sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Congresso Língua e Cultura Portuguesas- Universidade Lusófona

Congresso Língua e Cultura Portuguesas- Universidade Lusófona
Dias 18 e 19 de novembro 


O "interessante e o demonstrativo" nos discursos académicos multimodais
Ferrão Tavares
Instituto Politécnico de Santarém
GERFLINT-Groupe d’études et recherchespour le français langue international
Synergies Portugal
ferrao.claragmail.com
Resumo
A apresentação de trabalhos escolares com recurso a power point ou outro dispositivo multimédia é uma prática corrente, tanto nos ensinos básico e secundário, como no ensino superior. No entanto, nem todos  os estudantes, mesmo de mestrado, dominam eficazmente a competência prevista na alínea d) do Decreto-Lei 74/2006: «Ser capazes de comunicar as suas conclusões, e os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes, quer a especialistas, quer a não especialistas, de uma forma clara e sem ambiguidades», recorrendo, quase sempre, a esses dispositivos multimodais.
Essa dificuldade deriva, especialmente, do facto dos estudantes não distinguirem o “interessante” do “demonstrativo”  e de não se aperceberem (porque este conteúdo é raramente objeto de ensino) da multimodalidade  das situações escolares (e de outras) e dos discursos, também eles multimodais, produzidos nessas situações.
A constatação destas dificuldades e a necessidade de desenvolver investigação com implicações na resolução destes problemas que encontravamos no âmbito da nossa atividade de professora e de orientadora ou de membro de júris de provas públicas, levaram-nos à coordenação de  vários projetos de investigação, de tipo etnográfico, sobre a problemática da multimodalidade em contextos académicos e mediáticos e sobre as “zonas de proximidade” entre os dois contextos.
Não vamos, no âmbito desta  comunicação, apresentar esses projetos de investigação, que foram aliás objeto de publicação ( Ferrão Tavares, 2007, 2009, 2013, por exemplo). Vamos, antes, fazer uma síntese resultante dessas investigações,  no sentido de evidenciar as componentes de uma «sintaxe multimodal». 
Estes dois problemas registados nas práticas académicas constituem o objeto das duas primeiras partes desta comunicação. Numa primeira parte,  propomos uma explicitação do título desta comunicação que é efetivamente uma paráfrase, num  contexto diferente, do título de um artigo de Louis Porcher, de 1985,  ,«L’intéressant et le démonstratif : à propos du statut de la didactique des langues et des cultures», publicado na revista Études de Linguistique Appliquée nº60. Num segundo momento,  procederemos  a uma  caracterização do conceito de multimodalidade, para mostrar as interações entre corpo, dispositivo tecnológico, meios icónicos e linguísticos.  Distinguiremos alguns elementos de coerência dos discursos multimodais, nomeadamente, metáforas e palimpsestos verbais e ícónicos, marcas verbais e não verbais de operações cognitivas e discursivas (definir, comparar, parafrasear, criticar…). Mostraremos como o corpo se integra no dispositivo multimodal, interagindo com as componentes icónicas e linguisticas, num tempo e num espaço determinados.  Procuraremos   mostrar como as tarefas de comunicação académicas e  profissionais,  com (ou sem)  recurso às tecnologias,  geram efeitos neurológicos, cognitivos, afectivos, relacionais, empáticos…  ou seja multimodais que, nem sempre,  são equacionados na aula de Português». Analisaremos alguns exemplos extraídos de comunicações profissionais apresentadas em dispositivos públicos (como as conferências TED) e de apresentações escolares disponíveis na Internet. Na sequência  da nossa abordagem, procuraremos,por fim,  mostrar como as línguas interagem com as outras disciplinas escolares, na linha proposta pelos estudos promovidos pelo Conselho da Europa,  no sentido de uma educação plurilingue e pluricultural (Beacco et al. 2010).

