Blogue de professora de didáctica das línguas, de análise do discurso dos média, de comunicação, de mediaculturas... com «aulas virtureais»... e alguns desabafos.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
auladeportuguêse(t)classedefrançais: Exploitation de nuages... «La complainte du progrè...
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auladeportuguêse(t)classedefrançais: Aprender o acordo ortográfico através de um método...
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
Ipad, tecnologias e ...mudanças cognitivas
Ao vermos este vídeo
podemos perguntar-nos: como fará este bébé para processar a informação. E isto porque estudos de Mangen e Jean Luc Velay, por exemplo, demonstram que a perceção tátil (é assim que se escreve?) e os movimentos da mão têm implicações na cognição e na memorização. Então se a criança não folheia (gesto da continuidade) mas aponta, arrasta... que consequências haverá no seu desenvolvimento e aprendizagem?
podemos perguntar-nos: como fará este bébé para processar a informação. E isto porque estudos de Mangen e Jean Luc Velay, por exemplo, demonstram que a perceção tátil (é assim que se escreve?) e os movimentos da mão têm implicações na cognição e na memorização. Então se a criança não folheia (gesto da continuidade) mas aponta, arrasta... que consequências haverá no seu desenvolvimento e aprendizagem?
Fundação Gulbenkian - A Natureza - morta na Europa
Um convite para visitar vários museus do Mundo graças à Fundação. 90 obras de 70 artistas. A exposição «A perspectiva das coisas» e a visita virtual.
Não vou escrever artigo de crítica...não saberia, convido o leitor a ler o Expresso desta semana ou os textos da Fundação
Apesar de não ser o meu género favorito, gostei muito da exposição. Esta teria sido a minha seleção emotiva para uma visita virtual: Césanne, Amadeo de Souza-Cardoso, Van Gogh, Gauguin, Magritte, Matisse. Como as naturezas mortas refletem vida...
Não vou escrever artigo de crítica...não saberia, convido o leitor a ler o Expresso desta semana ou os textos da Fundação
Apesar de não ser o meu género favorito, gostei muito da exposição. Esta teria sido a minha seleção emotiva para uma visita virtual: Césanne, Amadeo de Souza-Cardoso, Van Gogh, Gauguin, Magritte, Matisse. Como as naturezas mortas refletem vida...
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Ciber-estaleiro- Aula de Mestrado na Universidade Nova
A primeira fase de um ciber-estaleiro consiste em sair da sala... é o que estamos a fazer, para que outros cidadãos possam assistir. Embora no público já estejam colegas do Huambo e Huíge!
Nesta aula, vamos adotar uma abordagem acional.
A tarefa dos participantes consiste em elaborar artigo com os conteúdos da aula para disponibilizar aqui.
E agora, depois do fim de semana, algumas notas.
Os conteúdos desenvolvidos, embora de forma diferente, encontram-se nos artigos Colóquio APEF e APPF
Para a contextualização propus a Plataforma Europeia para as Línguas
http://www.coe.int/t/dg4/linguistic/Source/LE_texts_Source/platformResources_en.pdf
o PEPELF
http://www.ecml.at/mtp2/publications/C3_Eposti_F_internet.pdf
e as metas transversais do ME.
http://www.metasdeaprendizagem.min-edu.pt/ensino-basico/metas-de-aprendizagem/metas/?area=44&level=6
Como actividade semelhante à que os estudantes/colegas fizeram na aula dei este site.
http://www.everyoneweb.fr/bdkari/
E a avaliação foi feita com instrumento da web semântica destinado ao grande público.
http://www.wordle.net/
Como já tenho idade para não ser modesta!
Agora faltam os trabalhos dos colegas... Os comentários publicados foram os que foram feitos imediatamente a seguir, mas faltam os resumos...
Nesta aula, vamos adotar uma abordagem acional.
A tarefa dos participantes consiste em elaborar artigo com os conteúdos da aula para disponibilizar aqui.
E agora, depois do fim de semana, algumas notas.
Os conteúdos desenvolvidos, embora de forma diferente, encontram-se nos artigos Colóquio APEF e APPF
Para a contextualização propus a Plataforma Europeia para as Línguas
http://www.coe.int/t/dg4/linguistic/Source/LE_texts_Source/platformResources_en.pdf
o PEPELF
http://www.ecml.at/mtp2/publications/C3_Eposti_F_internet.pdf
e as metas transversais do ME.
http://www.metasdeaprendizagem.min-edu.pt/ensino-basico/metas-de-aprendizagem/metas/?area=44&level=6
Como actividade semelhante à que os estudantes/colegas fizeram na aula dei este site.
http://www.everyoneweb.fr/bdkari/
E a avaliação foi feita com instrumento da web semântica destinado ao grande público.
http://www.wordle.net/
Como já tenho idade para não ser modesta!
Agora faltam os trabalhos dos colegas... Os comentários publicados foram os que foram feitos imediatamente a seguir, mas faltam os resumos...
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
A falta de estudo, a superficialidade ... e os políticos...
