quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Perfil dos alunos do século XXI. Apontamentos para consulta pública

 O Perfil dos alunos do século XXI http://dge.mec.pt/sites/default/files/Noticias_Imagens/perfil_do_aluno.pdf

encontra-se em consulta pública. Vou responder e vou preparar aqui os apontamentos para a minha resposta. 
Não vou desenvolver muito os tópicos... possivelmente não serão lidos, mas, pelo menos aqui terão alguma utilidade,

Princípios

Partilho os princípios e a visão nomeadamente a perspetiva «mestiça» ( Michel Serres) de culturas, artes e tecnologia proposta.
Concordo igualmente com os valores.

O capítulo das Competências levanta-me mais questões

Para a elaboração deste capítulo sugiro  que esteja presente a conceção plurilingue e pluricultural desenvolvida na
A platform of resources and references
for plurilingual and intercultural education

Nomeadamente o documento seguinte:
Beacco, J.- C., Coste, D. van de Ven, P., Vollmer H (2015) Langue et matières scolaires. Dimensions linguistiques de la construction des connaissances dans les curriculums. Recuperado em 12/6/2016, de http://www.coe.int/t/dg4/linguistic/Source/Handbook-Scol_final_FR.pdf

Só me pronuncio sobre 2 áreas, apesar de todas estarem interligadas.
·         Discordo da distinção de duas áreas  «Linguagens e textos» e «informação e comunicação »  e das próprias designações. Apesar de, no documento,  se referir que «Estas competências são complementares»,  a divisão entre  as áreas de  «Linguagens e textos» e «informação e comunicação»  parecem relevar de uma visão clássica dos problemas da língua.
·         A   conceção de «multimodalidade»  na formulação seguinte : «dominar capacidades nucleares de compreensão e de expressão nas modalidades oral, escrita, visual e multimodal» parece não ter em conta estudos sobre a multimodalidade, nomeadamente no âmbito das neurociências. A  situação de oralidade (e da escrita ) é multimodal. Toda a comunicação é multimodal  dado que  « não podemos não comunicar» (WatzlawicK). Todos os textos são multimodais.

Permito-me propor  uma definição de multimodalidade.
«Multimodalidade como um processo neurológico,  cognitivo, relacional, empático que implica um conjunto de modos em interação, implicando o corpo (corporização da verbalização e do pensamento)  e que se traduz na ação dos envolvidos na situação de comunicação (espaço e tempo). Com esta definição, (baseada em Cosnier, 2008) afastamo-nos de definições da multimodalidade como soma ou justaposição de mensagens, de suportes ou linguagens de natureza diferente que se pode designar de multicanalidade. A multicanalidade é uma das componentes da multimodalidade mas limita-se ao plano das linguagens e canais, enquanto o multimodalidade se constrói em relação aos sujeitos que partilham um espaço e um tempo de comunicação, envolvendo dimensões de natureza complexa nomeadamente  planos neurológicos que determinam ou são determinados pelo corpo e pela interacção deste com dispositivos  comunicativos diversos (Ferrão Tavares 2016, 2017).

Para a definição das relações da línguas com as outras matérias presente na formulação das competências seguintes

- utilizar de modo proficiente diferentes linguagens simbólicas associadas às línguas (língua materna e línguas estrangeiras), à literatura, à música, às artes, às tecnologias, à matemática e à ciência;
utilizar e dominar instrumentos diversificados para pesquisar, descrever, avaliar, validar e mobilizar informação de forma crítica e autónoma, verificando diferentes fontes documentais e a sua credibilidade;

talvez os descritores propostos para a matemática, as ciências, a história, a literatura ...  definidos nos documentos seguintes possa ser útil:
Eléments pour une description des compétences linguistiques en langue de scolarisation nécessaires à l’apprentissage/enseignement de l’histoire (fin de la scolarité obligatoire) Une démarche et des points de référence Jean-Claude Beacco
Eléments pour une description des compétences linguistiques en langue de scolarisation nécessaires à l’apprentissage/enseignement des sciences (fin de la scolarité obligatoire) Démarche et points de référence
Há versões em Francês e Inglês destes documentos.
Permito-me apresentar alguma bibliografia pessoal com reflexão sobre estes assuntos :

