- Comunicação interpessoal
- Zonas de proximidade entre a Escola e os média
- Caracterização de géneros mediáticos (artigo, crónica... entrevista radiofónica, reportagem, jornal televisivo...)
- Regras de encenação de discursos mediáticos.
Blogue de professora de didáctica das línguas, de análise do discurso dos média, de comunicação, de mediaculturas... com «aulas virtureais»... e alguns desabafos.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Os média e a aprendizagem
Já que estou em fase de publicidade, relembro «Os media e a aprendizagem», publicado pela Universidade Aberta. Neste manual desenvolvo, entre outros, os seguintes conteúdos:
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Sucesso em blogues
Decididamente não conheço as regras da web social. Vou utilizar a regra da «revelação» para não revelar, directamente, as cinco regras. Entretanto, mandei o endereço do meu artigo sobre formação profissional de políticos aos partidos políticos.
A escrita em Didáctica tem de ter implicações. Será que há alguém a aprender algo neste blogue?
A escrita em Didáctica tem de ter implicações. Será que há alguém a aprender algo neste blogue?
Formação profissional… de políticos
Fala-se imenso de formação profissional, mas curiosamente nunca ouvi dizer que o político X ou Y estivesse a fazer um estágio no governo da Alemanha, dos Estados Unidos, da Grécia ou da Irlanda. Também nunca ouvi dizer que X ou Y estivesse trancadinho em casa durante uma semana a estudar um dossiê.
E, no entanto, ouço dizer a colegas que X ou Y reprovaram no 10º ou no 12 º ano porque eram péssimos alunos a Português, Francês, Matemática…(E se um deles ainda for Ministro da Educação ou do Ensino Superior!). Alguns, sobretudo no passado, foram engenheiros, médicos, economistas… Outros até fizeram estágios em outros países porque a isso eram obrigados. Mas agora? Se andam todos os dias a debitar discursos «interessantes» , quando terão tempo para relacionar, comparar, hierarquizar… e construir discursos demonstrativos (cf. dificuldades dos alunos nas provas intermédias)?Assustam-me os« homens rápidos» (cf David Lodge), os que não são capazes de relacionar dados das culturas humanísticas, científicas, artísticas, tecnológicas (Poderão ler «Le Tiers Instruit» de Michel Serres). E até acham que as humanidades não servem para nada e que, por isso, há que fechar cursos nessas áreas!
Formadores e formações precisam-se.
Estou disponível para leccionar uma formação na área da comunicação interpessoal.
Apprendre avec et à partir de la télé
Dans un ouvrage sous presse je propose quelques activités pédagogiques qui peuvent être proposées à partir d'Internet. Dans cet article je reviens sur des propositions faites à partir de la télé.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Relatório do Gave 3... e o PNEP
O Programa Nacional para o Ensino do Português
«iniciado no ano lectivo 2006/07, procurou responder ao desafio e à necessidade de melhorar o ensino da língua portuguesa no primeiro ciclo da educação básica, particularmente nos níveis de compreensão de leitura e de expressão oral e escrita». Terminou em 2009-2010. As práticas dos pnepianos mantêm-se e evoluem, por isso o Programa não acabou, mas...
Com este programa pretendia-se mudar as práticas dos professores e dos alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico. Pretendia-se que os professores ensinassem os alunos a ler e a escrever- e digo ensinar porque foi esse o termo que sempre foi utilizado, fugindo-se a alguns chavões pedagógicos. Não basta, efectivamente, dar livros aos meninos e dizer-lhes que leiam ou que escrevam o que quiserem ... «já que são muito criativos»... é verdade que é um passo, mas um pequeno passo.
As crianças abrangidas por esse Programa ainda não chegaram ao fim do 9º ano. Portanto não foram ainda avaliadas. Será que estas crianças terão menos problemas de leitura e de escrita?
Acredito que sim. Pelo que vi nas Escolas e na Internet acredito que muito mudou e estará a mudar. Os materiais (alguns) estão disponíveis na página da DGIDC: (O ensino da leitura, o ensino da escrita, o ensino do conhecimento da língua). Outros estão disponíveis em versão impressa e outros, ainda, aguardam publicação... É o caso da brochura de que sou co-autora: Implicações das TIC na aula de Língua Portuguesa. Uma versão condensada pode ser encontrada em artigo publicado na Revista Intercompreensão.
Como tudo neste país o Programa acabou... vamos ter de aguardar alguns anos para ver se os alunos do 9º ano têm melhores resultados nas provas intermédias. Nas provas de aferição parece haver melhorias. Mas, como todos sabemos, exigia-se continuidade para poder colher frutos! E avaliação!
As brochuras PNEP ficaram, os professores habituaram-se a utilizar plataformas de ensino a distância, os blogues entraram e alguns continuam nas Escolas, levando as crianças a sair destas. As crianças mostram os textos que produzem a partir de leituras...
Em algumas instituições o PNEP mantém-se, apesar, da limitação de meios. Fazendo hoje uma pesquisa encontrei o blogue de Penacova, por exemplo, outros deixaram de adoptar a sigla PNEP e, por isso, são mais difíceis de encontrar.
