A capacidade de memorizar está alterar-se. Memorizamos mais facilmente a localização da informação do que esta, segundo estudo de Betsy Sparrow, publicado na Science. Memorizamos também mais facilmente a informação que achamos que não está posteriormente disponível para consulta.
Isto faz-me pensar nos Power point que são dados ou não aos alunos. Parece que tenho razão em ter deixado de os disponibilizar. Primeiro os alunos tiram notas e depois...
Blogue de professora de didáctica das línguas, de análise do discurso dos média, de comunicação, de mediaculturas... com «aulas virtureais»... e alguns desabafos.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
O Governo, os homens apressados e as «medidinhas»...
Bem queria confiar, mas pelo que tenho lido... um ministro a gabar-se de ter apresentado uma situação financeira do meu país em 180 segundos aos parceiros europeus! O formato Pechakucha é útil para apresentarmos comunicações em colóquios... mas... O que o Senhor Dr. Teixeira dos Santos demorou tanto tempo a explicar seria afinal assim tão simples?
E já agora a questão de um 1º Ministro que não quer residir na Residência Oficial. Será que este acto significa medo de assumir as responsabilidades? Não faço esta interpretação, até porque não sou psicanalista, mas faço outra baseada nos meus estudos que, por acaso, levam muito tempo. O espaço desempenha um papel simbólico de poder que é bom que os governantes exerçam com competência. Um primeiro ministro deve respeitar esse lugar simbólico! Da mesma maneira que tem direitos pelo facto de desempenhar este cargo. Prescindir de alguns pode ser útil para o país, mas, por exemplo, pelo que li... viajar em 2ª na TAP significa ocupar um lugar dos que eventualmente seriam vendidos, quando, de todas as maneiras, não pagaria em 1ª classe, lugar que possivelmente não seria vendido!
Quanto a Massamá, local que não conheço, mas já que adquiriu valor simbólico, será que não seria boa ideia o Senhor Ministro da Educação e o Senhor Ministro da Saúde fazerem um pequeno - já não digo grande - de 2 ou 3 dias nos respectivos serviços nesta zona da periferia de Lisboa?
Sugestão de professora que conhece bem as escolas e até serviços de saúde!
A «bota não bate com a perdigota»... sublinho que o 1º Ministro parece utilizar menos expressões figurativas, nos últimos tempos. Anunciam-se medidas ridículas a embrulhar medidas tão dolorosas para tanta gente! Se, ao menos nós pudéssemos acreditar ... mas Senhores ministros, em termos comunicacionais, como os vossos assessores lhes devem dizer, estas medidas (polulistas num primeiro tempo) estão a «desqualificar» a comunicação dos assuntos sérios!
E já agora a questão de um 1º Ministro que não quer residir na Residência Oficial. Será que este acto significa medo de assumir as responsabilidades? Não faço esta interpretação, até porque não sou psicanalista, mas faço outra baseada nos meus estudos que, por acaso, levam muito tempo. O espaço desempenha um papel simbólico de poder que é bom que os governantes exerçam com competência. Um primeiro ministro deve respeitar esse lugar simbólico! Da mesma maneira que tem direitos pelo facto de desempenhar este cargo. Prescindir de alguns pode ser útil para o país, mas, por exemplo, pelo que li... viajar em 2ª na TAP significa ocupar um lugar dos que eventualmente seriam vendidos, quando, de todas as maneiras, não pagaria em 1ª classe, lugar que possivelmente não seria vendido!
Quanto a Massamá, local que não conheço, mas já que adquiriu valor simbólico, será que não seria boa ideia o Senhor Ministro da Educação e o Senhor Ministro da Saúde fazerem um pequeno - já não digo grande - de 2 ou 3 dias nos respectivos serviços nesta zona da periferia de Lisboa?
Sugestão de professora que conhece bem as escolas e até serviços de saúde!
A «bota não bate com a perdigota»... sublinho que o 1º Ministro parece utilizar menos expressões figurativas, nos últimos tempos. Anunciam-se medidas ridículas a embrulhar medidas tão dolorosas para tanta gente! Se, ao menos nós pudéssemos acreditar ... mas Senhores ministros, em termos comunicacionais, como os vossos assessores lhes devem dizer, estas medidas (polulistas num primeiro tempo) estão a «desqualificar» a comunicação dos assuntos sérios!