FERRÃO TAVARES, C. 2007. Didática do Português Língua Materna e não materna. Porto: Porto Editora
FERRÃO TAVARES, C., Barbeiro, L-C. 2011. Implicações das TIC para a aula de Língua. Lisboa : Ministério da Educação.
 Ferrão Tavares, C. (2007). Le temps, l'espace et les cultures. Etudes de Linguistique Appliquée, Revue de Didactologie des Langues nº 146. Paris: Didier Edition.
 Ferrao Tavares, C. (2011). Abordagem acional e competência comunicativa multimodal: estaleiro de apresentações de trabalhos académicos. Intercompreensão, 16, 85-118.
Ferrão Tavares,C. 2013. « D’hier à aujourd’hui (et demain ?) : un parcours de recherche en didactologie des langues-cultures sur la communication ». Synergies Portugal, nº 1, pp. 91-117.
Ferrão Tavares,C. 2016. L’intéressant et le démonstratif : à propos des zones de proximité des communications médiatiques et académiques. Hommage à Louis Porcher . Synergies Europe n° 10 - 2015 p. 121-139

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Hommage à Robert Galisson et Synergies Portugal

 Mes fonctions de Rédactrice en chef de  Synergies Portugal ont pris fin en Décembre 2016. Au cours de mon mandat, ont été publiés 4 numéros annuels. Le dernier numéro, encore sous presse, a une valeur symbolique : c'est un numéro en hommage à Robert Galisson.  Je ne vais pas, dans ce billet, dresser le profil de cet éminent Professeur et ami. Le numéro  en  son  hommage, que j'ai coordonné en collaboration avec Jacques Cortès, sera  le moment adéquat à un hommage.
Robert Galisson  est  un homme de la pensée et  un homme de l'écrit (même ses conférences sont préparées minutieusement à l'écrit).  La pensée et la rigueur  exigent du temps. Voilà peut-être la raison   pour que  les moteurs de recherche ne trouvent pas de ses photos : ils découvrent les ouvrages.  Cependant, le nombre de différents hommages qui ont été consacrés au didactologue des langues-cultures,  dans différents pays, ont beaucoup de photos. Mais ces ouvrages ont précédé WEB 2.0.  Je m'excuse auprès de mes collègues grècques  Vasso Tocatlidou et Mania Titsa, organisatrices de l'hommage qui lui a été rendue en 2006 par l'Université  Aristote de Thessaloniki   et je reproduis une photo  publiée dans l' ouvrage  que ces collègues ont coordonné en utilisant  cet instrument de l'éphémère et de la pensée rapide : le blog.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

ASSISES D’UN PROGRAMME MULTIMODAL (ET) ACTIONNEL DE FORMATION D’ENSEIGNANTS DE FLE



Foi publicado na Revista Carnets  o meu  artigo  ASSISES D’UN PROGRAMME MULTIMODAL (ET) ACTIONNEL DE FORMATION D’ENSEIGNANTS DE FLE  com proposta de programa de formação de professores de francês. Retoma comunicação apresentada nas Assises du Français, organizadas pela APEF.

«Dans cet article, qui reprend une communication orale, j’adopterai un format narratif et dialogal proche de celui de la situation initiale d’énonciation, étant donné le caractère programmatique de ce texte. Je commence donc par un témoignage personnel qui me permettra, tout d’abord d’une façon naïve, d’exemplifier les termes clés de cet article et ensuite d’expliciter les assises du programme de formation que je propose à l’APEF, un programme multimodal et actionnel».

