Mes fonctions de Rédactrice en chef de Synergies Portugal ont pris fin en Décembre 2016. Au cours de mon mandat, ont été publiés 4 numéros annuels. Le dernier numéro, encore sous presse, a une valeur symbolique : c'est un numéro en hommage à Robert Galisson. Je ne vais pas, dans ce billet, dresser le profil de cet éminent Professeur et ami. Le numéro en son hommage, que j'ai coordonné en collaboration avec Jacques Cortès, sera le moment adéquat à un hommage.
Robert Galisson est un homme de la pensée et un homme de l'écrit (même ses conférences sont préparées minutieusement à l'écrit). La pensée et la rigueur exigent du temps. Voilà peut-être la raison pour que les moteurs de recherche ne trouvent pas de ses photos : ils découvrent les ouvrages. Cependant, le nombre de différents hommages qui ont été consacrés au didactologue des langues-cultures, dans différents pays, ont beaucoup de photos. Mais ces ouvrages ont précédé WEB 2.0. Je m'excuse auprès de mes collègues grècques Vasso Tocatlidou et Mania Titsa, organisatrices de l'hommage qui lui a été rendue en 2006 par l'Université Aristote de Thessaloniki et je reproduis une photo publiée dans l' ouvrage que ces collègues ont coordonné en utilisant cet instrument de l'éphémère et de la pensée rapide : le blog.
Blogue de professora de didáctica das línguas, de análise do discurso dos média, de comunicação, de mediaculturas... com «aulas virtureais»... e alguns desabafos.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
ASSISES D’UN PROGRAMME MULTIMODAL (ET) ACTIONNEL DE FORMATION D’ENSEIGNANTS DE FLE
Foi publicado na Revista Carnets o meu artigo ASSISES D’UN PROGRAMME MULTIMODAL (ET) ACTIONNEL DE FORMATION D’ENSEIGNANTS DE FLE com proposta de programa de formação de professores de francês. Retoma comunicação apresentada nas Assises du Français, organizadas pela APEF.
«Dans cet article, qui reprend une communication orale, j’adopterai un format narratif et dialogal proche de celui de la situation initiale d’énonciation, étant donné le caractère programmatique de ce texte. Je commence donc par un témoignage personnel qui me permettra, tout d’abord d’une façon naïve, d’exemplifier les termes clés de cet article et ensuite d’expliciter les assises du programme de formation que je propose à l’APEF, un programme multimodal et actionnel».
10 Réflexions :
Une première réflexion Un programme de formation continue des enseignants de français, dans ma conception, est un programme en Didactique des Langues-Cultures.
Deuxième réflexion : le PEPELF constitue un référentiel pour la formation
Troisième réflexion (qui découle de la précédente) Une formation, aujourd’hui, ne peut être que de type actionnel dans et pour l’éducation aux et par les langues-cultures.
Quatrième réflexion : l’agir est multimodal
Cinquième réflexion La formation, aujourd’hui, se doit d’être délocalisée à travers une démarche de b-learning.
Sixième réflexion (en articulation avec la précédente) La classe de langue doit tenir compte des changements temporels et spatiaux de notre société.
Septième réflexion (qui découle de la précédente) : Apprendre avec les autres dans d’autres espaces
Huitième réflexion Je viens de présenter une démarche : la vidéoformation – qui consiste en l’introduction de la simulation à l’intérieur du dispositif de formation. Le stagiaire apprend à jouer des rôles. C’est en tout cas ma proposition en ce qui concerne la façon d’organiser la formation.
Neuvième réflexion Cette réflexion porte sur l’organisation de séquences et l’organisation des contenus du programme de formation.
Dixième réflexion : la narrativité La narrativité est l’une des règles des discours médiatiques, ce n’est pas par hasard qu’il s’agit d’un format biblique, de la tradition orale de tous les coins du monde, un universel culturel. Or, la classe connait peu ce format...
http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/14524.pdf
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
O "interessante e o demonstrativo" nos discursos académicos multimodais
Definição de conceitos: literacia (operações cognitivas e discursivas, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica), multimodalidade, literacias multimodais;
Reflexão sobre o perfil de licenciado, de mestre e de doutor (Decreto- Lei 74-2006) a partir de corpus multimodal.