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Festa dos tabuleiros... um encontro de culturas!
Até pretexto para políticos, como o «Conde de Abranhos» local e outros aparecerem! Não havia necessidade! Seria preferível ficarem a estudar os dossiers! Ou então serve de exemplo. Mostra como uma festa não se organiza de um dia para o outro!
O ministro Conde de Abranhos
Tenho esperado para ver... Mas como não gosto do que estou a ver e a ler sobre o novo Governo... Permitam-me que comece com a entrevista de Miguel Relvas (por exemplo, anteontem a passear-se em Tomar) ao jornal Templário e que depois me centre no Ministro Conde de Abranhos.
Devo dizer que gostaria de não fazer estas associações, mas... por favor ... Senhores Ministros ... já que a preparação e experiência de alguns parece não ser grande ... estudem dossiers! Fiquem em casa a estudar antes de falar! É um pedido sincero e bem intencionado, recorrendo ao humor de Eça de Queirós.
Templário- «Quais as expectativas em relação a este elenco governativo que acusam de ser tecnocrático?»
José Relvas -« As melhores possíveis. É um Governo dinâmico, de gente sã e muito bem preparada, que tem pela frente uma das mais difíceis tarefas de que há memória no Portugal moderno. É um Governo que vai devolver aos portugueses o futuro, não tenho dúvidas».
E passando aos tempos de Eça de Queirós... conheçamos o Ministro Conde de Abranhos:
Devo dizer que gostaria de não fazer estas associações, mas... por favor ... Senhores Ministros ... já que a preparação e experiência de alguns parece não ser grande ... estudem dossiers! Fiquem em casa a estudar antes de falar! É um pedido sincero e bem intencionado, recorrendo ao humor de Eça de Queirós.
Templário- «Quais as expectativas em relação a este elenco governativo que acusam de ser tecnocrático?»
José Relvas -« As melhores possíveis. É um Governo dinâmico, de gente sã e muito bem preparada, que tem pela frente uma das mais difíceis tarefas de que há memória no Portugal moderno. É um Governo que vai devolver aos portugueses o futuro, não tenho dúvidas».
E passando aos tempos de Eça de Queirós... conheçamos o Ministro Conde de Abranhos:
«Portugal sabe bem que o Ministério Nacional durou dois anos e o que foi a administração do Conde d'Abranhos nos negócios da Marinha e Ultramar.
Dois serviços que se completam e vivem um pelo outro – as Colónias e a Armada – constituem esse ministério, e, em ambos eles, Alípio Abranhos deixou os esplêndidos vestígios do seu génio administrativo. E notai que o Conde não era, como vulgarmente se diz, um homem do ofício. Até à idade de vinte e um anos – em que, nas. férias do ponto, fez uma visita à praia pitoresca de Buarcos – nunca tinha visto o mar. E esse formidável elemento, que cobre as quatro quintas partes do globo – mundo de trevas e de mistério, juncado de destroços, asfixiador, hostil ao homem – deu-lhe uma impressão que, segundo ele me disse, com aquele vigor pitoresco da sua frase, lhe fizera eriçar todos os cabelos do corpo.
Sempre detestou o mar, e se alguma vez passou a estação calmosa em Cascais, foi unicamente em respeito aos deveres sociais da sua posição no País, ou para comprazer com D. Virgínia, e depois com sua segunda mulher, a respeitável Condessa d'Abranhos. Tal era esta repugnância, que o Conde d'Abranhos nunca visitou a Inglaterra, porque, sendo esse
grande país dos Pitts e dos Chaucers infelizmente uma ilha, não lhe seria possível visitá-lo sem embarcar: e o horror do Conde aos navios era invencível.
Era mesmo um sacrifício grave, quando as suas altas funções o forçavam a visitar algum navio de guerra. De resto, a mesma paisagem marítima – essa infinidade de água azul – causava-lhe,como ele dizia, «um peso estúpido na cabeça», e é portanto mais para admirar que, com esta antipatia pelo mar e por tudo que dele vive ou nele trabalha, dirigisse as repartições da
Marinha com tão grande brilho.