Esta comunicação situa-se no prolongamento do artigo:

http://gerflint.fr/Base/Europe10/ferrao_tavares.pdf


terça-feira, 26 de julho de 2016

Enseigner le Français dans le Monde, Le livre blanc de la FIPF

Le livre blanc de la FIPF vient de paraitre dans une publication du GERFLINT http://gerflint.fr/Base/Essais_francophones/essais_francophones_3_livre_blanc_fipf-1.pdf
(Espero que no Facebook não apareça uma imagem diferente. Se alguém me explicar o que está a acontecer, agradeço).

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Robert Galisson et Synergies Portugal 4

Synergies Portugal 4 est dédiée à Robert Galisson.

Da  didactique des langues vivantes    au Portugal célèbre son 40 e anniversaire en 2017. (Son affirmation dans le cadre de l'enseignement universitaire  est plus récente). La « didactique  des langues vivantes  » est née  dans le premier (je crois) séminaire organisé  dans le cadre de  la formation professionnelle d’enseignants de l’enseignement de base et  du secondaire du Ministère de l’Éducation, par l'Ambassade de France.
En 1977, Robert Galisson et Evelyne Bérard  ont encadré ce premier stage de formateurs intitulé D’hier à aujoud’hui la Didactique du FLE qui réunissait les formateurs de français et de portugais et les formateurs de l’enseignement de base et ceux du secondaire dans le même espace : un hôtel à Espinho. C’est  cet événement le moment de la constitution informelle  de ce qui allait devenir la Didactique ou la Didactologie des Langues-Cultures au Portugal.  Ce stage qui réunissait  des formateurs et des responsables de politique linguistique, auteurs de programmes et de manuels  a  eu effectivement des « implications » dans l’enseignement du français (et du portugais et des autres langues étrangères, voire les travaux de Isabel Alarcão, notamment). Dans sa valise, Robert Galisson apportait le Dictionnaire de Didactique des Langues, récemment publié, et D'hier à aujourd'hui la didactique des langues, en brouillon. 

Voilà pourquoi un hommage à Robert Galisson, au Portugal, est pleinement justifié, cettte année.

Vous trouverez l'Appel dans le site de Synergies Portugal. 

O acordo ortográfico e EU



Um comentário naïf sobre a minha maneira de escrever. Deveria escrever sempre a respeitar o acordo, pelo menos é o que está legislado,  e  eu procuro cumprir a lei, mas...

- utilizo registos  (utilizações pessoais da língua) em função dos meus interlocutores e das representações que tenho destes e da relação destes com o Acordo. Assim, dirijo-me ao «Arquitecto» que não terá visto a sua licenciatura ser retirada... E como foi em Arquitectura! Sinto que estaria a insultá-lo!  No entanto, já me habituei a escrever Didática.
 Não  utilizo o Acordo quando escrevo ao Sr. Professor Coimbra, professor do 1ª ciclo aposentado, a desempenhar cargos importantes, porque me fez exame da 4ª classe e poderia achar que me deveria ter reprovado. Além disso, foi grande amigo da minha Mãe (e Professora) e poderia enviar-lhe uma mensagem (em pensamento só, infelizmente). Será que eu utilizaria o novo acordo ao escrever à minha mãe?
- utilizo o acordo quando escrevo no blogue ou em artigos, no computador, mas, ontem, dei-me conta de um caso espantoso: Tive de escrever à mão o «regulamento» de  minha casa de férias. Um longo texto... e aí, ou riscava ou reescrevia o texto, porque escrevi como antigamente. Perdemos o hábito de escrever textos longos à mão! Mas a mão está articulada com a memória...
Tenho referências mais credíveis nos meus artigos, mas deixo aqui explicações naïves do meu duplo modo de funcionamento.

http://mashable.com/2015/01/19/handwriting-brain-benefits/#sLmeJtL34EqV
http://www.nytimes.com/2014/06/03/science/whats-lost-as-handwriting-fades.html?_r=1

Hommage à Louis Porcher- Synergies Europe 10

Un numéro en hommage à Louis Porcher a été publié dans la revue Synergies Europe Nº 10.