Mestrado
•O grau de mestre é conferido aos que demonstrem:
•Possuir conhecimentos e capacidade de compreensão a um nível que (…) permitam e constituam a base de desenvolvimentos e ou aplicações originais, em muitos casos em contexto de investigação (…)
•Capacidade para integrar conhecimentos, lidar com questões complexas, desenvolver soluções ou emitir juízos em situações de informação limitada ou incompleta (…);
•d) Ser capazes de comunicar as suas conclusões, e os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes, quer a especialistas, quer a não especialistas, de uma forma clara e sem ambiguidades»
E então? Como se explicam estes casos?
(modalidades inadequadas, citações descontextualizadas...)
a) Os gestos dos professores são muito importantes na aula de língua, por isso desenvolvemos este projecto porque os professores devem fazer muitos gestos…
b) Dada a importância das tecnologias, achamos/ acreditamos/ pensamos que devem ser utilizadas na sala de aula. O nosso projecto pretende mostrar que os alunos aprendem melhor com o uso do quadro interactivo multimédia.
c) Neste aspeto, o caso francês é diferente do inglês. Enquanto em Inglaterra a ascendência cultural provoca o respeito desusado pela privacidade, em França produz efeitos distintos. As pessoas estão muito mais ligadas umas às outras, quer devido à densidade populacional , quer pela relação que têm com o espaço (cfr Fast, 2001: 36-42)
d) Os autores X e Y colocam a hipótese do quadro interactivo multimédia contribuir para o desenvolvimento da competência comunicativa. Assim, nós vamos provar que os alunos descobrem com muito mais facilidade as regras de funcionamento da língua com esta tecnologia (…) Como conclusão do nosso estudo (…) os professores devem utilizar quadros interactivos multimédia.
e) António Damásio considera que a emoção está ligada à razão, daí que o jogo seja a actividade mais adequada para a aprendizagem.
f) Na sequência de Galisson, Coste (1976), define-se a competência comunicativa como «o conhecimento de regras psicológicas, culturais e sociais que regulam a utilização da fala num contexto social». Sendo a sala se aula um contexto social, deve-se desenvolver a competência comunicativa dos alunos. Como as crianças gostam de jogos, com a nossa tese vamos apurar/mostrar como utilizar jogos para o desenvolvimento da competência comunicativa das crianças.
g) Cada ser humano tem que aprender o significado do silêncio dos outros, cada professor deve «criar silêncio» para conhecer ou tentar interpretar as atitudes dos alunos (…) Torna-se, então, evidente que as linguagens não verbais, bem como a habilidade de emitir ou receber sinais não verbais, estão intimamente relacionadas com a actuação do professor e dos alunos no contexto educacional, mais especificamente dos professores de línguas uma vez que, segundo Ferrão Tavares (1991:6) «la dimension non verbale semble jouer un rôle plus déterminant que dans d’autres disciplines, puisque l’objectif est de faire développer chez les apprenants une compétence de communication».
h) As linguagens não verbais, assumem por isso, uma grande relevância na medida em que contribuem para uma maior percepção do estado dos nossos interlocutores. É bom não olvidar que as palavras desempenham um pensamento central no desenvolvimento do pensamento e na evolução histórica da consciência. A este propósito Vigotsky salienta que «uma palavra é um microcosmos da consciência humana« (1996:60)
i) A postura física de uma pessoa ecoa noutra com uma frequência espantosa. A forma como nos posicionamos transmite aos outros o nosso interesse em estabelecer contacto e em saber ou não o que eles têm para dizer. Por vezes, as posturas que tomamos são bastante relevantes, ao ponto de levar o interlocutor a afastar-se de nós, pelo simples facto de estarmos a dizer uma coisa por meio de palavras e deixar transparecer outra pela linguagem gestual (cf…)
j) Piaget não tem razão quando descreve as fases do desenvolvimento (Ferrão Tavares…)
l) Vigotsky refere que a televisão contribui para o desenvolvimento da zona potencial de aprendizagem (Ferrão Tavares...)
