza-se pela capacidade de sonhar, como Ícaro, de realizar o que aparentemente é impossível, de desafiar o desconhecido, de resolver os emaranhados ou melhor os novelos que se vão desfiando nas telas: há teias que se fazem e desfazem, há espirais, há puzzles, peças que as mãos reconstroem a partir de memórias dispersas, com persistência, com desobediência em relação a princípios e regras que Clara Ferrão até pode conhecer.

Alguns momentos de encontros e reencontros com amigos.  




Será que é Antígona ou Clara Ferrão com a mania de explicar  até ao Sr. Presidente da Câmara de Arganil!   

domingo, 11 de março de 2018

Émotion, affectivité, suggestion, multimodalité... à propos d'article publié

Robert Galisson, Histoire et prospective, c'est le titre de l'article que j'ai publié dans le numéro 4 de Synergies Portugal.

«Je dois le titre de cet article à Christian Puren qui, dans le numéro des ELA 123-124, qu’il a coordonné, en hommage à Robert Galisson, disait « (s)i je devais pour ma part retenir un mot, un seul, pour caractériser ce qui me paraît constituer la structure profonde de la pensée et de l’action de Robert Galisson, je ne retiendrais que ce mot de deux lettres, l’opérateur logique ET, que l’on utilise pour relier entre eux deux éléments en même temps qu’on en reconnaît paradoxalement la diffé- rence : chercheur ET généraliste, théorie ET pratique, langue ET culture, histoire ET prospective » (Puren, 2001 : 263-264). J’aurais pu, d’ailleurs, choisir les autres « couplages », notamment les couplages enseignant Et didacticien ou raison ET affectivité». 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

“30 anos dedicados à Profissionalização de Professores de Línguas”.


Vai realizar-se um Colóquio  sobre 30 anos dedicados à profissionalização de professores de línguas, na  Faculdade de Letras, na  Universidade de Lisboa, dias 12 e 13 de abril.
Pediram-me para fazer o discurso de encerramento e para falar do futuro da Didática das línguas-culturas.
Será que a Didática tem futuro? Terá presente? Tem,  certamente, porque os cursos de professores têm de ter uma componente de didática. Mas será que todos estamos a falar da mesma didática?
Para ir pensando...




Cientes, pois, das novas exigências com que educadores e formadores se deparam no processo de ensino-aprendizagem de línguas não maternas, que consequências trarão estes avanços tecnológicos no desempenho de papéis de cada ator educativo?

Os objetivos do Encontro são:
  • Celebrar os 30 anos de formação de Professores na FLUL;
  • Desenvolver o estado da arte da didática das Línguas Não Maternas numa perspetiva diacrónica e sincrónica;
  • Refletir sobre o ensino-aprendizagem de Línguas Estrangeiras;
  • Valorizar a importância do papel dos professores cooperantes;
  • E promover o contacto e partilha de práticas de professores e formadores em LE/L2.
Os eixos temáticos dos trabalhos são:
  • Ensino-aprendizagem das Línguas Não Maternas – Geral e para Fins Específicos
  • Ensino-aprendizagem das Línguas Não Maternas e Desafios tecnológicos
  • Formação de Professores de Línguas Não Maternas
  • Produção e avaliação de recursos técnico-pedagógicos»

http://didlang2018.letras.ulisboa.pt/

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Encontro APEDI 2018 ( Associação de Professores para a Educação Intercultural)

A   Associação de Professores para a Educação Intercultural vai realizar, em 27 e 28 de abril, o seu   Encontro  2018  que tem como título "Sentidos Interculturais - Palavra, Imagem, Corpo".

Este é o resumo da conferência de abertura: 

«Não podemos não comunicar»
Para desenvolvimento de conteúdos ver também
https://universidadedepasargada.blogspot.pt/2018/04/apedi-2018-conferencia-sobre.html


Devo o título desta comunicação a Paul Watzlawick  que,  nos anos 60 do século XX, definia, deste modo, o primeiro axioma  da sua lógica da comunicação.  Hoje são as neurociências e a bioquímica que, recorrendo a outros tipos de metodologias, nomeadamente através de Tomografia por Emissão de Positrões, vêm confirmar esta afirmação, demonstrando o carácter multimodal da comunicação.

