sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Aula sobre multimodalidade na Faculdade de Letras do Porto- Avaliação

Agradeço aos Senhores Professores e aos estudantes a simpatia  que me manifestaram e o interesse com que participaram na aula. Muito obrigada.
Com avaliações destas...  imaginam como me sinto! Desejo a todos os futuros professores que sejam tão felizes como eu tenho sido! Só me faltam as reações no blogue!

domingo, 13 de outubro de 2013

Multimodalidade: Aula em formato multimodal

Há cerca de 10 anos, quando dei aulas a distância na Universidade Aberta, gravei  uns vídeos. Nessa altura, levei semanas a fazer os guiões, a discuti-los com a coautora e  com os técnicos da UA. Para a gravação, foi preciso o estúdio, o teleponto e até maquilhagem...
Com a Web 2.0, temos um iPad, tomamos a decisão em 5 minutos, aproveitamos a disposição e disponibilidade  do «técnico» que podem não demorar muito, arrumamos uma mesa, em casa. E não há tempo de preparação... já está. Gravação durante 15 minutos, montagem em 1 hora. E o vídeo com a aula tem ordem para sair de casa... Pelo caminho, ficaram esquecimentos, Matisse para a metáfora da realidade aumentada, algumas confusões, imprecisões, mas trata-se de um
Rascunho, como todos os post colocados nas redes.       http://youtu.be/rTjm-1vpxzQ

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Multimodalidade: Conferência no Porto, bibliografia

A conferência do dia 21 de outubro já começou no dia 25 de setembro. Como referi, as indicações bibliográficas são apresentadas no Blogue. No Blogue fica o processo, a preparação e a sequência. Assim os estudantes, poderão consultar aqui e não tirar notas a partir de diapositivos projetados, esquecendo-se de pontos ou traços... Poderia fazer melhor e descrever rapidamente cada uma das referências e fazer a hiperligação interna, mas levava tempo... e um post é  um  rascunho, por natureza...  

A bibliografia está em outros post. É só procurar em multimodalidade ou  multimodalié, mas para facilitar o trabalho.
http://universidadedepasargada.blogspot.pt/2013/04/multimodalidade-literacia-multimodal-e.html
http://universidadedepasargada.blogspot.pt/2013/04/multimodalite-non-verbal-zones-de.html

Também há vários post com definições de multimodalidade em português e francês.


Sugestões para práticas acionais e multimodais a propor na aula.

http://www.moma.org/interactives/destination/destination.html
-- http://www.googleartproject.com/c/faq

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Multimodalidade: datação do termo e alguns contributos para a definição...

Multimodalidade - Termo que comecei a empregar em português, em 1997, na  apresentação e um artigo de Geneviève Jacquinot- Delaunay, intitulado « L'implication interactive du multimédia», na Revista Intercompreensão, nº 6 (revista de Didática das Línguas do Instituto Politécnico de Santarém, que dirigi durante cerca de 20 anos).

 Curiosamente, nesse número da revista que tinha o título: «Razão e emoção...à procura de outras vias para a aula de línguas», na Apresentação  escrevia o seguinte:


« Geneviève Jacquinot Delaunay interroga os «novos espaços», nomeadamente o multimédia cuja construção recorre a diversos canais de comunicação. Essa concepção multisensorial  implica tratamentos multimodais da informação. A multimodalidade parece-nos ser um aspecto com grandes repercussões sobre a concepção da aula e a construção de materiais pedagógicos no futuro. Da mesma maneira que alguns hiperdocumentos permitem a «navegação», declinando a mesma informação de maneiras diferentes, talvez se consiga também, em aula, declinar a mesma informação segundo formatos diferentes. Além disso, convirá pôr em evidência o aparecimento de eventuais mudanças nos processos cognitivos, nomeadamente nas maneiras de proceder ao tratamento da informação em alunos que começam a habituar-se a navegar. A Escola terá evidentemente de se questionar sobre a multimodalidade e sobre os formatos mais adequados para os alunos do presente e do futuro». (Ferrão Tavares, 1997: 6)  

Volvidos tantos anos, vemos nesta primeira caracterização  do conceito as questões neurológicas, cognitivas e afetivas e a distinção entre multisensorialidade e multimodalidade, esta muito mais abrangente, implicando os  processos cognitivos. E agora os nossos alunos já não são alunos dos ecrãs (como se dizia na sequência de tranbalhos de L. Porcher), poderão ser «nativos digitais»(Prensky) e, por isso mesmo,  são alunos da virturealidade.

