terça-feira, 1 de abril de 2014

Ir à escola para aprender a ler, escrever e googlar

Ir à escola para aprender a ler, escrever e googlar é o título da peça assinada por  João Pedro Pereira, Maria João Lopes, Samuel Silva e  publicada  no P 2  A Escola num  Ecrã, suplemento do jornal Público, do dia 30 de março de 2014.

Mais uma vez o Público interessa-se pelas «zonas de proximidade entre a Escola e os média» tema sobre o qual me tenho debruçado durante muitos dias da minha vida. Tema com actualidade conjuntural, educacional, social (e política)!  
Não posso, no entanto,  deixar de constatar a falta de memória do Ministério da Educação. E como fui paga pelo Ministério da Educação para, integrada numa equipa,  construir um modelo de formação e dinamizar formação de professores, no sentido de estes utilizarem as tecnologias para  levarem os alunos a aprender a ler e a escrever  ou para aprender «googlando», para parafrasear o título da peça, pretendo  contribuir com este post  (e intencionalmente escrito sob a forma de post a enviar por email  também ao ME , à Fundação Gulbenkian e à  direção do jornal Público)  para um melhor conhecimento do «património» do Ministério da Educação.
«Será que existem conteúdos que cobrem todas as áreas e níveis de ensino?» questiona o responsável pelos Recursos e Tecnologias Educativas da Direção- Geral da Educação, José Moura Carvalho, na referida peça.
«Já não houve dinheiro para fazer mais formação» (no Plano Tecnológico da Educação), refere o mesmo responsável.
E aqui permito-me responder que há conteúdos  e houve formação (pelo menos em Português, embora não no PNE)  e, como o Português está nas outras matérias, nomeadamente quando se recorre às tecnologias, como sublinham estudos internacionais e como revelam análises de provas de exame do ME,  a resposta é, por isso, afirmativa.   

Houve um programa que  foi criado pelo Despacho nº 546/2007. Tratou-se e trata-se do PNEP (porque ainda há professores «pnepianos», como eles próprios se designavam e designam, que estão nas escolas). No âmbito do ponto 15 deste Despacho,  pode ler-se que o Ministério assegurava: «A manutenção de um sítio na Internet para disponibilização de conteúdos produzidos no âmbito do Programa, em articulação com a Comissão Nacional de Coordenação e Acompanhamento» (CNA). No ponto 18, competia à CNA «e) construir e divulgar brochuras, em suporte de papel e on line que funcion(assem) como como organizadores de formação para os domínios necessários à implementação do Programa;», e ainda (neste âmbito das tecnologias) «i) desenvolver e alimentar uma plataforma de comunicação(…) j)construir e divulgar materiais didácticos, em suporte papel e on line…».
Pelo mesmo despacho, fui nomeada para  integrar a CNA do PNEP  e, dada alguma experiência em dispositivos de blearning associados à formação em Didática das Línguas- Culturas, passei a ser  (juntamente com Luís Filipe Barbeiro) responsável, no PNEP, pela formação no domínio das tecnologias.  

A CNA foi coordenada por Inês Sim-Sim, Professora Coordenadora do Instituto Politécnico de Lisboa. Como se pode ler  na sua obra Desenvolvimento Profissional no ensino da língua. Contribuições do Programa Nacional do Ensino do Português, obra publicada em 2012 pelas Edições Colibri/Instituto Politécnico de  Lisboa (e, claro nos Relatóros do PNEP entregues no ME), este programa abrangeu 8333 professores do 1º Ciclo, sendo que 468 se tornaram «formadores residentes» (bolsa de formadores nos agrupamentos) (p. 37).  Formadores e formando dinamizaram os agrupamentos, tendo o PNEP produzido efeitos no pré-escolar e no 2º Ciclos. Em 2009 - 2010, terminou oficialmente o programa.

Do programa  do PNEP constava o conteúdo seguinte: «(iv) A utilização do computador como recurso de aprendizagem da língua por adultos e por crianças, contemplando as seguintes dimensões: dispositivos tecnológicos e comunicativos (páginas pedagógicas, blogues, enciclopédias,…) Arquitectura do hipertexto (processos de coerência discursiva) e operações cognitivas. Usos dos suportes e linguagens pelas crianças e aprendizagens colaterais. Exploração dos recursos da rede. Produção de materiais em formato electrónico» (Sim -Sim:  23).