Procurarei mostrar implicações destas investigações em Educação, nomeadamente na formação de professores e na gestão da aula, caracterizando a comunicação multimodal como um processo cognitivo, relacional, empático que engloba um conjunto de modos em interação, implicando o corpo (corporização da verbalização e do pensamento) e que se traduz na ação dos envolvidos na situação de comunicação (espaço e tempo).
Colocarei em evidência interações entre o  corpo e os dispositivos tecnológicos em articulação com meios icónicos e linguísticos, em  tempos e espaços  reais e virtuais.  Com  base numa metáfora visual (ver imagem) e apoiando-me  em exemplos extraídos de comunicações profissionais apresentadas em dispositivos públicos (como as conferências TED) e extratos de aula disponíveis na Internet, distinguirei alguns elementos de coerência dos discursos multimodais, nomeadamente, metáforas e palimpsestos verbais e icónicos, marcas verbais e não verbais de operações cognitivas e discursivas comuns aos discursos das diferentes disciplinas escolares (definir, comparar, parafrasear, resumir, argumentar…).

Mostrarei a importância desta conceção da comunicação na organização de espaços de «flexibilidade curricular»,  nomeadamente, na gestão de projectos interdisciplinares.

«Não podemos não comunicar» é o título deste trabalho de Antígona que ilustra temática da conferência.







sábado, 6 de janeiro de 2018

Maria Emília Ricardo Marques: In memoriam e reflexões sobre a «memória» em Didática das Línguas-Culturas

Maria Emília Ricardo Marques: In memoriam


Terminei hoje artigo,em coautoria com Teresa Salvado Sousa, para publicação no número 5 da Revista Synergies Portugal, como forma de homenagem de ex-alunas e colegas à Professora. Maria Emília Ricardo Marques foi copresidente de Synergies Portugal e é da mais elementar justiça que as instituições que a ela estiveram ligadas e as pessoas que com ela aprenderam relembrem o seu legado para que as gerações mais novas o conheçam e não precisem de iniciar percursos sociológicos, literários, didáticos, de reflexão sobre efeitos das tecnologias a partir do «nada». Há um pensamento construído também em Ciências Sociais!

Desse artigo, sublinho o seguinte:

" Maria Emília concluait un article publié dans le numéro 1 de la revue Intercompreensão Revista de Didáctica das Línguas, sur le passé de l’enseignement des langues, avec le regret suivant « Il y avait autant de chemins ouverts.. et on a tant oublié ! (1990 :111) Or, on ne saurait oublier un parcours de scientifique et professeur comme celui de Maria Emília, exemple d’«un tiers instruit» (pour emprunter le titre de l’ouvrage de Michel Serres1995), métis de culture humaniste, artistique, scientifique et technologique!" 



Não vou, evidentemente, justificar a homenagem de Synergies Portugal a Maria Emília Ricardo Marques, nem referir o seu currículo ou as áreas em que foi pioneira. São tópicos desenvolvidos no artigo que será publicado em breve, mas gostaria  de remeter o leitor para um vídeo sobre Didática das Línguas.

Com todos os meios tecnológicos de que dispomos hoje, seria suposto que na Internet se encontrassem vídeos de qualidade didática, quer de apoio às aulas quer à formação de professores. Ora, paradoxalmente, quase não existe esta produção e os  materiais  produzidos nos anos 90 do século passado e na primeira década deste século não  foram atualizados. (Lamento, por exemplo, que vídeos de que sou coautora da Universidade Aberta (a convite de Maria Emília Ricardo Marques), sobre comunicação pedagógica e mediática, que acompanhavam os materiais produzidos para a disciplina «Os média e a aprendizagem» não tivessem sido objeto de atualização).