E a Escola que lhes propõe? Mesmo quando lhes propõe tecnologias bem recentes, quantas vezes não reproduz os suportes e as metodologias do princípio do século (XX)?
Veja-se o caso de muitos dos materiais para  quadros interativos multimédia (que, para o ensino das línguas, em questões de multimodalidade, ficam,  muitas vezes, a séculos de distância dos Tableaux Delmas do princípio do século XX), para não falar na sua lenta utilização mesmo com utilizadores experientes! ou, ainda, de muitas apresentações multimédia!

A multimodalidade pode não estar no suporte, mas nos usos multimodais que fazemos deles. E uma boa conferência sem materiais ou só com o quadro «tradicional» pode ser muito mais multimodal!


Depois de retocado entre o último post e este e colocado no meu escritório,  aqui fica a minha declinação icónica do conceito,  a partir de uma declinação da publicidade Mercedes para as questões neurológias,  «declinações» de  duas telas de  Matisse Notre  Dame para a Realidade Aumentada e a Virturealidade (com a mão humana a gerir a tecnologia). Mais mãos. Um olho de Magritte com a Nuvem, umas caras de memória de Braque para o espelho e a convergência. A declinação da dança de Matisse  com cabeças das redes sociais, umas porosidades pretendidas entre as curvas e as rectas, uma« mestiçagem» de cores, de modos, de culturas...

E aqui está o que os pintores não fazem e que os professores fazem: explicam. Mas eu sou prof. E não Iprof, como me dizia uma simpática colega do Brasil, no Facebook!




  

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Universidade de Pasárgada: Multimodalité. Du non verbal à la multimodalité

Universidade de Pasárgada: Multimodalité. Du non verbal à la multimodalité: Ma première thèse (de troisième cycle), soutenue en 1984, à Paris 3, Sorbonne Nouvelle a porté sur Les comportements non verbaux des ense...

Multimodalité. Du non verbal à la multimodalité

Ma première thèse (de troisième cycle), soutenue en 1984, à Paris 3, Sorbonne Nouvelle a porté sur Les comportements non verbaux des enseignants en classe de FLE. Un article du début de ma carrière peut être consulté ici. 

En 1997, dans Intercompreensão nº 6, dans l'Introduction, je présentais l'article de Geneviève Jacquinot Delaunay  L'implication interactive du multimédia? et je soulignais  la pertinence des termes multimodal et multimodalité, employés par G. Jacquinot, pour la classe en général et pour la classe de langue-culture, plus spécifiquement.

Depuis mon activité, ou plutôt, mon action multimodale s'est déroulée sur différents plans.

Et, aujourd'hui, je propose la définition suivante de multimodalité, en paraphrasant Michel Serres:
«Metissage de modes qui est conditionné par « le metissage de cultures », de façons d'appréhender le monde (neurologiques, cognitives, émotionnelles, relationnelles) et d'en rendre compte. Cette multimodalité génère à son tour de nouvelles façons, de nouveaux modes d'appréhender le monde, de construire des connaissances, de communiquer et d'apprendre.  La multimodalité ne se réduit donc pas à la multicanalité (recours à différents codes sémiotiques ou à différents canaux, modes sensoriaux, langages) mais implique, comme Geneviève Jacquinot Delaunay le signalait, déjà en 1979, l'interaction entre ces dimensions  sur les plans cognitif, affectif, relationnel.
La multimodalité se présente, en quelque sorte, comme une configuration virtuelle qui change en cours d'interaction, générant d'autres configurations de modes, en simultané ou en continuum. 
D'autres tentatives de définition on été proposées, par exemple,  dans le numéro  153 de   la revue Études de Linguistique Appliquée, de 2009, intitulée Approches plurielles et multimodales (que j'ai coordonné avec Jacques da Silva et Marlène da Silva e Silva ) Voir aussi  Études de Linguistique Appliquée nº 146 de 2007 - D'autres espaces pour les cultures.