10 Réflexions :

Une première réflexion Un programme de formation continue des enseignants de français, dans ma conception, est un programme en Didactique des Langues-Cultures.
Deuxième réflexion : le PEPELF constitue un référentiel pour la formation
Troisième réflexion (qui découle de la précédente) Une formation, aujourd’hui, ne peut être que de type actionnel dans et pour l’éducation aux et par les langues-cultures.
Quatrième réflexion : l’agir est multimodal
Cinquième réflexion La formation, aujourd’hui, se doit d’être délocalisée à travers une démarche de b-learning.
Sixième réflexion (en articulation avec la précédente) La classe de langue doit tenir compte des changements temporels et spatiaux de notre société.
Septième réflexion (qui découle de la précédente) : Apprendre avec les autres dans d’autres espaces
Huitième réflexion Je viens de présenter une démarche : la vidéoformation – qui consiste en l’introduction de la simulation à l’intérieur du dispositif de formation. Le stagiaire apprend à jouer des rôles. C’est en tout cas ma proposition en ce qui concerne la façon d’organiser la formation.
Neuvième réflexion Cette réflexion porte sur l’organisation de séquences et l’organisation des contenus du programme de formation.
Dixième réflexion : la narrativité La narrativité est l’une des règles des discours médiatiques, ce n’est pas par hasard qu’il s’agit d’un format biblique, de la tradition orale de tous les coins du monde, un universel culturel. Or, la classe connait peu ce format...

 http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/14524.pdf


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O "interessante e o demonstrativo" nos discursos académicos multimodais



Definição de conceitos: literacia (operações cognitivas e discursivas, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica),  multimodalidade, literacias multimodais;







Reflexão sobre o perfil de licenciado, de mestre e de doutor (Decreto- Lei 74-2006) a partir de corpus multimodal. 



Mestrado
O grau de mestre é conferido aos que demonstrem:
Possuir conhecimentos e capacidade de compreensão a um nível que (…) permitam e constituam a base de desenvolvimentos e ou aplicações originais, em muitos casos em contexto de investigação (…)
Capacidade para integrar conhecimentos, lidar com questões complexas, desenvolver soluções ou emitir juízos em situações de informação limitada ou incompleta (…);

d) Ser capazes de comunicar as suas conclusões, e os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes, quer a especialistas, quer a não especialistas, de uma forma clara e sem ambiguidades»

E então? Como se explicam estes casos?

(modalidades inadequadas, citações descontextualizadas...)

a)      Os gestos dos professores são muito importantes na aula de língua, por isso  desenvolvemos este projecto porque os professores devem fazer muitos gestos…
b)      Dada a importância das  tecnologias, achamos/ acreditamos/ pensamos que devem ser utilizadas na sala de aula. O nosso projecto pretende mostrar que os alunos aprendem melhor com o uso do quadro interactivo multimédia.
c)       Neste aspeto, o caso francês é diferente do inglês. Enquanto em Inglaterra a ascendência cultural provoca o respeito desusado pela privacidade, em França produz efeitos distintos. As pessoas estão muito mais ligadas umas às outras, quer devido à densidade populacional , quer pela relação que têm com o espaço (cfr Fast, 2001: 36-42) 
d)      Os autores X e Y colocam a hipótese do quadro interactivo multimédia contribuir para o desenvolvimento da competência comunicativa. Assim, nós vamos provar que os alunos descobrem com muito mais facilidade as regras de funcionamento da língua com esta tecnologia (…)  Como conclusão do nosso estudo (…) os professores devem utilizar quadros interactivos multimédia.
e)      António Damásio considera que a emoção está ligada à razão, daí que o jogo seja a actividade mais adequada para a aprendizagem.
f)       Na sequência de Galisson, Coste  (1976), define-se a competência comunicativa como «o conhecimento de regras  psicológicas, culturais e sociais que regulam a utilização da fala num contexto social». Sendo a sala se aula um contexto social, deve-se desenvolver a competência comunicativa dos alunos. Como as crianças gostam de jogos, com a nossa tese vamos apurar/mostrar como utilizar jogos para o desenvolvimento da competência comunicativa das crianças.   
g)      Cada ser humano tem que aprender o significado do silêncio dos outros, cada professor deve «criar silêncio» para conhecer ou tentar interpretar as atitudes dos alunos (…) Torna-se, então, evidente que as linguagens não verbais, bem como a habilidade de emitir ou receber sinais não verbais, estão intimamente relacionadas com a actuação do professor e dos alunos no contexto educacional, mais especificamente dos professores de línguas uma vez que, segundo Ferrão Tavares (1991:6) «la dimension non verbale semble jouer un rôle plus déterminant que dans d’autres disciplines, puisque l’objectif est de faire développer chez les apprenants une compétence de communication».
h)      As linguagens não verbais, assumem por isso, uma grande relevância na medida em que contribuem para uma maior percepção do estado dos nossos interlocutores. É  bom  não olvidar que as palavras desempenham um pensamento central no desenvolvimento do pensamento e na evolução histórica     da consciência. A este propósito Vigotsky salienta que «uma palavra é um microcosmos da consciência humana« (1996:60)
i)        A postura física de uma pessoa ecoa noutra com uma frequência espantosa. A forma como nos posicionamos transmite aos outros o nosso interesse em estabelecer contacto e em saber ou não o que eles têm para dizer. Por vezes, as posturas que tomamos são bastante relevantes, ao ponto de levar o interlocutor a afastar-se de nós, pelo simples facto de estarmos a dizer uma coisa por meio de palavras e deixar transparecer outra pela linguagem gestual (cf…) 
j)      Piaget não tem razão quando descreve as fases do desenvolvimento (Ferrão Tavares…)
l)      Vigotsky refere que a televisão contribui para o desenvolvimento da zona potencial de aprendizagem (Ferrão Tavares...) 


