terça-feira, 20 de setembro de 2011

APPF - La classe de langue et le WEB 2.0

Résumé de ma communication - Congrès de l'APPF
La classe de langue et le WEB 2.0


La classe de langue a lieu dans un lieu de plus en plus tournés vers des espaces différents. Ordinateurs, portables, iPhones, iPad… ouvrent la porte des écoles à des réseaux sociaux, à des espaces virtuels qui permettent même de visiter des espaces réels ou les langues sont parlées, comme avec Google Earth ou des espaces simulés comme Second Life… Les technologies ont provoqué des effets de délocalisation mais en même temps de proximité et d’accélération qui auraient dû bouleverser la conception scolaire de l’espace et du temps.

Mais est-ce qu’elles sont vraiment entrées en classe, notamment en classe de FLE ?

Et dans quelle méthodologie/approche s’inscrivent quelques activités proposées par certains dispositifs comme les tableaux interactifs multimédia ou par certaines méthodes ?

Comment utiliser Internet pour sortir de la classe de français, par exemple et naviguer dans des pays francophones ?

Est-ce que les technologies rendent - elles plus faciles les approches actionnelles ?

Voilà quelques questions que nous essaierons de discuter dans notre communication.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Bons professores

Vou aproveitar a minha  homenagem  para prestar  homenagem aos meus professores.

Vou mencionar o texto que irei dizer em Faro e, depois, tecerei algumas reflexões sobre o que, na perspetiva de aluna, considero traços de um bom professor.  

Homenagem...

«à minha professora do 1º Ciclo, Maria de Lurdes Ferrão, que achou que «se ensinava a ler os filhos dos outros também ensinaria  a filha» (apesar de ser professora da escola masculina... por isso, frequentei a escola dos meninos.  Respondia  com estas palavras aos inspectores que... não ousavam censurar a opção! Dela provém o gosto pelo conhecimento e pela vontade de partilhar com os outros e muito mais…

 
A Homero Pimentel, meu professor de Francês, de Português e de História, no Colégio Alves Mendes, em Arganil. Tantos conhecimentos  da sua área de especialização: a cultura clássica, mas a atenção ao futuro! A  interdisciplinaridade!    A ele devo o gosto pelo Francês, mesclado com o gosto pelas outras culturas.


À Maria da Conceição Sarmento, minha professora de Francês e de Português.    Para além de me transmitir o gosto por Baudelaire e pela literatura francesa, deixou-me apresentar um trabalho sobre os hyppies  no Liceu Infanta D. Maria, em Coimbra, desafiando todas as convenções daquele Liceu. Também ela me incentivou a abraçar a carreira de orientadora pedagógica, apesar dos meus  23  ou 24 anos.



À Robert Galisson, le maître, le didactologue, le professeur, l'ami.     Son énorme savoir, sa capacité à écouter les autres, à ouvrir des voies, à accompagner et pousser ses étudiants dans des voies innovatrices, souvent pas très conventionnelles, sa volonté d’apprendre avec des Collègues du terrain, sa militance pour l’éthique en Didactologie des langues-cultures et en Éducation aux et par les langues-cultures… et, bien sûr, son profil d’humaniste… ont constitué non seulement pour moi, mais aussi pour des didacticiens du monde entier, un modèle. ROBERT… Mes étudiants et moi, nous te devons beaucoup… Merci de tout cœur ! ».


Haveria outros, Andrée Crabbé Rocha, Leodegário de Azevedo Filho, Ofélia Paiva Monteiro... mas não me levem a mal. Tinha de escolher.


Então que têm em comum estes  professores que considero bons professores?


Poderia servir-me do PEPELF para fazer a análise de casos de bons professores, mas não. Prefiro  tentar mostrar por que estão na minha memória e no meu coração.


São todos didatas, antes do termo.  Não são transmissores de conteúdos ou aplicadores.


A definição de Didática das Línguas- Culturas  de Robert Galisson ajuda-me a responder. A Didática é uma disciplina de observação,de problematização, conceptualização, análise,  com implicações, levando à inovação.


Estes professores têm competência nas suas áreas de especialização, mas  não se limitam a transmiti-las, a aplicar os conhecimentos  teóricos à prática. Fazem a mediação desses conteúdos, observando os alunos, tendo em conta  o contexto. Actualizam os conhecimentos. Problematizam cada situação, conhecem  os alunos, falam com eles, observam os seus gestos... Estão atentos. Interrogam os  seus conhecimentos teóricos para ensinar cada aluno (a minha mãe-professora chegou a ter 70, de todas as classes, numa altura em que não se formaram professores!!!  Precisava, evidentemente, de mais horas... e íamos saindo da escola à medida que o assunto estava aprendido - fui aluna nessa altura!   Homero Pimentel não ficava satisfeito enquanto os alunos não atingiam os objetivos que se tinha fixado- não sei se alguma vez planificou uma aula! E havia as explicações à noite e outros métodos hoje não muito bem vistos!!! Mas quem se queixava, na altura? E todos ou quase o adorávamos).