Passando aos produtos ou às marcas visíveis deste programa,
A  primeira marca é  a brochura publicada pelo ME, Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, em  2011 . As implicações das TIC no Ensino da Língua, já depois do encerramento do programa. A brochura, sob formato provisório, ficou acessível on line em  2007-2008.  
Autores
Clara Ferrão Tavares e Luís Filipe Barbeiro
A brochura está disponível num site  descontinuado  da DGIDC (e portanto desqualificada, como todas as outras e o próprio Programa) do Ministério da Educação. No  ME está no «Histórico» em «Outros projetos».

Nela podem ler-se as seguintes palavras do  Director-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, em 2011, Fernando Egídio Reis:
«As Implicações das TIC no Ensino da Língua apresenta as questões fundamentais relativas à implicação das tecnologias na comunicação e na aprendizagem, no ensino da leitura e no ensino da escrita.
Para além de propor uma reflexão sobre a forma de potenciar o uso das tecnologias de informação e comunicação no 1.o ciclo, a brochura apresenta actividades quetêm como objectivo a melhoria do desempenho dos alunos na comunicação, na leitura e na escrita.»


A brochura começa por justificar as tecnologias no âmbito do PNEP, podendo ler-se na introdução:

«As tecnologias estão hoje presentes no nosso quotidiano contribuindo para o desenvolvimento das sociedades. Os discursos sobre as relações entre a escola e as tecnologias são, no entanto, contraditórios. Se, por um lado, se responsabilizam as tecnologias (e os media) pela perda de hábitos de leitura e de trabalho das crianças, por outro lado, considera-se que basta equipar todas as escolas com computadores e acesso à Internet para que as crianças aprendam. Para uns, ainda, as tecnologias são uma moda e a proposta de um módulo sobre tecnologias num programa sobre ensino da língua materna desvia-se das prioridades que a Escola deve estabelecer: « ensinar a ler e escrever ». Outros, pelo contrário, deixam-se fascinar pela novidade e pelo carácter ludo-educativo de determinados jogos informáticos ou de determinadas páginas Web. E outros, finalmente, consideram inútil integrar as tecnologias na Escola já que as crianças as dominam com mais facilidade do que os pais ou os professores.
Ora, se as tecnologias colocaram a informação à disposição de todos os cidadãos, nem todos os cidadãos exploram as potencialidades das ferramentas e dos dispositivos tecnológicos. Por esse motivo, a Escola deverá mediar o processo de transformação da informação em conhecimento. Com efeito, o acesso na Escola aos computadores e à Internet pode atenuar os efeitos das diferenças de meios de acesso derivadas de factores sociais, culturais e geográficos.
Os computadores – e sobretudo a Internet – abriram a Escola a outros espaços. As crianças podem «sair da sala» e visitar bibliotecas, museus, jardins, cidades, aldeias, em Portugal, na Europa, no Mundo. As crianças podem, assim, ser como «Magalhães» e ir bem mais longe no seu desenvolvimento…
(…)
Pretende-se, com a brochura e a formação que esteve na sua origem responder à seguinte questão:
“ Como utilizar as tecnologias para desenvolver competências em Língua Portuguesa – nas crianças?
Para poderem desenvolver essas competências nas crianças, considera-se necessário que os professores:
·        Utilizem instrumentos de referência e materiais on-line para a planificação das suas aulas;
·        Integrem hipertextos nas actividades a propor;
·        Acompanhem as crianças nos seus processos de pesquisa, construindo itinerários de pesquisa;
·        Seleccionem sítios informáticos destinados a crianças em função de projectos pedagógicos;
·        Construam actividades pedagógicas adequadas ao desenvolvimento das cinco competências referidas no Currículo Nacional, servindo-se dos recursos disponibilizados pelas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).
Embora esta brochura vise desenvolver nos formandos competências de natureza instrumental (a capacidade de explorar as potencialidades pedagógicas da utilização do computador), não se centra em competências e conhecimentos de natureza tecnológica; não é um módulo de informática (…)»