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Congresso Língua e Cultura Portuguesas Memória, inovação e diversidade. Dias 18 e 19 de novembro Congresso Língua e Cultura Portuguesas Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Neste Congresso vou apresentar, a convite da organização, uma comunicação intitulada: O "interessante e o demonstrativo" nos discursos académicos multimodais. Na linha de  «aulas ao contrário», convidam-se os participantes a ler  L’intéressant et le démonstratif : à propos des zones de proximité des communications médiatiques et académiques, em Synergies Europe, nº10, em homenagem a Louis Porcher.

Vou preparar aqui esta comunicação. Trata-se de um rascunho, característica das  mensagens dos blogues.


Plano:

1. Definição de conceitos: literacia (operações cognitivas e discursivas, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica),  multimodalidade, literacias multimodais;
2.Reflexão sobre o perfil de licenciado, de mestre e de doutor (Decreto- Lei 74-2006) a partir de corpus multimodal. 

Desenvolvimento:

1. Definição de conceitos: literacia (operações cognitivas e discursivas, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica),  multimodalidade, literacias multimodais


Literacia como capacidade de ler o mundo e de agir em conformidade


Plateforme de ressources et de références pour l’éducation plurilingue et interculturelle
Les langues dans les autres matières
http://www.coe.int/t/dg4/linguistic/langeduc/BoxD2-OtherSub_fr.asp





Modalidade
Ver programas do 12ª Ano 

http://www.analyse-du-discours.com/les-modalisateurs





Aula sobre multimodalidade

O cérebro é multimodal: neurónios espelho e fenómenos de eco

Huc,P. Vincent-Smith,B. (2012). Neurodidactique des langues étrangères/secondes : Incidences et perspectives pédagogiques. Congrès Mondial de Sciences de l’Education. Reims


Cosnier, J. (2008). La communication, état des savoirs. Editions Sciences Humaines. Recuperado em 6 de julho, 2016, de http://icar.univ-lyon2.fr/membres/jcosnier/articles/VI-8_EmpathieinEtats%20Savoirs2008.pdf


 2.Reflexão sobre o perfil de licenciado, de mestre e de doutor (Decreto- Lei 74-2006) a partir de corpus multimodal 



Mestrado
O grau de mestre é conferido aos que demonstrem:
Possuir conhecimentos e capacidade de compreensão a um nível que (…) permitam e constituam a base de desenvolvimentos e ou aplicações originais, em muitos casos em contexto de investigação (…)
Capacidade para integrar conhecimentos, lidar com questões complexas, desenvolver soluções ou emitir juízos em situações de informação limitada ou incompleta (…);

d) Ser capazes de comunicar as suas conclusões, e os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes, quer a especialistas, quer a não especialistas, de uma forma clara e sem ambiguidades»


E então? Como se explicam estes casos?

