Sinto-me triste. Tinha tanta esperança num Presidente novo que estou desapontada. Portugal acaba de precisar dele, a Grécia... todos nós iríamos precisar dele como presidente da França!
Mas dificilmente se provará que não cometeu nenhum crime. Primeiro porque os media encontraram o que queriam e recorreram às regras mais básicas de encenação. A revelação: revelaram que estava detido em horas, minutos, depois serviram-se da cenarização: a queda dos poderosos; a esquematização: o mundo divide-se entre os bons e os maus: O FMI é o mau para muita gente... DSK estava a transformá-lo em bom (para alguns pelo menos, como se pode ler nos artigos que precederam a queda: era melhor do que a Europa)...mas representa os ricos,os poderosos, o luxo... e por isso é desejado e odiado; e vamos às regras básicas: a narrativização, o testemunho pessoal e a anedotização: um ataque de um homem com fama de sedutor... uma funcionária num hotel de luxo, negra... uma juíza, um advogado importante...e seguem-se todas as «vítimas» reais, virtuais e outras que todos os dias irão aparecer, nas vias tornadas possíveis pelo jornalismo-cidadão... blogues...e revistas de sociedade!
Que vingança!
Ainda não se sabe se é culpado ou não. Mas foi tratado em minutos como tal... a guilhotina para um francês em formato moderno: a televisão! Acho o cenário demasiado tosco. E depois, no mesmo dia da prisão, estive a ver uma das minhas séries preferidas «Lie to me»! Para convencer jurados não há nada melhor que mulheres, jovens, negras, jornalistas... a queixarem-se de homens. Não aceito a justiça lenta, que põe em liberdade um médico que confessou aproveitar-se de doente, mas não lhe bateu( por acaso grávida)! Mas também tenho dificuldade em compreender a justiça demasiado rápida... baseada, muitas vezes, em emoções ou em estereótipos (era um sedutor poderoso... daí a cair em assédios a subordinas... nada mais linear)! (Por acaso viram o filme «2 dias em Paris- deu ontem na FOX... o que surpreendia o americano... não era o lado sedutor dos franceses soixante-huitards!)
Strauss Kahn já confessou? E está a ser tão bom para a extrema-direita francesa, para o centro-direita e ... para a esquerda, não? E nos EU e no FMI também há gente satisfeita! Até já há candidatos!
Mas já deve ter perdido as eleições. Que pena! Se for culpado, estragou num momento uma carreira, os valores são fundamentais num presidente, não bastam as competências! Se não for... quem vai acreditar?
Blogue de professora de didáctica das línguas, de análise do discurso dos média, de comunicação, de mediaculturas... com «aulas virtureais»... e alguns desabafos.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Pina- Pina Baush de Wim Wenders
Descobri Pina Baush, nos anos 80, no Théâtre de la Ville, em Paris. Vi Café Müller e Waltzer.Depois achei que não queria sofrer mais e deixei de a ver, mesmo em Lisboa. Não resisti, no entanto, a ir vê- la em 3 dimensões, através do olhar de Wim Wenders. Fiquei cheia de pena de não ter visto nunca a «Sagraçao da Primavera»! É tarde!
A melhor definição da minha emoção encontrei-a no depoimento da bailarina brasileira, vestida de vermelho,no campo, dançando com uma cadeira em desequilíbrio. Diz mais ou menos isto: tentei não sentir peso, dar leveza ao meu gesto. Uma outra bailarina eleva-se com o cabelo.
Foi isso que Wim Wenders deu, na minha opinião ao filme. As 3 dimensões dão-nos a profundidade, a solidão... a tristeza (que me impediu de ver outros espectáculos), o ar (os elementos de que tanto gostava)... mesmo o reencontro com Café Müller ... e dão-nos a leveza (não no sentido negativo mas de elevação, da procura). Adorei.
PINA - Tanzt, tanzt, sonst sind wir verloren - Deutscher Trailer from neueroadmovies on Vimeo.
A melhor definição da minha emoção encontrei-a no depoimento da bailarina brasileira, vestida de vermelho,no campo, dançando com uma cadeira em desequilíbrio. Diz mais ou menos isto: tentei não sentir peso, dar leveza ao meu gesto. Uma outra bailarina eleva-se com o cabelo.