E depois … a brochura procura que as crianças leiam, escrevam, partilhem o que leram e o escrevam, viagem no conhecimento para adquirir mais  conhecimento…



O segundo plano em que o PNEP  teve implicações  na formação em tecnologias  foi visível  através da criação da plataforma da DGIDC  e 4 plataformas em  4 ESE  (Coimbra, Lisboa, Porto e Santarém) em 2006-2007. Essas plataformas foram geridas pelo Ministério e dinamizadas pelos membros da CNA.
Nos anos seguintes, todas as instituições de ensino superior envolvidas, os agrupamentos e as escolas acabaram por criar também plataformas.
Paralelamente os blogues, as webquest, os wiki , vídeos desenvolveram-se de forma absolutamente espantosa. Alguns artigos foram produzidos  sobre o número e qualidade dos blogues. Hoje, ainda, qualquer pesquisa num motor de pesquisa revela a relevância das ferramentas e dispositivos que os formandos aprenderam a dominar.
O «encerramento» do PNEP deu mesmo origem a campanhas de alunos e professores. Um exemplo no Facebook: Volta PNEP

A referência PNEP pode ter-se perdido em muitos casos, mas se se consultarem, hoje, actividades realizadas por  alunos e professores, as marcas do PNEP, estão lá.

 Um terceiro plano em que as marcas são visíveis pode ver-se na produção científica e nos traballhos académicos. Por exemplo,
Célia Lopes, Maria Manuel Santos, Ricardo Antunes   A criação de blogues no âmbito do
INTERNET LATENT CORPUS JOURNAL
VOL. 2 N. 2 (2012) ISSN 1647-7308



E por último,... é preciso dar a palavra às crianças:




Ou ainda

PNEPAR é...
Aprender coisas novas
Estudar a brincar
Decorar lengalengas
Melhorar a ortografia
Ler a brincar
«Pnepar» é
Aprender a rimar
Brincar com os livros
Dar asas à imaginação
Gostar de ler e escrever
Falar de forma formal
Descobrir coisas novas
Ouvir histórias
«pnepar» é 
Brincar com as palavras
Sonhar com as letras
Viajar com os livros...
Correr o Mundo...
Os Pnepianos Juniores (3º e 4ºanos)
EB1 de Tentúgal.

A articulação entre conteúdos e formatos «tradicionais» e digitais é bem visível nestes exemplos simples de quem gosta da Escola.

Houve  Planos politicamente mais visíveis, como os referidos na peça, mas já agora… Se o Ministério da Educação e a Gulbenkian estão a preparar projectos-piloto, por favor… não ignorem o que foi feito! 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Antígona e eu

É  muito mais simples adotar um pseudónimo. Há uns anos, não deixaria que se confundissem os dois «eu», agora... até os exponho! São as diferenças que os novos dispositivos comunicativos geram na nossa maneira de ser. Com vantagens e desvantagens! Em Sugestopedia... fui Maureen Mac Queen, reporter de moda... Assim não era a Clara Ferrão que dava erros enquanto aluna! Na história da Educação encontramos «dispositivos pedagógicos » que precederam os tecnológicos e digitais... 


Facebook e Educação

Perguntam-me, algumas vezes, com alguma incredulidade: «Tu estás no Facebook

Claro!Estou no Facebook, como a minha professora no Liceu Infanta D. Maria, Maria da Conceição Sarmento, com uns bons 80 aninhos, está!
Por questões ligadas ao perfil pessoal e de professor:

Utilizei nos anos  70, quando andava na Faculdade, nas aulas que dei num Instituto de Línguas, o primeiro método para o ensino do Francês: «Voix et images de France». Diapositivos e gravador de fita.
Depois o episcópio. Para mostrar publicidades, fotos...
Os acetatos... utilizei... mas eram para professores preguiçosos e com dificuldades de expressão...
Depois interessei-me pela televisão.   Sobretudo pela televisão grande público, com mais implicações pedagógicas do que a «educativa»!
Depois power point ( sobretudo enquanto suporte multimodal!) . Para texto... aplica-se o mesmo comentário que para os acetatos...
E exploração de «sites».
Utilização do Moodle!
Criação de blogues...
Cheguei à virturealidade e realidade aumentada!
E sempre o quadro tradicional (pelo dinamismo que implica e complementaridade com a oralidade, gestão em simultâneo do tempo, multimodalidade!)
Então não haveria de utilizar o Facebook???