(modalidades inadequadas, citações descontextualizadas...)

a)      Os gestos dos professores são muito importantes na aula de língua, por isso  desenvolvemos este projecto porque os professores devem fazer muitos gestos…
b)      Dada a importância das  tecnologias, achamos/ acreditamos/ pensamos que devem ser utilizadas na sala de aula. O nosso projecto pretende mostrar que os alunos aprendem melhor com o uso do quadro interactivo multimédia.
c)       Neste aspeto, o caso francês é diferente do inglês. Enquanto em Inglaterra a ascendência cultural provoca o respeito desusado pela privacidade, em França produz efeitos distintos. As pessoas estão muito mais ligadas umas às outras, quer devido à densidade populacional , quer pela relação que têm com o espaço (cfr Fast, 2001: 36-42) 
d)      Os autores X e Y colocam a hipótese do quadro interactivo multimédia contribuir para o desenvolvimento da competência comunicativa. Assim, nós vamos provar que os alunos descobrem com muito mais facilidade as regras de funcionamento da língua com esta tecnologia (…)  Como conclusão do nosso estudo (…) os professores devem utilizar quadros interactivos multimédia.
e)      António Damásio considera que a emoção está ligada à razão, daí que o jogo seja a actividade mais adequada para a aprendizagem.
f)       Na sequência de Galisson, Coste  (1976), define-se a competência comunicativa como «o conhecimento de regras  psicológicas, culturais e sociais que regulam a utilização da fala num contexto social». Sendo a sala se aula um contexto social, deve-se desenvolver a competência comunicativa dos alunos. Como as crianças gostam de jogos, com a nossa tese vamos apurar/mostrar como utilizar jogos para o desenvolvimento da competência comunicativa das crianças.   
g)      Cada ser humano tem que aprender o significado do silêncio dos outros, cada professor deve «criar silêncio» para conhecer ou tentar interpretar as atitudes dos alunos (…) Torna-se, então, evidente que as linguagens não verbais, bem como a habilidade de emitir ou receber sinais não verbais, estão intimamente relacionadas com a actuação do professor e dos alunos no contexto educacional, mais especificamente dos professores de línguas uma vez que, segundo Ferrão Tavares (1991:6) «la dimension non verbale semble jouer un rôle plus déterminant que dans d’autres disciplines, puisque l’objectif este st de faire développer chez les apprenants une compétence de communication».
h)      As linguagens não verbais, assumem por isso, uma grande relevância na medida em que contribuem para uma maior percepção do estado dos nossos interlocutores. É  bom  não olvidar que as palavras desempenham um pensamento central no desenvolvimento do pensamento e na evolução histórica     da consciência. A este propósito Vigotsky salienta que «uma palavra é um microcosmos da consciência humana« (1996:60)
i)        A postura física de uma pessoa ecoa noutra com ma frequência espantosa. A forma como nos posicionamos transmite aos outros o nosso interesse em estabelecer contacto e em saber ou não o que eles têm para dizer. Por vezes, as posturas que tomamos são bastante relevantes, ao ponto de levar o interlocutor a afastar-se de nós, pelo simples facto de estarmos a dizer uma coisa por meio de palavras e deixar transparecer outra pela linguagem gestual (cf…) 
j)      Piaget não tem razão quando descreve as fases do desenvolvimento (Ferrão Tavares…)
l)      Vigotsky refere que a televisão contribui para o desenvolvimento da zona potencial de aprendizagem (Ferrão Tavares...) 