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Congresso Língua e Cultura Portuguesas Memória, inovação e diversidade. Dias 18 e 19 de novembro Congresso Língua e Cultura Portuguesas Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Neste Congresso vou apresentar, a convite da organização, uma comunicação intitulada: O "interessante e o demonstrativo" nos discursos académicos multimodais. Na linha de «aulas ao contrário», convidam-se os participantes a ler L’intéressant et le démonstratif : à propos des zones de proximité des communications médiatiques et académiques, em Synergies Europe, nº10, em homenagem a Louis Porcher.
Vou preparar aqui esta comunicação. Trata-se de um rascunho, característica das mensagens dos blogues.
Plano:
1. Definição de conceitos: literacia (operações cognitivas e discursivas, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica), multimodalidade, literacias multimodais;
2.Reflexão sobre o perfil de licenciado, de mestre e de doutor (Decreto- Lei 74-2006) a partir de corpus multimodal.
Desenvolvimento:
1. Definição de conceitos: literacia (operações cognitivas e discursivas, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica), multimodalidade, literacias multimodais
Literacia como capacidade de ler o mundo e de agir em conformidade
Vou preparar aqui esta comunicação. Trata-se de um rascunho, característica das mensagens dos blogues.
Plano:
1. Definição de conceitos: literacia (operações cognitivas e discursivas, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica), multimodalidade, literacias multimodais;
2.Reflexão sobre o perfil de licenciado, de mestre e de doutor (Decreto- Lei 74-2006) a partir de corpus multimodal.
Desenvolvimento:
1. Definição de conceitos: literacia (operações cognitivas e discursivas, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica), multimodalidade, literacias multimodais
Literacia como capacidade de ler o mundo e de agir em conformidade
Plateforme de ressources et de références pour l’éducation plurilingue et interculturelle
Les langues dans les autres matières
http://www.coe.int/t/dg4/linguistic/langeduc/BoxD2-OtherSub_fr.asp
Modalidade
Ver programas do 12ª Ano
http://www.analyse-du-discours.com/les-modalisateurs
Aula sobre multimodalidade
O cérebro é multimodal: neurónios espelho e fenómenos de eco
Huc,P.
Vincent-Smith,B. (2012). Neurodidactique des langues étrangères/secondes :
Incidences et perspectives pédagogiques. Congrès Mondial de Sciences de l’Education.
Reims
http://www.neuroeducation-ini.fr/wp-content/uploads/2013/04/postereims.pdf (consulté le 25/1072016)
Cosnier, J. (2008). La communication, état des savoirs. Editions Sciences Humaines. Recuperado em 6 de
julho, 2016, de http://icar.univ-lyon2.fr/membres/jcosnier/articles/VI-8_EmpathieinEtats%20Savoirs2008.pdf
2.Reflexão sobre o perfil de licenciado, de mestre e de doutor (Decreto- Lei 74-2006) a partir de corpus multimodal
Mestrado
•O grau de mestre é conferido aos que demonstrem:
•Possuir conhecimentos e capacidade de compreensão a um nível que (…) permitam e constituam a base de desenvolvimentos e ou aplicações originais, em muitos casos em contexto de investigação (…)
•Capacidade para integrar conhecimentos, lidar com questões complexas, desenvolver soluções ou emitir juízos em situações de informação limitada ou incompleta (…);
•d) Ser capazes de comunicar as suas conclusões, e os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes, quer a especialistas, quer a não especialistas, de uma forma clara e sem ambiguidades»
E então? Como se explicam estes casos?