Outra circunstância que torna mais admiráveis esses serviços, é o facto do Conde – tendo dado todo o seu tempo ao estudo das questões sociais – jamais se ter ocupado do conhecimento subalterno da geografia. Segundo ele dizia, nunca pudera reter todos esses nomes esquisitos e bárbaros de rios, cordilheiras, vulcões, cabos, istmos! Assim, por exemplo, nunca compreendeu, confessou-mo muitas vezes, esses cálculos estranhos degraus, latitudes e longitudes, nem dava grande crédito à ciência da navegação. E mais nos admiramos ainda dos serviços que prestou, quando sabemos que o seu conhecimento das nossas colónias não era detalhado. Disse-se, por exemplo, que só.depois de dezoito meses de ministro é que soube, por acaso, onde ficava Timor! Dezoito meses é um exagero pérfido de oposição mesquinha. Mas, aceitemos mesmo que só adquirisse essa insignificante informação depois de alguns meses de gerência dos negócios coloniais: – o queprova isso, senão que a sua vasta inteligência, toda voltada para os altos problemas políticos, não dava valor a essas pequenas ciências de exactidão local?
Uma ocasião, na Câmara, ele falava de Moçambique como se considerasse essa nossa possessão na costa ocidental da África. Alguns deputados mais miudamente instruídos dessesdetalhes, gritaram-lhe com furor.
– Moçambique é na costa oriental, Sr. Ministro da Marinha!
A réplica do Conde é genial:
– Que fique na costa ocidental ou na costa oriental, nada tira a que seja verdadeira a doutrina que estabeleço. Os regulamentos não mudam com as latitudes!
Esta réplica vem mais uma vez provar que o Conde se ocupava sobretudo de ideias gerais,dignas do seu grande espírito, e não se demorava nessa verificação microscópica de detalhes práticos, que preocupam os espíritos subalternos.
Não me compete, porém, nestas reminiscências íntimas do Conde d'Abranhos, fazer a história política da sua administração nos negócios da Marinha. Essa missão gloriosa pertence aos Herculanos e aos Rebelos do século XX.
Eu desejei somente, sem invadir o solo pomposo e difícil da História, deixar aqui consignado que, na minha opinião, de todos esses estadistas, esses poetas ardentes, esses moços de largo sopro lírico, esses estimáveis cavalheiros que em Portugal, desde a outorga da Carta,têm dirigido os negócios da Marinha e Ultramar, nenhum, como Alípio Abranhos, compreendeu tão patrioticamente o espírito de que deve inspirar-se a nossa política colonial.»
As páginas do deputado Alípio Abranhos sobre educação ou reforma administrativa são uma delícia... Tudo é delicioso e há tantas semelhanças!
REDINTER, multimodalité et eye tracking.
REDINTER
Intercompreensão é uma finalidade de toda a educação... todos procuramos compreender-nos para podermos co-habitar (D. Wolton). É, assim , um valor, mas que pressupõe uma atitude ou atitudes de abertura, de disponibilidade, de prazer em estar com outros, certamente diferentes. (Foi isso que aconteceu, em Viseu, durante este fim de semana, na reunião internacional organizada pela instituição coordenadora, a Universidade Católica)
Por isso, é reconhecida como uma «abordagem plural» no ensino das línguas. Abordagem que implica a adopção de estratégias de intercompreensão, recorrendo a recursos e dispositivos numa pluralidade de línguas e linguagens e portanto multimodais. Entra na definição de Didáctica das Línguas -Culturas proposta por R. Galisson, já que parte da contextualização, implica observação e conceptualização e tem implicações sociais.
A REDINTER tem federado estudos sobre a própria definição, sobre práticas, sobre políticas de Intercompreensão. Veja-se a Revista REDINTER- Intercompreensão.
D'après moi, modestement, ou pas modestement, la question de la multimodalité n'a pas suffisamment été mise en évidence dans la recherche sur l'Intercompréhension. Il me semble donc un domaine à approfondir. De même, la recherche sur les processus de lecture à travers les possibilités ouvertes par les dispositifs de eye tracking.
