quinta-feira, 6 de julho de 2017

Tempo, espaço e comunicação multimodal em cursos de formação de professores

Transformações, perenidades, inovações
 ESEC – 30 anos de Ensino de línguas/Formação de professores de línguas
Resumo ou tópicos organizados em férias no Algarve.  O  texto será publicado em Atas.

Tempo, espaço e comunicação multimodal  em cursos de formação de professores


Objetivo:  Identificar transformações, inovações, perenidades e até retrocessos na aula de língua e na formação de professores (Nestes tópicos só desenvolvo o plano da formação).
Contextualização e problematização:
Tendo a ESE do Algarve adotado a designação Escola Superior de Educação e Comunicação  da Universidade do Algarve importava compreender o lugar da comunicação nas práticas de ontem e hoje e na formação de professores de línguas. 

Com Bolonha os estudantes de todos os ciclos devem «ser capazes de comunicar as suas conclusões, e os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes, quer a especialistas, quer a não especialistas, de uma forma clara e sem ambiguidades».
Os professores devem ainda ser capazes de comunicar com crianças.

Podemos então formular a questão seguinte:
·         Nos planos de estudos de cursos de professores  e nas fichas curriculares
  • ·         Quais as metodologias adotadas para desenvolver as competências referidas?
  • ·         A videoformação aparece?
  • ·         Aparecem simulações globais ou simulações de sequências?
  • ·         Quais os instrumentos de observação das interações?
  • ·         Como se vê como o professor comunica?
  • ·         Quem ensina um professor a comunicar? 


Ora, nos planos de estudos de cursos de professores  (disponíveis on line) de instituições do ensino superior, quase não se vêem marcas desta competência declinada quer em termos de UC específica, quer na definição de  objectivos de UC, quer nos conteúdos, quer nas bibliografias.
A ESEC  é, de certo modo, uma exceção, formulando  o seguinte objectivo:
Mestrado em ensino de português  e inglês no segundo ciclo
«O desenvolvimento da capacidade de exposição oral e escrita em Português e em Inglês, inclusive dentro do registo académico». https://esec.ualg.pt/pt/curso/1483


Recuando no Tempo…
Como dizia o fundador da ESEC, Professor Cândido de Freitas, na conferência que precedeu esta e traçou o início da ESEC,  e a minha experiência numa ESE o confirmou, as ESE foram dotadas com espaços e recursos para a videoformação, para a observação de aulas, para a produção de vídeos.
Que aconteceu a estes espaços? E sobretudo que aconteceu às práticas de comunicação  que  neles decorriam (porque até nem haveria necessidade de espaço específico)?
Adotando o formato narrativo (no fim expliquei as razões), nos anos  80 do século passado,  mostrei imagens que  documentam um ciclo de formação de uma cadeira, como se dizia na época, que eu lecionava: Nessas imagens, vê-se  uma futura professora que contava uma história, seguidamente  os estudantes  viam registos vídeo de professores ou «comunicadores profissionais», como José Hermano Saraiva, a contar uma história,  observavam, com base num enquadramento teórico sobre a comunicação verbal e não verbal, vários registos em vídeo e analisavam essas «amostras» da comunicação, no plano das interacções verbais e não verbais. No final, a mesma estudante voltava a contar história e via-se a evolução. O mesmo  ciclo decorria  em relação a outros papéis que os professores desempenham sempre (explicadores, animadores, avaliadores…).
  
E hoje? Parece que  a comunicação desapareceu  em grande parte da formação  de futuros professores. Caso contrário, não veríamos nas defesas de provas e nas apresentações os vários casos que reuni num dispositivo caricatural:


Os alunos recorrem a  templates ou imagens de tipo ilustrativo ou metáforas  inadequadas
Apresentação de texto memorizado com  ausência de gestos de mise en corps  necessários à  mise en concept e mise en mots (dimensão neurológica da multimodalidade),
Ausência de conetores verbais e gestuais
Olhar  centrado no computador ou ecrã;
Projeção em modo de trabalho.
Leem texto;
Uso indiferenciado de caracteres,  pontuação…
Apagam  luzes
E os professores mandam apresentar   em
power point

Muitos estudantes não terão desenvolvido a competência definida já na alínea e) do Decreto –Lei 74/2006.
O que não é de estranhar porque  não aprenderam a comunicar.