Paulo Trigo Pereira interroga-se sobre a seguinte pergunta «Onde estão as gorduras?», no jornal Público, de 18 de Outubro. E conclui « Este OE prova o que muitos já sabíamos. Nos partidos, primeiro, no Governo depois, não se estuda,age-se. E o resultado está à vista». António Correi da Campos fala de «Impreparação» e muitos outros nos jornais desta semana declinam o mesmo tema.
O país precisa de estudo!
O país precisa de estudo!
Bons professores, comunicadores e animadores
Perguntaram-me por que não coloquei Victor Aguiar e Silva entre os bons professores. Efectivamente, tive a sorte de me sentar nos anfiteatros da Faculdade de Letras de Coimbra e ouvir as suas explicações de Teoria da Literatura e de Literatura Portuguesa. A leitura de textos de Eça de Queirós... que prazer... mas nunca falei com ele. Tive a sorte (devida a muito estudo) de ter 14 nas duas disciplinas e... escapei! Por isso não o considero um bom professor, mas é certamente um dos melhores comunicadores que conheci. E aprendi muito com o seu estilo expositivo.
Aliás sempre aprendi muito com o estilo expositivo... que não está na moda. Mas não está na moda porque muito professor não é capaz de expor e, por isso, anima as aulas. E porque é caro!
Há uns anos, uma amiga contava-me que a sobrinha de 7 ou 8 anos queria ser professora: « e sabes porquê? porque é muito fácil: on sort des fiches».
Quando vejo muitos professores, penso nesta história... hoje «on sort des power point» ou ainda pede-se aos alunos que apresentem os conteúdos (que os professores deveriam conhecer melhor) aos colegas, sendo que estes ficam com esta «mediação» dos saberes que acabam por escrever noutros trabalhos. Reproduzem-se assim conteúdos adulterados, muitas vezes, em vários níveis e em estilo power point.
Bolonha retirou tempo de exposição do professor, aliás pressupunha novas formas de aprender. Mas o trabalho de grupo ocupa muitas vezes esse tempo reduzido. E como para se aprender em grupo é preciso tempo... Mas dir-me-ão tem de se ter em conta a carga total (e eu sei já que participei em reuniões internacionais pré- Bolonha!). Mas, em casa nem sempre é possível que os alunos se encontrem e então... cada aluno fica com uma tarefa («25 cm» de um artigo ou de um tema que cola em 3 ou 4 diapositivos que se juntam aos diapositivos dos colegas). O que é preciso é que os alunos façam (empregabilidade!?)E assim os assuntos estão tratados... em superfície!
Assim fica-se a «ganhar»... não são precisos tantos professores, alguns não precisam de aprofundar conteúdos... porque são os alunos que os vão aprofundar... não precisam de explicar... e «os estudantes são tão criativos!» e «estão muito motivados!».
Esquece-se o que se sabe sobre as aprendizagens, sobre a criatividade, sobre a memória...
É evidente que sempre houve maus e bons professores e um bom professor é quase sempre um bom comunicador e um bom animador.
Aliás sempre aprendi muito com o estilo expositivo... que não está na moda. Mas não está na moda porque muito professor não é capaz de expor e, por isso, anima as aulas. E porque é caro!
Há uns anos, uma amiga contava-me que a sobrinha de 7 ou 8 anos queria ser professora: « e sabes porquê? porque é muito fácil: on sort des fiches».
Quando vejo muitos professores, penso nesta história... hoje «on sort des power point» ou ainda pede-se aos alunos que apresentem os conteúdos (que os professores deveriam conhecer melhor) aos colegas, sendo que estes ficam com esta «mediação» dos saberes que acabam por escrever noutros trabalhos. Reproduzem-se assim conteúdos adulterados, muitas vezes, em vários níveis e em estilo power point.
Bolonha retirou tempo de exposição do professor, aliás pressupunha novas formas de aprender. Mas o trabalho de grupo ocupa muitas vezes esse tempo reduzido. E como para se aprender em grupo é preciso tempo... Mas dir-me-ão tem de se ter em conta a carga total (e eu sei já que participei em reuniões internacionais pré- Bolonha!). Mas, em casa nem sempre é possível que os alunos se encontrem e então... cada aluno fica com uma tarefa («25 cm» de um artigo ou de um tema que cola em 3 ou 4 diapositivos que se juntam aos diapositivos dos colegas). O que é preciso é que os alunos façam (empregabilidade!?)E assim os assuntos estão tratados... em superfície!
Assim fica-se a «ganhar»... não são precisos tantos professores, alguns não precisam de aprofundar conteúdos... porque são os alunos que os vão aprofundar... não precisam de explicar... e «os estudantes são tão criativos!» e «estão muito motivados!».
Esquece-se o que se sabe sobre as aprendizagens, sobre a criatividade, sobre a memória...
É evidente que sempre houve maus e bons professores e um bom professor é quase sempre um bom comunicador e um bom animador.
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A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»
A propósito de artigo de Daniel Bessa no jornal «Expresso» de hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....