«iniciado no ano lectivo 2006/07, procurou responder ao desafio e à necessidade de melhorar o ensino da língua portuguesa no primeiro ciclo da educação básica, particularmente nos níveis de compreensão de leitura e de expressão oral e escrita». Terminou em 2009-2010. As práticas dos pnepianos mantêm-se e evoluem, por isso o Programa não acabou, mas...
Com este programa pretendia-se mudar as práticas dos professores e dos alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico. Pretendia-se que os professores ensinassem os alunos a ler e a escrever- e digo ensinar porque foi esse o termo que sempre foi utilizado, fugindo-se a alguns chavões pedagógicos. Não basta, efectivamente, dar livros aos meninos e dizer-lhes que leiam ou que escrevam o que quiserem ... «já que são muito criativos»... é verdade que é um passo, mas um pequeno passo.
As crianças abrangidas por esse Programa ainda não chegaram ao fim do 9º ano. Portanto não foram ainda avaliadas. Será que estas crianças terão menos problemas de leitura e de escrita?
Acredito que sim. Pelo que vi nas Escolas e na Internet acredito que muito mudou e estará a mudar. Os materiais (alguns) estão disponíveis na página da DGIDC: (O ensino da leitura, o ensino da escrita, o ensino do conhecimento da língua). Outros estão disponíveis em versão impressa e outros, ainda, aguardam publicação... É o caso da brochura de que sou co-autora: Implicações das TIC na aula de Língua Portuguesa. Uma versão condensada pode ser encontrada em artigo publicado na Revista Intercompreensão.
Como tudo neste país o Programa acabou... vamos ter de aguardar alguns anos para ver se os alunos do 9º ano têm melhores resultados nas provas intermédias. Nas provas de aferição parece haver melhorias. Mas, como todos sabemos, exigia-se continuidade para poder colher frutos! E avaliação!
As brochuras PNEP ficaram, os professores habituaram-se a utilizar plataformas de ensino a distância, os blogues entraram e alguns continuam nas Escolas, levando as crianças a sair destas. As crianças mostram os textos que produzem a partir de leituras...
Em algumas instituições o PNEP mantém-se, apesar, da limitação de meios. Fazendo hoje uma pesquisa encontrei o blogue de Penacova, por exemplo, outros deixaram de adoptar a sigla PNEP e, por isso, são mais difíceis de encontrar.
Relatório do Gave 2 - Ensinar alunos "pronetários"
Não é fácil ensinar alunos pronetários a ler e a escrever. Esta designação provém de La Révolte du Pronétariat de Joel de Rosnay.
Os pronetários fazem uma gestão polícrona das actividades (multitasking), fazem «leituras» rápidas da informação, gostam de imagens, do jogo...
Muitos alunos que responderam aos testes tiveram dificuldade em relacionar, hierarquizar informação, comparar, sintetizar informação, construir uma definição ou demonstração. E não vai ser muito fácil aprenderem estas operações cognitivas e discursivas. A dificuldade deriva, possivelmente, da gestão do tempo. Alunos polícronos saltam de brinquedo em brinquedo, de jogo em jogo, de ecrã em ecrã. Fazem zapping na televisão como fazem zapping na aula, nos processos de leitura e de escrita. Terão de aprender a linearizar quando vêem uma imagem ou um texto? Terão de se sentar... mas «o difícil é sentá-los» e terão efectivamente de se sentar. Aí os pais poderão dar uma ajuda - enquanto há tempo para isso. Num artigo, sobre implicações das TIC na aula de língua, eu e Luís Filipe Barbeiro propomos algumas propostas pedagógicas retiradas de uma brochura elaborada no âmbito do PNEP para que os alunos aprendam a ler também a partir do ecrã.
Os pronetários fazem uma gestão polícrona das actividades (multitasking), fazem «leituras» rápidas da informação, gostam de imagens, do jogo...
Muitos alunos que responderam aos testes tiveram dificuldade em relacionar, hierarquizar informação, comparar, sintetizar informação, construir uma definição ou demonstração. E não vai ser muito fácil aprenderem estas operações cognitivas e discursivas. A dificuldade deriva, possivelmente, da gestão do tempo. Alunos polícronos saltam de brinquedo em brinquedo, de jogo em jogo, de ecrã em ecrã. Fazem zapping na televisão como fazem zapping na aula, nos processos de leitura e de escrita. Terão de aprender a linearizar quando vêem uma imagem ou um texto? Terão de se sentar... mas «o difícil é sentá-los» e terão efectivamente de se sentar. Aí os pais poderão dar uma ajuda - enquanto há tempo para isso. Num artigo, sobre implicações das TIC na aula de língua, eu e Luís Filipe Barbeiro propomos algumas propostas pedagógicas retiradas de uma brochura elaborada no âmbito do PNEP para que os alunos aprendam a ler também a partir do ecrã.
France 2025- Joël de Rosnay présente l'exposition
France 2025, exposition à la Cité des Sciences
France 2025 : interview de Joël de Rosnay
Enviado por cite-des-sciences. - Vídeos sobre as últimas descobertas da ciência e tecnologia.
France 2025 : interview de Joël de Rosnay
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A propósito de «Escola Grisalha» de Daniel Bessa, no jornal «Expresso»
A propósito de artigo de Daniel Bessa no jornal «Expresso» de hoje. Leio sempre os artigos de Daniel Bessa que muito aprecio, mas.....