(modalidades inadequadas, citações
descontextualizadas...)
a)
Os gestos dos
professores são muito importantes na aula de língua, por isso desenvolvemos este projecto porque os
professores devem fazer muitos gestos…
b)
Dada a
importância das tecnologias, achamos/
acreditamos/ pensamos que devem ser utilizadas na sala de aula. O nosso
projecto pretende mostrar que os alunos aprendem melhor com o uso do quadro
interactivo multimédia.
c)
Neste aspeto,
o caso francês é diferente do inglês. Enquanto em Inglaterra a ascendência
cultural provoca o respeito desusado pela privacidade, em França produz efeitos
distintos. As pessoas estão muito mais ligadas umas às outras, quer devido à
densidade populacional , quer pela relação que têm com o espaço (cfr Fast,
2001: 36-42)
d)
Os autores X
e Y colocam a hipótese do quadro interactivo multimédia contribuir para o
desenvolvimento da competência comunicativa. Assim, nós vamos provar que os
alunos descobrem com muito mais facilidade as regras de funcionamento da língua
com esta tecnologia (…) Como conclusão
do nosso estudo (…) os professores devem utilizar quadros interactivos
multimédia.
e)
António
Damásio considera que a emoção está ligada à razão, daí que o jogo seja a
actividade mais adequada para a aprendizagem.
f)
Na sequência
de Galisson, Coste (1976), define-se a
competência comunicativa como «o conhecimento de regras psicológicas, culturais e sociais que regulam
a utilização da fala num contexto social». Sendo a sala se aula um contexto
social, deve-se desenvolver a competência comunicativa dos alunos. Como as
crianças gostam de jogos, com a nossa tese vamos apurar/mostrar como utilizar
jogos para o desenvolvimento da competência comunicativa das crianças.
g)
Cada ser
humano tem que aprender o significado do silêncio dos outros, cada professor
deve «criar silêncio» para conhecer ou tentar interpretar as atitudes dos
alunos (…) Torna-se, então, evidente que as linguagens não verbais, bem como a
habilidade de emitir ou receber sinais não verbais, estão intimamente
relacionadas com a actuação do professor e dos alunos no contexto educacional,
mais especificamente dos professores de línguas uma vez que, segundo Ferrão
Tavares (1991:6) «la dimension non verbale semble jouer un rôle plus
déterminant que dans d’autres disciplines, puisque l’objectif este st de faire
développer chez les apprenants une compétence de communication».
h)
As linguagens
não verbais, assumem por isso, uma grande relevância na medida em que
contribuem para uma maior percepção do estado dos nossos interlocutores. É bom não
olvidar que as palavras desempenham um pensamento central no desenvolvimento do
pensamento e na evolução histórica da
consciência. A este propósito Vigotsky salienta que «uma palavra é um
microcosmos da consciência humana« (1996:60)
i)
A postura
física de uma pessoa ecoa noutra com ma frequência espantosa. A forma como nos
posicionamos transmite aos outros o nosso interesse em estabelecer contacto e
em saber ou não o que eles têm para dizer. Por vezes, as posturas que tomamos
são bastante relevantes, ao ponto de levar o interlocutor a afastar-se de nós,
pelo simples facto de estarmos a dizer uma coisa por meio de palavras e deixar
transparecer outra pela linguagem gestual (cf…)
j)
Piaget não
tem razão quando descreve as fases do desenvolvimento (Ferrão Tavares…)
l) Vigotsky
refere que a televisão contribui para o desenvolvimento da zona potencial de
aprendizagem (Ferrão Tavares...)
Ou os problemas seguintes nas apresentações
.
Ver outros exemplos com estudos de eye tracking aqui
Congresso Língua e Cultura Portuguesas Memória, inovação e diversidade. Dias 18 e 19 de novembro. Universidade Lusófona
Vou coordenar uma mesa-redonda neste Congresso
Programas e Metas Curriculares de Português nos Ensinos Básico e Secundário
Apresentação e Coordenação da Associação de Professores de Português (APP)
Edviges Antunes Ferreira; Filomena Viegas; Luís Filipe Redes & Teresa Cunha
Debate
Moderadora: Clara Ferrão (ESE de Santarém)
Para que a mesa-redonda não se limite a apresentação de comunicações, agradecia a participação de todos os colegas. Poderão colocar perguntas ou discutir pequenos tópicos ligados à temática. Vou encarregar-me de estruturar os vossos contributos e procurarei continuar AQUI o debate.