Je vous invite à lire mon article:

L’intéressant et le démonstratif : à propos des zones de proximité des communicationsmédiatiques et académiques

«Louis Porcher publie, en 1985, un article intitulé « L’intéressant et le démonstratif :à propos du statut de la didactique des langues et des cultures », (pré)texte àprovocation intellective, dans la mesure où ses recherches et ses réflexions sepenchent alors, de façon résolues, sur les interrelations entre l’école, les médiaset la culture. Dans le cadre de ces interrelations, Louis Porcher souligne autant laportée comme la force des modes et des modalités de la communication non verbale,laquelle est répandue dès lors de façon décisive dans et par les médias, notammentau sein de la communication académique. En 2015, qu’en est-il de l’intéressant etdu démonstratif en matière des interrelations des communications médiatiques etacadémiques ? Pour répondre à cette question, et prenant appui à la fois sur leditarticle de Louis Porcher, sur la première partie, intitulée « DIDACTIQUE : pour labeauté du geste ? », de son ouvrage Geste et communication (1989) et sur son livreTélévision, culture, éducation (1994), je présente dans cet article les fils conducteursque me suis efforcée de tisser dans mon parcours de recherche en éducationaux et par les langues-cultures et les médias.
Mots-clés : convergence, démonstratif, geste, intéressant, multimodalité, médias,zones de proximité»

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Le non verbal. Thèse récente de Barrière-Boizumault,M.

La communication non verbale et la communication multimodale  constituent mes thèmes de prédilection en ce qui concerna la recherche et la formation (1). Ayant soutenu deux thèses,  dans les années 80,  sur la dynamique interactionnelle en classe  et le rôle du non verbal dans cette dynamique, j'ai toujours été surprise du manque d'intérêt des chercheurs en Didactique des Langues.-Cultures et en formation des enseignants sur cette problèmatique.
  
Je viens de lire une thèse sur le sujet qui actualise  les références concernant cette thématique, soutenue en 2013, de Magali Barrière-Boizumault. 

  Magali Barrière-Boizumault. Les communications non verbales des enseignants d’Education Physique et Sportive : Formes et fonctions des CNV, croyances et r´ealisation effective des enseignants, ressenti des effets par les élèves. Education. Université Claude Bernard - Lyon I, 2013. French. .



L'auteure  revient  sur le concept d'«immnediacy» pour essayer de dégager des «composantes» de cette proximité liée à l'affectivité  (qui explique, de mon point de vue, «vouloir parler en classe de langue». 
Quelques extraits:

«  Le concept d’ « immediacy » a été mis en place par Merhabian (1971) puis repris par Andersen (1979) dans le milieu scolaire. Merhabian suggère que « l’affection crée les comportements de proximité8 ». Les théoriciens de la communication ont transformé l’équation pour ne pas l’aborder sous l’angle psychologique, mais dans le cadre des théories de la communication. Cette idée initiale est devenue « la proximité favorise les liens ».pag 76


« Il s’agit des comportements qui augmentent l'intimité/ la proximité et les interactions non verbales avec autrui12 (Mehrabian, 1969, p. 203). Dans le milieu scolaire, ce concept peut être défini comme les manifestations non verbales qui produisent un effet sur l'efficacité de l'enseignement (Andersen, 1979) et les comportements non verbaux des enseignants qui agissent efficacement sur les résultats scolaires en classe (Andersen, 1979 ; Andersen & Andersen, 1982). La proximité non verbale est définie comme l’usage implicite de signaux comportementaux de proximité relationnelle» p.76

Je vous invite à lire cette thèse.

(1) Quelques articles de Ferrão Tavares:

D’hier à aujourd’hui (et demain ?) : un parcours de recherche en didactologie des langues-cultures sur la communication

Praticien cherche discipline pour devenir chercheurLa didactique des langues au Portugal : une discipline jeune et nécessaire



Quelle place pour la télévision dans la classe de langue ?



La formation actionnelle (et) multimodale  des enseignants de langues-cultures

https://www.linkedin.com/in/clara-ferr%C3%A3o-tavares-426ab025file:///C:/Users/Admin/Downloads/Ebufe1%20(11).pdf

A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»

A propósito de artigo de Daniel Bessa  no jornal «Expresso» de  hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....