Na investigação para o artigo encontrámos um vídeo   de uma grande atualidade pedagógica (apesar das deficientes qualidades técnicas ou da desatualização do guarda-roupa, se atendermos às possibilidades de hoje), coordenado pela Professora Maria Emília Ricardo Marques que seria bom ser visto, até porque uma das autoras (Professora Helena Peralta) é coautora de documento de referência sobre a flexibilidade curricular seguinte:


CURRÍCULO DO ENSINO BÁSICO E DO ENSINO SECUNDÁRIOPARA A CONSTRUÇÃO DEAPRENDIZAGENS ESSENCIAISBASEADAS NO PERFIL DOS ALUNOS

Concluo esta mensagem com o convite para ver o vídeo  sobre o qual escrevi, com Teresa Salvado Sousa, o seguinte:

Une vidéo de la discipline Didáctica das Línguas Estrangeiras que nous avons redécouverte lors de la rédaction de cette conclusion est un exemple de la «définition» de Maria Emília proposée ci-dessus. Dans cette vidéo que Maria Emília a coordonné en tant que responsable de cette discipline, diffusée en 1990, par Universidade Aberta, la conception «plurilingue» de la didactique des langues est présente. La didactique des langues est commune aux différentes langues et la langue est indissociable de la culture. Par ailleurs, les documents authentiques, notamment de la vidéo, de la chanson, de la publicité sont proposés et insérés dans une perspective didactique. Une perspective communicative de la grammaire avec des exercices de conceptualisation est adoptée et justifiée. Le travail de projet visant l’autonomie est également explicité à partir d’échantillons de la communication en classe (Ricardo Marques et al.1990). Cette vidéo mériterait d’être refaite aujourd’hui avec d’autres moyens technologiques et communicatifs, le contenu didactique étant d’une actualité incroyable. C’est probablement l’une des lignes d’avenir que Maria Emília et les collègues qui l’ont accompagnée dans ce projet ont laissées. Les voies de l’avenir sont lancées… "
https://vimeo.com/user34119652/review/168768961/8998d50e4a



Ainda um comentário: hoje há muitas atividades propostas, até em manuais em formato digital, para exploração de canções, publicidades, BD, filmes, blogues... mas, muitas vezes, os autores «poupam» na conceptualização, na justificação para essas atividades. E, assim, estas aparecem como umas «pequenas brincadeiras para motivar alunos», sem uma visão integrada no desenvolvimento linguístico-cultural e comunicativo do aluno.  Até em congressos de associações de professores são propostas comunicações sobre diferentes suportes ou «documentos autênticos»... sem que os autores as justifiquem (nem sequer na  perspetiva comunicativa quanto mais na perspetiva acional)!

Com Maria Emília Ricardo Marques, no número 1 de Intercompreensão,  lamento:
«Havia tantos caminhos abertos... e tanto foi esquecido»!

Também a Revista Intercompreensão Revista de Didáctica das Línguas (Maria Emília Ricardo Marques pertencia à Comissão Científica)  foi esquecida. Ficou no número 16!
E, no entanto», o tema do número 15  (Abordagens plurais e multimodais) era bem atual...
Wook.pt - Intercompreensão - Revista de Didáctica das Línguas
https://www.wook.pt/livro/intercompreensao-revista-de-didactica-das-linguas/9857607

Ou... a leitura  do último número Literacias académicas multimodais parece justificar-se  quando se constata a dificuldade de escrita e apresentação oral de trabalhos académicos!
Intercompreensão n.º 16  Literacias académicas multimodais
http://edicoescosmos.pt/index.php?route=product/product&product_id=163~

Mas permitam que faça uma pergunta provocadora? Onde  está o nome de  Maria Emília Ricardo Marques (e de outros autores portugueses de referência) em programas de formação de professores ou de UC (disponíveis na Internet)? O de Galisson, de Porcher...? Perguntem a professores se conhecem estes nomes? Ou até...  se alguma vez ouviram falar do PNEP (2006-2009)?

Não é uma queixa pessoal, dado que, felizmente, ainda falo e escrevo... E é porque sempre falei que utilizo o blogue (e o Facebook  também) como meio para chegar a ex-alunos e colegas de todo o mundo. Vantagens das tecnologias na educação, campo em Maria Emília Ricardo Marques foi pioneira!



 


A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»

A propósito de artigo de Daniel Bessa  no jornal «Expresso» de  hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....