E porquê?


  • porque sou narcisista, pouco modesta e gosto de ver as minhas fotos... e as pinturas de Antígona! (é uma montra.... o espaço onde nos mostramos «reparem como sou bonita e inteligente...».Muito cuidado! É a montra, o CV para o emprego! )!
  • porque adorei retomar o contacto com os meus ex-colegas do colégio!
  • porque adorei reencontrar namoradinhos,  amigos e colegas «perdidos» no espaço e no tempo...
  • porque  sou professora: adoro ver os posts dos meus ex-alunos! A avaliação das instituições se passasse pelo facebook seria diferente. Aceito todos os ex-alunos! Estão quase todos empregados! Escrevem bem! Mesmo aqueles que davam tantos erros ortográficos... até já não dão! Interessam-se por política, por cinema, por literatura,  por movimentos sociais, envolvem-se na comunidade, cresceram bem! Se , de algum modo, contribui para isso fico muito feliz! Melhor avaliação a longo prazo seria difícil obtê-la de outro modo!
  • porque aprendo todos os dias. « A cultura dos média é «mestiça», como costumava dizer aos meus alunos retomando a designação do filósofo francês Michel Serres! Através do facebook relembro filmes que vi, escritores que li, pinturas que vi. Regresso a alguns museus!  A minha memória agradece! O passado funde-se com o presente através das tecnologias! E descubro muitos escritores que nunca li, poemas que nunca ouvi, atores que nunca vi, pintores de quem nunca tinha ouvido falar!
  • porque desabafo! Tenho direito à indignação e digo o que penso, claramente (no meu caso, já não posso perder o emprego, aconselho os meus ex-alunos a não fazerem o mesmo!»).  
  • porque serve para a «comunicação pedagógica» formal e informal!
  • porque é uma comunicação imediata, muitas vezes!
  • porque alia razão e emoções!
  • porque alia palavras à multimodalidade!
Por isso tudo e muito mais... 


  

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Pleonasmos...

