quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Quiz ... Aula de Francês ... quem terá escrito isto? e quando?

«Devemos levar os alunos a colaborar activamente na aquisição dos seus próprios conhecimentos, assimilando-os à custa de uma elaboração pessoal».
«São muitas as dificuldades que lhe (ao professor de língua) tolhem os movimentos: escassez de tempo,vastidão da matéria, turmas excessivamente numerosas».
«A gramática deve ser ensinada pela língua e não esta pela gramática. Deve-se partir do exemplo para a regra e é o aluno que a deve descobrir. Para (...), cada regra de gramática não é mais do que a constatação de um facto, o resultado de uma observação, o fruto de uma experiência».«Não é necessário que ela seja logo concludente,basta que se aplique no caso presente, tornando-se posteriormente mais exacta pela observação de novos casos».
«Este método tem a grande vantagem de exigir a colaboração dos vários sentidos, exercitando assim ao mesmo tempo a memória visual, auditiva e a motora».
« A sala deverá conter mapas, postais, gravuras... Faltando-nos os objectos reais, devemos possuir as suas representações e imagens...» A correspondência inter-escolar... grande número de estudantes visitam estes dois países...»


Outro autor, ainda:
«A mímica permite-nos a representação das acções e das coisas.. . O recurso da mímica vai mais além, porque pode chegar à interpretação mais subjectiva... modulação da voz ou a entoação que também vem em auxílio da compreensão»

«As perguntas estão subordinadas a duas grandes classes relacionadas com a acção dos alunos: trabalho receptivo...trabalho receptivo e produtivo...Segue-se depois a participação do aluno na comunicação de acções,isto é, as frases de sentido imperativo,as ordens»».

E agora a pergunta: Quem poderá ter dito ou escrito estas frases? Em que datas?

E as respostas

Maria Inês Vasques Ribeiro,  Ensaio Crítico sobre o Ensino do Francês. 1938 - Trabalho de estágio  feito no Liceu Nacional D. João III  Coimbra
(consultado na biblioteca em pesquisa autorizada pelo ME)
e
Luís Afonso Ferreira, O ensino do Francês nos liceus. 1952- idem.

E assim, a abordagem acional nasceu... em 1952! ou terá sido antes?

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Comment exploiter le film «La cage dorée»?


La Cage Dorée - bande annonce por TheDailyMovies


Un film plein de stréréoypes des Portugais et des Français présentés et exploités avec beaucoup d'humour, de tendresse et d'intelligence.
Idéal pour l'éducation plurilingue.

À l'enseignant de suivre quelques suggestions du post précédent.
Et d'exploiter les stéréotypes. Les questions liées aux langues-cultures pourront donner origine à un débat en recourant aux critiques parues dans les journaux dans les deux pays.
Pour les critiques, voire aussi.

Comment exploiter le film «Dans la maison», en classe de FLE, Técnicas de Expressão do Português, Literatura...


DANS LA MAISON : BANDE-ANNONCE de François Ozon por baryla



Comment exploiter un film en classe ?
«Dans la maison», film de François Ozon, serait mon choix, si j’étais professeur de français ou de «Técnicas de Expressão do Português», de Littérature Française, de Literatura, de Análise dos média… pour la rentrée.
Je ne fais pas le résumé du film. Il est là...  parmi les paratextes générés par le film.

Objectifs langagiers, fonctions,  opérations cognitives (le flou terminologique est terrible pour un enseignant). Alors… en d’autres termes, que doit l’apprenant faire  pendant les activités et exercices qui aboutissent dans ( sera à?)  une tâche finale ?

Nommer, énumérer,  exemplifier, préciser,  résumer, anticiper, mettre en relation, confronter sa perspective et celle du réalisateur, inférer, interpréter, analyser, évaluer, juger, argumenter…