Estes  professores procuram outros métodos, informam-se, experimentam e inovam.
Assim, os conteúdos não são debitados em formato  de apontamentos. Estes professores não são  passadores de acetatos ou de power point (cf próximo  post).


Por outros termos, revelam competência científica, competência pedagógica, competência relacional, competência emocional...

E depois, ou antes, a dimensão ética: o respeito pelos valores, a confiança na humanidade.


Estes professores fazem a mediação com  um sorriso, com emoção, com calor e entusiamo, com humor, com criatividade. Seguem a regra de Lozanov  que nem todos leram: «a proximidade distante». O reconhecimento do seu saber estabelece a distância com o alunos (apesar da sua humildade), mas  aproximam-se para incentivar estes a avançar na descoberta desses mesmos saberes. E ficam felizes com o sucesso dos alunos! Maria da Conceição! Como fiquei contente com o seu telefonema!



A felicidade e o gene 5-HTT

Estou muito satisfeita. Descobri que devo ter o gene 5-HTT.  Segundo Jan-Emmanuel de Neve, economista comportamental, este gene explica  a felicidade. É verdade que faço para ser optimista, mesmo nestas alturas! Se é o gene ou não que me predispõe a isso...  é outra questão!  

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Acordo ortográfico

Tenho sido um bocadinho preguiçosa... mas...
No ano passado, quando muitos alunos me disseram que eram contra o acordo, propus-lhes um ditado.
E aqui vão alguns termos:

somente, pobrezinho 

E com as regras do acordo:

primavera, segunda-feira, norte, senhor professor,
transacionar, colecionador, lecionar
adoção, perceção, acessão (também não gosto desta, mas...!), interceção, corrupção, opção, facto...
creem, leem, veem, deem...
Há de ser difícil
fim de semana



O resultado foi o seguinte:
Vários escreveram somente e pobrezinho com acentos - Ainda estavam no acordo antes de 1973, quando foram abolidos os acentos nos advérbios de modo e palavras com sufixos começados por z ! Pois tem havido vários acordos... a língua muda!

Nos nomes de dias de semana, meses, estações do ano...e então títulos... já estavam no novo acordo, escrevendo tudo com minúsculas!

No transacionar, lecionar... também já  houve alunos muito modernos... outros até tiraram o c ao facto-acontecimento!  Inventaram  um acordo!

Para os acentos circunflexos tive, ao longo dos anos, de recorrer a uma mnemónica,  para evitar erros ortográficos: «para ler, crer,dar e ver é preciso  ter dois olhos e usar óculos «lêem»... o tal acento que raramente punham...
Quanto   ao hífen... é melhor nem falar! Não fazia falta nem ao verbo haver, no presente,  seguido de preposição de nem à maior parte das expressões! «Tracinhos» para quê? Mas... vão manter-se quando o elemento seguinte começa pela mesma vogal «micro-ondas», por exemplo. Esta é a parte mais difícil!

Mas, mais graves são os tais erros que não os preocupavam nem preocupam: o  «hádes», os «vão haver dificuldades», o «deve de ser», o tu «estivestes», tu «fizestes»... «eu puze-o», eles «fariam-no», «nós fáçamos»...

É evidente que  todos vamos ter dificuldades... para escrever no blogue nem sempre vou ter a oportunidade de ter  texto do acordo à mão, nem disposição... até estou a escrever numa esplanada.  Mas vou  fazer um esforço para o seguir. E agora... mar!

domingo, 11 de setembro de 2011

Discurso político: o «gasparês»

Não, não fui eu que criei o neologismo (vinha no Expresso), mas apesar do pouco tempo que tenho neste momento, não posso deixar de reflectir sobre as «configurações sociófugas» - designação que proponho a partir da distinção de E. Hall entre espaços sociófugos e sociópetas - do Senhor Ministro das Finanças. Afasta-se dos espectadores, embora o olhar esteja na câmara (cf axe Y-Y Yeux- Yeux, nos trabalhos de E. Véron), mas o olhar frio não ajuda nada. Tronco hirto, inclinado para trás, braços cruzados, quase ausência de sorriso, movimentos dos braços rígidos... Se nos referirmos aos conteúdos então... não dá para ter confiança em quem não quer nada connosco(cf comportamentos de double bind e comunicação paradoxal). Como poderemos confiar? Até gostava! Acabou de sair mais um livro sobre o discurso político. Ainda não li, mas vou ler com tempo e voltar a este assunto.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Portugal e Grécia... Nas «Farpas» de Eça de Queirós!

Temos ministros como o Conde de Abranhos e

«Nós estamos num estado comparável à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma ladroagem pública, mesma agiotagem, mesma decadência de espírito, mesma administração grotesca de desleixo e de confusão. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país católico e que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa – citam-se a par a Grécia e Portugal. Somente nós não temos como a Grécia uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da arte.

Eça de Queirós, in 'Farpas (1872)'



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Réalité augmentée et éducation

Je cherche des implications... Pour le moment je propose l'exploitation pédagogique de la vidéo.

Notions: localisation dans l'espace, prescription...

Thématiques; technologies, Paris, invitations, repas...

A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»

A propósito de artigo de Daniel Bessa  no jornal «Expresso» de  hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....