Dimensions

Mobilisations de potentialités neurologiques, cognitives, communicationnelles, relationnelles, emotionnelles
Métissage de modes (verbal, non verbal (echoïsation, convergence interactive...) iconique... oral, écrit, script...)
Métissage de cultures (humaniste, technologique, scientifique, artistique)
Convergence de supports (les possibilités de création et de  partage et  le miroir dans le WEB 2.0, la réalité augmentée, la virturéalité, la porosité entre des plans off et on line et différentes actions de notre vie... l'imposition par les technologies de choix qui ne sont pas les nôtres (WEB 3.0 ), le nuage...
Contraction du temps, agencement en simultané, continuum, em complémentarité, compensation, redondance
Usages, actions, choix et impositions 

Ma déclinaison iconique (en palimpseste à  partir d' annonces de la marque  Mercedes) de toutes les dimensions précédentes (en fonction  de mes possibilités!) de multimodalité :




quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O livro único. Resposta a Daniel Oliveira e Inês Pedrosa

Eu autora de manuais me confesso. Sou, ou melhor fui, autora de manuais, uma atividade criativa que começou em 1975...  Sim, uma atividade criativa.Sublinho! Eu comecei em 1977.  E antes, fui coautora de brochuras do Ministério da Educação (únicas). E fui aluna de «livro único».

 Laisser faire, laisser parler, manual de Francês para ser usado no 7º ano de escolaridade, construído em colaboração com a minha amiga Rosário Vidal (que, infelizmente, deixou de ser tão cedo) foi o primeiro manual «criado» com muito empenho, investimento, espírito de missão, mesmo! Obrigada Plátano Editora que investiu numa primeira geração de autores! Tive liberdade para criar um dos primeiros manuais de Francês!

Poderão dizer já... «o título mostra a bagunça ligada à educação!». Não, o título reenvia para Quand dire c'est faire (tradução francesa),  de Austin, uma das referências teóricas do manual e exigia muito trabalho a professores e alunos. E foi construído quase em paralelo com a versão definitiva de Un Niveau Seuil do Conselho da Europa, seguindo as orientações desta referência teórica.

Neste, como em outros manuais que publiquei, nunca «amputei» textos de autores (reproduzi extratos, sim, com a identificação)  e, sempre pedi autorização a autores, editores, agentes publicitários...

O autor de manual, regra geral, é um professor e/ou um didata que investigou e desempenha  paralelamente essa atividade criativa.Assente em muito estudo, muitas vezes.

Atividade nem sempre rentável também. Depende da escolha de outros agentes que podem não gostar do manual. Depende, hoje, da publicidade, da concorrência, de regras «oficiais», de comissões...

As escolhas - e, por isso, um manual resulta de ato criativo- dependem do perfil do autor. Apesar do programa ser o mesmo. O meu (em coautoria com Josette Fróis), Suggestions, baseia-se em sugestões pela língua, pela  literatura, pela pintura, pela cultura, cultura erudita, para que a aprendizagem das línguas seja uma viagem na cultura francesa e cultura do quotidiano que impregna a própria língua.
Ao mesmo tempo, outros autores propuseram, para o mesmo ano, Anti-gadoue (título sugestivo!), optando por materiais do quotidiano com títulos mais apelativos como « Mon mec me trompe»! Os conteúdos discursivos e linguisticos são os mesmos, embora a abordagem seja diferente.Os professores gostaram muito mais desta orientação... é a lei do mercado.

Os meus manuais nunca pagaram o investimento que neles fiz. A situação atual permite que (quase) todos sejamos autores, dependendo evidentemente, neste momento, de políticas editoriais.

«Os manuais são caros». Por isso mesmo, compete ao Ministério negociar essa situação. O Ministério faz brochuras de apoio (até sou autora de uma  - e, como disse, fui autora de livros do Ministério) antes de existir essa categoria profissional. Mas são as editoras que têm os meios para editar manuais. E os autores têm o direito de querer contribuir para a educação dos alunos deste país (há países onde as línguas estrangeiras são dadas com conteúdos do próprio país e são submetidos a processo de censura, como o era o nosso «livro único»).   O Ministério até já controla o processo, exigindo coordenação científica e pedagógica e definindo critérios. O seu papel esgota-se aí e no controlo dos preços para que todos os alunos tenham um manual.

E já agora... eu nem preciso de manual e possivelmente teria dificuldade em «dar» o manual (como não conseguiria seguir a planificação de um colega em aula de substituição). Mas o manual é o material de que todos os alunos dispõem. Podem ler textos, fazer exercícios em casa, ler as sistematizações... Por isso o manual é necessário.Não é «mandando» pesquisar em casa, por exemplo, a obra de um escritor que a escola defende a igualdade de oportunidades. É propondo essas atividades de pesquisa, de análise de reflexão, na aula e pedindo que atividades mais previsíveis sejam feitas em casa. E, sem formação a que se poderão agarrar os professores para levar os alunos a atingir as metas?  Mas... este poderá ser o tema para outras reflexões!
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A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»

A propósito de artigo de Daniel Bessa  no jornal «Expresso» de  hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....