Foi isso que Wim Wenders deu, na minha opinião ao filme. As 3 dimensões dão-nos a profundidade, a solidão... a tristeza (que me impediu de ver outros espectáculos), o ar (os elementos de que tanto gostava)... mesmo o reencontro com Café Müller ... e dão-nos a leveza (não no sentido negativo mas de elevação, da procura). Adorei.
PINA - Tanzt, tanzt, sonst sind wir verloren - Deutscher Trailer from neueroadmovies on Vimeo.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Campanha das flores e campanha da simpatia
Não sou muito de campanhas! Compro produtos portugueses, mas, de vez em quando, um estrangeiro. Imaginem o que aconteceria se todos os países fizessem o mesmo e elegessem os produtos nacionais ! E as nossas exportações!
Evito caixas sem funcionárias, compras online... porque são lugares que se suprimem, mas nas tecnologias também há empregos que se criam!
Mas acho que uma campanha de simpatia se impõe. Catarina Carvalho, no Notícias Magazine- Diário de Notícias, de 15 de Maio, refere que prefere as compras online para evitar a antipatia de funcionárias e dá exemplos de uma viagem aos Açores. Também tenho vontade de contar a minha ida ao Carnaval no Coliseu Micaelense. Para já foram - me colocados todos os obstáculos possíveis para a compra de bilhetes. As meninas não me queriam vender bilhetes. Indo do Continente só ao balcão... mas se o voo era quase à hora do baile e se os bilhetes se esgotam... Depois, sendo dois, não tivemos direito a mesa e, como tal, levar o farnel! Sim leva-se vestido comprido e smoking, mas levam-se os rissóis e os croquetes... Havendo só dois continentais ao lado das mesas familiares, seria nomal que alguém oferecesse um copinho alto de vinho- com todos os requintes... já não digo as favinhas apetitosas... Pois não, tivemos de ir buscar ao bar uma cerveja ... sem que os colegas do lado se dignassem oferecer-nos as ditas favinhas!
Mesmo assim, mereceu a pena. Dos bailes mais divertidos a que fui!
Podia dar exemplos de bom atendimento nos Açores ou de mau atendimento no continente...acontece com tanta frequência!
Ora a simpatia não se paga, não custa nada. Não custa nada cumprimentar os clientes, os empregados... Se somos tão simpáticos no facebook, por que não nas relações directas?
Sempre disse que quando entrava numa aula ficava com ar feliz... Tenho a sorte de contar pelos dedos de uma mão as vezes em que me zanguei num aula... Questões de saber ou falta de saber...tráto-as, normalmente, em tom de brincadeira (atenuadores verbais e não verbais)! Atitudes menos correctas comigo , com os outros, com os colegas ... aí sim... zango-me... até choro... mas indiferente, enjoada na profissão...! Creio que nunca o fui! E sempre barafustei com estudantes com ar enjoado!
Não custa nada um sorriso e não é só pôr : !
E já agora ...vamos às flores...
Uma figura da moda lançou uma campanha de flores... (tb no Diário de Notícias). Gosto tanto das flores em Cap Breton e Hossegor (e até rego as flores da casa que alugo!), das flores na Áustria, na Alemanha... Reconheço que os vasinhos são um bocadinho pirosos... mas são um sinal de alegria. Antigamente as estações de comboio tinham flores... hoje é melhor não passar junto ao Turismo da Praia da Rocha... por exemplo. Um mau exemplo visto ontem de quem deveria dar o exemplo!
Então... também podemos regar flores...
Enquanto ganho coragem para escrever sobre discurso político!
Evito caixas sem funcionárias, compras online... porque são lugares que se suprimem, mas nas tecnologias também há empregos que se criam!
Mas acho que uma campanha de simpatia se impõe. Catarina Carvalho, no Notícias Magazine- Diário de Notícias, de 15 de Maio, refere que prefere as compras online para evitar a antipatia de funcionárias e dá exemplos de uma viagem aos Açores. Também tenho vontade de contar a minha ida ao Carnaval no Coliseu Micaelense. Para já foram - me colocados todos os obstáculos possíveis para a compra de bilhetes. As meninas não me queriam vender bilhetes. Indo do Continente só ao balcão... mas se o voo era quase à hora do baile e se os bilhetes se esgotam... Depois, sendo dois, não tivemos direito a mesa e, como tal, levar o farnel! Sim leva-se vestido comprido e smoking, mas levam-se os rissóis e os croquetes... Havendo só dois continentais ao lado das mesas familiares, seria nomal que alguém oferecesse um copinho alto de vinho- com todos os requintes... já não digo as favinhas apetitosas... Pois não, tivemos de ir buscar ao bar uma cerveja ... sem que os colegas do lado se dignassem oferecer-nos as ditas favinhas!