No entanto há várias maneiras de aprender a comunicar e a videoformação é uma delas. A vídeoformação não morreu, como documenta a bibliografia apresentada em outro post, nomeadamente, nas referências apresentadas  no âmbito da  Cátedra Unesco para a formação de Professores no século XXI.



Macron aprendeu a comunicar para reagir a Trump. Rui Mergulhão, nos tribunais, procura marcas de emoções nos arguidos, nas empregas, sucedem-se cursos de comunicação, recorrendo até à PNL - Programação Neurolinguística (nos anos 80 frequentei um).
E que dizem as neurociências?
Que se vêem no cérebro marcas idênticas de quem pronuncia e de quem recebe discursos em formato narrativo (uma das razões para o formato narrativo adotado), que se vêem no cérebro marcas   dos gestos das mãos… daí eu ter precisado de mãos livres para improvisar ( apesar da preparação ) aula e não estar condicionada por gestos técnicos. Evidentemente em formato blogue… simplifico e caricaturo estudos!
Os nossos neurónios comunicam em espelho com os neurónios dos outros. Não são só as posturas de convergência interativa, as inclinações laterais da cabeça, os gestos e verbalizações de aprovação, os sorrisos… Os gestos antecipam a verbalização, convocam a memória e provocam fenómenos de alinhamento neuronal, cognitivo , relacional e empático. A comunicação é multimodal. 
Mas, como  poderemos nós  professores e investigadores ver… sem  recorrer a ressonâncias magnéticas (que aliás me levantam problemas, nestas situações)?

  • ·         Observar o que acontecia quando eu estava a contar esta «história» ou o que aconteceu, depois, quando alguns colegas estavam a contar, a explicar e a argumentar (alguns escondidos atrás de ramo de flores ou de ecrã de computador, outros de pé, com mãos e sem mãos  no computador).  

  • ·         Utilizar alguns dispositivos de eye tracking que se estão a desactualizar em algumas instituições sem que sejam utilizados em educação?
  •  
  • Para observar a comunicação que hoje é muito diferente em relação com o espaço, o tempo e as tecnologias.

 E, por isso, propus a observação de uma metáfora icónica do axioma da comunicação de Paul Watzlawick «não  podemos não comunicar», no qual são visíveis marcas que reenviam para o olhar, os gestos, as mão… As costas comunicam, as pernas de Sharon Stone comunicam, os espaços reais comunicam, o tempo comunica, as diferentes culturas religiosas, artísticas, literárias, científicas comunicam.  A tela revela as porosidades entre os diferentes planos. E a nossa memória convoca, em palimpsesto, «imagens», palavras que compõem os nossos discursos:


A «mestiçagem de culturas» de que falava Michel Serres, em «Le tiers instruit», para caracterizar o homem do futuro.
O tempo passou e…  esse futuro tornou-se presente.
E, nesse presente, entreguei simbolicamente à ESEC uma produção «mestiça» de Antígona, metáfora icónica da definição do homem do futuro que a ESEC terá de formar, em consonância com a missão do ensino superior.






quinta-feira, 29 de junho de 2017

Hommage à Robert Galisson- Synergies Portugal 4 GERFLINT

Aujourd' hui c'est un jour symbolique pour moi.  Mes   fonctions de rédactrice en chef   de la Revue Synergies Portugal  ont vraiment terminé. Désormais mon rôle est de co-présidente à côté de Robert Galisson : une place symbolique, une honneur qui m'a été faite par Jacques Cortès mais que je vais   occuper avec un serrement de coeur. En effet, ce numéro laisse tristes tous les lecteurs portugais, puisqu'il a été clos avant le décès de sa Co-Présidente, Maria Emília  Ricardo Marques. Maria Emília Ricardo Marques, une éminente Linguiste et Didacticienne, francophone et francophile,  a marqué bien des générations d'étudiants et collègues. C'était  une amie aussi. L'éducation, la linguistique et la didactique étaient parmi ces centres d'intérêt et je suis sûre que ce numéro lui aurait plu.    