Programas e Metas Curriculares de Português nos Ensinos Básico e Secundário
Apresentação e Coordenação da Associação de Professores de Português (APP)
Edviges Antunes Ferreira; Filomena Viegas; Luís Filipe Redes & Teresa Cunha
Debate
Moderadora: Clara Ferrão (ESE de Santarém)
Para que a mesa-redonda não se limite a apresentação de comunicações, agradecia a participação de todos os colegas. Poderão colocar perguntas ou discutir pequenos tópicos ligados à temática. Vou encarregar-me de estruturar os vossos contributos e procurarei continuar AQUI o debate.
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
VI SIMELP SIMPÓSIO MUNDIAL DE ESTUDOS DA LÍNGUA PORTUGUESA
Vai realizar-se na Escola Superior de Educação de Santarém o VI SIMELP (SIMPÓSIO MUNDIAL DE ESTUDOS DA LÍNGUA PORTUGUESA)
Escola Superior de Educação Instituto Politécnico de Santarém 24-28 de outubro de 2017
Chamada de artigos para o SIMPÓSIO 30 – LITERACIAS ACADÉMICAS MULTIMODAIS
http://simelp.ese.ipsantarem.pt/simposio-30/
Resumo do Simpósio
LITERACIAS ACADÉMICAS MULTIMODAIS
Escola Superior de Educação Instituto Politécnico de Santarém 24-28 de outubro de 2017
Chamada de artigos para o SIMPÓSIO 30 – LITERACIAS ACADÉMICAS MULTIMODAIS
http://simelp.ese.ipsantarem.pt/simposio-30/
Resumo do Simpósio
LITERACIAS ACADÉMICAS MULTIMODAIS
Coordenadora:
Clara Ferrão Tavares | Instituto Politécnico de Santarém GERFLINT (Groupe d’études et de recherches pour le français langue internationale) | ferrao.clara@gmail.com
Resumo:
A multimodalidade é uma das características da ação e da comunicação sobre a ação e na ação. Pensamos e falamos com o corpo. O gesto precede a verbalização e, quando nos «falta» um vocábulo, as nossas mãos e o nosso corpo «vão à sua procura», na memória, através de gestos de natureza ilustrativa e metafórica, sem que, frequentemente, tenhamos consciência desse processo multimodal. A diversidade de modos de processar a informação e comunicar, nos nossos dias, implica uma complexificação desse processo.
As tarefas de comunicação académicas e profissionais que implicam a interação dos indivíduos com as tecnologias geram efeitos neurológicos, cognitivos, afectivos, relacionais, empáticos… que, nem sempre, estarão a ser equacionados na formação de professores e outros profissionais da comunicação. As alterações no tempo e no espaço que se estão a produzir modificam as condições de enunciação dos discursos multimodais que se desenrolam, frequentemente em simultâneo, sob forma contraída e deslocalizada, sem que a Escola se tenha adaptado a essas mudanças e antecipado os efeitos por elas produzidos, também de natureza multimodal, nos novos públicos.
Com efeito, o termo «multimodalidade», aparece raramente em programas de unidades curriculares do ensino superior. No entanto, os estudantes devem adquirir «competências que lhes permitam comunicar informação, ideias, problemas e soluções, tanto a públicos constituídos por especialistas como por não especialistas» (Decreto-Lei 74/2006) ou, por outras palavras, desenvolver uma literacia multimodal. Em situações de defesa ou de apresentação pública de trabalhos académicos, nem sempre há sinais evidentes de que os estudantes tenham desenvolvido suficientemente essas competências. Além disso, nas situações de procura de emprego, os estudantes revelam dificuldades na adoção de formatos multimodais exigidos pelos empregadores.
Neste Simpósio, procurar-se-á responder às questões seguintes:
- em que consiste a multimodalidade?
- quais as marcas de multimodalidade nos discursos académicos?
- como desenvolver a literacia multimodal dos estudantes do ensino superior?