Recebi hoje, no email, este post. Não conheço o autor, mas acho que, hoje, já «pleonasmei»! 
«Todos os portugueses (ou quase todos) sofrem de pleonasmite, uma doença congénita para a qual não se conhecem nem vacinas nem antibióticos. Não tem cura, mas também não mata. Mas, quando não é controlada, chateia (e bastante) quem convive com o paciente.
O sintoma desta doença é a verbalização de pleonasmos (ou redundâncias) que, com o objectivo de reforçar uma ideia, acabam por lhe conferir um sentido quase sempre patético.
Definição confusa? Aqui vão quatro exemplos óbvios: “Subir para cima”,“descer para baixo”“entrar para dentro” e “sair para fora”.
Já se reconhece como paciente de pleonasmite? Ou ainda está em fase de negação? Olhe que há muita gente que leva uma vida a pleonasmar sem se aperceber que pleonasma a toda a hora.
Vai dizer-me que nunca “recordou o passado”? Ou que nunca está atento aos “pequenos detalhes”? E que nunca partiu uma laranja em “metades iguais”? Ou que nunca deu os “sentidos pêsames” à “viúva do falecido”?
Atenção que o que estou a dizer não é apenas a minha “opinião pessoal”. Baseio-me em “factos reais” para lhe dar este “aviso prévio” de que esta “doença má” atinge “todos sem excepção”.
O contágio da pleonasmite ocorre em qualquer lado. Na rua, há lojas que o aliciam com “ofertas gratuitas”. E agências de viagens que anunciam férias em “cidades do mundo”. No local de trabalho, o seu chefe pede-lhe um “acabamento final”naquele projecto. Tudo para evitar “surpresas inesperadas” por parte do cliente. E quando tem uma discussão mais acesa com a sua cara metade, diga lá que às vezes não tem vontade de“gritar alto”“Cala a boca!”?
O que vale é que depois fazem as pazes e vão ao cinema ver aquele filme que “estreia pela primeira vez” em Portugal.
E se pensa que por estar fechado em casa ficará a salvo da pleonasmite, tenho más notícias para si. Porque a televisão é, de“certeza absoluta”, a “principal protagonista” da propagação deste vírus.
Logo à noite, experimente ligar o telejornal e “verá com os seus próprios olhos” a pleonasmite em directo no pequeno ecrã. Um jornalista vai dizer que a floresta “arde em chamas”. Um treinador de futebol queixar-se-á dos “elos de ligação” entre a defesa e o ataque. Um “governante” dirá que gere bem o“erário público”. Um ministro anunciará o reforço das “relações bilaterais entre dois países”. E um qualquer “político da nação”vai pedir um “consenso geral” para sairmos juntos desta crise.
E por falar em crise! Quer apostar que a próxima manifestação vai juntar uma “multidão de pessoas”?
Ao contrário de outras doenças, a pleonasmite não causa “dores desconfortáveis” nem “hemorragias de sangue”. E por isso podemos “viver a vida” com um “sorriso nos lábios”. Porque um Angolano a pleonasmar, está nas suas sete quintas. Ou, em termos mais técnicos, no seu “habitat natural”.
Mas como lhe disse no início, o descontrolo da pleonasmite pode ser chato para os que o rodeiam e nocivo para a sua reputação. Os outros podem vê-lo como um redundante que só diz banalidades. Por isso, tente cortar aqui e ali um e outro pleonasmo. Vai ver que não custa nada. E “já agora” siga o meu conselho: não “adie para depois” e comece ainda hoje a“encarar de frente” a pleonasmite!
Ou então esqueça este texto. Porque afinal de contas eu posso estar só “maluco da cabeça”».

Se souberem quem é o autor, digam-me por favor!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Carta aberta ao Senhor Ministro da Educação

Ex.mo Senhor Ministro

Sou professora, filha,  neta e sobrinha de bons professores.  Formei dezenas  de bons professores. É em nome de todos eles e por respeito a todos que não posso deixar de dizer ao Senhor Ministro: Esta prova é um insulto a todos os bons professores!

Não duvido que há bons e  maus professores, como há bons e maus médicos ou bons e maus advogados (mesmo com provas de acesso às carreiras!). Também há  bons e maus ministros. Há os que estudam os dossiers, que estão dentro dos assuntos, que sabem contextualizar saberes (sobre medidas dos seus antecessores ou recomendações europeias), que adquiriram saberes sobre neurociências, sobre psicologia, sobre sociologia, sobre didática, Português, Línguas estrangeira, Matemática... (Já tinha  3 erros! E de propósito) e desenvolveram competências ou seja saberes em uso. E há os que não os querem usar... é mais fácil reagir em função de opiniões vagas, como eu estou a fazer aqui. Mas eu posso... até já estou aposentada. Mas também porque nasci e vivi na escola. Comecei a ir à escola  no berço... já que não havia creches...

Até nem sou contra o Ministério da Educação escolher os melhores para professores dos nossos filhos e netos. Por isso, fiz parte da Comissão Nacional do INAFOP. Ficaram os perfis... Também avaliei professores nas provas de acesso ao 8ª Escalão.

Mas estas provas... Senhor Ministro! Eu sinto vergonha, sinto-me insultada. Recusar-me-ia, como muitos professores fizeram, a corrigi-las!

E depois... é de propósito que utilizo marcas da oralidade. Sei distinguir registos de língua...

Fui professora de uma ESE. Fiz parte de muitos júris de provas nas ESE e nas Universidades. Conheço bons e maus professores nos dois sistemas.

Como podem as instituições que as tutelam pôr em causa a formação que ministram?

Como Professora Coordenadora com Agregação, depois de ter feito Licenciatura, Mestrado, Doutoramento e Agregação, como o Senhor Ministro, pergunto-lhe: Como é possível vir pôr em causa  a minha competência para formar professores?