 Avec ce numéro mon «contrat» avec Gerflint d'assurer 4 numéros de cette publication  est accompli.  Le numéro 4 de Synergies Portugal,  publié par GERFLINT, vient  en effet d'être mis-en-ligne.  Et je m'en réjouis. Mais, en plus, il s'agit d'un numéro spécial: un  Hommage à Robert Galisson, mon cher Professeur et ami à qui la Didactique des Langues au Portugal doit beaucoup. Un numéro que j'ai eu l'honneur de coordonner à côté du Directeur de Publications du GERFLINT, Monsieur le Professeur Jacques Cortès.

Le mélange de sentiments ne m'empêche pas de me réjouir de la qualité des contributions réunies dans ce numéro. Je remercie tous les collègues qui l' ont rendu possible avec beaucoup d'enthousiasme, de rigueur, mais aussi avec beaucoup d'émotion et d'amitié.
Un grand Merci à tous les Amis de Robert Galisson, anciens étudiants et collègues! Un remerciement spécial à Sophie Aubin qui a  voulu s'associer à cet hommage avec un article et  qui a réuni encore les titres qui constituent la riche bibliographie de Robert Galisson. En plus, cette chère  Directrice du Pôle Éditorial  de GERFLINT  et  Amie  a  revu les textes proposés par une rédactice en chef, certes francophile, mais qui est devenu francophone grâce à l'école, assez tard pour devenir vraiment francophone.

Je remercie à nouveau  les  comités  de Synergie Portugal et les auteurs.

Un très grand MERCI à mon cher Ami et Professeur Jacques Cortès, pour la qualité de sa collaboration dans ce numéro, pour le soutien dans des phases difficiles de la revue et pour l'honneur qu'il m'a accordée en m'invitant à intégrer ce Projet et à collaborer dans la coordination de ce numéro en hommage à notre ami en commun, Robert Galisson.

Que ce numéro puisse faire plaisir à Robert Galisson et à sa famille a été mon intention et celle des auteurs qui avec beaucoup d'émotion et de rigueur ont voulu m' accompagner dans ce beau numéro. Les émotions fortes ne sont pas facilement verbalisées. Que tous mes amis m'en excusent.

A Ana Clara Santos rédactrice en chef actuelle  je souhaite un bel avenir!


  

terça-feira, 30 de maio de 2017

Exposição Palimpsestos Coloridos, na Galeria do Café Santa Cruz em Coimbra

Palimpsestos Coloridos podem ser vistos na Galeria do Café Santa Cruz, em Coimbra, de 3 a 17 de junho, 2017. Exposição de Antígona que é «comentada» por  Clara Ferrão.




Palimpsesto era um manuscrito em pergaminho que os copistas da Idade Média apagavam para dar lugar a nova escrita, mas esta nova escrita não escondia totalmente a anterior. Antígona recorda-se de apagar, no «pergaminho», inscrições - frases, imagens e cores - que estão na sua memória, ou na de Clara Ferrão, para as substituir por pinceladas e manchas suas, deixando, no entanto, transparecer vestígios de inscrições anteriores; levando a diferentes leituras, convocando recordações comuns nos outros com quem quer partilhar os novos «textos» que «escreveu».
Clara Ferrão teria gostado de intitular esta exposição «One cannot not communicate», axioma da comunicação, título da tela aqui reproduzida. Pelo menos, teria gostado de “palimpsestos icónicos”? Antígona até aceitou palimpsestos. Mas icónicos! «Parece que estás nas aulas, Clara Ferrão! Antes coloridos» - decidiu.
Os títulos dados por Clara Ferrão, umas vezes antes, outras durante ou mesmo depois da pintura estão frequentemente incorporados nas telas de Antígona. As pinceladas e as manchas de cor de Antígona, por sua vez, fizeram emergir outras imagens em Clara Ferrão.
Olhares cruzados que procuram cruzar-se com o público.