Convidamos os interessados a submeter, até ao dia 15 de novembro de 2016, propostas de trabalhos, na modalidade de comunicação oral ou de poster. As normas vão estar disponíveis no site do Simpósio.
http://gerflint.fr/Base/Portugal1/Article5Tavares.pdf
http://gerflint.fr/Base/Europe10/ferrao_tavares.pdf
Congresso Língua e Cultura Portuguesas- Universidade Lusófona
Congresso Língua e Cultura Portuguesas- Universidade Lusófona
Dias 18 e 19 de novembro
O "interessante e o demonstrativo" nos discursos
académicos multimodais
Ferrão Tavares
Instituto
Politécnico de Santarém
GERFLINT-Groupe
d’études et recherchespour le français langue international
Synergies Portugal
ferrao.claragmail.com
Resumo
A apresentação
de trabalhos escolares com recurso a power
point ou outro dispositivo multimédia é uma prática corrente, tanto nos
ensinos básico e secundário, como no ensino superior. No entanto, nem todos os estudantes, mesmo de mestrado, dominam eficazmente
a competência prevista na alínea d) do Decreto-Lei 74/2006: «Ser capazes de
comunicar as suas conclusões, e os conhecimentos e raciocínios a elas
subjacentes, quer a especialistas, quer a não especialistas, de uma forma clara
e sem ambiguidades», recorrendo, quase sempre, a esses dispositivos multimodais.
Essa dificuldade
deriva, especialmente, do facto dos estudantes não distinguirem o “interessante”
do “demonstrativo” e de não se
aperceberem (porque este conteúdo é raramente objeto de ensino) da
multimodalidade das situações escolares
(e de outras) e dos discursos, também eles multimodais, produzidos nessas
situações.
A constatação
destas dificuldades e a necessidade de desenvolver investigação com implicações
na resolução destes problemas que encontravamos no âmbito da nossa atividade de
professora e de orientadora ou de membro de júris de provas públicas, levaram-nos à coordenação de vários projetos de investigação, de tipo etnográfico, sobre a
problemática da multimodalidade em contextos académicos e mediáticos e sobre as
“zonas de proximidade” entre os dois contextos.
Não vamos, no
âmbito desta comunicação, apresentar
esses projetos de investigação, que foram aliás objeto de publicação ( Ferrão
Tavares, 2007, 2009, 2013, por exemplo). Vamos, antes, fazer uma síntese resultante
dessas investigações, no sentido de
evidenciar as componentes de uma «sintaxe multimodal».
Estes dois
problemas registados nas práticas académicas constituem o objeto das duas primeiras
partes desta comunicação. Numa primeira parte, propomos uma explicitação do título desta
comunicação que é efetivamente uma paráfrase, num contexto diferente, do título de um artigo de
Louis Porcher, de 1985, ,«L’intéressant
et le démonstratif : à propos du statut de la didactique des langues et des
cultures», publicado na revista Études de
Linguistique Appliquée nº60. Num segundo momento, procederemos
a uma caracterização do conceito
de multimodalidade, para mostrar as interações entre corpo, dispositivo
tecnológico, meios icónicos e linguísticos. Distinguiremos alguns elementos de
coerência dos discursos multimodais, nomeadamente, metáforas e palimpsestos
verbais e ícónicos, marcas verbais e não verbais de operações cognitivas e
discursivas (definir, comparar, parafrasear, criticar…). Mostraremos como o
corpo se integra no dispositivo multimodal, interagindo com as componentes
icónicas e linguisticas, num tempo e num espaço determinados. Procuraremos
mostrar como as tarefas de
comunicação académicas e
profissionais, com (ou sem) recurso às tecnologias, geram efeitos neurológicos, cognitivos,
afectivos, relacionais, empáticos… ou
seja multimodais que, nem sempre, são
equacionados na aula de Português». Analisaremos alguns exemplos extraídos de
comunicações profissionais apresentadas em dispositivos públicos (como as
conferências TED) e de apresentações escolares disponíveis na Internet. Na
sequência da nossa abordagem,
procuraremos,por fim, mostrar como as
línguas interagem com as outras disciplinas escolares, na linha proposta pelos estudos promovidos
pelo Conselho da Europa, no sentido de
uma educação plurilingue e pluricultural (Beacco et al. 2010).
Esta comunicação situa-se no prolongamento do artigo:
http://gerflint.fr/Base/Europe10/ferrao_tavares.pdf
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A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»
A propósito de artigo de Daniel Bessa no jornal «Expresso» de hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....