Mesmo assim, mereceu a pena. Dos bailes mais divertidos a que fui!
Podia dar exemplos de bom atendimento nos Açores ou de mau atendimento no continente...acontece com tanta frequência!
Ora a simpatia não se paga, não custa nada. Não custa nada cumprimentar os clientes, os empregados... Se somos tão simpáticos no facebook, por que não nas relações directas?
Sempre disse que quando entrava numa aula ficava com ar feliz... Tenho a sorte de contar pelos dedos de uma mão as vezes em que me zanguei num aula... Questões de saber ou falta de saber...tráto-as, normalmente, em tom de brincadeira (atenuadores verbais e não verbais)! Atitudes menos correctas comigo , com os outros, com os colegas ... aí sim... zango-me... até choro... mas indiferente, enjoada na profissão...! Creio que nunca o fui! E sempre barafustei com estudantes com ar enjoado!
Não custa nada um sorriso e não é só pôr : !
E já agora ...vamos às flores...
Uma figura da moda lançou uma campanha de flores... (tb no Diário de Notícias). Gosto tanto das flores em Cap Breton e Hossegor (e até rego as flores da casa que alugo!), das flores na Áustria, na Alemanha... Reconheço que os vasinhos são um bocadinho pirosos... mas são um sinal de alegria. Antigamente as estações de comboio tinham flores... hoje é melhor não passar junto ao Turismo da Praia da Rocha... por exemplo. Um mau exemplo visto ontem de quem deveria dar o exemplo!
Então... também podemos regar flores...
Enquanto ganho coragem para escrever sobre discurso político!
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Escrita na Web
Um sítio com aulas sobre a escrita na WEB.
A propósito de narrativas pessoais, de apresentações multimodais e story telling que adoptei nas minhas aulas, encontrei um sítio com aulas que me parece importante para quem dá aulas de discurso dos média ou mesmo de informática, no secundário. Por exemplo, a professora propõe a leitura de Prenski (nativos e imigrantes digitais) e outros autores como apoio à produção de trabalhos dos alunos... Apresenta trabalhos dos alunos e analisa-os.
A propósito de narrativas pessoais, de apresentações multimodais e story telling que adoptei nas minhas aulas, encontrei um sítio com aulas que me parece importante para quem dá aulas de discurso dos média ou mesmo de informática, no secundário. Por exemplo, a professora propõe a leitura de Prenski (nativos e imigrantes digitais) e outros autores como apoio à produção de trabalhos dos alunos... Apresenta trabalhos dos alunos e analisa-os.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Encontrar emprego - Conselhos a alunos e ex-alunos
Já não se encontra emprego da mesma maneira!
Quando falo das mediaculturas, normalmente refiro a questão da polícronia e a questão da narratividade. E da interactividade nas redes sociais.
Quais as implicações destes aspectos na procura de emprego?
You Think You Can Pitch é uma iniciativa para encontrar pessoas que querem trabalhar (Expresso Emprego de 7 de Maio). Até ao dia 17 de Maio podem inscrever-se no So Pitch. É evidente têm de mostrar em 5 minutos que são os candidatos ideais.
19, 20, 21 de Maio em Braga, 26, 27, 28 de Maio em Lisboa ( picth de 2 minutos ).
Que implicações têm estes novos formatos de recrutamento nos processos de formação?
É evidente que o Ensino Superior tem de adoptar (entre outros) formatos polícronos de apresentação da informação. Com os meus alunos, analisámos alguns vídeos dos TED Talks e construiram-se apresentações em Pecha- Kucha, mas há que ir mais longe... em menos tempo.
As ideias os conceitos têm de estar muito bem arrumados para poderem ser expostos de forma contraída ou de forma narrativa, como os meus alunos que aprenderam a importância da narrativização nos média se devem lembrar:
Storytelling é outro formato adoptado no recrutamento: Contar uma história em poucos minutos que dê uma ideia do candidato ou da relação do candidato com a futura empresa (idem). O retrato multimodal que fizeram nas minhas disciplinas pode ser o ponto de partida!