«Rosebud» é o título da tela seguinte, em palimpsesto. 


Palimpsesto era um manuscrito em pergaminho que os copistas da Idade Média apagavam para dar lugar a nova escrita, mas esta nova escrita não escondia totalmente a anterior. Antígona recorda-se de apagar, no «pergaminho», inscrições - frases, imagens e cores - que estão na sua memória, ou na de Clara Ferrão, para as substituir por pinceladas e manchas suas, deixando, no entanto, transparecer vestígios de inscrições anteriores; levando a diferentes leituras, convocando recordações comuns nos outros com quem quer partilhar os novos «textos» que «escreveu».
Clara Ferrão teria gostado de intitular esta exposição «One cannot not communicate», axioma da comunicação, título da tela aqui reproduzida. Pelo menos, teria gostado de “palimpsestos icónicos”? Antígona até aceitou palimpsestos. Mas icónicos! «Parece que estás nas aulas, Clara Ferrão! Antes coloridos» - decidiu.
Os títulos dados por Clara Ferrão, umas vezes antes, outras durante ou mesmo depois da pintura estão frequentemente incorporados nas telas de Antígona. As pinceladas e as manchas de cor de Antígona, por sua vez, fizeram emergir outras imagens em Clara Ferrão.
Olhares cruzados que procuram cruzar-se com o público.

Clara Ferrão
Licenciada em Filologia Românica, mestre em Linguística, doutorada em Didática das Línguas, agregada em Educação. Foi Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Santarém. É professora coordenadora com agregação aposentada da Escola Superior de Educação deste  Instituto. Colaborou em programas de doutoramento da Universidade de Sorbonne Nouvelle, Salamanca, Valladolid e Campinas. Movimenta-se entre a educação, a comunicação e os média.

Antígona

Antígona nasceu em Pombeiro da Beira, ao pintar cenários, decorar poemas, representar peças de teatro.
Frequentou as aulas de Clara Ferrão e aprendeu conceitos de comunicação, multimodalidade, mestiçagens de culturas, porosidades entre mundos reais e virtuais, ou mesmo virtureais…
Estudou literatura e pintura. Aluna de escola de viagens, adorou “encontrar Picasso” em Antibes, com 19 anos. Acompanhou Clara Ferrão em trabalho a Paris, a Figueras, a Copenhaga, ao Rio de Janeiro, a São Petersburgo…, impondo-lhe a sua vontade de visitar museus. Antígona frequentou alguns ateliers e “explicações” de pintura, mas não gosta de horários… Aproveitou a Internet para reclamar maior protagonismo e partilha.
Alegre, ousada, atrevida, conversadora impõe a sua vontade a Clara Ferrão. Esta exposição é o resultado da sua vontade.     


segunda-feira, 29 de maio de 2017

Tempo, espaço e comunicação multimodal  em cursos de formação de professores. Episódio 1 


ESEC – 30 anos de Ensino de línguas/Formação de professores de línguas: 1986/1987 – 2016/2017


Episódio 1

Primeira nota preliminar: Não vou disponibilizar apresentação on line, não vou apresentar nem slide com plano, nem com  objetivos,  enquadramento teórico, metodologia, resultados ou  conclusões. Não digo que investigadores e estudantes não o devam fazer mas... com a minha idade, tenho legitimidade para inovar...

Também não vou ser eu a passar os diapositivos, não que não o saiba fazer e que  não o tenha feito, desde o formato tradicional ao formato Power Point ou mesmo Prezzi... por exemplo, nas minhas aulas.  Mas tenho justificações que ... só estarão no episódio de fecho desta conferência.