Par exemple, comment avez-vous lu les deux extraits en portugais et en français. Quels liens avez-vous suivi? Vos yeux se sont-ils fixés sur quels mots, phrases...?
Intercompreensão é uma finalidade de toda a educação... todos procuramos compreender-nos para podermos co-habitar (D. Wolton). É, assim , um valor, mas que pressupõe uma atitude ou atitudes de abertura, de disponibilidade, de prazer em estar com outros, certamente diferentes. (Foi isso que aconteceu, em Viseu, durante este fim de semana, na reunião internacional organizada pela instituição coordenadora, a Universidade Católica)
Por isso, é reconhecida como uma «abordagem plural» no ensino das línguas. Abordagem que implica a adopção de estratégias de intercompreensão, recorrendo a recursos e dispositivos numa pluralidade de línguas e linguagens e portanto multimodais. Entra na definição de Didáctica das Línguas -Culturas proposta por R. Galisson, já que parte da contextualização, implica observação e conceptualização e tem implicações sociais.
A REDINTER tem federado estudos sobre a própria definição, sobre práticas, sobre políticas de Intercompreensão. Veja-se a Revista REDINTER- Intercompreensão.
D'après moi, modestement, ou pas modestement, la question de la multimodalité n'a pas suffisamment été mise en évidence dans la recherche sur l'Intercompréhension. Il me semble donc un domaine à approfondir. De même, la recherche sur les processus de lecture à travers les possibilités ouvertes par les dispositifs de eye tracking.
Par exemple, comment avez-vous lu les deux extraits en portugais et en français. Quels liens avez-vous suivi? Vos yeux se sont-ils fixés sur quels mots, phrases...?
terça-feira, 5 de julho de 2011
APFG - no «caminho de Santiago»... impressões de viagem!
A fundação Eugénio Granell pintor influenciado por Breton que conheceu Cruzeiro Seixas! Por falar de um Português, o Museu Galego de Arte Contemporânea de Sisa Vieira. Muito bonito exteriormente, mas tive dificuldade em encontrar a saída depois de ver as exposições e achei que nunca mais saía daquele lugar...! impressão estranha! Uma instalação que me disse muito enquanto professora de línguas, pois partia de fotocópias de manuais das «leçons des choses», quando o acesso ao sentido se baseava na reprodução de objectos, influência de Maria Montessori....método directo- Fim do século XIX, princípio do XX. Quando vejo alguns materiais usados nos quadros interactivos multimédia não posso deixar de pensar no recuo pedagógico que corresponde ao progresso tecnológico, mas com finalidade artística foi muito giro! E outra sobre a televisão!
Café Casino... para tomar uma bebida e contemplar o espaço e a recuperação!
A Universidade distribuída em espaços tradicionais e novos, com muitos jardins!
E as ruas com muita, muita animação!
E o acolhimento dos professores Galegos! Muito obrigada pela ocasião que me deram de fazer o caminho de Santiago!
APFG- Conférence D'autres voies pour apprendre les langues
Pourquoi d'autres voies?
Quelles voies?
Voilà deux questions auxquelles j'ai essayé de répondre pendant ma conférence, dans le cadre des journées pédagogiques de Galicia. Mais vous devez attendre les actes pour savoir de quoi j'ai parlé!
Pour ceux qui ont assisté, je laisse les links que j'ai proposés.
Pour inviter un avatar natif en classe.
Pour découvrir différentes langues.
Pour trouver des classes pour des échanges virtuels.
Pour sortir de la classe.
Pour construire des scénarios.
Quelles voies?
Voilà deux questions auxquelles j'ai essayé de répondre pendant ma conférence, dans le cadre des journées pédagogiques de Galicia. Mais vous devez attendre les actes pour savoir de quoi j'ai parlé!
Pour ceux qui ont assisté, je laisse les links que j'ai proposés.
Pour inviter un avatar natif en classe.
Pour découvrir différentes langues.
Pour trouver des classes pour des échanges virtuels.
Pour sortir de la classe.
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A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»
A propósito de artigo de Daniel Bessa no jornal «Expresso» de hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....