As redes sociais são cada vez mais um espaço de recrutamento. Como insisti nas minhas aulas, não se pode pôr tudo e a toda a hora no Facebook. Devo dizer que se fosse recrutar antigos alunos pelos contributos dos meus alunos no Facebook ou no Twitter não o fazia. Podem «desamigar-me», mas fui fazer a experiência! Também gosto de festas, mas há fotografias a mais de festas, de copos levantados, linguagem imprória e... a que horas vão os que estão empregados às redes? Pois é... será que não vão em horas de emprego! Há que ter cuidado com o rasto digital! Como se pode ler no Expresso- Emprego « É verdade que as redes sociais podem ser muito viciantes, mas é fundamental fazer uma correcta triagem do tempo e evitar acessos durante as horas de trabalho, pois ao invés de transmitir uma imagem de profissionalismo está a demonstrar fraca produtividade, diminuindo assim as hipóteses de novas oportunidades laborais ou progressão na carreira».
Eu até sei que os jovens «pronetários» são polícronos e multimodais... mas os empregadores não querem saber disso!
Segundo um relatório da Transitar “52% dos diretores de recursos humanos afirma poder retirar um candidato de um processo de seleção em função do seu rasto digital”.
Pensem bem na forma de gerir este rasto!!!
Quando falo das mediaculturas, normalmente refiro a questão da polícronia e a questão da narratividade. E da interactividade nas redes sociais.
Quais as implicações destes aspectos na procura de emprego?
You Think You Can Pitch é uma iniciativa para encontrar pessoas que querem trabalhar (Expresso Emprego de 7 de Maio). Até ao dia 17 de Maio podem inscrever-se no So Pitch. É evidente têm de mostrar em 5 minutos que são os candidatos ideais.
19, 20, 21 de Maio em Braga, 26, 27, 28 de Maio em Lisboa ( picth de 2 minutos ).
Que implicações têm estes novos formatos de recrutamento nos processos de formação?
É evidente que o Ensino Superior tem de adoptar (entre outros) formatos polícronos de apresentação da informação. Com os meus alunos, analisámos alguns vídeos dos TED Talks e construiram-se apresentações em Pecha- Kucha, mas há que ir mais longe... em menos tempo.
As ideias os conceitos têm de estar muito bem arrumados para poderem ser expostos de forma contraída ou de forma narrativa, como os meus alunos que aprenderam a importância da narrativização nos média se devem lembrar:
Storytelling é outro formato adoptado no recrutamento: Contar uma história em poucos minutos que dê uma ideia do candidato ou da relação do candidato com a futura empresa (idem). O retrato multimodal que fizeram nas minhas disciplinas pode ser o ponto de partida!
As redes sociais são cada vez mais um espaço de recrutamento. Como insisti nas minhas aulas, não se pode pôr tudo e a toda a hora no Facebook. Devo dizer que se fosse recrutar antigos alunos pelos contributos dos meus alunos no Facebook ou no Twitter não o fazia. Podem «desamigar-me», mas fui fazer a experiência! Também gosto de festas, mas há fotografias a mais de festas, de copos levantados, linguagem imprória e... a que horas vão os que estão empregados às redes? Pois é... será que não vão em horas de emprego! Há que ter cuidado com o rasto digital! Como se pode ler no Expresso- Emprego « É verdade que as redes sociais podem ser muito viciantes, mas é fundamental fazer uma correcta triagem do tempo e evitar acessos durante as horas de trabalho, pois ao invés de transmitir uma imagem de profissionalismo está a demonstrar fraca produtividade, diminuindo assim as hipóteses de novas oportunidades laborais ou progressão na carreira».
Eu até sei que os jovens «pronetários» são polícronos e multimodais... mas os empregadores não querem saber disso!
Segundo um relatório da Transitar “52% dos diretores de recursos humanos afirma poder retirar um candidato de um processo de seleção em função do seu rasto digital”.
Pensem bem na forma de gerir este rasto!!!
sábado, 7 de maio de 2011
Representações sobre portugueses para finlandeses... mas também para portugueses verem...
Será que ficam mais optimistas?
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A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»
A propósito de artigo de Daniel Bessa no jornal «Expresso» de hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....