Segunda nota preliminar: já que o título remete para a história e para o tempo e o espaço ( 30 anos de Ensino das Línguas, na ESEC), vou adotar o formato narrativo.  Já o fazia nas minhas aulas, em 1986 ou mesmo desde 1973. Até  sou co-autora de uma gramática intitulada . «Era uma vez... uma gramática em histórias»...
Mas, agora, faço-o com justificações nas ciências cognitivas e neurociências, justificações que surgirão ao longo da minha história...

Quem quiser descobrir os motivos destas opções, poderá descobri-los na bibliografia que fui construindo, na fase de  preparação, e que consta de post anteriores.







sexta-feira, 12 de maio de 2017

Bibliographie sur le non verbal et la multimodalité

Préparation de conférence






        Regev, M., Honey, U., Hasson, U. (2013). Modality-selective and modality-invariant neural responses to spoken and written narratives. Journal of Neuroscience. Journal of Neuroscience 33(40):15978 –15988. Consultado em 12/5/2017
·         Schmälzle R., Häcker FE, Honey CJ, Hasson, U. (2015). Engaged listeners: shared neural processing of powerful political speeches. Social Cognition Affect Neuroscience. Consultado em 12/5/2017
file:///C:/Users/Admin/Downloads/Schmalzle_et_al_SCAN_2015_0.pdf


Hasson, U.  (2017) This is your brain on communication

http://ideas.ted.com/this-is-your-brain-on-communication/
Caroline Vincent (2012). Interactions p´edagogiques ”fortement multimodales” en ligne : le cas de tuteurs en formation.
Magali Barrière-Boizumault (2013) Les communications non verbales des enseignants d’Education Physique et Sportive : Formes et fonctions des CNV, croyances et r´ealisation effective des enseignants, ressenti des effets par les ´el`eves
Yoren Gaffary (2015). Communication kinesthésique des émotions dans un contexte d’interaction homme-machine. Interface homme-machine
https://tel.archives-ouvertes.fr/tel-01191502/document

Dortier, J-F coord. (2011) Le cerveau et la pensée.  Sciences Humaines Éditions,(1re éd. 1998)

https://www.decitre.fr/media/pdf/feuilletage/9/7/8/2/9/1/2/6/9782912601049.pdf


Sciences Humaines nº 293, juin 2017. L'empathie, jusqu'où se mettre à la place de l'autre ?

https://www.scienceshumaines.com/l-empathie-jusqu-ou-se-mettre-a-la-place-de-l-autre_fr_644.htm

Conferências TED
https://www.ted.com/talks/uri_hasson_this_is_your_brain_on_communication

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Viajante encantada: 6/8 dias em São Miguel, nos Açores

Viajante encantada: 6/8 dias em São Miguel, nos Açores: Ao partir, depois da uma visita a ilha dos Açores, coloca-se uma questão: qual é a ilha mais bonita?  São Miguel é certamente a mais com...

Synergies Portugal, GERFLINT. Appel à contributions pour le nº 5

La vie continue... et j'en suis ravie!  Mes fonctions de rédactrice en chef de Synergies Portugal ont terminé en 2016 (le numéro 4 en hommage à Robert Galisson est sous presse). Désormais, c'est Ana Clara Santos  qui occupe les mêmes fonctions (je suis devenue co-présidente, c'est-à-dire... militante).
L'appel  pour le numéro 5   sur les rapports culturels luso-francophones est en ligne.
Je remercie à  nouveau à tous ceux qui m'ont accompagnée dans la première phase du projet, je souhaite un bel avenir à cette  nouvelle phase, je salue chaleureusement Ana Clara Santos  et j'invite les auteurs à répondre à ce nouveau défi.


A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»

A propósito de artigo de Daniel Bessa  no jornal «Expresso» de  hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....