Tâches : animer  un forum sur ce film, construire un scénario pour un film à partir des images finales du film….
Activités possibles (en vrac, à choisir en fonction des publics)  :
·         Raconter le week-end dernier par écrit.
·         Observer la bande-annonce.
·         Construire le profil des personnages principaux
 Imaginer leur profil à partir de photos.
Information gap: Chaque groupe reçoit  la biographie du réalisateur, des acteurs, devant poser des questions aux autres pour remplir une grille avec toutes les biographies.  
·         Construire le scénario du film , basé sur les scènes de la bande annonce.
·         Confronter son scénario avec  le film ou  des résumés (deux ou trois trouvés sur Internet).
·         Réagir à sa façon de lire, d’articuler…
·         Discuter le réel et de la fiction en littérature.
·         Discuter la décision de l’uniforme.
·         Discuter  l’emploi du présent… exercices sur les temps verbaux et leur effet.
·         Discuter  la «culture pizza-centre commercial»
·         Discuter la question «qui manipule qui ?»
·         Discuter les questions de l’éthique professionnelle ?
·         Analyser la structure narrative du film en fonction de la présentation du schéma greimassien faite par l’enseignant.
·         Analyser les clôtures proposées par le jeune écrivain.
·         Imaginer à la manière de Pérec, «La vie, mode d'emploi» et des personnages la vie des habitants de l’immeuble.
·         Faire la simulation- «L’immeuble» de Debyser
·         Organiser  un chantier de critiques de films
o   Construire des posts pour engager la conversation dans un forum, blog, chat…
o   Comparer les propositions obtenues avec les critiques écrites dans des journaux et dans des forums…
o   Réflexion sur les caractéristiques de ces écrits
o   Amélioration des critiques personnelles en introduisant des constructions verbales repérées dans les écrits des autres.


…..

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Efeitos perversos dos exames?

Ou, como escreve António Jacinto Pascoal, no jornal Público, do dia 1 de agosto: «Prioridades erradas nos exames»?
Segundo o professor de Português, ironicamente,   «(a)  liçao que se tira (dos exames de Português) é a de que os professores deverão de futuro, em detrimento de um ensino amplo e consistente, preparar alunos para evitar armadilhas».
E  para isso...  nada melhor do que mandar fazer aos alunos provas de anos anteriores, coleções de pontos de exame... E, como eu sublinhava num post recente, para isso, nem é preciso formar professores. basta dar-lhes as soluções. E como são muitos alunos por turma, estes  podem trabalhar aos pares: um aluno faz um exercício e o colega do lado corrige. Aliás um ótimo tipo de exercício de information gap, mas também ele desvirtuado neste contexto! 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Provas de avaliação de professores e formatação de professores

Não sou certamente uma professora «formatada»... Nem os bons professores que tive a sorte de ter eram «formatados». Também não o eram os bons colegas que tive (e tenho) e os que formei.
Eram bons porque saiam  da «forma». Foi por isso que ficaram na minha memória e me deram uma parte de si que integrei na minha identidade.
Possivelmente... não passariam em provas escritas nem teriam 14. Eu também não deveria ter a nota mínima para aceder à profissão.

Então!

Primeira prova escrita: resolver problemas. Bom há vário tipos de problemas, devo dizer que, grande parte deles, quer dos meus, quer dos que se colocaram a bons professores,  nem sempre foi resolvida da forma pedagogicamente mais correta, também nem sempre foi da cientificamente mais correta, nem sempre da forma comunicativamente mais correta... Baseada nessa «observação» de bons professores(onde me incluo) vou dar alguns exemplos.  O bom professor, em função das situações, «vai» ao seu repertório buscar as respostas que mais se adequam e, se não encontra nestes estratégias, inventa outras. Umas vezes ri-se, até de si  próprio, outras vezes cala-se, outras conta histórias, outras distancia-se dos alunos, outras ainda acaricia um aluno (proximidade- distante, paradoxo de Lozanov). Umas vezes, segue um plano, outras vezes improvisa tudo. Umas vezes, dá a palavra aos alunos, outras vezes, fala durante todo o tempo da aula e os alunos estranham que o tempo tivesse chegado ao fim... Algumas vezes, passa de uns assuntos para outros aparentemente sem nenhuma lógica, mas os alunos ficam encantados. Outras vezes, dá uma aula tradicional, outras vezes joga a bola ao mesmo tempo que o aluno que recebe a bola diz o nome de uma cor em língua estrangeira ou... começa uma história que o aluno que recebe a bola continua, outras vezes lê um texto ao mesmo tempo que faz os alunos ouvir Mozart ou Haendel  (em momentos diferentes... ele sabe porquê).  Outras vezes ainda, o aluno desenha ou dança (sim ...em língua estrangeira ou materna, crianças e adultos),  ao mesmo tempo que ouve música ou um texto.  Outras pede aos alunos para fazerem exercícios  de gramática do manual ou de fichas ou faz um ditado... Ou os alunos escrevem 5 ou 6 vezes a mesma palavra, na qual haviam dado erro no ditado, com ou sem caligrama ou desenho... «Manda» fazer traduções, redações, exercícios... Ensina a escrever, escreve ao mesmo tempo que os alunos... Ensina a ler e a ter prazer na leitura, debate, concorda, discorda, explica... Educa!
Umas vezes ralha com um aluno, outras vezes incentiva-o... Explica por que o faz... Mostra que está feliz, mas pode mostrar que está infeliz  (porque o marido partiu para  a guerra na Guiné, nesse dia  (um dos dias mais difíceis da minha carreira! Passados anos, um adulto (que era uma criança de 10 anos) mostrou-me como essa aula foi importante para o seu crescimento!). Fica triste também com situações de alunos e alegra-se com os momentos em que as aprendizagens, as descobertas, as situações da vida dos alunos florescem à sua frente.