Ou os problemas seguintes nas apresentações

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Ver outros exemplos com estudos de eye tracking  aqui

Congresso Língua e Cultura Portuguesas Memória, inovação e diversidade. Dias 18 e 19 de novembro. Universidade Lusófona

Vou coordenar uma mesa-redonda neste Congresso



Programas e Metas Curriculares de Português nos Ensinos Básico e Secundário
Apresentação e Coordenação da Associação de Professores de Português (APP)
Edviges Antunes Ferreira; Filomena Viegas; Luís Filipe Redes & Teresa Cunha 
Debate
Moderadora: Clara Ferrão (ESE de Santarém)

Para que a mesa-redonda não se limite a apresentação de comunicações, agradecia a participação de todos os colegas. Poderão colocar perguntas ou discutir pequenos tópicos ligados à temática. Vou encarregar-me de estruturar os vossos contributos  e procurarei continuar AQUI o debate. 

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

VI SIMELP SIMPÓSIO MUNDIAL DE ESTUDOS DA LÍNGUA PORTUGUESA

Vai realizar-se na Escola Superior de Educação de Santarém  o VI  SIMELP  (SIMPÓSIO MUNDIAL DE ESTUDOS DA LÍNGUA PORTUGUESA)

Escola Superior de Educação Instituto Politécnico de Santarém 24-28 de outubro de 2017

Chamada de artigos para o  SIMPÓSIO 30 – LITERACIAS ACADÉMICAS MULTIMODAIS  
http://simelp.ese.ipsantarem.pt/simposio-30/

Resumo do Simpósio

LITERACIAS ACADÉMICAS MULTIMODAIS


Coordenadora:
Clara Ferrão Tavares | Instituto Politécnico de Santarém GERFLINT (Groupe d’études et de recherches pour le français langue internationale) | ferrao.clara@gmail.com

Resumo:
A multimodalidade é uma das características da ação e da comunicação sobre a ação e na ação. Pensamos e falamos com o corpo. O gesto precede a verbalização e, quando nos «falta» um vocábulo, as nossas mãos e o nosso corpo «vão à sua procura», na memória, através de gestos de natureza ilustrativa e metafórica, sem que, frequentemente, tenhamos consciência desse processo multimodal. A diversidade de modos de processar a informação e comunicar, nos nossos dias, implica uma complexificação desse processo.
As tarefas de comunicação académicas e profissionais que implicam a interação dos indivíduos com as tecnologias geram efeitos neurológicos, cognitivos, afectivos, relacionais, empáticos… que, nem sempre, estarão a ser equacionados na formação de professores e outros profissionais da comunicação. As alterações no tempo e no espaço que se estão a produzir modificam as condições de enunciação dos discursos multimodais que se desenrolam, frequentemente em simultâneo, sob forma contraída e deslocalizada, sem que a Escola se tenha adaptado a essas mudanças e antecipado os efeitos por elas produzidos, também de natureza multimodal, nos novos públicos.
Com efeito, o termo «multimodalidade», aparece raramente em programas de unidades curriculares do ensino superior. No entanto, os estudantes devem adquirir «competências que lhes permitam comunicar informação, ideias, problemas e soluções, tanto a públicos constituídos por especialistas como por não especialistas» (Decreto-Lei 74/2006) ou, por outras palavras, desenvolver uma literacia multimodal. Em situações de defesa ou de apresentação pública de trabalhos académicos, nem sempre há sinais evidentes de que os estudantes tenham desenvolvido suficientemente essas competências. Além disso, nas situações de procura de emprego, os estudantes revelam dificuldades na adoção de formatos multimodais exigidos pelos empregadores.
Neste Simpósio, procurar-se-á responder às questões seguintes:
  • em que consiste a multimodalidade?
  • quais as marcas de multimodalidade nos discursos académicos?
  • como desenvolver a literacia multimodal dos estudantes do ensino superior?
Convidamos os interessados a submeter, até ao dia 15 de novembro de 2016, propostas de trabalhos, na modalidade de comunicação oral ou de poster. As normas vão estar disponíveis no site do Simpósio.


A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»

A propósito de artigo de Daniel Bessa  no jornal «Expresso» de  hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....