Em nome de todos os que  não reagem,  manifesto-lhe a minha indignação!


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Synergies Portugal est arrivée ! Ou «Or oyez, or oyez, or oyez !»

ISSN :  2268 - 493X
ISSN de l'édition en ligne : 2268 - 4948
Périodicité  : annuelle


Directeur de publication : Jacques Cortès
Rédactrice en chef : Clara Ferrão Tavares
Rédacteur en chef adjoint : Jacques da Silva
Secrétaire de publication : Susana Pinto
Comité scientifique
Ana Isabel Andrade (Université d’Aveiro, Portugal),
Helena Araújo e Sá (Université d’Aveiro, Portugal),
Serge Borg (Université de Franche-Comté, France),
Filomena Capucho (Université Catholique Portugaise, Portugal),
Isabelle Carignan (Université de Sherbrooke, Québec, Canada),
Patrick Chardenet (Université de Franche-Comté, France),
Maria José Coracini (Université de Campinas, Brésil),
Maddalena De Carlo (Université de Cassino, Italie),
Josette Fróis (Institut Polytechnique de Santarém, Portugal),
Araceli Gómez Fernández (Université Nationale d’éducación à Distance, Espagne),
Carmen Guillén Díaz (Université de Valladolid, Espagne),
Teresa Lino da Fonseca Rijo (Université Nouvelle de Lisbonne, Portugal),
Elena Llamas Pombo (Université de Salamanque, Espagne),
Ana Oliveira (Institut Polytechnique de Viseu, Portugal),
Christian Ollivier (Université de La Réunion, France),
Ana Clara Santos (Université d’Algarve, Portugal),
Maria de Fátima Sequeira (Université du Minho, Portugal),
Marlène da Silva e Silva (Université duMinho/CEFH - Université Catholique Portugaise, Portugal),
Valérie Spaëth (Université de Franche-Comté, France),
Isabel Uzcanga Vivar (Université de Salamanque, Espagne).

Comité de lecture
Luís Filipe Barbeiro (Institut Polytechnique de Leiria, Portugal),
Luísa Alvares Pereira (Université de d’Aveiro, Portugal),
Maria Helena Moura dos Reis (Université Nouvelle de Lisbonne, Portugal).
Siège en France :
GERFLINT
17, rue de la Ronde mare
Le Buisson Chevalier
27240 Sylvains les Moulins - France
gerflint.edition@gmail.com

Siège au Portugal :
Centre de Recherche Didactique et Technologie
en Formation de Formateurs (CIDTFF)
Département d’Éducation de l’Université d’Aveiro
3810-193 Aveiro – Portugal
Contact : 
synergies.portugal@gmail.com

Patronages :


Centre de Recherche Didactique et Technologie en Formation de Formateurs, Institut Français du Portugal,


Association Portugaise d’Études Françaises Ministère de l’Éducation Nationale, de l’Enseignement Supérieur et de la Recherche (DREIC),

Fondation Maison des Sciences de l’Homme de Paris

ISSN :  2268 - 493X
ISSN de l'édition en ligne : 2268 - 4948
Périodicité  : annuelle





Présentation : D’hier à aujourd’hui, la didactique des langues-cultures au Portugal

Clara Ferrão Tavares, Jacques da Silva 


Synergies Portugal, revue de sciences humaines, de promotion du dialogue international entre les disciplines, les langues et les cultures, est née !
Commençons par des mots…
• de sincères remerciements et de profonde gratitude au Groupe d’Études et de Recherches pour le Français Langue Internationale (GERFLINT) et à son Président, Jacques Cortès, pour leur décision de distinguer notre pays par la création de Synergies Portugal et, par conséquent, d’inclure la revue dans le réseau mondial des publications du GERFLINT...

Manuel : Profil didactologique des manuels dont je suis l'auteur

Et voilà la synopsis de l'analyse des méthodes dont je suis l'auteur en collaboration avec Rosário Vidal et Josette Fróis
Je reviendrai pour parler du présent et du futur : Si je devenais auteur... d'un manuel numérique ou ... multimodal? 

A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»

A propósito de artigo de Daniel Bessa  no jornal «Expresso» de  hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....