Haverá alguém que possa fazer um teste que revele estas competências dos professores?

Quando comecei a minha carreira de orientadora pedagógica havia uma ficha que procurava (de forma pouco objetivável - dirão alguns doentes da «fichite aguda») «observar o «ser», o «saber» e o «fazer» do professor. Talvez a melhor ficha que utilizei!
Grande parte das competências para resolver problemas vem do «ser» que se pode modificar, mas que não cabe numa prova escrita! Portanto...

E agora passemos à prova específica. É muito fácil fazer uma prova de Português, Francês, Inglês... em  todas as línguas.

Para um professor do 1º Ciclo

(As frases a completar podem ser um bocadinho mais rebuscadas! Não estão a fazer uma prova do 4º ano! Mas o modelo, o «formato», a «forma» pode ser a mesma). Recorrendo, claro, ao Dicionário Terminológico!)
«4. Completa cada uma das frases seguintes com a forma dos verbos apresentados
entre parênteses, no tempo e no modo indicados.
Pretérito perfeito do indicativo
Os cientistas _________________________ (mergulhar) até grande profundidade
e _________________________ (estar) sempre a observar o fundo do mar».


Exemplo que também pode ser um bocadinho mais complexo para o Secundário:

«Com base na sua leitura de uma das peças de teatro a seguir indicadas, apresente os dois momentos,
quanto a si, mais importantes no desenrolar da ação dessa obra.
−− Almeida Garrett – Um Auto de Gil Vicente ou O Alfageme de Santarém;
−− Raul Brandão – O Gebo e a Sombra ou O Doido e a Morte;
−− José Cardoso Pires – O Render dos Heróis.
Redija um texto bem estruturado, de cem a duzentas palavras».


E para Francês... não sei se será melhor um exemplo com a «chocroute» ou com os «macarrons»!

«2.3. De nombreuses découvertes ont été possibles dans le domaine de
l’astronomie _________ l’invention du télescope.
(A) pourtant
(B) à cause de
(C) grâce à
(D) malgré
2.4. Désormais, la choucroute ne sert plus uniquement à
manger, _________, en Alsace, une station d’épuration produit de
l’électricité à partir de son jus.
(A) car
(B) cependant
(C) même si
(D) tandis que».

Para a avaliação em «Didática» (nem sei mesmo se se justifica, desde que os professores dominem os conteúdos, compram umas fichas e passam fichas...).

Mas,  como sou otimista e construtiva,  proponho um item:

Planifique uma unidade didática para o pretérito perfeito. Planifique uma unidade a partir do soneto X...


Caros colegas que vão fazer estas provas! Pelo menos ... procurem que haja várias «formas»!

Já basta o que se está a passar nos Ensinos Básico, Secundário e Superior. Nem sempre são os muito bons que têm excelente. Às vezes, as fichas estão tão bem feitas que... os excelentes «caem» nos que,  nem sempre, são  assim  tão bons professores! E depois os avaliadores pares...

Quando comecei a carreira fazia tudo por gosto. O mesmo acontecia aos meus colegas. Mestrados doutoramentos, projetos, investigações, publicações (sempre houve os que não o faziam - agora não teriam esse problema... já se compram!). Havia muitas avaliações integradas no percurso por pessoas reconhecidas! Com estes modelos... há a caça aos pontos! Mesmo que isso implique artigos bem duvidosos que se lêem nas redes «científicas»! «Mais uns pontos!»!   Não gosto de formatações, desculpem, «avaliações» destas!













A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»

A propósito de artigo de Daniel Bessa  no jornal «Expresso» de  hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....